Relíquias Perdidas
48 Capitulo 48 – Santos e Pecadores
Notas iniciais
Susana e Caspian estavam em mais um momento só eles dois, na praia, num fim de tarde, só observando o mar, e Susana estava estranhando tudo aquilo.
– Você não notou que tudo está calmo demais? – perguntou Susana.
– Como assim? – perguntou Caspian.
– Pedro e Edmundo pareceram desistir daquela garota, Lúcia não encontra o Asafe tem dois dias, e o mais incrível... Liliandil não nos interrompe desde que chegamos aqui... – disse Susana.
– Uau! – disse Caspian. – Nossa vida deve ser muito tranquila.
– O que significa... Algo grande está vindo por aí! – disse Susana.
– Não seja tão macabra – disse Caspian.
– É verdade! – disse Susana. – Olha bem, depois que Alêx nasceu, nós ficamos em paz... Pura paz por dez meses, aí acontecem todos os problemas em Nárnia, nós viemos parar aqui e uma série de desgraças aconteceu!
– Nós carregamos alguma maldição ou coisa do tipo? – perguntou Caspian.
– Isso é loucura! – disse Susana. – Você não acha que nós poderíamos tipo... Só aproveitar o momento antes que Lilliandil chegue aqui pedindo para você dar a mamadeira de Rillian?
– Sim, vamos... – sorriu Caspian.
Os dois ficaram abraçados em meio a areia, Susana adorava encostar a cabeça no peito de Caspian, dava a sensação de que ela sempre teria um porto seguro, alguém que sempre a amaria e confiaria nela.
A obsessão pela família perfeita ainda atormentava Susana, ela adorava os contos de fadas, tipo quando a princesa casa com o príncipe e eles vivem felizes para sempre, era isso que ela queria, era só o que ela queria. Viver feliz pra sempre, apenas isso, até ficar velhinha e cuidar de seus netinhos ao lado do amor de sua vida... Quando chegasse até a velhice ela queria morrer sabendo que teve uma vida avassaladoramente feliz e tranquila, e é claro, perfeita.
Mas infelizmente as coisas não eram assim, com Lilliandil e Rillian no meio ela nunca iria ter uma vida avassaladoramente feliz, quem sabe algum dia, quando ela e Caspian já estiverem cansados da vida de rei e rainha, eles podiam desistir de tudo e morar numa casa simples... Ter uma vida simples, fora da agitação de Cair Paravel, aí só os seus netos e filhos poderiam ir visita-los. Susana sabe que um dia ela irá olhar para Rillian e ver apenas o seu enteado, ela não irá rejeitá-lo nem nada, pois se sente muito egoísta de toda vez vê-lo e odiá-lo por ele ser filho de Lilliandil com Caspian.
Susana sabe que Caspian nunca a trairia e de fato ele nunca o fez, a não ser naquela vez na qual Lilliandil mastigou menta só para enfeitiça-lo, Susana teve certeza que aquela foi mais uma das artimanhas da estrela, e por isso perdoou Caspian, mas ela não iria, não queria, e não aguentaria ver outra cena daquela novamente, ela precisava pensar em Alêx, sua filha legítima e primogênita.
Nunca mais Susana queria brigar com Caspian novamente, só se o assunto for muito sério, da ultima vez que ela brigou com Caspian ela quase morreu e acabou perdendo seu filho. Susana ainda não consegue parar de pensar em Caleb, em como seria o rostinho dele, qual seria sua cor preferida... Se seria bem cuidado pelos pais no País de Aslam... Ela estava muito ansiosa para conhecê-lo quando sua hora chegar, mas de quem ela sentia mais falta mesmo era de seus pais.
– Você sente falta dos seus pais? – perguntou Susana. Ela não gostava de falar com Caspian sobre os pais dele, pois ele sempre ficava muito triste, mas ela precisava para que um desse apoio ao outro.
– Muita falta – disse Caspian. – E você?
– Eu sinto tanta falta... Sabe quando você tem sempre alguém pra lhe ajudar em tudo, tipo alguém que vai sempre lhe orientar, que vai sempre estar te guiando... É disso que eu sinto mais falta – disse Susana.
