Reivax The Light

5 Capítulo 5: Vontade das chamas, o segundo poder.


Reivax saiu da frente da tela do computador e foi dormir. Não queria pensar mais naquilo e deixaria a noite levá-lo até o outro dia. Não muito longe dali estava Estefanye , comendo enquanto assistia televisão em seu quarto. Estefanye continua a pensar, não dava atenção às notícias do jornal.

Seu pensamento vinha mais absurdo que nunca. Um treinamento da verdade.

Era a noite anterior, logo depois do incidente que poderia tirar sua vida. Ela chega a casa vai direto tomar um banho. Parecia pálida e sem expressão facial. Comeu e subiu ao seu quarto para descansar. Deitou-se na cama e adormeceu. Aquilo não era apenas uma coisa rotineira para todas as pessoas e sim uma viajem dentro de si mesma.

O lugar era mais que lindo, era maravilhoso. Poderia ser associado ao paraíso. Estava noite e ela apenas caminhava vestida com um jeans, uma blusa de mangas compridas da cor rosa claro e um par de tênis nos pés. Uma vegetação que ia até os joelhos. A noite estava sendo iluminada por três luas alinhadas entre si. Não havia árvores tão perto dali e ventava. Era mais que uma brisa suave, chegava até mexer nas pontinhas de folhas que saiam do chão. O lugar era mais um campo bem aberto.

Olhava para os lados e não via nada. Sentou-se no chão entre os matos, estava frio e muito bom de curtir. Olhava para o céu e via as estrelas brilharem. Uma chamou-lhe atenção. Estava a se mexer e descendo. Seu rosto mudou de expressão, saiu do feliz para o preocupado. A estrela desceu em uma super velocidade com intenção de atentá-la. Porém parou no ar antes mesmo de chegar a uma distância perigosa dela. Desceu como se caminhasse no ar. A guardiã da magia negra estava ali. Antecessora de Estefany e também muito poderosa.

- Então é você, o lixo que me transformei?

- Lixo? Olhe com quem você está falando vovó! Retrucou Estefany Bem séria.

- Não me importa o que pensas. Vim apenas com o propósito de treinar você!

- A mim? Por que eu?

- Creio que você já tenha feito algo inexplicável, não é? Matar alguém.. – ela ia aproximando-se de Estefany. -... Até mesmo matar um demônio feito de espelhos.

- Como sabe disso?

- Eu, Estefany, sou você! Estou morta em carne, mas vivo em espírito dentro de você. E é crucial que você aprenda tudo que lhe ensinarei, pois o universo depende disso.

- Universo? HAHAHA... Parece coisas de cinema. Disse ela caindo nos risos.

- EU NÃO ESTOU RINDO GAROTA! – Gritou ela para Estefany. – Estou aqui porque você ativou seus poderes. Precisa de orientação de como manuseá-los para que com ele você derrote Janzo!

- Janzo? Quem é esse ai? Perguntou ela curiosa.

- Ele é a criatura mais falsa e idiota de todo o universo. Enganou um planeta todo para conseguir poder, mas falhou. O pior de tudo é que ele continua vivo. O livro não o julgou como nos julgou.

- Espera ai, conte devagar e detalhadamente tudo aqui. Disse Estefanyimpondo uma ordem na conversa.

- Bem, Tínhamos o livro de todos os segredos. Muito poderoso. Eu era uma das guardiãs deste objeto, mas o outro guardião apenas atrapalhou-me. Queria levá-lo ao meu reino e apresentar a todos. Ele por outro lado aproveitou o desfecho e acusou-me de tentar roubar o livro. Então a guerra começou. O livro julgou todos que participaram da guerra. Janzo então resolveu entrar de fininho e roubou o livro. Como não teve lados na guerra o livro não o julgou. Nosso mundo foi destruído e esse monstro, preservado num bloco de gelo enorme dentro de um meteoro por toda eternidade até os dias de hoje. Todos nós, guardiões do mundo e do livro, fomos programados a reaparecer em nossas reencarnações para mostrar como se usa o poder herdado. Há um, porém. Os poderes só seriam revelados quando o livro estivesse próximo de ser achado. Estefany ia abrir a boca quando a guardiã tornou a falar. — Sim, ante que faça a pergunta, o livro estava perdido. Na hora em que julgou o planeta, julgou a si mesmo e foi destruído. Também os poderes seriam despertados de outra forma. Forçadamente, creio que foi isso que aconteceu com você. Então o livro pode ou não estar perto.

