Reivax The Light
7 Capítulo 7:O raio luminoso
Notas iniciais
Um par de asas aparecera nas costas de Reivax. O sinal luminoso branco marcava o fim daquela pequena luta. Uma espécie de raiz bem verdinha ia envolvendo todo o corpo. Elas vinham das costas.
Num bater de asas ele levantou vôo. Seu corpo brilhava, mas logo parou de tanta luminosidade. Estefany se encobriu de uma energia roxa e desfez seu escudo atirando um jato de magia em cima da mulher que a atacava. Leon estava com os olhos fixados em Reivax que ainda estava no ar. A mulher atingida caiu no chão com a parte da frente de seu corpo todo derretido. Isso já não era mais um problema, tudo voltou ao normal e tornou-se então novinha em folha.
Reivax apontou uma asa para a mulher com cara de mais velha, então as penas começaram a sair feitas balas de uma arma. As penas eram duras e poderosas. Elas atravessaram todo o corpo da mulher e atingiram o chão. Antes que ela se reconstruísse ele mirou com a mão direita em cima da mesma e uma energia branca formou-se em frente à mão. Sendo assim ele atirou em cima da criatura como um jato constante de energia. Perfurou no meio do peito e a desintegrou de dentro para fora. Não houve uma explosão tão forte assim. O resultado foi um impacto que repeliu todos para os lados exceto Estefany que se manteve fixa no chão. Olhou para Reivax e deu um risinho de alegria. Leon levantou-se e decidiu exterminar também sua adversária. Deu um salto e em sua mão já tinha uma espada de fogo que usou para golpear. Tentou cortá-la de cima para baixo, mas apenas teve falhas. Iria tentar novamente o golpe quando ela foi atingida por uma constante, a mesma usada anteriormente. Era um golpe de Reivax. A constante é nada mais que uma grande lança que se estende infinitamente de qualquer parte do seu corpo. Esta vinha da mão esquerda. A constante atravessou a cabeça e a fez explodir em milhões de cacos.
Estefany para terminar o serviço utilizou a mesma idéia e fez uma constante negra. Esta atravessou o peito da oponente que foi apodrecendo e envelhecendo até se quebrar em muitos cacos de espelhos. No exato momento Reivax desceu sumindo com as asas e as mini raízes. Ficou em pé e respirava fundo. Estava meio que assustado com tudo aquilo e não acreditando no que havia feito.
Longe dali Janzo estava observando tudo de sua mente. Abriu os olhos quando a ultima foi derrotada.
- Aquele desgraçado usou a purificação e derrotou as duas. Interessante, mas da próxima vez ele não fará mais isso. Sei muito bem como anular aquilo. Mas não era ele quem eu procurava. – Janzo lembrou-se de outro fato. Quando foi atrás do segundo, fogo, quando a sua marionete farejou um pequeno rastro de cheiro da terra. Estava a caminho dele. O cheiro era muito fraco, pensava até ser delírio, mas logo concretizou com o aparecimento do segundo guardião. Um próximo ao outro. – A evidência ainda é mais forte. Estão todos próximos e se contatando.
Janzo continuou ali pensando enquanto os três jovens amigos adolescentes estavam indo para casa no meio da rua. Reivax estava cansado.
- A primeira explosão. Sempre é assim. Temos os poderes ao máximo. Fascinante. Disse Estefany.
- É se Reivax tivesse pelo menos deixado a minha para mim. Mas tinha de ir lá e derrotá-la. Disse Leon
- Desculpa, mas vi que seus poderes não estavam dando conta dela. Respondeu Reivax.
- É verdade. Por que seus poderes não funcionam neles? Perguntou Estefany
- Porque os espelhos deles são protegidos contra o meu fogo. É algo natural, os espelhos são invencíveis contra o fogo.
- E como você derrotou o primeiro que lhe atacou?
- Usei explosivos. O meu fogo permite explodir. Então eu os explodi. Disse ele com um sorriso.
- Engenhoso. — Concluiu Reivax. – Mas e agora? Sofreremos ataques constantes se for assim. Aquelas coisas estão nos perseguindo por quê?
- Porque eles querem nosso poder Reivax. De alguma forma eles sabem quem nós somos e vêm ativar forçadamente nossos poderes. Para que depois roubá-los. Uma pergunta, Por que você não dormiu por um dia Leon?
