Reivax The Light
9 Capítulo 9:A cobra branca
- Senhor Adams, suas malas estão prontas. Está na hora de partir. Disse o mordomo de Adams. Um senhor de cabelos brancos e sempre arrumados.
- Ok. Estou indo. Disse Adams virando-se de sua cadeira em frente ao computador. Levantava-se e já ia andando bem levemente, como se fosse dono do tempo.
A serpente branca e muito assustadora ia rastejando bem atrás do mesmo. O mordomo tinha um pouco de medo daquela cobra mesmo convivendo todos os dias ali.
- Se me permite senhor, sua cobra me dá medo. Disse o Mordomo de cabeça abaixada.
Adams deu um sorrisinho macabro e parecia alegre com alguma coisa.
- Sabe Karlos, seus serviços não são mais necessários. Jita sirva-se a vontade. Disse ele virando um pouquinho o rosto e o sorrisinho do canto da boca crescia na mesma proporção em que seus olhos diminuíam.
A cobra pôs a língua para fora e depois recolheu para dentro de sua boca. O mordomo ficou sem ação e num movimento desesperado de salvar sua vida ele correu em direção à porta. A serpente foi mais rápida que ele e antecipou seu movimento dando-lhe uma bela mordida no pescoço que o derrubara no chão. Depois foi-se enrolando nele para restringir seu movimento. A reação comum de qualquer cobra seria enrolar, apertar e começar a engolir. Jita não era apenas uma serpente, era o próprio demônio traiçoeiro. Ao dar o bote apenas absorve o que a fortalece. Começou a sugar o resto da energia vital do velho até o mesmo envelhecer tanto ao ponto de ser considerado uma múmia. Soltou o pescoço e seus dentes enormes estavam melados de sangue. Desenrolou-se e foi rastejando. Seguia Adams até a porta.
Longe dali, exatamente no Japão, todos olhavam fixamente para Leon.
- Você por algum acaso é retardado? Disse Estefany.
- Por quê? Perguntou ele sem entender nadinha.
- Quase fomos mortos por uma criatura que vive há mais de cinco bilhões de anos. O que você tem na cabeça? Está preocupado com besteira.
- Isso não é besteira! Quase fui morto por um tiro. Depois que minha mãe ver isso eu estarei frito. Disse ele em legítima defesa.
- Enfim, cada qual com seus problemas. Disse Luj para acabar com todo aquele impasse.
- Bem, todos terão de ir agora. Minha mãe não gosta de muita gente no meu quarto. Disse Estefany.
- Tudo bem, eu entendo você. — Concordou Reivax. – Bem, eu vou indo.
- Eu também! Concordou Leon.
Janzo estava em sua pequena fortaleza suspensa. O tédio era muito grande e sentia-se profundamente irritado com tudo aquilo. Um dos fios brancos do seu cabelo ficou preto. Aquele golpe realmente custou um dos fios do seu lindo cabelo. Não agüentava esperar, mas não havia nada que pudesse fazer, pois com os poderes naquele nível não poderia fazer muita coisa. Seu plano de dominar todo o universo era perfeito por isso não poderia falhar em nada. Então esperaria até o domingo para que pudesse pensar em fazer alguma coisa. Virou-se e andou um pouco.
- Sem “aquela” peça importante eu continuo na estaca zero. Disse para o nada com sua voz fria. O rosto de Janzo estava bem sério.
Adams estava dentro de um táxi. Na porta malas havia apenas suas duas malas. Jita não estava com ele. Havia sumido como num passe de mágica. De tempo de ele chegar ao aeroporto e embarcar no avião que ia diretamente ao Japão. Esperou um pouco como uma pessoa comum antes de entrar no avião. Ouviu a chamada e se foi. O voo foi calmo e não esperava dar a hora de chegar ao seu destino. Queria mais que nunca saber do que se tratavam todos aqueles acontecimentos. Era um assassino muito experiente e matava sem ao menos deixar um vestígio.
Era dia novamente no Japão e todos estavam em suas casas enquanto Adams chegava de forma bem tranqüila. O noticiário Japonês já anunciava pela manhã alguns acontecimentos.
“- Informamos hoje, dia de domingo pela manha, sobre o desastre do navio de pesca japonês que nenhum corpo foi encontrado. Nenhum vestígio de corpos foi deixado para trás e a marinha japonesa estenderá as buscas por algum tempo, mas já diz que as chances de encontrarem algum corpo são de 3%. Um grupo de agentes japoneses está a investiga o caso secretamente. A polícia está se posicionando no caso para que consigam achar alguma resposta.”
- Nossa agora pela manha eles já estão fazendo todo esse alvoroço pelo caso. – Disse Reivax. – Espero que eles descubram o mistério desse acontecimento.
Reivax havia acabado de tomar seu banho pela manhã quando ouviu a notícia. Estava de toalha e com os cabelos molhados. Correu por de trás da cadeira e voltou ao quarto para se arrumar. Havia ido à cozinha para beber um pouco de água.
