Relacionamentos Incógnitos

4 Tudo ocorre nos melhores momentos, ou não.


Andamos com pouco diálogo, o shopping com o cinema que estávamos nos dirigindo era bem próximo. Ela ainda parecia estar quase rindo em todo momento.

– Sua mãe é bastante legal, e eu não sabia que você gostava de andar com sua cueca em cima da cabeça quando estava no jardim. — Gargalhadas desagradáveis foram soltas no momento.

– Eiiii ela não devia ter dito isso! — Fiquei muito envergonhado e parei de andar. — E também, pare de rir!

– Não rirei... não disso, posso rir quando você ficou dizendo que conseguia voar e colocou um monte de travesseiro e disse que estava nas nuvens? — Ela disse imitando um avião planando — Ou posso de quando você se pintou todo de vermelho e disse que era líder dos Power Rangers? Até pôs um pedaço de plastico preto na cara. — Colocou a mão no rosto e começou a gargalhar estridentemente.

– Paaraaa!!

Eu estava morrendo de vergonha, e também quase rindo daquela palhaçada toda. Minha mãe tinha que ter dito tudo aquilo? Ou será que disse tudo mesmo. Se disse, posso me considerar morto.

– Ta bom, vou parar, mas seu rosto envergonhado é muito engraçado. — Disse entre soluçadas de risos

Ela me abraçou e meu coração começou a bater freneticamente.

– Não se preocupe... Fica calmo, não precisa se estressar. — Olhando nos meus olhos — Sua mãe não me disse tudo

Por um segundo me senti aliviado até ouvir o que ela dissera em seguida

– Ainda não disse. — Rindo de leve e se dirigindo afrente saltitante. — Vamos logo seu lerdo bobo.

Após alguns instantes chegamos até o shopping, e fomos até o cinema logo.

Compramos os ingressos para um filme de terror que entrou em cartaz, após breves instantes já estávamos na sala prontos para ver o filme.

– Olha, eu quis ver esse filme, mas sou um pouco medrosa, Ok? — Olhou com olhos assustados até a luz da sala se apagar e começar a exibição.

Os treilers eram maçantes, e até fizemos curtas piadas sobre um filme de comédia que havia sido mostrado, e já tínhamos visto ele pela internet, havia sido vazado o filme antes do lançamento.

Logo no inicio do filme ela já abraçou meu braço, só em mostrar o título. Dei uma risadinha e a exibição do filme em si começou.

Demorou um tempo para ter a primeira cena de terror, de fato. Uma cabeça fora cortada por uma navalha e o sangue se espalhou por todo o local, algo fisicamente impossível, daria para encher cinco corpos com a quantidade e sangue que saiu, na verdade um suposto ketchup.

Ela apertou ferozmente minha mão, parecia que ia arrancar com o susto, medo, ou algo do gênero que ela estava a sentir.

Minha mão começou a doer assim como o resto do meu corpo, a cada instante que ela segurava, minha cabeça tornava a doer muito. A tela do filme estava mais difícil de ser vista.

– Você... esta bem? — Ela olhou pro meu rosto de modo preocupado, eu estava suando, e minha mão também.

– Eu estou... Eu acho...

– Não precisa ficar nervoso, fica calmo... Eu estou aqui...

Ela segurou meu rosto com uma de suas mãos enquanto acariciava minha mão com a outra, ela encostou os lábios juntamente aos meus, me dando um calmo beijo, algo que eu aguardei por muito tempo. Mas nisso, meu corpo ficava mais leve, não por estar calmo, e sim porque estava fraco... até tudo ficar branco e eu perder a consciência.

E desmaiar.

Notas finais
Foi beem pequeno, mas era só pra dar um intervalo, gosto de colocar mais de um personagem para atuar como protagonista, agora devo voltar com o outro lá com o celular bugado. Espero que tenham curtido esse 'novo' personagem e os secundários relacionados.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.