Reila

13 Sob o céu estrelado


:: CAPÍTULO 13 – Sob o céu estrelado ::


Poderia ter passado quinhentos anos estudando medicina que nada teria feito diferença naquele momento. Não era ela própria. Aquilo vinha acontecendo com frequência... Apenas começou a sacudir Takanori com as mãos pequenas, chamando baixo por seu nome. Ela teve noção de que demorou um pouco, mas obteve em resposta um gemido leve.

– Takanori... Tá me ouvindo, Taka? – O loiro fez que sim com a cabeça, preguiçosamente. Reila continuou. – Fique comigo... Não durma... Por favor... – Mais algumas lágrimas levianas saiam de seus olhos.

Ruki, por sua vez, tentava atender ao pedido da moça, mas suas pálpebras pesavam e tudo parecia girar. Precisava se concentrar em algo pra manter o estado de consciência, pois ficava cada vez mais difícil. Fitou-a. Novamente, viu estampado em seu rosto a mesma garota do primeiro dia, quando se conheceram. Ela parecia ser pessoas diferentes às vezes... Não era mais a Reila da festa.

– Hm... Yamaguro-san... – Pronunciava com um pouco de dificuldade, uma vez que estava exercendo um esforço maior ao tentar limpar as lágrimas dela. Ao seu toque, a morena pareceu acordar de um sono profundo. – Por que está chorando?

Ela pareceu ponderar por alguns segundos, fitando-o.

– Eu... Também gostaria de saber, Ruki... – Passou a acariciar de leve os fios alvos de Matsumoto, que amolecia àquele toque. Não podia dormir, mas era tão irresistível... Tão convidativo...

– Rei...? – Chamou-a, baixinho.

– O quê? – Respondeu, entre soluços.

– Ali do lado... Na mesinha... Pega. – Yamaguro olhou para a dita mesinha. Havia um abajur, uma bandeja com comida e um pequeno embrulho com um cartão anexo, onde havia seu nome. Teve sua curiosidade atiçada, então, pegou-o.

Abriu primeiro o embrulho. Retirou com cuidado todo o papel e, ali, achou um chaveirinho, bastante delicado. E mais uma torrente de lágrimas invadiu seus olhos. Agora era a vez de Ruki afagar seus cabelos negros.

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Fechou a porta com cuidado, ouvindo um clique baixo. Espiar era um hábito terrível que Kouyou havia adquirido, e não se importava com isso. Oras... Só estava verificando se Takanori estava bem, e isso não deixava de ser verdade.

O que importa é que finalmente resolveu deixar os dois lá sozinhos e ver no que dava. Era fato que ambos precisavam de supervisão... Mas só dessa veizinha achou que não faria mal se deixar levar pela própria vontade.

Kai estava sentado no sofá da sala, procurando algo de bom na televisão, e não iria achar nada além de noticiários falando sobre os acidentes por causa da chuva que agora fustigava toda a Tókio. Não podia deixar o baterista lá, tão entediado.... Não é mesmo? Era quase um pecado!

Foi caminhando como se fosse ir em direção ao quarto e, quando saiu do campo de vista de Yutaka, fez a curva, vindo sutil como um gato por trás do mesmo. Ao chegar perto, não resistiu ao ímpeto: circundou-o com os braços e apoiou a cabeça em seu ombro, mirando a TV.

– O que tá assistindo, Yukkun? – Sabia que o menor gostava de ser chamado desta forma e resolveu fazer uso desta carta há tanto guardada na manga.

– A-ah, eu... – Ficou meio sem ação por um instante, e em seguida, desligou o aparelho pelo controle remoto, de forma que agora podia ver seu reflexo sendo abraçado pelo reflexo de Uruha, que o olhava carinhosamente. – Não estava vendo nada... Não tem nada pra assistir hoje...