Estefany estava boquiaberta com a história. Logo falou:

- Muito legal. Então quer dizer que você veio para me ensinar a manusear o poder?

- Correto, mas não por muito tempo, apenas direi o básico para você a cada nível que subir. Para aperfeiçoá-lo terá de fazer sozinha.

- Entendo, então por onde começamos? Disse ela fazendo um rosto de muito interessada no assunto.

O dia amanheceu novamente. Leon acordava com o cabelo todo bagunçado como de costume. Ia ao banheiro para escovar os dentes. Estava na metade da escovação quando olhou para o espelho e deu de cara com aquela criatura novamente. Passou de sonolento para surpreso.

- Até aqui você não me deixa em paz? Ele logo terminou de escovar os dentes e saiu do banheiro.

Havia outro espelho no corredor do banheiro e lá estava a outra face de Leo.

- Eu sou você! Então eu acho que você me verá por um tempo indeterminado.

Leon parou no corredor e olhou para o espelho.

- Como é? Falou ele indignado

- É isso ai. Melhor ir acostumando-se.

Ele respirou fundo e não falou coisa alguma. Tomou seu caminho e foi tomar café, logo depois se arrumou e foi para a escola.

Ia de bicicleta neste dia. No guidon da bicicleta, que era feito de ferro onde mostrava os reflexos, estava de novo o novo amiguinho de Leon.

- Ei, pisiu. Disse ele para o garoto. — Leon olhou para os lados e não viu nada. – Seu idiota, olhe para baixo.

Leon virou seu rosto para baixo e viu aquilo lá. Fez uma cara de tédio.

- O que você faz aqui? Ainda me seguindo?

- Ahh, qual é? Podemos ser grandes amigos, sabia?

- Então está bem, já que não vou livrar-me mesmo de você, poderemos ser amigos. Qual seu nome?

- O mesmo que o seu.

- Hã? O mesmo?

- Sim, coincidência não é?

- Intrigante, mas não vou-lhe chamar assim. Arranjarei um apelido para você. Por hora não irei chamar de nome algum. Deixe-me em paz nesse momento, ou vão achar que eu fiquei louco.

- Esta bem. Respondeu ele.

Então foram para a escola. Leon deixou sua bicicleta no estacionamento do prédio. Saiu de lá e encaminhou-se para a entrada onde se deparou com todos exceto por Reivax e Estefany.

Longe dali vinha Reivax com passos apertados. Chegou próximo a esquina de encontro e viu Estefany parada esperando-o. Ficou surpreso e com um sorriso chegou próximo ela e perguntou:

- Por que não veio ontem? O que aconteceu?

- Nada, apenas não deu vontade de ir estudar. Não tem nada haver com aquilo de ontem. Quero apenas que esqueça. Agora vamos à escola?

Virando o rosto e já dando passos ele respondeu:

- Sim, vamos logo para não nos atrasarmos.

Os dói saíram andando e bem depressa. De cima do castelo caiu Janzo. Ficou em pé na água e começou a andar. Era novamente um dia ensolarado, ele odiava o sol.

- Parece que eu não consegui encontrar meu tesouro. Farei algo diferente hoje, uma chuva e um nevoeiro.

Janzo levantou a cabeça e olhou para as nuvens. Seus olhos ficaram brancos e o tempo fechou. Começou a chover do nada por toda Tóquio. Longe dali estavam Reivax e Estefany. A garota sentiu algo e olhou para os céus. Viu que estava escurecendo rápido e apressou Reivax.

