Notas iniciais
Olá! Quanto tempo né? Recapitulando. Após acertarem suas diferenças com os outros componentes da Comitiva, nossos heróis; Taúz (Fabiano), O ladino humano de cabelo prateado e sicatriz de meia lua na bochecha; Alabaster (Gilmar), O Monge meio-orc porradeiro; Durgar (Rafael), O Mago anão das colinas com o familiar morcego Skin, e; Luna A clériga humana de cabelo azul, tapa olho e diferentona. Descobrem que o próximo desafio será Horkus! Mas... Quem é ele mesmo?

"A muito tempo o multiverso estava em guerra. Celestiais e Abissais lutavam pela dominação, numa guerra que ameaçava as estruturas de todo o multiverso. Vendo tamanho caos, Aö o primeiro deus, separou definitivamente os planos Celestiais e Abissais no vazio. Colocando um vasto plano físico primário entre eles. Assim nasceu Toril."

"Nesta terra vazia, Aö derramou de sua própria essência, criando seres tocados por seu poder. Seres mortais, mas com alma eterna e desde sua nascença, livres."

"Aö Transformou seu próprio plano divino em um plano intermediário entre Toril e os demais planos, deixando que mortais de todos os planos habitassem Toril e louvavam seus deuses de livre e espontânea vontade."

"Toril marcou a era da dominação dos mortais, onde deuses fariam suas guerras pela influência e sinais. Sem que Abissais ou Celestiais tivessem que lutar diretamente, para nunca mais."

"Os divinos não queriam isso e afrontaram a Aö mais uma vez. Criando avatares semi-imortais para forçar uma passagem para o plano físico e recomeçar a guerra. Aö ficou furioso, então fechou todos os portais de seu reino e transformou seu próprio plano divino em um labirinto para que nem uma divindade ameaçasse a paz de Toril e do multiverso novamente. Aô rejeitou os divinos e mandou as chaves dos portais para os lugares mais remotos de Toril, guardadas por Horkus o Porteiro Juramentado."

"Assim que terminou suas ações, o primeiro deus, sumiu. Deixando uma lenda para trás. Aquele que conseguisse encontrar as chaves do multiverso e fosse capaz de desvendar seu labirinto, herdaria o tesouro definitivo de Aö...”

— Tátátá! E assim começou a corrida das chaves do multiverso. — Diz Taúz cortando a narrativa de Durgar, impacientemente. — Vá direto ao ponto. Quem é Horkus?

Durgar se recompõe começando a andar e resmungar sobre suas teorias. Logo começou a ignorar a nós que estávamos em sua frente.

— Esse portal seria uma das entradas do Reino Divino de Aö? E Horkus é o guardião dessas entradas? Mas isso é impossível, não faz sentido assim...

Durgar caminha para um lado e para outro. Negando com a cabeça e resmungando repetidas vezes.

— Não mas isso seria um desastre. Não tem como ser “ele”. Não agora… — Falava coçando as temporãs.

— Durgar… de quem você está falando? — Tauz está impaciente.

O tema de nossa mesa era exatamente esse, “As chaves do multiverso”. Uma aventura feito pelo próprio tio do Fabiano. Exatamente nos detalhes que ele contava antes de começar o jogo. O que nos incomodava era que sim! Seguíamos um rpg padrão, só que com nossas regras e histórias da casa, porém não parecia mais que o Tio do Fabiano havia "inventado" e sim que ele "Relembrava" do mundo. Suas mudanças não adaptavam, elas preenchiam perfeitamente as lacunas. O que mais me assustava era que ele nunca aprecia se divertir, ele queria muito que tudo só acabasse.

— Uma entidade que guarda os portões… — Dizia o Durgar como uma criança temendo falar qualquer palavra.

Skin voava de um lado para outro tentando seguir seu mestre até começar a pairar no ar olhando para Lua.

— Entidade? Que tipo de entidade? — Eu disse sentindo um calafrio correr minha espinha, algo ativou a memória de Alabaster. Uma imagem de um grande mau e morte.

Como um raio Skin volta assustado e tremendo para debaixo do queixo de Durgar que atordoado com ação de seu Familiar, olha para a Lua.

— Uma que fica se personificando em seres muito fortes, sabe? — Disse Durgar falando vagarosamente arregalando os olhos.