– Que pena... Então está entediado... – O maior o soltou. Nesse instante, Uke sentiu-se vazio... O calor do loiro fora tão bem-vindo... Quase reclamou, mas achou inapropriado. Talvez só estivesse carente, nada relevante. Queria continuar na compania do outro, estava triste ao notar que ele havia saído dali... Mas logo seu desejo foi atendido e o guitarrista se sentava a seu lado no sofá. Abriu um sorriso.

– Bem, pensa que eu não vi você espiando, foi? – Agora seu sorriso era algo mais malicioso.

– Ah... Só queria saber se o chibi tava vivinho, vai...

– Você disse que a Reila é médica.

– Eu disse que ela quer ser médica. Tem diferença... Ela fez cursos de enfermagem, mas ainda não está qualificada.

– Pensei que ela fizesse faculdade...

– Começou esse ano. Não conseguiu passar ano passado.

– Hm... Ainda assim, isso não justifica. – Retrucou Uke, tentando fazer Takashima admitir um erro, pelo menos uma vez na vida.

– E se eu simplesmente disser que não confio na sanidade dela?

– Tá dizendo que ela é louca? – Agora usava de um tom curioso, que logo se transformou em irônico. – Isso explica o porquê de ela ser sua amiga... – E começou a acenar positivamente com a cabeça, em sinal de entendimento. Pelo menos fazia isso até que uma almofada se chocasse contra sua face.

– Ahn, não seja malvado comigo... Até mesmo porque, isso só pode querer dizer duas coisas: ou você não gosta de mim, ou é doido. – O sorriso do moreno diminuiu um pouco agora enquanto retirava a almofada das mãos de Kouyou.

– Eu gosto de você. Não esperava ser normal mesmo... Desde que descobriram que eu gosto de matemática eu venho ouvindo que sou doido. – E então impulsionou seu corpo contra o do loiro, num empurrãozinho simpático, que gerou outro “empurrãozinho simpático” da parte do guitarrista, e logo um empurrava o outro; pareciam pêndulos se chocando. Foi o maior quem quebrou o ciclo, encostando-se no ombro de Yutaka e ali ficando. – A Reila estava chorando, o Taka fazendo carinho na cabeça dela. Invejável... – Aninhou-se no ombro do baterista sem consentimento prévio. Pensar naquilo o deixava carente. Ele poderia ser o safado que fosse, mas no fundo, sentia falta de um cafuné e de alguém que simplesmente dissesse que o amava.

– Pede. – Disse o moreno, com simplicidade.

– Pede o quê? – Uruha ficara confuso.

– Pede, Kou... O que você quer?

– E-eu... – Queria pedir por carinho, de fato. Mas não o faria assim... Tão... Impudicamente. – Eu estou com fome... Me ajuda a fazer a janta? – Foi o melhor que inventou. Kai sorriu.

– Ajudo... Com certeza.

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Duas pessoas. Um foco em comum. Um pensamento.

Akira e Yuu estavam cada um deitado em uma cama, ambos fitando um parafuso no lustre do teto, que os parecia incrivelmente interessante.

Olhavam, mas não enxergavam. Estavam muito longe de tal objeto para poder analisá-lo. Se pegassem uma escada, até poderiam o tocar, mas a escada era algo difícil de se pegar para um fim tão improdutivo. Afinal, isso tudo era só mais uma idiotice, e eles mal olhavam o parafuso.

Seus pensamentos, em uníssono, estavam em outro lugar. A situação poderia divergir, entretanto, a pergunta sempre seria a mesma.

"Por que tem que ser assim?"

A resposta, claro, não viria do céu. Mas não custava nada esperar que viesse...

Aoi não suportava tudo aquilo. Já estava se vangloriando por ter “ganhado” de Uruha na noite do acampamento e agora isso. Não sabia o que era pior: ter perdido Kai, saber que ele estava com Kouyou ou ter que aturar um marmanjo resmungão em seu quarto. Praguejava todos os deuses que conhecia mentalmente.