- Vamos, vamos. Eu não quero pegar chuva!

- Ok, estou indo, calma. Disse ele correndo e sendo puxado pelos braços por ela.

Antes que uma gota os atingisse os dois caíram para debaixo da escola. Estavam dentro do estabelecimento.

No relógio de pulso de Leon estava seu novo amigo escondido no reflexo do ferro.

- Leon, olhe aqui rápido. – Disse ele de dentro do metal. – Não acha isso tudo muito estranho?

- Isso o que? Sussurrou ele bem baixinho para que ninguém visse o que estava fazendo.

- Essa chuva! Sinto coisa ruim nela. Espero estar enganado.

- Com quem está falando Leon? Disse Estefany chegando perto dele e percebendo alguma coisa.

- Eu? – Disse ele sem jeito. – Estou falando com ninguém! Acho que você está maluquinha. – Para desviar a atenção de si ele retrucou ainda mais. – E você, por que faltou ontem?

- Eu? – Ela ficou sem palavras por dois segundos e logo respondeu. – Estava me sentindo mal, por isso. Decidi ficar em casa.

- Sei... – Disse ele. – Vamos logo para aula.

Após falar todos se reuniram e caminharam ate seus lugares na sala de aula.

Estavam se atualizando sobre assuntos inúteis. Apenas fofoca e tudo mais. Bate o sino e a aula começa.

Num bater de asas decola Janzo. Foi voar por cima da cidade. Estava olhando tudo a sua volta e nada do que queria. Seu interesse não estava mais em Estefany e sim num outro que estaria por ali. Voou por um tempo. Decidido no que iria fazer desceu por cima de um prédio. Era fim de tarde e a chuva já estava acabando. O plano da chuva rastreadora havia acabado. Em sua mente havia uma concepção de que depois da descoberta dos seus poderes a garota iria unir-se com os outros e como ele não sabia quem era esses outros iria rastreá-la até chegar neles. Da sua mão direita saiu um plano de espelho com 6 pontas. O soltou, logo cresceu até ficar grande e de dentro dele saiu um homem que aparentava ter entre 29 e 37 anos. Tinha barbas e era bem musculoso. Tinha 1,77 metros de altura e usava um uniforme de pescador.

- Você irá sair e procurar por aquela menina. Siga o cheiro dela, já que você rastreia pelo o odor do portador do poder. Um cheiro único e inconfundível. Tente o assassinato de quem estiver com ela. Veremos como reagem.

- Sim mestre, você manda e eu obedeço. É para já imperador do universo!

Disse ele dando um salto de cima do prédio e caindo em pé no chão sem causar danos a si. Não podia ser visto por ninguém. Era como uma figura invisível.

Estavam saindo da escola e Estefany foi embora com Reivax enquanto os outros foram para suas casas também. Leon estava indo de bicicleta e chegou à parte do caminho de sua casa onde vira uma árvore. Não vinha por ali todas às vezes. Queria testar o caminho alternativo. Parou a bicicleta e viu aquela macieira com deliciosas maçãs. Encostou-a no muro e decidiu pular. Ao cair do outro lado sua bolsa abriu e espalhou seus livros. Entre eles estava um caderno de Estefany.

- Que estranho, jurava que tinha devolvido isso para ela. Enfim, amanha faço isso. Disse ele guardando-o na mochila.

Subiu na árvore e apanhou uma maçã. Pulou de lá e viu que era bem vermelha. Deu uma mordida com muito gosto enquanto olhava para o lado. Era um grande terreno que estava abandonado. De longe o homem sentiu aquele cheiro e correu como um cachorro, de 4. Era muito rápido, apenas era perceptível o vento que causava com a corrida. Enquanto isso Leon se deliciava com a maçã incrivelmente doce. Ouviu alguma coisa e olhou para cima. Apenas viu o homem pulando e querendo pegá-lo com os braços. Leon soltou o resto da maça e correu para longe. O homem apenas sentou depois que errara o golpe.

