Reinos Esquecidos
1 Capítulo 1 - Rolem os Dados
Notas iniciais
Eu me chamo Fabiano e eu e meus amigos nos reunimos mais uma vez para uma pequena mesa de rpg descontraída, e dessa vez o Mestre da mesa era o meu tio Clodoaldo.
Eu — Pode crer!? A gente nem começou a mesa né? Qual vai ser da mesa de hoje? — Perguntei entusiasmado.
Rafael — Sim isso ai! Todo mundo esta com a ficha?
Eu — Ladino, tá OK. — Disse levantando minha folha.
Gilmar – Monge, meio-orc, Pronto. — Disse ajeitando a ficha.
Rafael — Cara eu nunca vou me acostumar com um meio-orc monge. — Diz pondo a mão na testa.
Gilmar – Falou o Anão mago...
Rafael — Cala a boca, eles tem ótima constituição pra concentrar a magia e ainda os testes de resistências são altíssimos, essa é a diferença de um personagem pensado e um aleatório né?
Gilmar — Ah. Vá lá. Posso ser aleatório, mas ele fica legal no role-play e o genérico dos genéricos ali?
Eu – Ué? Posso não? Só porque fiz um Ladino humano? Eu salvei a vida de vocês 3 vezes na ultima missão e vocês ainda me chamam de genérico.
Rafael – Missão nível 1 e 2 não conta, é só pra testar os personagens e o mundo, agora no 3 que a parada fica real.
Eu – Uhum, sei.. Mago mirim...
Rafael – Não me chama disso!
O pessoal começa a rir, exceto o meu tio. Ele estava com um sorriso maquiavélico no rosto. Ele pigarra nos cortando. Nós nos ajeitamos e olhamos para ele esperando a mesa começar, ele respira fundo e diz.
Tio – Vocês se encontram numa taverna da cidade de Zhentil Keep após a longa jornada de entregar os títulos para o grande cavaleiro Firnar, que está com um pequeno debito com vocês...
Rafael – Pequeno debito?! A gente, até cruzou o deserto, enfrentou Bandidos pra entregar a droga do medalhão de duque honorário pra ele em PHLAN! E só temos um pequeno debito?!
Tio – Sim, nada que outros mensageiros menores e ele mesmo não passem diariamente aqui no Norte de Faerun! Um pequeno debito já é um premio aceitável para uma missão nível 1, não acha?
Eu – É ele tem um ponto.
Rafael – A cala a boca, Fabiano.
Tio – Continuando... Vocês três pegaram a recompensa de 10 GP pelo trabalho e agora estão bebendo...
Gilmar – Eu peço uma garrafa de Cerveja.
Eu – Você é um Monge ou um guerreiro, cara?
Gilmar — É o Sangue Orc, de vez enquanto pede por algo mais forte.
Tio – O Alabaster pede mais uma cerveja para uma garçonete com um pequeno turbante em sua cabeça, que toma um pequeno susto, quando ele levanta o braço. Enquanto isso dois homens no canto da taverna, em uma mesa, observam vocês e conversam baixinho.
Rafael – Eles olham pra mim?
Tio – Sim eles fazem isso.
Rafael – Tá, dou sinal pro Skim, o meu familiar morcego que está pendurado na minha barba, ele vira para eles e vou tentar escutar o que eles falam, jogar aqui o teste... 17!
Tio – Calma, ainda sem testes.
Rafael – Pô! Logo quando eu tiro alto.
Gilmar – Isso que dá ser afobado.
Tio – Bem. O anão sussurra algo para sua barba e olha desconfiado para o lado assim que também, chega em sua mesa a bebida do Alabaster.
Gilmar – Opa! Obrigado dama.
Tio – Ela se assusta pois ate seu obrigado educado lembra um grunhido. Você bebe e o gosto é horrível.
Rafael – Teste de constituição! Teste de constituição! Bora! Agora tu cai.
Tio – Calma vai haver os testes.
Eu – Opa! já que tá sem teste ainda, eu vou ficar furtivo pra ir nos caras que tão querendo nos ouvir.
Rafael – O que? Você fazendo algo útil?
Eu – Pois é né. Vai que eles tão dando mole e assim eu roubo a carteira deles também.
Rafael me olhou com uma cara de desaprovação e comentou.
Rafael – É por um momento achei que ia ser diferente.
Os garotos dão uma risada e meu tio também como se fosse algo bem engraçado, eu não entendi bem. Eles pararam quando meu tio se levantou segurando um pequeno saco de couro, com muitos dados dentro, ele diz.