A campainha da casa dele toca. Sua mãe foi abrir a porta e atrás dela estava Estefany. Disse que queria falar com Reivax e então a mãe pôs-se a chamar.
O garoto desceu e viu sua amiga sentava no sofá.
- O que fazes aqui por esse horário da manhã? – Perguntou ele.
- Vamos dar uma volta por ai? Aproveitar esse dia maravilhoso e logo pela manha é muito bom.
- Tudo bem. Vamos então. Disse ele saindo e fechando a porta após Estefany passar.
Começaram a falar enquanto estavam andando.
- O guardião do Leon é uma coisa maluca. Disse Estefany
- Sim, ele é. Disse Reivax rindo e logo após Estefany o acompanhou nas risadas.
Viram um lindo gatinho andando pela rua. Estava um pouquinho sujo. Estefany bateu os olhos nele e então começaram a brilhar como se fossem explodir do rosto.
- Reivax, Reivax, eu quero esse gato. Ahhhh, que fofo. — Disse ela toda animada e logo pegou o animal nos braços e o levantou alto olhando para ele ainda com os olhos brilhando. – Eu quero, eu quero, eu quero. Ahhhh... – Ela não parava de gritar de felicidade, abraçando o animal e girando com ele.
Reivax olhava para ela com uma cara estranha. Nunca tinha visto sua amiga daquele jeito. Então ela saiu gritando com o gato nos braços e correndo.
- Ei, espera ai. Disse ele apertando o passe para alcançá-la.
Estefany passou a esquina e havia um cachorro parado e olhando. Ela virou-se e o gato deu de cara com o cachorro. O pelo tufou e as unhas saíram. O gato gritava alto para o cachorro e o cachorro latia para o gato e Estefany. O gato virou-se desesperadamente e começou a arranhar o rosto de Estefany. O cachorro partiu pra cima e ela saiu correndo, era muito rápida e jamais havia corrido tanto para escapar de alguma coisa. Ela e o gato enquanto o cachorro enorme vinha atrás. Corria desesperadamente quando esbarrou num homem alto e muito bonito. Ele a segurou pelo braço e ficou cara a cara com ela e o gato.
Estefany derrete-se toda naquele momento. As bocas estavam próximas um do outro quando o gato aproveitou e deu uma arranhada no braço dela pra que continuasse a correr. Ela sentiu algo e olhou para o gato com a pata grudada no seu braço. Ela gritou de dor e então o lindo homem tirou o gato dela.
O cachorro se aproximou e foi recepcionado com um chute no rosto da garota que não queria ser incomodada por nada naquele momento. Ele deu um grito e saiu correndo aos berros. Ela voltou a posição que estava com o homem.
- Obrigado por achar meu gatinho Ted. Eu dei banho nele e ele fugiu pulando a janela da minha casa. Agora está todo sujo, terei de dar outro banho nele.
- Por mim você pode dar banho nele e ficar comigo. Disse ela carinhosamente e toda fogosa para o lado dele.
- Ah, desculpa. Mas não vai rolar.
- Por quê? Disse ela séria.
- Porque eu sou gay.
Parecia que o mundo havia parado naquele instante para ela. Estefany entrou em estado de choque e ficou muda e paralisada.
- Tudo bem Estefany? Disse Reivax chegando de forma ofegante pelo cansaço de correr.
- Bem, ela já está em mãos seguras. Até mais. Disse ele indo embora com o gatinho.
- O que aconteceu?
- Ele é... ele é... ele é... não acredito que é... ele é.. – Estefany não conseguia terminar e sua cara era a de mais triste possível.
Reivax fez uma cara com o beiço torcido (¬¬). Saiu arrastando-a pelo braço na calçada enquanto todos olhavam para ela.
Era meio dia quando o avião pousou no aeroporto de Tóquio. Os passageiros desciam calmamente e no fim deles vinha Adams com o seu sorriso sarcástico no rosto o tempo todo. Andou até chagar dentro o prédio do aeroporto. Pegou suas duas malas e andou olhando para os lados até chegar à entrada. Pegou um táxi e tomou seu caminho para o hotel.
Por onde andava olhava atentamente procurando algo que lhe chama-se a atenção. Estefany ia passando na calçada de um prédio junto com Reivax quando o táxi de Adams passou ao lado deles. Ela viu o homem e ele encarou-a. Ela retribuiu da mesma forma até ambos sumirem um da vista do outro.
- O que foi Yna? Disse Reivax.
- Aquele homem é muito suspeito. Não gostei dele. Temos de ficar com a guarda bem fechada até mesmo andando pelas ruas.
- Tudo bem. Disse ele em resposta
Chegou ao hotel e foi direto ao seu quarto. Deixou as malas sobre a cama e deu a gorjeta ao funcionário que lhe acompanhou. Respirou fundo e abriu sua boca. De dentro dela saiu Jita bem pequena e foi-se crescendo após estar fora. Ela era enorme. Subiu ao ombro dele enquanto o mesmo olhava pela janela. O sol estava no céu brilhando.
- Jita, esse lugar é muito interessante. Disse ele com a voz tão sombria quanto a de Janzo.
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