- Porque meu guardião disse que meu treinamento não era tão pesado assim, e que não havia necessidade disso.
- Entendo. Respondeu ela.
- Vocês vão me dizer tudo que sabem? Perguntou Reivax.
- Claro. Respondeu ela.
- É por isso que você não queria que eu soubesse, não é Estefany?
- Sim, protegeria você para que não fosse morto por eles. Vamos até minha casa, eu conto tudo.
- Está bem.
- Ok.
Disseram os dois ao mesmo tempo.
Eles foram caminhando até chegar à casa de Estefany. Era um novo dia na cidade. Um bom sábado. Não tinha aulas e as pessoas pareceriam mais dispostas a realizarem trabalhos domésticos ou algo do gênero.
Leon põe a sua mão no telefone para ligar. Disca um número familiar. O telefone toca e uma mulher atende:
- Oi, bom dia. Quem fala?
- Aqui é um amigo de escola do Reivax. Poderia falar com ele agora?
- Sim, vou chamar. Respondeu a mãe de Reivax deixando o telefone em espera. Subiu até o quarto, bateu na porta e disse que alguém queria falar com ele.
O garoto desceu rapidamente e pegou o telefone.
- Alô, quem fala?
- Sou eu, Leon. Respondeu o garoto do outro lado da linha.
- Ah sim, tudo bem? Disse o garoto mostrando um sorriso no rosto. Era bem calmo e carinhoso com todos.
- Sim, comigo está ótimo. Eu liguei para perguntar se você pode sair hoje à tarde para irmos ao parque. Já chamei Estefany, Lane eLuj, mas não consegui falar com os outros. Lamentou o garoto.
- Bem, acho que sim. Que horas? Reivax já estava feliz porque iria sair.
- Lá para as 17 horas
- Está bem, estarei la.
- Ok, tchau!
- Tchau!
Ambos desligaram os telefones. Reivax virou para a mãe que já estava próximo a ele e disse.
- Hoje vou sair para ir ao parque com amigos mãe.
- Bom então você já tem amigos novos. Isso alegra-me muito querido. Está bem, vá se divertir .
Reivax subiu correndo e mal esperava pela tarde.
Alguém ainda dormia. Não era seu costume ficar até tarde na cama. Estava no meio de um pesadelo. Lane estava sendo atormentada por alguma coisa. Essa coisa era uma pessoa que nunca havia visto. Adams no Orochi era uma pessoa muito má, rica e poderosa. Um homem capaz de tudo para conseguir o que quer. Aquilo não parecia ser presente e muito menos passado.
Todos os 8 estavam reunidos quando a cena acontecia. Adams pulava por cima de todos e de sua mão direita eram lançados raios vermelhos que queimavam todos. Estava em pé bem ao lado dela, Lane. Apontava o dedo em sua direção e um raio vermelho saía finalizando a mesma. A luz irradiou-se através dos olhos dela e a menina acordou num pulo de sua cama com a respiração funda. Estava com a testa suada juntamente com os braços. Levantou-se e foi escovar os dentes tentando não pensar naquilo.
Acabara de almoçar. Reivax estava deitado no sofá de sua casa lendo uma revista. Era exatamente uma revista paranormal. Buscava entender todos aqueles acontecimentos. Um caso lhe chamou atenção. Estava a ler bem atentamente.
“- Nos EUA houve um caso de assassinato por uma cobra demônio. Tinha a pele branca como papel. Uma mordida foi constatada no pescoço da vitima. Não havia veneno em seu corpo e nem ausência de sangue ou qualquer coisa do tipo. A perícia constatou que havia veneno e que a vitima foi sufocada por uma cobra grande, pois havia fraturas em seus ossos causadas pela pressão que a cobra fizera ao corpo com força. Mas a perícia paranormal não constatou nada disso. A vítima nem ao menos tinha fraturas ou sinal de escoriação. A indução da morte foi na verdade a falta de energia vital para sobreviver. A serpente tinha absorvido tudo. Ela destaca-se pelo seu grande feitiço de manipulação. Quem entra em contato visual direto com ela é preso numa ilusão que paralisa todo o corpo. A mulher era uma grande empresária de sucesso. Por ser rica, tinha uma lista infinita de suspeitos. A policia norte-americana deu como encerrada as buscas pelos suspeitos e alegou ter sido uma fatalidade, apesar de que aquele acidente ter acontecido em sua própria residência.” Que louco. – Disse Reivax a si mesmo. – Está bem, depois dessa chega de coisas paranormais. – Ele jogou a revista no sofá e levantou-se para ir dormir enquanto aguardava o horário chegar.
