Relacionamentos Incógnitos

2 Toque suspeito num aparelho dourado


O tom dourado do aparelho celular brilhava reluzente ao refletir a luz da sala de estar, ignorado em cima da mesa de centro enquanto eu estava a preparar breve lanche ao retornar para casa. A imagem daquela garota que entrou na cafeteria, além de entrar no estabelecimento, entrou em minha mente, mas não pela porta... E sim invadindo e dominando cada pensamento. As feições dela poderia afirmar que tem natalidade de um local distante, ou pelo menos descendência.
Enquanto meus pensamentos estavam esvoaçados naquela cozinha a fumaça de um pão que anteriormente estava fresco, agora estava tornando a ficar uma cor carvão e soltando fagulhas. em uma fração de segundo desliguei o fogão e retirei aquele projeto de alimento da frigideira e depositei num prato de maneira que quase caiu na bancada. Por um instante resolvi fazer outro, mas desisti da ideia pensando que seria mais prático raspar as partes carbonizadas, e foi o que eu fiz.
A cada mastigada que eu dava naquele pequeno pedaço de pão, eu pensava em fuçar o celular da garota, mas estava bloqueado com algum tipo de senha que não compreendia, algum tipo de código de traços, por mais que parecia um modelo antigo de celular que até tinha vários botões físicos, era também touch screen, devia estar delirando quando peguei o aparelho e coloquei na mesa, ele continua nela desde então.
Ding Dong.
A campainha estava a tocar e logo me apressei até a porta e a abri, abandonando um quase minusculo pedaço da minha quase refeição matinal.
Minha irmã bastante alta estava de prontidão na porta, e com um guarda-chuva aberto pingando gotas no capacho de entrada, e ela também estava com seu cabelo curto e de tom castanho pingando além de seu rosto numa mistura de suor e gotas de chuva.
– Demorou um pouco né? A chuva chegou logo quando sai do carro. — Dizia ela em um tom um pouco irônico enquanto colocava o guarda-chuva na frente da porta e se debatia para secar um pouco.
– Eu estava comendo, e não percebi que você havia chego. — Quando terminei de falar, me dirigi para abraçar ela, e logo pensei duas vezes e recuei, não queria me encharcar.
– Pensei que ia abraçar sua tão amada irmã, mas que falta de respeito com os mais velhos haha.
Ela era quatro anos mais velha, vinte anos mas faz aniversário depois de mim, pelo menos o mês. Subiu rapidamente a escada produzindo um barulho um pouco irritante. Quase a virar a escada inibindo a visão do andar interior observou cautelosamente o celular dourado na mesa, o brilho dele chamava bastante atenção.
– Então, de quem é esse celular? — Olhando com olhar bem curioso para o aparelho
– Eu encontre...
– Depois você fala, estou com o corpo encharcado. — Disse me cortando e terminando de subir a escadaria.
Os próximos vinte minutos foi comigo sentado no sofá encarando o aparelho, Celly parecia demorar eternidade em seu banho e logo tornei a pegar num sono quase que profundo.

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Sabia logo de inicio que era um sonho, nunca iria por conta própria numa floresta escura, com arvores aos pedaços, exceto se fosse um jogo de realidade virtual, ou uma aposta ( e o valor teria que ser bem elevado )
Resolvi explorar largamente o lugar andando por ela e se sentindo enjoado, afinal, parecia andar em circulos. Todo pedaço era semelhante um do outro. Maioria dos meus sonhos funcionam assim, labirintos eternos com repetições até acordar, ou algo acontece que acordo assustado, mas até agora nada.
Até agora foi nada.
Repentinamente em minha caminhada barulho do chão começa a surgir, parecia galhos sendo remexidos, mas o chão era simplesmente um 'nada'. Resolvi correr, mas eu afundava como areia movediça, até ser engolido totalmente. Minha respiração ficou cada vez mais rala e uma tontura começou a dominar minha mente. O corpo estava mole e a visão turva. Me debati até me sentir pesado o suficiente para ficar com o corpo imóvel em uma posição estranha, braços para frente totalmente tortos em direção, e pernas como se tivesse ainda tentando andar, mal meu rosto conseguia girar, mas sabia que nada havia para ver.
Comecei a ouvir um barulho estranho, quase ensurdecedor.
Bip Bip Bip Bip
O volume tornava a aumentar até que um brilho surgiu na minha frente era um brilho dourado.
Quando percebi direito já estava acordando, meu corpo estava totalmente curvado, sentado no sofá marrom e com a cabeça deitada na mesa de centro, babando num mogno importado de frente para o celular fazendo aquele barulho. E por fim, minha irmã filmando tudo com seu celular.
– Adorei, vai para a internet. — Dizia em meio de gargalhadas
– Ei... pare — Eu estava ainda um pouco sonolento
Quando me dei por conta o aparelho estava brilhando um pouco sua tela e peguei para ver, apertei alguns botões ao pegar o aparelho sem ter qualquer intenção, e logo apareceu uma mensagem na tela.
O brilho era quase capaz de me cegar de tão forte que era, e logo li e fiquei um pouco espantado, tal como minha irmã que viu minha face ao ler.

Notas finais
Esse celular é do capiroto, mas vai trazer coisas interessantes, espero que continuem a ler essa história que vai longe, e que se divirtam bastante com o mistério.