Release the Witch
3 O Baile, o Plano, Plano é para os fracos
Notas iniciais
–Kagamine Rin e Megurine Luka!
Luka trajava um vestido preto longo, com uma cauda curta e inteiro trabalhado em paetês colado ao corpo. Seus longos cabelos estavam soltos com uma tiara brilhante. Em seus pés, dois scarpins prateados com detalhes pretos revelavam sua beleza. O som de queixos caindo era notável.
–Essa é ela? -perguntou Len espantado.
–Minha princesa...é ela mesma.
Gakupo caminhou até o final da escada e ofereceu reverencia a feiticeira, que retribuiu. Logo ele foi apresenta-la para sua mãe.
–Mãe, essa é Megurine Luka, minha acompanhante.
A rainha se levantou do trono.
–É um prazer, majestade.- a ruiva se curvou.
–O prazer é todo meu, senhorita. Nunca havia ouvido o nome Megurine antes. Não é de nosso pais?
Percebendo o constrangimento da garota Gakupo interviu.
–É, ela não é daqui. Vamos dançar?
–C-claro! Com a vossa licença, majestade.
–Com licença, mãe.
–Sim, sim podem ir.
Os dois foram para o centro do salão, onde uma área para os dois surgiu rapidamente. Assim que se aprontaram em posição para a dança a valsa começou.
–Você me disse antes que não tinha um sobrenome.
–Eu não tinha. Foi ideia de Rin.
–Ah, aquela moleca sempre tendo ideias. Ela é minha madrinha.
–A-ah...Fico feliz em saber. Ela foi tão gentil comigo.
–Sim, ela é uma boa pessoa. É uma ótima feiticeira também.
–Sério?
–Sim, muitas pessoas confundem-a com uma bruxa, mas feiticeiras não fazem magia negra.
–Ah...entendi.-Ela já sabia disso. Afinal, ela conhecia muito bem sua "raça".
–Ontem eu te vi na frente da Doceria Meiko...Você a conhece bem?
–Ela é como...minha mãe adotiva.
–Ah, que legal. Eu tenho um grande afeto por ela.
"Meiko conhece o principe? E bem, por sinal. Porque ela nunca me disse?" pensou Luka.
–Ela é realmente uma boa pessoa.
–Sim. Sabe uma coisa estranha?
–Não, o que?
–Faz anos que eu te procuro pela multidão.
–...-
–Eu sou apaixonado por você a tempos. Desde que você re-apareceu em meu aniversario de 15 anos. Sempre te via em meus aniversarios. O que aconteceu entre 1009 e 1014?
–...Eu não quero falar sobre isso. Não agora.
–Ah...
Então os dois perceberam que a musica havia acabado há tempos. Os dois se afastaram, Gakupo arrependido por ter perguntado sobre o assunto e Luka segurando as lágrimas. Logo ela achou um local afastado, uma varanda repleta de rosas. Sua flor favorita, e a de sua mãe também. "Engraçado...nos momentos de tristeza tudo me lembra dela." Então não conseguiu mais segurar o choro e deixou as poucas lágrimas simplesmente escorrerem...sem emitir som algum. Naquele instante, todos os barulhos e risadas da festa foram abafados. Ela só ouvia o som do vento que levava seus cachos levemente. Uma pequena mão apareceu em sua frente. Assim ela acordou do "transe" no qual se encontrava. Mesmo com 30 anos, Rin ainda mantinha seu corpo como o de uma garota de 10 anos. Ninguém sabia o motivo, mas todos concordavam que ela ficava ainda mais fofa do que com sua aparência original, que poucos já viram.Seus cabelos amarelos eram curtos, quase raspando no ombro. Seus olhos eram azuis, e bem grandes. Ela e Len eram irmãos gêmeos, a feiticeira e o mago. Seu vestido era preto com mangas longas e abertas. As flores amarelas na barra de seu vestido subiam pela saia como uma parreira. Seu cabelo estava preso em um coque falso com fios soltos e portava um colar de pedras da mesma cor. Ela sempre usava o mesmo tom, assim como seu irmão, que era o braço direito do príncipe.
–Terra chamando Luka!
–Ah...Oi Rin.
Nesse momento as lágrimas ja haviam secado. Quanto tempo ela passou olhando para o nada?
