Relacionamentos Incógnitos
1 Encontro uma retardada na cafeteria
Notas iniciais
Minha primeira história postada no site.Espero que gostem.Boa leitura.
Parecia que iria ser mais um dia comum e monótono na cafeteria daquela cidadezinha, bem, por ser de uma cidadezinha obviamente, não acontecia nada demais aqui, infelizmente, da para morrer de tédio, dentro desse estabelecimento, as pessoas no interior, pareciam ser tão chatas, que poderiam ter vindo de asilos... em silêncio o tempo todo, lendo seus jornais, ou bebendo cafés em silêncio, as vezes um ou outro, bastante agasalhados, pelo menos, não era o único com um sobre-tudo.
A cada momento, a porta abria e fechava, produzindo um leve rangido e a brisa fria entrava, fazendo dentes rangerem, parecia estar tendo uma grande tempestade, e eu não seria quem iria se arriscar sair daquele local, ali dentro tinha um bom banco para sentar, e um bom café para a Belatriz me servir, e o café é ótimo inclusive, tirando o fato da cidade ser parada, é aconchegante, poderia ficar ali para sempre, o aquecedor era sempre bem vindo naquele local. Aposto que muitos estavam lá nem para consumir, só para estar lá, e toda hora a garçonete enchia mais a minha xícara, o café deixa a mim acordado, então preciso tomar sempre mais um pouco, fiquei tentando lembrar o nome da assistente da Belatriz, era um pouco bonita, e jovem, mas deve ser idade maior que a minha, que pena, mas um cabelo um pouco bonito, olhos castanhos, estatura um pouco alta, e... para que estou fazendo isso mesmo? Ao ouvir a porta ranger, algo chamou a minha atenção. O estranho foi quando uma garota entrou no estabelecimento, mais estranho ainda era a vestimenta dela, fiquei chocado, e boquiaberto, assim como a garçonete, e a assistente. Todos agasalhados exceto uma garota de saia, uma saia bem curta inclusive, e uma camisa com um floral verde um colete jeans. Eu olhei para o reflexo do bule feito de inox se eu estava estranho, meu cabelo castanho escuro estava baixo como sempre, mas estava tudo normal. Não entendo porque agi assim, é raro ver garotas bonitas por aqui, mas não vem ao caso, acho. Ela adentrou no estabelecimento despertando olhares por todos os cantos, dos senhores, dos homens de terno, até das garçonetes da cafeteria olharam para ela, a roupa era bem... diferente do esperado pela época do ano, de qualquer forma, era sempre frio lá. Por mais incrível que pareça, ela foi e sentou-se justamente do meu lado, olhou para mim e para a Belatriz de uma maneira que eu devo ter ficado corado.– Um chocolate quente por favor. Ela tinha olhar bem claro, seus olhos eram azuis, tão azuis quanto o céu. Eu queria tentar puxar algum assunto, mas parecia estrangeira, o tom da voz parecia diferente do normal da região.– Sim senhorita.... — Belatriz respondeu dando uma pequena parada esperando ela dizer o nome – Hm... Obrigado Belatriz. -Ela mantia uma sorriso de ponta a ponta, era um pouco assustador, tenho que admitir. A moça da cafeteria, olhou para o crachá logo que ouviu o nome, creio que por uma fração de segundo ficou surpresa, até lembrar que o nome estava escrito naquelas vestes listradas com branco e um tom de rosa. O Rosto da Belatriz era um pouco comum(ou era porque via todos os dias), de acordo com a maioria, não era muito bom em lembrar dos rostos das pessoas, diferentemente da garota que ali ao meu lado se sentara. Ainda estava abismado com a roupa que a garota usava naquele frio, ela parecia murmurar alguma coisa, ou tremendo os dentes somente, creio que deve ter se arrependido da maneira que foi para a cafeteria.– Belatriz, por favor me de outra xícara de café. — Levei a xícara até ela para me servir um pouco mais.– Claro senhorzinho. — A forma que ela falou me fez sentir um pouco envergonhado. A garota ao lado soltou uma breve risadinha, creio que fiquei vermelho novamente.– Então... Er... o café... — Fiquei bem nervoso, realmente, mas sempre devo manter a calma, ajeitei meu sobretudo mais uma vez e suspirei.– Aqui esta senhorzinho — Parecia estar tentando me provocar, só porque tinha uma garota linda, quer dizer, um pouco bonita do meu lado naquele momento. Dei uma bufada, e peguei o meu café, quase queimei a língua, não prestei muita atenção, e nisso que da, eu ri de leve de mim mesmo.– Café ta quente... que inteligente sou eu.– Calma, por isso que eu só tomo chocolate quente, é mais gostoso e não me queimo como quando tomo café. — O sorriso era lindo, parecia que sorria sempre que estava falando, e eu não deveria estar prestando atenção nessas coisas, logo vou ter que estudar um pouco mais, provas chegando, e não podia perder o tempo com aquela beleza, quer dizer, garota.– Pode até ser, mas o café ainda me agrada mais que o chocolate quente, me deixa mais desperto.– Por acaso, já tomou chocolate quente, alguma vez? — Suei um pouco frio, pois, não tenho costume de beber chocolate quente, nem lembro a ultima vez.– Ah, sim, já, sim, claro, sim. — Eu repeti três vezes sim, devo parecer até um completo imbecil, mas ela até deu um risinho.– Um chocolate quente para o jovem, sim. — Ela falava e ria, me senti um palhaço, mas o sorriso valeu a pena, e eu novamente não deveria estar pensando nisso. A Belatriz estava vindo com uma xícara de chocolate quente, um pouco surpresa.– Pensei que gostasse do café para os pesadelos, mas essa dama lhe fez mudar de ideia, né? — O olhar dela, me encheu de vergonha, creio que corei naquele momento, parecia até que eu, e ela... quem dera. Dei uma golada furiosa naquele chocolate quente, e novamente, queimei a língua, e ela soltou-lhe uma gigante gargalhada.– Tomando assim, até um vulcão queimaria a língua. — E tornava a rir novamente. — Quanto foi o café , e o chocolate quente?– Ah, sim — A garçonete se aproximou rapidamente e recolhendo as xícaras. — O café da cinquenta e o chocolate também... aí da no total um...
– Já entendi, estou com pressa, foi bom te conhecer, jovem, nos veremos em breve. — Creio que corei no momento, ela me deu um beijo no rosto e foi embora. Belatriz pegou o dinheiro e começou a suar enquanto olhava as duas notas.– Ela pagou os dois cinquenta... mas eram cinquenta centavos, e não reais! Eu me levantei com muita velocidade e vi as notas, duas de cinquenta reais...– Ou ela foi burra, ou quis te dar uma bela de uma gorjeta...– E não só isso — Ela retrucou — Agora sei por que iriam se ver de novo — Apontando para o local aonde ela sentava, eu vi, e fiquei surpreso, o celular dela estava ali.– Deve ser por isso mesmo... talvez ela quer que eu encontre ela e devolva.– Ela te quer, jovenzinho Haru. — Dando um riso bem forte, o suficiente para fazer com que eu fique igual um tomate maduro.
Notas finais
O primeiro capítulo, tentei fazer um pouco engraçado, mesmo eu não sendo, espero que gostem :333E de que achem misterioso essa garota estranha, e que riam bastante com ela.Comentem!
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