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1 Cap.1 - O Espelho Mágico


Maryl acabara de chegar a sua casa, acompanhada pelos seus três amigos, depois de um dia cansativo e caloroso de escola. Era o dia mais feliz da semana — sexta-feira. Ninguém ficaria aborrecido nesse dia, um dia tão feliz, que todo o mundo poderia abrir os braços e ser livre, o dia de começo de descanso.

-Chegámos. Essa é minha casa, vocês ainda não sabiam, certo?- Maryl perguntou intrigada e feliz, retirando as chaves de casa da sua mochila azul, enquanto encarava o edíficio branco á sua frente.

-É, nós nunca viemos aqui. Podemos entrar? — Dessa vez foi Evril que falou. A garota de cabelos coloridos ansiava que sua amiga dissesse que sim.

-E-eu não vou, Evril. Preciso chegar rápido a casa da minha mãe, é importante. — Annabeth falou tristemente, um pouco desapontada com se-sabe-lá-o-quê.

-Sim, vocês podem entrar. Oh, tenho pena que você não possa vir, Annabeth. Até segunda,então!- Maryl acenou sorridente.

-T-tchau.- Annabeth acenou com um sorriso tristonho, e caminhou até desaparecer do ponto de vista das garotas.

-Annabeth nunca foi de falar muito, não é, Evril?- Maryl perguntou preocupada com o estado da garota que conhecera apenas no começo do ano. Como Evril a conhecera desde a nascença, poderia saber mais sobre ela.

-Na verdade, ela falava bastante até. Ela parou de falar bastante depois que começou a ver espíritos. Talvez ela seja uma médium, quem sabe, né?- Evril exclamou risonha,pegando as chaves da mão de Maryl e as colocando na fechadura da porta castanha.

-Claro! Imagina ela conseguir falar com os parentes que morreram, seria ótimo!- Maryl exclamou entrando em casa,e guiando Evril até ao seu quarto, que se encontrava desarrumado.

-Eu não acho.Mas bem, vamos deixar esse assunto. Eu tenho que ir no banheiro, você me espera aqui?- Evril falou. Maryl afirmou com a cabeça, se colocando á frente do seu espelho e se observando.

-Eu acho que deveria mudar essas roupas do século passado. Ai, espelho, como eu te adoro.-Maryl murmurou abraçando o tão querido espelho, quando percebeu que já não sentiria a sua mão.

E então olhou para a sua mão não-sentida. Ela desaparecera adentro do espelho. Maryl olhou aquele momento inesperado e tão mágico, e então se arriscou a entrar dentro do espelho. Não seria uma espiadinha básica noutro mundo como naqueles filmes mágicos que ela tinha visto, fazer mal, né?

O que ela mal sabia, é que ás vezes, nem tudo o que costuma ser mágico, é bom.

Notas finais
Espero que tenham gostado, tentarei postar mais capítulos o mais rápido possível.