Reita, por sua vez, estava nervoso, frustrado, confuso e preocupado. Sim, preocupado com a saúde do vocalista. Acreditava que deveria fazer algo, mas nada lhe vinha em mente agora. Porém, estava determinado a arrumar uma maneira de ajudar. Afinal, sentia-se culpado por isso tudo, apesar de saber que no fundo a culpa não era completamente sua.

Não demorou para que Shiroyama acordasse de seus devaneios e notasse que ficar deitado não ia ajudar.

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De volta à cozinha, chef Kai e seu ajudante, Uruha, faziam o jantar. Pareciam duas crianças lambuzadas brincando com todos aqueles “utensílios legais”, enquanto preparavam arroz e algo que, sob a concepção do mais velho, deveria estar parecendo curry.

Em alguns minutos, aquela mistura estranha começou a borbulhar, e quando uma dessas bolhinhas especialmente grande estourou, respingos do líquido quente espirraram na face do baterista, fazendo-o gemer de dor por um instante. Estava quente.

Isso atraiu o olhar de Kouyou, que rapidamente notou o que estava acontecendo. Pegou um pano de pratos o mais rápido possível e começou a limpar aquelas bochechas gordinhas com delicadeza, tomando cuidado para não machucar, uma vez que provavelmente estaria queimado.

– Você tá bem, Yukkun? – Aproximou-se do rosto do menor para assoprar o ferimento, inocentemente. E foi esta a cena que os olhos negros de Aoi fitaram ao longe. Pior que isso foi ver que Yutaka agora sorria. Não podia ouvir a conversa, mas eles se sentiam bem à vontade... E naquele momento, quis agarrar Uruha e tirá-lo de perto de Uke. Isso era tudo o que ele queria... Não é?

Enquanto Kouyou continuava em sua inocência e Yuu os fuzilava, Kai simplesmente deixava o loiro fazer o que quisesse com ele. Suas bochechas não doíam mais tanto, mas a sensação de que alguém se preocupava com ele era boa. Entrementes, notou que o guitarrista moreno os observava.

– Yuu! Vem aqui um instantinho... – Takashima revirou os orbes ocres ao ouvir aquele nome. Aoi aproximou-se, incerto, apenas para ouvir o resto do pedido. – Chama o pessoal pra jantar... Já está quase pronto. E se puder colocar a mesa depois disso, eu fico muito grato...

Sem desferir palavra, o moreno acenou com a cabeça, acatando a ordem de seu líder e dirigindo-se ao quarto de Takanori primeiro.

Ao adentrar o cômodo, notou que tudo estava escuro. Ruki estava dormindo, deitado em sua cama com a mão enroscada no cabelo de uma Reila também adormecida, sentada ao lado de seu leito com a cabeça apoiada no mesmo.

– Reila-san... – Arriscou baixinho, mas não obteve resposta. Mediante isto, saiu de fininho e encostou a porta com cautela.

A próxima parada foi seu próprio quarto, onde nem se deu ao trabalho de entrar. Apenas chamou rispidamente pelo baixista, sem obter resposta, e nem ligou muito pra isso. Ainda tinha que arrumar a mesa enquanto Takashima se divertia.

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Não demorou muito para que todos estivessem à mesa. Kai, Uruha, Aoi e Reita: todos calados. O clima não era dos melhores, a atmosfera praticamente visível.

Akira mexia distraidamente no alimento. Sabia que aquilo estava em algum lugar, mas... Onde? Se ele conseguisse se lembrar da última vez que precisou usar... Apesar que, com tanta mudança de quarto, achá-lo não seria moleza.

Yuu se compelia a achar um jeito desfazer a bagunça que Suzuki fizera. Suzuki? Não teria sido Takashima?

De alguma forma, TUDO levava à Uruha. Tudo. Era incrível o talento que aquele loiro tinha de se envolver em todas as situações, e pior que isso, sempre sair na melhor. Talvez a solução fosse focar seus pensamentos diretamente no outro guitarrista, então?