– Eu perdi meu pai muito cedo, você sabe, nunca houve ninguém me guiando – disse Caspian.
– Eu te entendo – disse Susana.
– Como assim? – perguntou Caspian.
– Eu entendo você querer ser um pai melhor para Rillian, já que não teve um... Eu te admiro muito por isso, e Rillian é menino, ele precisa mais do pai do que qualquer outro parente – disse Susana.
– Eu te entendo também – disse Caspian. – Eu entendo o porquê de você pensar em Rillian dessa forma, se eu fosse você também pensaria assim.
– Sabe, todas essa brigas que nós temos... Acho que a nossa crise acabou, quer dizer... Vieram Liliandil e Rilian e Caleb... E todas as dificuldades... Eu só queria dizer que estou orgulhosa de nós dois termos superado isso, acho que nós podemos contornar todas as situações que nos ameaçarem – disse Susana.
– E sabe o porquê? Porque no momento que eu te vi pela primeira vez... Eu soube que te amava, você sentiu o mesmo? – perguntou Caspian.
– Não na mesma hora, mas cinco minutos depois eu não conseguia parar de pensar em nada que não fosse você. Aí eu decidi ir falar com você, eu deveria me achar uma boba por ter te procurado naquela hora da noite... Eu só queria ver seu rosto mais uma vez porque não estava conseguindo dormir, quem sabe eu não podia sonhar com você? Eu era tão idiota, eu tinha acabado de te conhecer, e a aquela noite foi a mais linda que eu já tive, tão linda quanto a nossa filha – disse Susana.
Caspian sorriu.
– Foi a noite, mas incrível da minha vida – disse Caspian.
Os dois se beijaram novamente. Susana adorava como aqueles beijos transmitiam tanta segurança, um porto seguro pelo qual ela sempre estaria por perto, a sensação de estar em casa depois de uma longa jornada...
***
É chegado o dia que todos esperam, hoje Atena chega na Ilha de Ogígia e hoje também é a eleição de que decidirá se Alícia e Sammy ficam ou não. Asafe já conquistou inúmeros votos assim como Alícia fizera o mesmo, mas quem será que irá ganhar?
Todos se sentaram muito ansiosos para o resultado da votação, Asafe e Zoë foram para frente da fogueira com todos em volta, Asafe e Zoë tiraram cara ou coroa para ver quem se pronunciava para contar os votos, Asafe apostou em coroa e ganhou, mas como ele estava confiante deixou Zoë contar os votos.
– Quem votar a favor de Alícia, por favor, levante a mão – pediu Zoë.
Levantaram a mão: Susana, Bianca, Lúcia, Alícia, Mimí, Zay, Theo e Edmundo, Alícia teve oito votos.
– Levantem a mão quem vota a favor de Asafe – disse Zoë.
Levantaram a mão: Liliandil, Clove, Carly, Camilla, Asafe, Caspian, Pedro e Apolo. Isabelle e Nico não votaram.
– Temos um empate – disse Zoë. – Se duas pessoa resolvessem contribuir... – disse lançando um olhar fuzilante a Nico e Isabelle.
– É claro que o Nico vai votar em mim não é Nico? – disse Alícia.
– Eu voto a favor do Asafe – disse Isabelle.
– Eu voto a favor do Asafe – disse Nico.
Alícia ficou boquiaberta.
– Isso! Eu ganhei! – disse Asafe. – Finalmente esse pulguento vai cair fora!
– Do quê. Você. O. Chamou? – disse Alícia quase encostando seu nariz no de Asafe, os dois ficaram assim por um bom tempo.
– Pulguento! Mas há outra escolha princesa de Shamat... Você pode ir embora junto com o cão... – disse Asafe.
– Escute aqui... Príncipe de Flyre! Eu não vou a lugar nenhum e nem o Sammy! – disse Alícia. – ZOË! – chamou Alícia gritando.
– Me desculpa Alícia, eu não posso fazer nadar, foi o acordo – disse Zoë.
– Zoë eu te ajudei... – disse Alícia.
– Me desculpe, eu não posso fazer nada! – disse Zoë.
Alícia pegou um copo de vinho e o bebeu em três segundos, todos ficaram olhando o estado de raiva dela.
