Relíquias Perdidas

8 Capítulo 8 – O Mercado Voraz.


Notas iniciais
Hey, queria dar as boas vindas as leitoras que estão comentando recentemente: Mariana Bueno e Rapha B Favarin, e me desculpar pela demora, tava caprichando nesse capitulo!
Fiz uma capa pro bônus da Liliandil (cap. 7), deem uma olhada e me digam se ficou boa okey?
Preparem-se para um capitulo cheio de emoções e ação, adorei escrever esse capitulo, pq gosto muito de ação! Muitos capitulos ainda estão por vir, afinal são doze relíquias né?
Pra quem ainda não leu, (é só uma oneshot):
http://fanfiction.com.br/historia/329234/Pumped_Up_Kicks./

(Link Da Capa Do Bônus Do Capitulo 7)

Ártemis foi sequestrada? – indagou Zoë com certa indignidade. – Mas ela é uma deusa! Como...?


– Bom, alguns deuses já foram sequestrados, como Perséfone – disse Isabelle.



– Perséfone é a deusa da primavera faça-me o favor, mas Ártemis? a deusa da caça e da vida selvagem sequestrada? – arquejou Zoë.



– Então aposto que esses caras devem ser barra pesada – disse Lúcia.



– Nós temos que ir até a caverna, mas sem um sobrenatural fica difícil enxergar através da névoa – disse Isabelle.



– Alguém aqui tem mana 5? Mana é a quantidade mágica que todos nós temos, a de alguns é mais forte a de outros é mais fraca, alguém aqui já conseguiu fazer magia? – perguntou Zoë.



– Lúcia, lembra quando desembarcamos na ilha do mago Kuriaki? Você usou o livro de feitiços dele – lembrou Edmundo.



– Não é uma mana muito forte, mas você é a única sobrenatural entre nós, se você se concentrar pode limpar um terço da névoa, o que vai ser de certa utilidade – disse Zoë.



– Mas como eu faço isso? – indagou Lúcia.



– Só feche os olhos, e se imagine limpando uma névoa natural – sugeriu Isabelle.



E enquanto todos arrumavam suas armas para ir, Lúcia se concentrava o máximo possível, foi possível ver embeiçadamente, algumas criaturas que só se enxerga através da névoa, como os anões hawkies roubando comida de cozinha. Não era muito claro, mas era o máximo que eles poderiam enxergar.



Lúcia se concentrou no covil dos assassinos, e foi limpando a névoa do Acampamento até a caverna.



Davam para ver, muito mal, os guardas da caverna, eles tinham armas de dois metros, e usavam roupas azuis com macetes sangrentos, de todos as criaturas mágicas, eles é quem possuem a maior quantidade e capacidade de produzir névoa.



Susana, Zoë e Bianca logo trataram de atingi-los com flechas no pescoço.



Na espreita eles entraram lá, e logo foram abordados por vários outros. Susana, Zoë, Isabelle e Mimí ficaram e lutaram contra alguns assassinos, e quando a Pedro, Caspian, Edmundo, Clove e Lúcia, ouviram gritos do porão e seguiram as vozes.



Era difícil lutar contra eles, era difícil lutar contra algo que não se pode ver direito, a visão era embaçada e muito oscilante, os assassinos da névoa não tinham como se concentrar para aumentar, seu poder de névoa e se esconder mais ainda.



Ártemis vibrava de raiva, enquanto as outras garotas junto com Asafe e Theo também faziam o mesmo para se soltarem. A deusa logo percebeu a presença de Susana, Zoë, Isabelle, Zoë e Mimí, e limpou a névoa para elas.



Clove, Liliandil, Pedro, Edmundo e Caspian correram para o porão, mas foram interrompidos por outros guardas, Pedro e Caspian ficaram empatando-os de salva-los as princesas os dois príncipes e a deusa.



Ártemis os avistou e de imediato gritou com toda a força que tinha, “SOLTE-ME! PELA COLEIRA!” num impulso Liliandil pegou seu prendedor de cabelo e abriu o cadeado da coleira que estava em Ártemis.



A deusa aumentou de tamanho umas cinquenta vezes, e brilhou com diamantes apontados para o sol, todos fecharam os olhos, pois quando se vê um deus em sua forma divina pode morrer.