Yutaka sorria bobamente para o curry. Estava orgulhoso do que ele e Kouyou fizeram juntos. E Kouyou... Não conseguia parar de observá-lo naquele momento. Para sua sorte, ele estava deveras distraído. Ostentava um olhar vazio, porém. Observava, aparentemente, um nó na mesa que parecia não ter fim. Estava triste. Ou seria apenas preocupado?

Talvez um pouco dos dois. A mente de Takashima mantinha-se na garota presente na casa. Foi certo chamá-la, afinal, se não tivessem alguém para cuidar do Ruki naquela casa de doidos, o coitado provavelmente ia morrer. E Reila estava diferente depois dos anos que passaram... Provavelmente esta fora a melhor decisão que poderia tomar. No fim das contas, Ruki parecia interessado nela.

E garfada por garfada, o volume dos pratos ia sumindo, e os tinidos dos talheres contra a louça parecia o lento cavar de uma cova, o tempo que se arrastava mais a cada segundo, e nenhuma palavra era dita.

O primeiro a levantar-se, sem explicação e sem terminar por completo foi o baixista, que não se importou com os olhares indignados sobre si lançados e correu imediatamente para o quarto que agora dividia com o mais velho dos membros. A lembrança voltou a sua mente como se fosse naquela mesma manhã. Show, sucesso, comemoração. Álcool, álcool, álcool. E por fim, a ressaca. Como não pensou nisto antes?

Depois veio Aoi. Deixar Kai e Uruha sozinhos era sempre uma derrota, mas precisava urgentemente de um cigarro. Ajudaria a clarear as ideias, a se acalmar. Pois ele realmente precisava se acalmar antes que a faixa do nariz de alguém viesse acidentalmente parar no pescoço esmagá-lo. Levantou-se sem olhar os lados, apenas abandonando a casa. Não chovia mais, mas lá fora estava frio. Gostava de frio.

Yutaka fitou Kouyou, e vice versa.

– Sobrou pra’gente arrumar isso, né? – Falou o moreno, sorrindo.

– Claro... – Agora o guitarrista mantinha a mente em outro lugar: a varanda. Mas não iria deixar que Uke arrumasse tudo sozinho, então se levantou ao mesmo tempo em que viu o outro levantar.

Se tinha que fazê-lo, que fosse rápido. Pegou uma grande quantidade de potes, tigelinhas, hashis e tudo mais que conseguiu para levar à cozinha. Fez tão rápido que, quando ia passar, Uke ainda estava agachado tentando alcançar uma travessa na outra ponta da mesa.

O loiro estava esperando o moreno abandonar a passagem quando tudo aquilo que carregava começou a perder o equilíbrio. Seus olhos se voltaram para o elemento que estava no ápice da pilha, e ele tremulava. Inconscientemente, começou a fazer o mesmo caminho que dita louça, evitando que tudo caísse. Mas um passo em falso fez com que o monte ameaçasse bruscamente cair para a direita, então correu para acompanhar, sem se dar conta que Yutaka continuava ali.

E o moreno estava tão compelido na tarefa de tentar alcançar a bendita travessa sem precisar andar até o outro lado que nem notou a dificuldade do colega até aquele momento. Momento este em que sentiu um par de pernas que sabia ser muito belo roçando em suas próprias coxas. Seus pensamentos foram guiados para um campo em particular, e o fizeram enrubescer. Além disso, houve um arrepio característico que fez questão de se instalar em cada canto possível de seu corpo.

E, uma vez que já havia atravessado o “obstáculo”, Kouyou não viu mais motivos pra esperar e levou tudo para a pia de uma vez. Ia voltar para pegar uma segunda remessa quando notou Reita saindo do quarto outra vez, e viu nele a chance que precisava.

– REI-CHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAN! – Chamou, meio provocativo. Ah, o castigo do baixista ainda não teve fim...