– Senhoras e senhores... Temo em lhes dizer... Que a real e nobre princesa Zoë de Flyre! Pediu a minha ajuda! E sabe pra quê? Ela queria se vingar e conquistar novamente... O meu irmão! – disse Alícia.
Zoë ardeu em ódio e finas lágrimas saíram de seu rosto. Houve um silencio de pessoas boquiabertas de um minuto.
– Você não tinha o direito de ter feito isso! – disse Zoë chorando.
– Você não tinha o direito de não tentar fazer algo! – disse Alícia.
Zoë olhou para Zay rapidamente e saiu correndo para a tenda das meninas.
– Você – disse Alícia apontando para Asafe. – Vamos conversar mais tarde!
– Pessoal! Atena chegará daqui a um minuto – disse Apolo.
Em um minuto a deusa da sabedoria chegou, com escudo e espada na mão, ela só disse apenas uma frase. – Receio que o que procuram esteja na boca do futuro. E depois desapareceu em sua forma olimpiana.
– Boca do futuro? – disse Camilla.
Todos fizeram “O que será que isso significa?”.
Bianca que é mais inteligente de todos, se pronunciou.
– Ela quis dizer uma profecia, a boca do futuro é Camilla – disse Bianca.
– Eu? – disse Camilla. – Ah droga outra profecia... Tava curtindo tanto as minhas férias... Tá legal.
Camilla se levantou e fechou os olhos, quando os abriu eles ficaram verdes fantasmagóricos, seus pés foram cobertos por névoa verde e sua voz se multiplicou, como se houvesse três Camillas falando.
“Bem aventurados os que podem encontrá-la
A ajuda na inteligência tem de encontrar
Ou nem perto irá chegar
A floresta escura devem trilhar
Da marca de Atena a procurar”
Todos ficaram discutindo a profecia, enquanto Alícia puxava Asafe para a tenda que ela dividia com Liliandil, Susana, Clove e Mimí.
– Me escuta aqui cara... – disse Alícia batendo no ombro de Asafe. Asafe a cada batida se enchia de raiva.
– Eu estou numa situação complicada... Então... Vamos negociar? – disse Alícia.
– O acordo foi feito, você perdeu – disse Asafe.
– Espere aí, vai com calma tá Asa? – disse Alícia.
– Asa é só pra amigos e familiares – disse Asafe rudemente, mas Alícia não deu importância.
– Que seja! – Eu proponho um acordo... – disse Alícia colocando seus braços encima dos ombros de Asafe chegando bem próximo dele, tão próximo que Asafe sentiu o hálito doce de vinho saindo da boca de Alícia.
Asafe não sabia direito porque estava ali, talvez porque aquela maluca o puxou á força; ou poderia estar ali por curiosidade, talvez ele quisesse saber o que ela tem a dizer.
– Você deixa eu e o Sammy ficarmos e em troca... – disse Alícia com um sorriso malicioso, seus lábios estavam bem próximos dos de Asafe.
Alícia era realmente muito bonita, e ela chegando tão perto com aquele hálito doce era irresistível para Asafe, ele tentou escapar andando para trás, como todo homem, ele estava com vontade de beijá-la, mas pensou em Lúcia, ela não merecia isso, se bem que ele já estava traindo Clove com Lúcia, mas mesmo assim...
– O que me diz? – perguntou Alícia.
Asafe ficou sem palavras.
– Eu... eu...
Nessa hora Clove entrou na tenda e viu os dois quase se beijando. Na mesma hora ela puxou os cabelos de Alícia e ela caiu no chão.
– Então é ela, a sua amante? – disse Clove encarando Asafe.
– NÃO! Não é nada disso... – disse Asafe nervoso.
– Sua vadia! – disse Alícia puxando os cabelos de Clove por trás e dando um tapa na cara dela. Clove revidou, mas Alícia deu um chute em seu abdome que ela foi parar dentro da mala de Mimí cheia de armaduras pesadas, não deu pra ela sair de lá. Alícia seguiu em frente e tascou um beijão em Asafe.
Todos ouviram a gritaria da briga entre Clove e Alícia e foram olhar o que era, assim que abriram a tenda Alícia se atirou no chão se fingindo de vítima.
