Reinos Esquecidos

8 Capítulo 8 - Pós luta e Ressentimento.


Notas iniciais
Fabiano volta a ser o Taúz o humano Ladino; Rafael retorna a Durgar um Anão ruivo Mago, Gilmar volta a ser um Meio-Orc Monge. Aparentemente ainda todos os ferimentos da batalham voltaram junto. Aparentemente a dor desses ferimentos não são as únicas dores deixadas pela essa pós batalha, existe também alguns ressentidos no grupo. Veja e acompanhe.

Volto para exato momento em que Taúz(Fabiano) está com a adaga na garganta de Luna.

(...)“Se não vai responder... Agora Morra!”(…)

Um filete de sangue se espalha pelo ar enquanto a Luna caí vagarosamente. A cena para com o sangue dela ainda flutuando no ar, até começar a regredir como uma fita de filme antigo. Assim que regride até a fala de Luna:

(...)“...Se for assim eu vou reportá-los!”(...)

— Repor… Tar?… – Fabiano leva a mão ao rosto fracamente.

Ele acaba de abaixar a adaga. Eu acredito que ele estava sentindo o mesmo que eu, uma extrema fraqueza mental, somado as antigas dores de nossos ferimentos voltando junto com o choque de receber novamente os danos de uma vez.

— ARG! – Eu grunhi no chão.

— Eu tenho que… – Taúz caí ao chão fracamente.

O Taúz está sentado ao chão, Durgar está suado, ofegante com o pequeno Skin em seus braços. Minha fraqueza está pior. Vejo a cara de desesperada da Luna, que apressadamente, e estranhamente animada, senta no meio de nós, estendendo a mãos e faz uma reza suave. O chão se ilumina um círculo brilhante se forma a baixo acompanhado do barulho de chacoalhar de moedas ao nosso redor. Uma aura amigável e confortável se forma. Vemos luzes em nosso redor semelhante a moedinhas girando devagar no ar. Minhas dores e fadiga levemente diminuem, mas não completamente.

A magia de cura vagamente diminui e a Luna parece suar, a magia que usou está visivelmente acima do nível comum. Sua respiração esta ofegante e um sorriso cansado está no seu rosto. Ela fala.

— Viu que ter uma clériga de Tymora por perto é bom? Mas vocês ainda não estão 100% — Seu corpo parece até meio anêmico.

Ela apresentava não perceber seu desgaste corporal. Ela tentou continuar.

— Agora mais uma cura, Hã?... – Seus olhos ficam vazios.

Ela desaba sendo segurada por Taúz, impedindo-a de cair de cara no chão. Nós três nos entre olhamos.

— Isso é Exaustão mágica. Ela devia ter, Hurm! – Diz Durgar se esforçado pra se levantar – Essa quantidade de magias em um curto período? Então esse o resultado? – Ele soa curioso.

— Teste de vontade falho? – Fala Taúz ainda imóvel ainda segurando Luna.

— Teste de vontade falho… – Diz Durgar em reposta.

Em seguida Taúz se levanta com a Luna no ombro. Ele parece estar mais inteiro que eu e Durgar. A cura que a garota nos deu foi o suficiente para sairmos da crise, mas, agora sentíamos um pouco de dor, e eu particularmente, sentia a dor interna de alguns órgãos ainda se recuperando. Eu levantei, fui até o Taúz, apenas um olhar foi o suficiente para ele me deixar pegar a Luna e colocá-la no meu ombro. Ainda sou o mais forte.

Em instantes, do alto, ouvimos ecoar uma voz poderosa do Cavaleiro que contratou essa “escolta”, dizendo:

— Os bandidos foram repelidos! Passaremos a noite na saída do desfiladeiro em 2 Km! Feridos dentro das carroças! Contagem de cada líder de grupo. Feridos e sãos!

Assim que o Aviso passou fomos em direção a nossa carroça. O Durgar caminhava e Skin estava pendurado no seu queixo o deixando com uma barba única ruiva. A distância víamos o mago que ajudou a Luna na batalha contra o outro Orc montado. Ele estava com o rosto exaurido e ofegante. Seu cabelo era meio roxo e seus olhos laranjas… Bem eu não estava muito na posição de achar alguém estranho, afinal eu sou um Meio-Orc Monge… Minha concepção de estranho deveria ser pequena, além que, magos parecem ter tendência de terem cabelos e olhos de cor estranha. O cocheiro parecia irritado, quando nos olhou expirou.

— Ar que ótimo! Ela curou até o javali! Clériga Idiota! – Praguejava com sua Besta no lado.

Eu só ignorei o xingamento e fui colocando Luna dentro da carroça, o mago parecia meio assustado e nervoso, deu apenas um afastamento para não tocar em mim… Bem eu ignoro isso também, mas ele pergunta.

— O… O que você fez com ela? – Diz o mago falhando a e voz segurando o capuz.

— Que?! – Disse em confusão enquanto terminava de deitar delicadamente a Luna.

— Ar! – Ele saltou para trás e tomou postura de combate. – E… Eu falei… O… Oque você! Fez com ela mons… monstro! — Ele parecia em pânico.