— Que tipo… — Disse Taúz virando vagarosamente para a Lua.

— De personificação? — Concluiu perdendo a fala.

Uma sombra voava a frente da lua, uma grande sombra. Uma criatura de escamas negras azuladas, voando não mais que dois quilômetros de distância de nosso acampamento, vindo para nossa direção. Olhos vermelhos sangue, chifres retorcidos negros, cauda alongada e mesmo nessa distância, sentíamos uma presença que gelava nossos corações.

Durgar sorrir de nervoso enquanto.

— A personificação de Horkus na caverna de Dragons Pine, O Dragão Negro.

— Dragão!? — Luna abrindo os panos da carroça e pondo a cabeça pra fora.

A distância um enorme rugido de um dragão negro ecoa por todo o vale. E o terror fez com que o coração de muitos guerreiros e aventureiros afundassem suas esperanças naquela noite.

As trombetas soavam, os aventureiros contratados estavam em pânico, muitos deles começaram desesperadamente a arrumar suas coisas, apagar fogueiras, e até alguns líderes de grupos já estavam fugindo sem olhar para trás. Mesmo nessa cena de caos, outros homens andavam compassados para direção da criatura. Os soldados, começaram a se ajuntar. Um batalham disciplinado, preparado para o combate surgiu. O capitão vestido uma armadura vermelha de aspectos samurai, seu rosto aquela típica máscara vermelha sorridente com o chapéu triangular. Ele formou-se à frente de seus homens, desembainhando sua Katâna e gritou longas palavras na língua comum.

— Homens! Não importa o que venha! Sempre há algo que pode ser feito. Se houver determinação! Moveremos o Céu e Terra com nossos desejos!

Suas palavras firmaram os passos dos homens e até parte dos aventureiros começaram a compor parte da a retaguarda do pelotão. Eu, Táuz, Durgar e Luna nos olhamos nesse instante e um estranho sentimento de confiança encheu meu coração. Um aceno foi o suficiente para sabermos o que devíamos fazer.

Durgar respirando fundo invoca um poder arcano e bate em meu ombro, imediatamente uma armadura de pedras forma-se sobre meu corpo. O cocheiro ancião joga a sua besta para Táuz com os os virotes.

— Não fui pago pra isso — Ele puxa as rédeas dos cavalos — Aventureiro! Não me considero seu aliado, mas não serei seu inimigo aqui. Não morre e devolva minha besta depois disso na cidade! — E rapidamente a carroça parte.

— Ar... Que velho rabugento. — Disse, Taúz com um sorriso no rosto e aprontando a besta — Mas seu equipamento é de qualidade pelo menos.

Luna entoam cânticos e uma mistura de poder arcano e divino enche todo o ar.

— Tymora que a nossa sorte prevaleça contra o nosso inimigo! — Diz Luna andando indo a frente do grupo.

Uma leve brisa e luz dourada emana sobre nós, seguido de um leve cintilar de moedas. Sentia-me ainda mais confiante. Fargus, o jovem humano de cabelo roxo estava no nosso lado, segurando seu cajado, enquanto dizia.

— Dessa não vou falhar! — Um poder arcano o envolve.

O medo que senti desapareceu por um segundo, até virar-me novamente para o dragão. Ele era grande e seus olhos tomaram toda minhas forças novamente. Minhas pernas travaram. Horkrus suspirou fundo antes de chegar próximo de nós. Este era o sinal que seu próximo movimento seria aterrador.

O capitão também notou as suas intenções e gritou do fundo de seus pulmões palavras diferentes.

— [MAMORU]!

O pelotão seguiu a ordem levantando seus escudos e os magos levantaram barreiras. Os aventureiros instintivamente se abaixaram e prepararam para um golpe. Horkus seguiu soltando de sua boca uma massa negra e fumacenta que consumia a vida de tudo deixando um rastro de morte sobre a terra. Aquilo atingiu a parede de escudos e se manteve em fogo ininterrupto por segundos. Logo o capitão gritou novamente.

— Ataque à distância [Kameô]!

Arqueiros e magos começaram seguiam as ordens e prepararam um ataque quase coreografado. Um grande número de flechas, armas espirituais e demais ataques físicos e mágicos, explodiram a frente da barreira e sobre o Horkrus.

— Esse cara — Disse Taúz após soltar um virote contra o Horkrus — É definitivamente Japonês!

