Remains
1 Eleanor
Notas iniciais
- Quem ele pensa que é para nos mandar pra cá?!
- Vou te dar uma dica: nosso chefe.
- Japão, Japão, que droga! Ele só está tentando provar sua suposta superioridade. Ele sabia que eu devia estar no lugar da Hilda... Ela é a namoradinha dele, então ele resolveu por ela lá... Depois que ela quase ficou noiva daquele austríaco ficou ainda mais insuportável. E ele ainda ficou balançado, teve anel e tudo, eles saíram na porrada... Ela é uma tremenda de uma interesseira, isso sim, minha priminha.- Mime respirou fundo- Acabou que estamos aqui pra resolver o que mais parece ser uma lenda urbana, mas tudo bem, não vou reclamar porque fui pedir uma promoção e ele me pois com o cara mais calado do mundo, que não dá o mínimo valor pra minha inteligência superior...
- É o ragnaröck...
Os dois melhores investigadores criminais da delegacia do delegado Siegfried se encontravam agora no Japão, pelo motivo que Alberich chamava capricho feminino e que Mime preferia não comentar.O carro discreto de Mime não era suficiente para desviar a atenção dos passageiros incomuns, pelo menos não no Japão.
Os dois ruivos chamavam atenção por onde passavam, mas não mais do que uma bela latina que estacionou sua moto na vaga deles.
- Com licença, essa vaga era nossa.
- Não me enche cara.
- E você também não pode dirigir sem capacete, senhorita. Seria uma tristeza se alguém tão linda quanto você perdesse a vida em um acidente.
- Ninguém merece... Escuta aqui cara... –ela sacou uma arma.
- Eleanor!
- Deixa que eu cuido deles Mitiko.-a mulher se dirigiu a uma japonesa que acompanhava a cena da calçada.
- Escute aqui, você está falando com duas autoridades!-Alberich sacou o distintivo- Apesar de não parecer...
Murmurou, olhando para Mime, que se recostara no carro e parecia mais interessado em sua capota do que na discussão do companheiro com a mulher.
- Por favor... Me desculpem senhores, vejo que são estrangeiros, mas minha amiga...
- Mitiko...-disse em tom ameaçador- Meça bem suas palavras.
- Já chaga não? Vamos Alberich, acharemos outra vaga. –disse Mime, abrindo a porta do carro.
- Ai, ai, os homens hoje já não são os mesmos Mitiko, dão as costas para uma mulher e fogem quando ela está armada.Covardes.
Alberich enterrou as unhas na mão e abriu a porta do passageiro. Mas se surpreendeu com a reação de Mime.
Com a rapidez de um raio ele prendeu o braço armado da mulher chamada Eleanor, a derrubando, contra o capô, e pressionando o próprio revolver contra o peito dela.
- Tudo tem limite senhora, lembre se disso.
A soltou e entrou no carro. Ela prendeu a arma na calça novamente e se inclinou na janela do carro.
- É senhorita para você.
- Ela é sempre assim?-Alberich se dirigiu a mulher chamada Mitiko, que consentiu com um sorriso constrangido.
ooooOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOoooo
Uma semana no hotel e nada. Mime simplesmente sumia durante todo o dia, e Alberich passava o dia na biblioteca oficial de Tókio, atrás de livros em inglês.
Quando finalmente tirou os sapatos e sentou numa poltrona, Alberich saiu do banho e despejou sobre ele um mar de informações que havia colhido durante as leituras.Tentava com todas as forças se abster daquilo. E pedia a Odin que conseguisse largar o cigarro um dia. Assim como queria largar o emprego, largar o quarto que alugava em uma rua remota de seu país, largar a vida fútil que levava.Pelo menos na sua opinião, porque segundo um dos gêmeos, amigo de Siegfried, como era mesmo o nome dele? Era por essas e outras que precisava para de fumar, estava prejudicando a oxigenação de seu cérebro...O que não impedia de ser um dos oficiais mais invejados, segundo Shido. Isso, Shido!
- Mime, você está me ouvindo?
- Sim, Alberich, sim...
- Então por que não está pronto?
- Pronto...?
- Mime, mataram uma mulher a duas quadras daqui.
- Pode não ter nada a ver.
- Ela tinha a marca.
- Droga!
Fale com o autor