Relíquias de Sangue

3 Capítulo 1 - Continuação


Notas iniciais
Então, desculpem por ser tão longo. Eu me empolguei.

Ele me soltou e ficou me olhando – encarando freneticamente – eu não estava me importando com o que ele estava fazendo. De repente, ele parou.

— Você é estranha. – ele disse.

— Você não é lá essas coisas. – murmurei. Ele riu. – Então, o que foi?

— Ahn – ele disse devagar – pode vim comigo?

— Claro. – olhei confusa e o segui.

Ver aquele homem me conduzindo a um lugar estranho me fez pensar se ele já adivinhara quem eu era. A primeira de minha espécie. Quando vi que ele estava entrando na floresta – a mesma floresta que esconde a minha casa – o interrompi.

— Pare! – eu disse – O que você quer?

— Quero te mostrar uma coisa. – ele parecia apreensivo.

— Não vou a lugar algum até me dizer o que é.

— Por favor, apenas venha que quando vir irá entender. — percebi o horror em seus olhos e concordei.

Dessa vez ele estava correndo, parecia cada vez mais nervoso. Ele destruía os galhos das árvores que impediam sua passagem. Nada poderia impedir que ele chegasse a esse tal lugar.

Enquanto o seguia, percebi um cheiro diferente. Era sangue. Sangue diferente, não tinha um cheiro comum. Era animal.

— Ali! – ele disse.

— Eu vejo... – eu estava confusa e assustada, o que era aquilo? Me aproximei daquela pobre criatura. Era um homem, parecido com o que me guiou até aqui na verdade, ele estava ensangüentado. Não me assustei, mas não cheguei perto também.

— Ele foi atacado. Precisava de sangue e o que consegui foi isso. – apontou para a carcaça de um cervo.

— Ahn... Ele parece faminto. – eu disse – Quem é ele?

— Harry Campbell. Meu irmão.

Então eles eram irmãos. O sobrenome Campbell pareceu-me familiar, talvez já tenha ouvido a história dos Campbell’s. Eram uma família muito famosa no norte da Polônia na minha época. Mas os caçadores de bruxas acabaram com todos os membros da família. Foi só a metade do que já ouvi falar, se esses dois rapazes forem mesmo a verdadeira família Campbell, talvez eu ouça a verdadeira história.

— Venha comigo. – aproximei-me de Harry.

— Obrigado. – ele disse.

Atravessamos a floresta, eu os guiei até minha casa. Era o mínimo que eu podia fazer. A minha curiosidade fez com que eu o ajudasse. Quando avistaram aquela casa enorme em que moro fizeram uma expressão estranha de quem fica entusiasmado.

— Uau! É aqui que você mora? – Harry disse. Eu concordei. – É... Grande.

— Tudo bem. – eu ri – Entrem.

Eu os levei até a sala de estar. Harry e seu irmão sentaram.

— E então. Eu sei o seu nome Harry. Mas e o seu? – Olhei para o outro irmão. Aquele rapaz bonito com que estive em um pequeno confronto mais cedo.

— Matt Campbell.

— É um prazer conhecê-lo Sr. Campbell. Meu nome é Rose Blackburn, meu irmão irá chegar daqui a pouco, então por favor...

— Não quer que a gente o assuste? – Interrompeu-me Matt.

— É mais fácil ele os assustarem Campbell! – Retruquei – Então, como eu estava dizendo... Por favor, sejam educados com ele.

— Como quiser Rose. – Disse Harry. Ele parecera mais educado do que Matt.

— Harry, se me permitir... Quero acompanhá-lo até o quarto de hóspedes. Você precisa descansar, amanhã conversaremos, já está tarde.

— Obrigado. – ele disse.

— E você espera aqui! – Eu disse com um tom agressivo para Matt.

Subi as escadas e levei Harry até o quarto, ele parecia realmente cansado. Mostrei a ele onde era o quarto e ele foi até lá. Fechou a porta e pude ouvi-lo deitando-se. Tudo parecia calmo quando ouvi a porta batendo e de repente ouvi rosnados. Corri para a sala de estar e encontrei Jake e Matt rosnando um para o outro.

— Jake! – eu gritei – Pare! Comporte-se, você não é um cachorro! Guarde essas suas presas pra sua caça. Sr. Campbell é visita!

— Campbell? – Jake pareceu confuso, parou de rosnar e sorriu – Desculpe. Prazer em conhecê-lo. – ele disse de um modo arrogante.

— Tudo bem. – Matt disse.

— Encontrei Matt na estrada ele me levou até seu irmão que estava muito ferido e pior de tudo, tomando sangue de animal. – eu expliquei.

— Onde está o irmão? – Jake disse com um tom sóbrio.

— No quarto de hóspedes.

— Ótimo. Amanhã conversamos. Quero muito saber a história de sua família Sr. Campbell. – Jake disse.

— Minha família? – Matt perguntou.

— Sim. Mas sem mais delongas Vá se deitas. – Jake murmurou.

Fomos todos para os nossos quartos. Enquanto estava deitada, pensei naquela tarde estranha que tive. Naquelas pessoas estranhas que conheci. Na cena que presenciei. E foi quando lembrei que amanhã era o dia em que Jake ia para a escola. Respirei fundo e dormi.

Vi diferentes imagens, parecia como um filme... Eu estava muito assustada, tudo estava pegando fogo, as pessoas estavam gritando, ouvi minha Ash gritar. Acordei.

— E aí, Rose! – Jake disse. – Estou bonito ou bonitão?

— Por que tá falando assim? – Eu disse. Sinceramente ele parecia um verme com aquelas roupas de quem usa hoje em dia.

— Tenho que falar de acordo com as pessoas de minha idade.

— Você tem mais de 300 anos. – murmurei.

— Não, hoje tenho 17.

— Nossa, se é assim... Você está ótimo.

— Eu sei. – ele disse.

— Os Campbell’s já acordaram? – perguntei, por um momento esqueci que tinha estranhos na minha casa.

— Não... Ou estão fingindo que estão dormindo para ouvirem o que estamos falando.

— Jake, você pode ouvir qualquer coisa. Seus sentidos são mais apurados que os deles e você ainda têm dúvida se eles estão dormindo ou não? Por favor né. – eu disse.

— Tá bom, tá bom. Tenho que ir se não me atraso. Tchau. – ele me deu um beijo na bochecha.

— Ei Jake! – eu gritei – Espera!

— Tchau Rose! Já to indo. – ele disse empolgado.

— Jake? – falei com um tom de preocupação.

— Que foi? – Ele disse com um tom curioso.

— Não esquece do que eu falei. Você é estrangeiro e...

— Blá-blá-blá – ele me interrompeu – Já entendi. Tenho que ir. – E ele saiu.

Notas finais
Deixem reviews pra dizerem que gostaram ou pelo menos que leram? hahah, beijos :*