Assustado, Akira pensou em ignorar, fingir que não viu. Mas o mais alto insistia até o ponto que foi obrigado a demonstrar que ouvia, até mesmo porque, ele estava se dirigindo para o mesmo recinto onde o guitarrista estava. Ignorá-lo do lado dele não parecia uma boa ideia.

– Quê foi? – Falou, simples.

– Ah, ajuda o Yukkun a arrumar as coisas aqui? Eu preciso ir fazer uma coisinha... – E nem dando o tempo de resposta para Suzuki, Uruha pôs-se a correr. Sabia que se ficasse o mais velho recusaria o pedido, melhor assim. Saiu da casa a passos apressados.

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Yuu encontrava-se apoiado na mureta, um cigarro atravessando os lábios grossos e os olhos negros fitando o infinito. Ainda assim, pôde constatar a presença de alguém. E logo uma mão fora depositada em suas nádegas, fazendo saber com certeza quem estava ali e, portanto, virou-se abruptamente.

– O que você PENSA que está fazendo, Takashima?

– Relaxa, Yuu... Só estava tentando pegar um cigarro. – O moreno notou a caixa no chão. Não era mentira. O cigarro estava em seu bolso traseiro e o que sentiu provavelmente foi o movimento da própria caixa. O mais novo logo a recolheu, retirando um de lá e colocando a caixa no murinho onde Aoi já estava encostado de novo.

– E o que você quer com tudo isso, Kouyou? – Falou, oferecendo o isqueiro aceso para o colega, sem deixar de fitar o bosque úmido que os cercava.

Uruha aceitou, acendeu o tabaco e antes de falar deu uma longa tragada, seguida de um suspiro. Ah, doce nicotina...

– O que você quer dizer com isso? – Levou novamente o cilindro aos lábios.

– Não se faça de idiota.

– Não estou fazendo nada. Estou fumando. – Agora mantinha o cigarro preso entre os dentes, desenhando um sorriso sutil nos lábios e fixando os olhos no céu estrelado daquela noite. Com a chuva, as nuvens se dissiparam, presenteando-os com um belo cenário. Continuou com um comentário sutil. – Ah, Yuu... A noite não está linda hoje?

– Você é um cínico. – Virou-se para ir embora, mas foi impedido pela voz do maior.

– Fugir e se esconder não muda o fato de que eu vou ganhar, Shiroyama. – O sorriso se alargou, deixando a mostra os dentinhos infantis que Kouyou tinha. Voltou a segurar o fumo apenas para soltar uma baforada de fumaça enquanto ouvia os passos de Aoi se afastando.

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Terminada a tarefa, a cozinha estava uma beleza. Akira mostrara-se muito eficiente ao realizar tal tarefa. Kai jogou o pano de prato em algum canto sem importância e já ia se retirando quando ouviu um chamado por seu nome, virando-se para ver o baixista que o solicitara.

– Etto... Yutaka... Pode me fazer um favor? – Estava mais manso do que mais cedo. No fim, Akira e Uke estavam bem, não havia motivos para ficarem bravos. Mas o baterista cismava em guardar um pouco de rancor pelo que supostamente fizera ao vocalista adoentado.

– Diga. – Respondeu, indiferente.

– Olha... Você pode dar isso pro Taka? – Tirou do bolso uma cartela de comprimidos amarelos, estendendo-a para que o moreno pegasse. Lembrou-se de ter se medicado após a bebedeira do último show, dando remédios para Takanori também. E os comprimidos continuavam no mesmo bolso daquela mesma calça, há tanto tempo...

Kai apenas sorriu ao ver o loiro abaixando levemente o olhar.

– Claro, Rei. Obrigado. O Taka vai ficar melhor...

– Espero que sim... – E sorriu levemente antes de se colocar no caminho de seus aposentos.

Notas finais
N/A: -Ronaldo.