– Não me toque seu pervertido! – gritou.
– O que droga está acontecendo aqui? – perguntou Mimí.
– Esse monstro me agarrou a força! – disse Alícia.
– O quê? Você se jogou encima de mim sua atirada! – disse Asafe.
Alícia começou a chorar e Zay foi até ela.
– O que droga está acontecendo aqui? – perguntou Zoë entrando na tenda.
– Bom, a Alícia disse que o Asa tentou agarrá-la, mas o Asa está negando tudo... A Clove está presa na mala da Mimí soterrada de armaduras e nós chegamos aqui! – disse Camilla com um sorrisão.
Lúcia disse:
– Deve haver algum mal entendido, o Asafe não seria capaz de...
Liliandil tirou as peças de armaduras de ferro de cima de Clove e a ajudou a sair da mala.
– Ela quem se jogou encima dele! Eu mesma vi! – disse Clove.
Zoë foi até Alícia.
– Eu não acredito que você fez isso – disse Zoë olhando para Asafe. – Eu o declaro suspenso da liderança dos Caçadores de Relíquias! Todos concordam comigo?
Todos levantaram a mão, menos Liliandil e Clove.
– Isso não é verdade! Clove está de prova! Ela me agarrou! – disse Asafe.
– Z, por favor... Eu quero ir embora desse lugar – disse Alícia chorando e abraçando Zay.
– Vem comigo – disse Zoë colocando o braço de Alícia sobre o ombro dela e a levou para a tenda das meninas.
Zay seguiu Alícia e Zoë. Zoë deitou Alícia na cama dela, Alícia era muito boa atriz, fingia muito bem.
– Onde ele lhe tocou? Eu preciso saber! Sou seu irmão! – disse Zay.
– Vou pegar alguma água – disse Zoë.
– Ele tocou na minha cintura e tentou me agarrar... Foi horrível! – disse Alícia.
Zoë teria duvidado de Alícia, ela sabia o quanto ardilosa e esperta Alícia era, mas a atuação dela estava convencendo Zoë muito bem, os cabelos de Alícia estavam bagunçados o que era interpretado como quando ela fosse o empurrar ele a apertasse mais.
– Eu vou matar esse cretino! – disse Zay.
– Gente... Por favor! – disse Zoë sarcástica. – Vamos resolver isso como gente grande, isso já foi resolvido, Asafe está suspenso da liderança do grupo...
– Isso não é o suficiente! Ele quase desonrou minha irmã! – disse Zay.
– Sua irmã não é tão indefesa e sensível assim – disse Zoë, o que era verdade.
– Que seja! Como irmão mais velho eu tenho que honrar minha irmã – disse Zay.
Zoë colocou um pano de água gelada na testa de Alícia.
– O.k. O que você quer como “pedido de desculpas”? – perguntou Zoë. – É o seu cetro não é?
Zoë fuzilava Zay com muita raiva, principalmente agora que todos sabiam que ela gostava dele. Até o próprio Zay, as duvidas dele foram resumidas, mas ainda restavam muitas.
– Eu só quero uma coisa... – disse Zay com sua voz sedutora. – O seu amor.
O coração de Zoë disparou, a raiva ainda a fervia, mas ela estava tocada por aquelas palavras. Zay foi se aproximando dela e ela mirou a boca dele... A boca que faz Zoë perder o sono a noite. Quando eles estavam a um passo de se beijarem...
– Vocês dois não vão se beijar na minha frente! – disse Alícia.
Zoë voltou a real e se afastou de Zay.
– Eu vou tomar um ar – disse e saiu.
***
Chegou a hora de Susana alertar novamente Lúcia, ela precisava tomar conta da sua irmã, os quatro Pevensie não tinham mais os pais por perto, eles deveriam tomar conta uns dos outros.
– É esse tipo de rapaz que você quer? – perguntou Susana.
– Deve ter alguma explicação o.k.? – disse Lúcia. – Ele não faria isso com ninguém! Eu o conheço...
Susana deu um riso um tanto sarcástico.
– O que é tão engraçado? – perguntou Lúcia ferozmente.
– Você – respondeu Susana. – Tentando arrumar uma desculpa pra isso.