Estavam todos lá no acampamento, Susana, Isabelle, Mimí, Clove, Caspian, Pedro, Edmundo e até Theo e Asafe.



Ártemis os teletransportou para o acampamento, não todos pelo visto, a deusa lembrou-se de Theo e Asafe, mas se esqueceu das princesas.



– Esses ratos de esgoto! – bradou a deusa furiosa. – Vou fazer se arrepender do dia em que nasceram! – disse Ártemis e cuspiu sangue no chão.



– E as minhas irmãs senhora Ártemis? – questionou Isabelle.



– Não se preocupe, a minha triunfada vai ser épica! – disse Ártemis.



– Sinto que devo-lhes dizer que teremos que esperar mais duas semanas, não tenho condições de atacar até lá, e vai ser vantajoso porque eles vão estar no mercado de trafico, vamos reunir nossas forças e atacar com tudo – disse Ártemis.



Essas palavras não animaram muito eles, pois estavam cheios de feridas e incapacitados mentalmente, a névoa tóxica que os assassinos produziam os deixavam com a mente super embaraçada, sem contar nos cortes profundos dados de presente pelos assassinos. Theo teve que usar suas habilidades medicinais.



Durante uma semana todos se sobressaíram em treinamentos, principalmente quando se tem um dezena de monstro pra matar, todos passaram dia após dia tramando planos de ataque, Ártemis ficava com mais sede de vingança a cada dia que passava.



Susana e Liliandil não iriam pois teriam de ficar com seus filhos, mas o resto foi para ajudar a salvar: Carly, Camilla, Brianna, Dannyela e Bianca.



As caçadoras foram de grande utilidade além de serem espertas, eram rápidas e tinham as melhores miras, chegavam a ser até melhor que Susana.



Hoje é véspera do comércio ilegal, lá pelo norte da Floresta Negra, e eles estão dormindo logo após o por do sol porque, lá pelas três da manhã partirão para o mercado ilegal, além de ser longe começa ás quatro horas da manhã.



O nevoeiro estava insuportável e não havia nem sinal de sol, mas mesmo assim, todos acordaram para se preparar para a jornada.



O caminho era longo, o frio estava atordoante, a névoa era natural, Ártemis não pôde limpa-la, os cavalos estavam de mau-humor e foram precisas várias maçãs para fazê-los continuarem.



O norte da Floresta Negra era também o ponto mais alto do país, lá ficavam as montanhas dos lestrigões, o frio chegava a ser insuportável, já tinha amanhecido e névoa tinha sumido, mas mesmo assim pareciam nuvens saindo dos narizes quando respiravam.



O comércio era grande, se estendia pelo um circulo com doze vias de estradas pela floresta, e situava-se em cima de uma serra.



Lá se vendiam várias pessoas como escravos, ou até animais para consumo alimentar, ou até criaturas escravas, e criaturas mágicas que por lei são proibida de ser vendidas, além de ervas e plantas proibidas para consumo. Eles deviam estar violando no mínimo umas quinze leis federais.



Esse comércio só tem uma vez por mês, pois os organizadores passam tempo demais caçando pessoas ilegalmente, dentre outras coisas.



Eles ficaram escondidos ao redor do mercado, até que Asafe deduziu:



– Temos que nos separar, os primeiros que acharem os assassinos da névoa mandam um sinal.



– Temo em admitir que tu está certo, vamos se espalhem em grupos e finjam-se de compradores – ordenou Ártemis e mudou de forma para uma garota de doze anos. Os deuses têm o poder de mudar de forma quando quiserem, seja como um bebezinho ou uma chama de prata.



Lúcia, Asafe, Caspian e Theo ficaram juntos, e Clove, Mimí, Zoë, Isabelle e Pedro decidiram aguardar, as caçadoras também se dividiram em grupo e esconderam seus arcos e flechas.



Não seria difícil não ver os Assassinos, pois eles estão em um local de comércio humano, se quiserem ser vistos precisam tirar a névoa de si.



A cada quadra havia um leilão de pessoas como escravos, e barracas de bebida alcóolica.