Tio – Bem, agora que todos tem que fazer testes... Podem começar a fazer — ele derrama os dados na messa — Com esses dados.
Eu e os outros garotos nos entre olhamos e depois olhamos para meu tio, guardando os dados que trouxemos.
Meu tio era misterioso. Ele sempre viajava e trazia consigo coisas novas. Aparecia com dinheiro e tudo que era tipo de aparato que nem parecia desse mundo. Eu e meus amigos já estávamos acostumados a jogar com ele. Os seus itens, sumiam da mesa do nada, pegavam fogo do nada, brilhavam, explodiam e ate em casos mais extremos, pareciam falar. Era meio esquisito, mas nada que não pudesse ser explicado por alguma truque de mágica. Eu acreditava que meu tio era algum tipo de artista de entretenimento, só que não muito famoso.
Nos pegamos os dados da mesa. Esses dados eram semelhantes aos nossos pelos seus formatos geométricos, mas sem nem uma pintura ou nada. Eram opacos de cor verde escura, sem nem um símbolo em suas laterais. Nós olhamos para ele que falou.
Tio – Pronto agora cada um pegue um desses D20 e joguem todos ao mesmo tempo.
Rafael – Bem... Anm... Clou. Tipo não tem nada nos lados desses negócios.
Gilmar – É não da pra fazer os testes.
Eles começaram a se recusar e então meu tio falou tranquilamente, aparentando que já esperar essa situação.
Tio – Só joguem os dados, e vocês vão ver o que irar acontecer.
Nós nos olhamos, demos de ombros, sacudimos os dados e preparamos nossas jogadas. A sala tinha ficafo fria, nós ficamos de pé ainda sacudindo os dados na mão. Sem percebe ficamos levemente inclinados para o centro da mesa. Jogamos os dados, e o tempo pareceu passar bem devagar. Enquanto os dados caiam o sentro da mesa ficou concavo se afastando o toque dos dado, abrindo um buraco escuro bisarro. Todos nos três desequilibramos do apoio da mesa e acabamos caindo no buraco com meu tiu também. pareceu que a mesa ficou abruptamente convoca se afastando dos dados.
Quando caimos ficamos dentro de algo como um vórtice. Um turbilhão de paredes de nuvens, raios roxos. Minha vista ficou distorcida e tudo pareceu se misturar. Eu só conseguia ouvir os gritos confusos.
— O Que ta acontecendo!
— TÁ TUDO GIRANDO!
— TIO!
— WAAAAAAAAAAAAAA!
Fechei os olhos e senti tudo girar. Os barulhos de raios e estalos do estranho vórtice eram altos. Gradualmente ficaram mais estaveis e mais silenciosos até parar. Vagarosamente comecei a ouvir uma musica baixa de algum tipo de instrumentos de corda, flauta, alguns risos pouco volumosos e abrindo vagarosamente os olhos vejo uma taverna estilo aquelas dos tempos medievais. Eu estava agachado detrás de uma mesa próximo a parede do lado de dois homens de capuz exatamente como na descrição do meu tio. E as minhas mãos estavam na bolsa de moedas de um deles. Assustando-me, falei.
— Mais o que?
O homens se viram para mim, num susto e me empurram para trás, falando minha língua.
— Maldito seja, rato sujo! Disse o homem pegando o que parecia ser uma adaga.
— C... Calma! Não é o que parece.
— Você é o pirralho que derrotaram nosso bando não é? E ainda queria nos roubar!
— An... Como?!
Enquanto eu estava sendo acuado, um grito assustado atrás deles os fez desvencilhar de mim. Assim que se viraram, pensei rapidamente em um jeito de me esconder e sai do meio deles furtivamente.
A cena que eu vi foi um anão, iguais aqueles do tipo do senhor dos anéis, com barbas ruivas, um peitoral de armadura e um manto tipo de mago de cor marrom claro. Ele pulava pro lado e pro outro batendo na barba assustado, de sua barba saí um morcego raposa perecido com um pedaço de couro de tão peludo que era. Em minha mente veio, "Skim? Então esse anão doido é o Durgar, o personagem do Rafael e aquele caído no chão..." Olhei e vi alguém que achei ser uma pessoa, mas assim que vi melhor percebi sua pele meio verde-cinza, os dentes caninos inferiores para fora, olhos pequenos e de sua cabeça uma trança negra. Logo cheguei a conclusão óbvia "Alabaster" ele estava completamente apagado com uma caneca na mão e de braços abertos.
"Mas que merda acabou de acontecer?"
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