- Quem é você? Perguntou ele assustado.

- Eu sou sua morte. Fez-me vir aqui por nada. Não é a garota que procuro, mas o cheiro vem daqui. Que pena garoto, hoje você morre! Disse ele friamente.

Leon fez uma cara de espanto e o cara correu numa imensa velocidade. O garoto ficou em estado de choque por alguns instantes e logo depois ficou sério.

- Você que pensa!

O garoto começou a pegar fogo dos pés a cabeça, mas suas roupas continuaram intactas. Apontou o braço para o cara e atirou uma bola de fogo das mãos como se fosse um tiro de uma arma. Ao atingir o homem houve uma explosão e ele foi atirado contra o muro fazendo o mesmo rachar.

Levantando-se ele retrucou:

- Que sorte, eu encontrei o garoto do fogo. Um azar seu, pois meus espelhos têm uma defesa natural contra seu poder inútil. Brincarei um pouco com você!

Já em pé o braço direito virou uma espada bem comprida de espelho e o esquerdo uma espécie de mini canhão atirador de espinhos de espelhos. Mirou a arma e começou a atirar espinhos de espelhos, Leon por sua vez cuspiu uma rajada de fogo da boca contra os espinhos, mas os mesmos repeliram todo aquele combo e foram direto no garoto. Ele abaixou-se de costas e os espinhos passaram. Girou para os lados e ficou em pé. O humano de espelhos já vinha mirando a espada no corpo de Leon. Ele, quase sem tempo, virou-se um pouco e desviou metade do ataque. A espada passou facilmente pelo braço decepando-o. Sem perder tempo o rapaz se virou e com um chute afastou o mesmo.

- Hahahaha... o que fará sem o braço?

- Humpf, você subestima muito seus oponentes não é?

Com uma cara de esperto Leon demonstrou confiança. Um fogo tomou forma do braço e logo virou um. Um poder de cura surpreendia a marionete de espelhos.

- Interessante... – Retrucou o oponente maldoso. – Boas habilidades.

- Não pára por ai.

Leon fez duas bolas de fogo, uma em cada mão, e lançou contra o oponente.

- Você não aprende mesmo não é?

- Na verdade aprendo sim.

As bolas de fogo explodiram ao tocar o corpo do mesmo espalhando cacos de espelhos para os lados. O mesmo se refez rapidamente e atirou novos espinhos de espelho. Leon correu de um lado para o outro atirando bolas de fogo que explodiam. Dessa forma a invencibilidade dos espelhos sobre o fogo era apenas um nada. O inimigo já estava de olhos vermelhos e correu para um pouquinho distante. Leon já estava correndo sobre o ar e quando desceu atirou uma rajada de fogo com o braço direito em cima do inimigo. Aquele homem apenas apontou as duas mãos para frente e uma barreira de espelhos surgiu para defender do fogo que fora repelido. Com a outra mão jogou uma bola de fogo que explodiu quebrando os espelhos e sem perder tempo deitou-se no ar e começou a girar como um tornado de fogo e foi direto mirando na barriga do oponente. Quando viu, aquele mini tornado já estava em cima dele. Rodou tão forte que fez um buraco em sua barriga atravessando o mesmo e ainda surpreendendo deixou uma bola de fogo dentro dele. Parou do outro lado e o homem começou a se curar reformando seu corpo com cacos de espelhos. Estava totalmente regenerado e dava risinhos de vitória. Foi quando sentiu algo esquentar dentro de si.

- Não pensava que o meu ataque terminava apenas nisso não é?

O cara apenas explodiu de dentro para fora num monte de fogo. Após isso Leon voltou ao normal e em sua consciência. Tudo em volta que estava destruído voltou ao normal e Leon estava tossindo como se precisasse de água.