Lúcia não conseguia parar de olhar para Asafe, mordia os lábios só de olhar praquela boca, e se não fosse lucida, pulava em cima dele e lhe tascava um beijão, o quando ela daria para ficar abraçada aqueles músculos discretos e tímidos, mas teria inúmeras consequências.



Para matar a vontade Lúcia avistou groselha com gin no chão e andou rapidamente de propósito, escorregou na bebida e caiu em cima de Asafe, ele num impulso a segurou, e os dois ficaram a poucos centímetros das bocas uma da outra, Asafe não demonstrou nenhum interesse e tratou de levantar Lúcia. Foi uma tentativa fracassada, pois no final das contas Lúcia ficou coberta de bebida alcoólica e não arrancou ao menos um olhar de Asafe.



Enquanto passam por um boteco de luxo, avistam os caras com pinturas de estampa de animais, armas gigantescas, nunca tinham olhado tão bem para os seus rostos.



Caspian mandou um pombo correio para Ártemis e outra para Clove Mimí e Pedro.



Eles decidiram traçar um plano, e também ouviram eles dizerem que só iriam iniciar o seu leilão de escravos após o almoço.



– Temos que nos disfarçar eles nos viram na caverna duas vezes – disse a vice líder Lúia.



– Edmundo e eu arranjamos umas capas, e você e Asafe precisam de acessórios, vocês vão “comprar” primeiro Dannyela e Brianna pois elas vão ser grande utilidade – disse Caspian.



– Precisamos de muito ouro, o lance inicial das duas é de 50 centes de ouro – disse Asafe.



– Eu já me precavi quanto a isso – disse Theo tirando um saquinho de moedas de ouro do bolso, aquele dinheiro certamente era para alguma emergência.



– Boa, Theo! – vibrou Asafe. – OK, Ártemis vai nos dar cobertura do lado de fora, outro grupo de caçadoras lideradas por Jordan está na extremidade leste, e estamos com Mimí, Isabelle, Clove e Pedro no sul, vamos arrumar os disfarces e boa sorte – ordenou Asafe. Um dos motivos de Lúcia ter uma queda por ele é que ele tem um ótimo espirito de liderança, e outra coisa que a intrigava era que ele estava sempre com a mesma feição séria, ninguém sabia o que ele estava pensando.



– Vocês vão ser um casal estrangeiro, querendo comprar escravas domésticas – disse Caspian.



Lúcia fez três tranças no cabelo, colocou um pircin na testa, pintou as pálpebras e revestiu seu vestido de veludo vinho com seda vermelha, Asafe colocou um turbante, um cachecol, e um pircin no meio da testa.



– Vamos lá, vamos lá, vendemos essa caçadora, 50 ouros, quem dá 60? – disse um assassino com um corrente de metal amarrada a uma coleira no pescoço de Dannyela, a garota cuspiu no chão de tanta raiva, parecia pálida e fraca.



Aquela coleira era o maior truque deles, pois imobilizou até os poderes de Ártemis? A deusa da caça e da vida selvagem.



Os lances foram subindo, e quando ninguém mais quis subir, Lúcia e Asafe tiveram de comprar Dannyela por 950 ouros, demorou um tempo, e eles tiveram de sussurrar para ela quem eram.



Brianna custou ainda mais caro que Dannyela, 1005 ouros, todo o dinheiro pra emergência que o pai dos dois e príncipes e das cinco princesas deu foi pro brejo.



Antes que eles vendessem uma das princesas, Asafe deu o sinal para executarem a ação.



Caspian, Edmundo e Theo não tiveram pena de enfiar espadas naqueles assassinos, Isabelle atirou flechas de longe que atingiram pescoços, Clove jogava facas com tanta precisão nos pés dos assassinos que eles chegavam a morrer por sangramento.



Havia uns cem assassinos, logo todas as caçadoras inclusive Ártemis vinheram lutar, todos no mercado se agitaram, a poeira do chão de terra se levantou.



Lúcia estava cruzando laminas contra dois, mas com seu punhal é claro que ela estava em desvantagem, seu punhal caiu e a lamina de uma espada estava prestes a cortar seu pescoço, num super reflexo Lúcia se jogou de costas no chão, só que eles eram incrivelmente rápidos, e a lamina da mesma espada ficou a um centímetro de seu pulso, prestes a arrancar a mão de Lúcia inteirinha.