–Você borrou a maquiagem TODINHA!!! Eu tive um trabalhão sabia???
–Mas você disse que só passou blush e rimel.
–É, mas deu trabalho assim mesmo!-Rin as vezes se comportava como uma criança mimada. Talvez por ela sempre ter o que quer, já que é a melhor amiga da rainha.
–Me desculpa, Rin.
–Hm só dessa vez, eu te perdoo. Vamos lá limpar esse rosto! Logo elas foram para outra parte do salão, sem perceber uma cabeleira azul que saiu debaixo da sacada e correu em direção a igreja.
"O plano é: ...Eu ainda não tenho um plano. Mas isso não é problema. Eu vou improvisar. Iria colocar uma roupa chique, irei ao baile e a acusarei de bruxaria. Tudo para dar certo, não é? Depois eu irei julgá-la a queimar na fogueira e depois de um tempo Gakupo vai esquece-la e eu posso o ter somente para mim. É, meu plano é brilhante. Mas quando isso virou um plano? Não preciso de um plano.Só preciso seguir meus instintos. Tomo um banho rápido e escolho um vestido roxo em meu guarda-roupas, esse vestido é de minha mãe mas serve como uma luva em mim. Ela está viajando, e até ela voltar poderei lava-lo e guardar novamente. Pinto meu rosto com cores suaves, nada muito chamativo e espirro um pouco de perfume floral. Saio logo em seguida na direção do baile. Planejo entrar por uma das laterais do palácio, onde é menos movimentado. Pouco antes de chegar a entrada, vejo a 'bruxa' em uma das sacadas. Como é linda...e está chorando. Fico a observando por um tempo, ela estava em transe. Chego bem perto dela e ela ainda não me percebe. Continuo a encarando, até ouvir uma voz conhecida minha. Kagamine Rin? Não é possível. Ela já enfeitiçou o príncipe e agora conquistou a confiança da conselheira da rainha! Não vou deixar isso barato. Mas agora eu precisarei de um plano...Rin é uma feiticeira também. Então ela é um obstáculo. Primeiro preciso arranjar um modo de afastar Rin e seu irmão para que meu esquema funcione com êxito."
Assim que percebeu o afastamento das outras duas, Miku correu de volta a sua casa para pensar em como remover os "estorvos" em seu caminho. No palácio, Luka é novamente maquiada por Rin, e logo depois retornaram ao baile. A ruiva dançou mas algumas musicas com o príncipe e também conversou com a rainha até amanhecer.
–Preciso ir, me desculpe Gakupo.
–Venha amanhã novamente, e almoce connosco. Por favor...
–M-mas é claro, estarei aqui ao meio dia.
–B-bom..até amanhã então.
–S-sim.-A garota se virou e caminhou em passos lentos pela rua.
–ESPERE LUKA!
–O qu...
Logo o príncipe a puxou pelo braço e delicadamente selou seus lábios por alguns segundos. Logo ele soltou seu braço, a desejou uma boa noite e saiu correndo, sem ela ter a chance de falar algo. Ela estava estática, processando o que havia acontecido. "O que foi isso?" ela pensou. Alguns minutos depois a garota continuou a trilhar o caminho de volta até sua pequena vila. Sua casa era simples. Dois quartos não muito grandes, uma cozinha, um toilette e uma sala de visitas. Para ela já era mais do que suficiente, afinal era somente ela que morava la. Na frente de seu lar havia uma varanda, onde se encontravam duas grandes cadeiras e um pequeno balanço.
"-Olha Leon!!! Ela ta sentada!
–Minha filhinha já ta grande! Vou construir uma balança pra ela!-Lily deu um tapa na parte de trás de sua cabeça.
–Ela está sentada, não andando, seu idiota.
*****
–Brigada papai!- falou o abraçando-Me ajuda a subir?
E então ele a levantou e a sentou no balanço. A pequena não queria ajuda. Segundo ela, já estava muito grande para precisar de ajuda.Leon se sentou ao lado de sua mulher e ficaram observando as tentativas falhas da garota."
Depois que 'acorda' de seus pensamentos, ela percebe um homem com cabelos loiros sentado em uma das cadeiras, a observando com agua nos olhos.
–P-pai?
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