– Eu confio em Asafe, eu o amo – disse Lúcia. – Ele nunca faria isso, nunca...
– Você precisa parar de vê-lo como a pessoa que você pensa conhecer, e olhar pra ele como ele realmente é – disse Susana.
– E como eu faço isso? – disse Lúcia sarcástica.
– Analise os fatos, Lúcia! – disse Susana rispidamente.
– Quais fatos? – perguntou Lúcia desafiante. – Eu sei que Asafe jamais me trairia.
– Ele já fez isso, ele já fez isso com a Clove, e porque não com você? Ele é acostumado a ter todas as garotas Lúcia... E quando elas o recusam... Acontece o que aconteceu com Alícia! – disse Susana.
– Já chega! Eu não quero mais ouvir esse sermão! – disse Lúcia virando de costa para Susana.
– Só pra você saber Lúcia, quando você se decepcionar... Eu vou estar aqui pra você – disse Susana.
Lúcia foi embora com raiva.
No outro dia, Alícia chamou Asafe para uma conversa num lugar reservado na floresta, só os dois.
– O que você quer? Já não bastou você ter me ferrado todo ontem? – disse Asafe furioso.
– O ponto é... – disse Alícia. – Eu vim aqui para negociar...Você quer sua liderança de volta... Eu posso dizer a todos que foi um acidente, posso dizer que fomos até lá para conversar sobre o resultado da eleição e você caiu encima de mim e... Nós nos beijamos...
Asafe interessou-se, mas estava com receio.
– Eu não confio em você – disse ele. – Depois do que você fez ontem...
– Eu posso fazer muito mais... E sabe por quê? Por que eu sou uma garota, uma garota pode manipular um garoto facilmente, e eu estou sendo muito gentil...
– Você não tem caráter... – xingou Asafe.
– E você tem? – disse Alícia sarcástica. – O que você está fazendo com a sua noiva e até a sua amante... Você acha isso uma prova de caráter?... Normalmente eu jogo limpo, mas eu sempre jogo no mesmo nível do meu adversário.
Asafe sentiu-se culpado, tudo que Alícia dissera era verdade.
– O que você quer em troca? – perguntou Asafe.
– Eu quero que você permita que o Sammy e eu fiquemos aqui, e... eu também quero o Cetro – disse Alícia.
– Mas o Cetro está com o Pedro, ele o transformou em espada, eu sei que já o prometemos antes, mas não dá – disse Asafe.
– Se vire, eu quero o Cetro – disse Alícia.
– Olha, há uma guerra por vir... Precisamos desse maldito Cetro pra derrotar o inimigo – disse Asafe.
– Quem disse que eu queria o Cetro agora? Pode ser daqui há um mês, um ano, ou um século, mas eu o quero! – disse Alícia.
– O.k. eu prometo que quando não precisarmos mais dele, eu vou te dar – disse Asafe. – Temos um acordo? – perguntou estendendo a mão.
– Sim – disse Alícia apertando a mão de Asafe.
Os dois tomaram caminhos diferentes e voltaram para o Acampemento. Lá Alícia começou a bater uma xícara no meio de todos, ela queria dar um aviso antes do jantar.
– Senhoras e senhores... Estou aqui para informa-los que o que aconteceu ontem foi um mero acidente, o príncipe Asafe o líder, herdeiro legítimo do trono de Flyre, caiu encima de mim e eu interpretei mal a ação – disse Alícia.
Um sorriso iluminou o rosto de Lúcia, e Susana ficou receosa.
– Eu não te disse que era tudo um engano? – disse Lúcia.
– Isso não o melhora em nada – disse Susana. – Se afasta dele Lúcia... Por favor...
– Espere e veja, falta pouco para ele contar a verdade a Clove, e nós ficaremos juntos... – disse Lúcia sonhadora.
– Lúcia! Não vê que ele está te enganando? Ele só quer brincar com você! – disse Susana.
– Já chega Susana! Eu não quero ouvir mais esse sermão, eu amo o Asafe, e não vou desistir dele – disse Lúcia.
– Só se lembre de uma coisa... “Quem constrói a sua felicidade em cima dos outros nunca é feliz” – disse Susana.
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