Passaram-se algumas horas e já estava próximo do horário. Reivax, todo arrumado, foi para o parque. Andou um pouco e logo chegara. Era enorme local e havia muitos brinquedos. Pagou a entrada e foi direto aos seus amigos. Ele tinha-os avistado enquanto estava do lado de fora.
- Finalmente, pensei que não vinha! Disse Lane.
- Calma, o combinado era às 17 horas e ainda são 16h58min, então eu estou no prazo. Disse ele largando do rosto um bonito sorriso.
- Muito engraçado da sua parte. Disse Estefany puxando-o pelo braço e indo direto para o primeiro brinquedo. Era a tão querida montanha russa.
Esperaram cerca de 11min para entrar no brinquedo. Sentaram-se e Estefany estava com um sorriso aberto no rosto.
- Bem, é agora! Disse Leon ao lado de Lane no banco da frente. Reivax e Luj estavam atrás e Estefany ia com outra garota ao seu lado.
- Que medo, minha primeira vez. Disse a garota ao lado de Estefany.
- Apenas relaxe e deixe que a adrenalina faça sua parte hehe. Respondeu Estefany.
- Reivax, eu estou com um pouco de medo. Disse Luj com sua voz tímida colocando as mãos próximas a de Reivax.
- Calma, estou aqui do seu lado. Não tem o que temer. Respondeu ele com um sorriso, como sempre fazia.
- Obrigada! Sussurrou ela para ele.
- Por nada.
O brinquedo começou a andar e subia devagar para que desse início a aventura. Chegou bem em cima e desceu numa super velocidade. Todos levantaram as mãos para curtir ainda mais exceto Luj. Reivax gritava como maluco assim como o resto dos adolescentes que estavam ali. Foi uma emoção grande durante todo o passeio. Era fim e eles saíram dos brinquedos. Luj estava com as pernas tremendo. E andava bem devagar. Bem quieta e de repente deu um grito:
- Carambola, essa foi a melhor coisa de toda a minha vida!
Todos ficaram olhando admirados para ela.
- Sinceramente, eu não esperava essa reação de você! Disse Reivax.
- Por quê? É proibido? Disse ela sarcasticamente.
- Não, mas você não é do tipo que fala muito. Respondeu ele.
- Está bem. Vamos a outro agora. Disse ela toda animada.
- Sim. RepondeuLane.
Passou-se toda aquela diversão até chegar a noite. Eles já estavam de saída. Era 20h00min e o céu estava iluminado com estrelas. Iam tomando refrigerantes, comendo pipocas e salgados. Conversavam e riam, de repente ouviram um barulho. Na verdade era um tiro. Assaltantes fugiam dali num carro com uma viatura da polícia perseguindo-os. Os quatro correram para se esconder. Dobraram a rua e mais um tiro foi disparado. A bala perdida atingiu Leon que caiu no chão imediatamente. Todos corriam na rua e apenas viram o garoto cair, mas não foram ajudar.Reivax se abaixou e pôs o amigo no colo.
- Leon, você está bem? Disse ele desesperado.
O garoto sentia muita dor. A bala estava alojada nas costas e não conseguia falar. Nem ao menos respirar direito.
- Vire ele Reivax, eu posso ajudar. Disse Luj.
- Ele levou um tiro, você não percebe? O que pode fazer a... Ele foi interrompido por ela.
- VIRE ELE AGORA! – Eles ficaram se olhando enquanto Estefany e Lane olhavam para ambos. – Eu posso ajudar. Você verá.
Com ajuda das outras duas eles viraram Leon e Lujabaixava-se. Tirou do bolso um pequeno vidro fino e pouco comprido que tinha um pouco de água. Abriu e uma surpresa aconteceu.
Notas finais
XD
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