— Rapaz… – Disse imaginando o insulto, mas logo – ar não vale a pena… – Viro-me e saio.

— E… Ei! NÃO VIRA AS COSTAS PRA MIM!!! – Ele pega seu cajado girando no ar e prepara uma magia e assim estende a mão esquerda que brilha como chama roxa.

4 raios de fogo como pequenos meteoros vem em minha direção. Eu por reflexo fecho meus olhos esperando o empacto. Quando abro os olhos um círculo arcano laranja se desfaz no ar com 4 pequenas pedras levemente queimadas.

— Urhg! O QUE PENSA QUE ESTA FAZENDO! – Diz o Mago novamente visivelmente abalado.

— Defendendo um aliado – Diz Durgar irritado – Seu bostinha.

— Vo… Vocês são da mesma laia! Ar! A… Anão! Monstro! E… Estavam falando da emboscada antes… e ela defendeu vocês… — Ele ergue mais uma vez o cajado, dessa vez, uma pequena esfera flamejante aparece na ponta do cajado, bombeada em cada palavra frustrada do garoto – E VOCÊS mataram Ela!

O cocheiro que parecia ser um velho de mais de 60 anos árabe. Estava olhando tudo, seu olhar de fúria se direcionava a mim. Natural, fomos atacados por Orcs e eu sou “um deles” ser lixado após esse evento é só consequência. O velho parecia me culpar por tudo, mas, ao perceber a esfera de fogo feita pelo mago exclamou.

— Não seu imbecil! Não na minha carroça!

Durgar e eu ficamos parados olhando para o mago de frente.

— Eu vou matar vocês tam…!

Ele para ao sentir perto de sua garganta a lâmina fria do Taúz. Sua presença emanava sede por mais sangue. Ele fala devagar.

— Não. Quem vai morrer é você. – Raspa a lâmina no pescoço do garoto.

— NÃO! – Grita Durgar estendendo a mão.

Taúz move rapidamente o pulso da segunda adaga batendo na nuca do Mago. Os olhos do mago ficam vazios e a bola se desfaz no ar ao mesmo tempo que seu corpo cai no chão desacordado.

O cocheiro pega sua besta e mira em nós, mas o Durgar continua caminhando até o Taúz.

— Pronto menos um pro… – Diz Tauz.

Durgar puxa seu colarinho impedindo que termine a frase.

— Você pirou! Mesmo depois de saber a verdade! Ainda age assim!

— Parados! Seus malucos! – Diz o velho.

Um silêncio se instaura até o mago soltar um gemido mostrando que está vivo.

— Eu não o matei… Só apaguei o surtado pra ninguém mais morrer. — Diz Taúz sem interesse.

— Mas… – Durgar larga Taúz.

Taúz acerta suas roupas e começa a andar em direção ao velho que volta a mirar nele só que tremendo. O velho repete.

— E… Eu mandei você parar!

— Ei velho! Eu vou avisar agora o capitão, se quiser me matar meus amigos vão te matar e todo mundo vai se matar e vai dar em nada – Disse ele bem indiferente.

Ele continuou andando e parou com a besta mirada em sua testa e disse.

— Então… Porque você não abaixa essa besta… – Ele põe a mão no ombro do cocheiro.

— E deixa a gente salvar sua bunda mais um dia? – Disse com um sorriso macabro.

O velho tremeu nas bases e abaixou a besta. Logo se ajeitou e falou dizendo.

— Odeio aventureiros! Vocês são um bando de loucos! Assassinos!

Praguejava enquanto arrumava as redeas dos seus cavalos e se posicionava para seguir viagem.

— Ótimo… Ótimo… – Ele se vira.

— Alabaster como está você? – Taúz fala massageando o pescoço.

— Eu estou bem amigo… Eu estou bem.

Taúz olhou-me dos pés a cabeça deixando um suspirar cansado sair, depois passa por mim pegando o mago caído e jogando-o dentro da carroça. Depois montou no cavalo dele e falou ainda saindo.

— Certo, Durgar… Durma na carroça e Alabaster você também.

— Oque!? Esse Monstro verde não entra na minha carro… – O velho parou assim que percebeu o Taúz ao lado dele – Huhum… Quer dizer ele é grande não vai caber.

— Hum? — Bufou o Taúz com um sorriso sinistro.

— Bem, quer dizer. Se ele couber não tem problema… – Disse ainda consternado.

— Que bom que podemos confiar nesse seu espírito de caridade velho… – Taúz o olha friamente – E espero que se mantenha.

— Urg… Tá, tá tá, seu maldito, pode ir.

Taúz sobe no cavalo e vai para as carroças a frente virando o rosto levando as informações dos status do nosso grupo.

Eu aproveito o momento e amarro as mãos do mago e amordaço sua boca, ouvi as dicas do Durgar pra evitar outro surto desse doido. Impedir dele fazer uma magia e destruir tudo. Sento na lateral e apago de cansaço.

Notas finais
E aí galera voltei depois desse fim de ano muuuuiiiito agitado e cheio de inspiração. Voltamos aos trabalhos.