— Sim! que dizer — Respondeu animada Luna — De terras longínquas!

— A pelo amor... — Taúz revira os olhos.

— Woar! — Horkus passa em rasante sobre nós.

Assim que ele passa a cauda do dragão vem arranhando chão e a defesa do grupamento. Sendo nosso grupo a retaguarda conseguimos evitar o golpe de retorno, mas uma parte da defesa caiu. Horkrus pairou sobre o grupamento contemplando o resultado de seu ataque.

— [Kisama]! — Gritou o capitão enfurecido contra o Horkrus.

Seus homens haviam caído e parte de seus magos também. Horkrus novamente preparou uma baforada sobre o grupamento. Os soldados formaram novamente a parede de escudo, mas os magos do pelotão estavam caídos. O capitão não olhou para isso e apenas gritou mais uma vêz.

— [MAMORU]!

Horkrus solta mais uma baforada de miasma contra o grupamento e bate novamente contra uma barreira arcana. O capitão não percebeu, mas parte do seu pelotão agora estava composto por aventureiros. Luna que encantou parte da barreira gritou.

— Não machuca pedir ajuda, tá!

Em seguida o Tauz com mais outros arqueiros e magos coordenou mais um ataque em conjunto.

— Bora que se eles perderem, nós perdemos também!

Mais uma vêz um conjunto de explosões e ataques consecutivos atingiram o dragão. Diferente dos primeiros ataques este foi menor, mas dessa vez Horkrus reagiu aos golpes.

— Finalmente as apelações dele acabaram! — Eu gritei. — Essa é nossa chance!

Eu estava com outros dois usuários de ki. Um deles formou juntou suas mãos ao quadril elevando seu Kí, formando uma esfera, que assim que formada, gritou.

— [Hadoukén]!

Ela era pequena e acertou o ombro do Horkrus. Ondas percorreram seu corpo. O efeito seguinte foi o mais inesperado. O dragão colossal para de mover suas asas. Perdendo altitude considerável e ficando a poucos metros do chão. O outro lutador sumiu sobre as sombras e num segundo estava sobre a cabeça da fera.

Ele vira num golpe como de um cascudo movendo parte do crânio do animal, em seguida ele foge do lugar ficando distante. Eu fiz um chicote de água. Neste tempo apenas tento amarrar as asas da criatura. Deixando fluir o kí.

O Capitão está em choque, e seus homens estão surpresos que 3 homens "derrubaram" o dragão, mas a verdade era outra. Nossos golpes não traziam quase dano nenhum contra a criatura. O efetivo eram seus danos de ki, com isso pelo menos ganhamos alguns segundos para o grupamento atacar. A criatura meio paralisada bate o chão.

— [Kōgeki]!

As espadas foram desembainhadas. Os magos e rangers aproveitaram esse momento para proferir encantos, amarras e barreiras para prender ainda mais o animal. Horkus não resistiu a nada. Os guerreiros tilintavam suas espadas sobre o corpo do animal, mas não conseguiam fazer cortes. O capitão garantiu apenas que prendessem o animal e se pôs à frente da criatura. Dando ordens que segurassem as cordas.

— Essa é sua queda criatura! — disse o capitão levantando a espada contra o dragão. — Considere uma honra morrer para minha lâmina [Yokai]!

— HU… HU… HUHUHUHU!

Uma risada pesada ecoou pelo ar silenciando o campo de batalha.

— Depois de tudo, mortais ainda continuam mortais… tão soberbos e arrogantes…

Uma pressão enorme preencheu o ar. Um medo que beirava o terror, paralisando todos presentes. O dragão levanta a cabeça desfazendo todas as magias instantâneamente.

— Eu não caí humano, tolo.

Balançando a calda um circulo arcano se forma no chão e vários corpos pútridos surgem, formando um exército de zumbis e esqueletos.

— Eu pousei.

Notas finais
Olha, milagroso leitor que Nyah FanFiction me trouxe. Esta é uma fic/novela no universo Forgotten Relms. Apartir deste capítulo o roteiro ira diferenciar do cenário original, dando outra origem e propósitos aos demais personagens já conhecidos da obra da empresa Wizard. Também estive sumido por complicações pessoais. Bem espero poder dar fim a este conto. Ta beeeem pertinho pro fim. Obrigado por acompanhar. Tchau!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.