Zoë enfiava um flecha no pescoço de quem se atrevesse a olhar para ela.



Asafe furioso cortou a cabeça dos dois que lutavam contra Lúcia, e obcecada Lúcia murmurou Obrigada.



No meio da confusão, Brianna e Dannyela acharam que o melhor a fazer seria soltar as princesas, quem estava por ultimo era a pobre Carly, primeiro saiu Bianca, depois Camilla, mas não deu pra puxar a pequena Carly.



Um ladrão arrombou os barris de enchofre, e misturados a névoa, o mercado virou um grande poço de larva.



Pedro pulou num tábua que mandou uns dois assassinos para o fogo, este foi se espalhando e intoxicando todo o ar.



Uns dois outros capangas perceberam que não tinha mais jeito, e decidiram bolar uma vingança ali mesmo, amarraram uma corda no pescoço de Carly, e subiram em uma árvore, prontos para poderem puxá-la.



Todo o resto do grupo se esquivou da larva, ela estava indo até os pés de Carly; Zoë, Bianca, Camilla e Isabelle olhavam aterrorizadas para a irmã, a dor de perder um irmão é muito grande a ponto de fazer cada membro do seu corpo se torcer, Camilla deu um grito aterrorizante, nem Ártemis poderia fazer nada, pois o elemento do fogo a enfraquecia, ela era a deusa da lua e seus elementos eram flora e lua.



Se Carly não morresse enforcada, morreria queimada, pois os assassinos poderiam puxar a corda que estava amarrada em seu pescoço. Edmundo vorazmente pegou uma barra de ferro e uma corda, rodou o objeto que encravou em um galho alto da árvore onde os capangas estavam, enquanto isso a larva estava a poucos centímetros, Edmundo se jogou de um lugar alto e numa perfeita simetria ele cortou a corda que estava no pescoço de Carly e a trouxe de volta a terra de barro com a corda.



Carly levou um abraço extremamente apertado de Isabelle. Ártemis cuspiu no chão e pegou seu arco de ouro celestial, atirou uma flecha no olho esquerdo dos dois últimos Assassinos Da Névoa da história.



Chegando ao acampamento, o dia foi de comemoração, Ártemis mandou suas caçadoras trazerem os melhores animais para ser ceiados, e serviu aos heróis seu vinho favorito, vinho olimpiano morgado, Ártemis puxou a seu pai e irmão Dionísio para o gosto de vinhos.



– Eis aqui, quinze heróis dos mais bravos que já conheci, os nomeio agora como Guerreiros Celestiais Juniors, por prestarem grande favor a deusa Ártemis, deusa da caça, da vida selvagem, da lua, e da natureza – disse Ártemis, ela devia estar um pouco bêbada, pois não é de seu feitio elogiar, que dirá nomear heróis.



Isabelle e Carly correram até Edmundo, depois do almoço de comemoração.



– Edmundo, – disse Isabelle com um sorriso de orelha a orelha. – Vim agradecer por ter salvado minha irmãzinha – disse Isabelle e deu um beijo na maçã do rosto de Edmundo, ele ficou com o rosto mais vermelho que uma tomate.



– Eu também tenho de agradecer Edmundo, sempre irei me lembrar de você como meu herói – disse Carly e deu outro beijo na maçã do rosto de Edmundo, e depois saíram risonhas.



Numa moita atrás da barraca 3, Pedro olhava para o irmão com um olhar horrível que se olha para um irmão, uma mistura de ódio e inveja.


Notas finais
E aí merece um review?
Ainda da tempo vai!
Aviso: Próxima semana, capitulo 8 da fic "Meu Anjo".
E a capa do bônus?
Preview, próximo capitulo:
Título: O Arco De Prata
Depois de resgatar as princesas, nossos heróis quase se esqueceram da sua verdadeira missão, pegar a primeira relíquia de doze que ainda restam, e vão ter uma ajudinha de Ártemis e suas caçadoras.
Perguntas *:
* O que achou da Lúcia dando em cima do Asafe
* Acha que o Pedro ficou com ciúmes do beijo que a Isabelle deu no Ed?
* Gostaram da volta por cima que os nossos heróis deram?
(Próximo capitulo tem Suspian! e um novo personagem que vai abalar corações!)