Reikishi Burondo Kaizoku
4 Naruto, Ace e Sabo.
Notas iniciais
Garp andava calmamente pela floresta ao leste da vila Fuusha. Em sua mão direita ele segurava a ponta de corda. Porque? O Vice-Almirante teve que amarrar Naruto para que ele deixasse o Quartel General da Marinha. Três dias atrás, o loiro bateu o pé que se tornaria uma pirata e começou a espalhar isso para todo mundo. Garp então tomou a decisão de levá-lo para ser criado por uma conhecida sua.
— Me large, velho! – Se debatia Naruto no chão enquanto estava sendo arrastado – Merda! Porque meu Rasengan não funciona em você? qual o problema em seu um pirata?!
— Foi um erro da minha parte deixar você sair da minha vista! De todas as coisas, você foi gostar logo de piratas?! Que imbecil! – Fala Garp arrastando o loiro pela floresta – Você não pode ter sido influenciado tanto assim pelo olhos de falcão!
— Eu quero ser forte assim como o olhos de falcão! – Fala Naruto se debatendo mais que antes. Foi um sufoco para pegar Naruto depois que o velho tomou a decisão de tirá-lo do Quartel General da Marinha. Ele teve que convocar um grupo de marinheiros para capturar Naruto. O moleque era esperto porque não encarava o velho diretamente, apenas fugia dele. Naruto derrotou mais de cem marinheiros antes que Garp o capturasse.
— Porque as coisas tem que ser tão difíceis? Se ele se tornasse um marinheiro seria bem mais fácil. Alguns idiotas do alto escalão não vão com a minha cara. Se Naruto se tornasse um marinheiro eles não teriam o que reclamar. Caso eles descubram a linhagem dele vão querer sua cabeça em um prato com certeza – Pensa Garp observando o loiro se debater sem parar.
— Me solte! – Ordena Naruto tentando se livrar das cordas.
— Tal pai, tal filho é... – Garp pensa alto ignorando o loiro. Após mais uma hora de caminhada, Garp soltou Naruto ao ver o menino mais calmo. Não demorou para eles verem uma casa relativamente simples com um tipo de cata-vento atrás.
— Que lugar é esse? – Pergunta Naruto, mas o mesmo foi ignorado. Garp começou a bater na porta com insistência até que alguém atendeu.
— Chega! Quem quer que seja, tu tá querendo morrer?! – Pergunta a voz feminina irritada com a insistência em bater na porta. Naruto notou que era uma mulher grande, tinha uma cabelo loiro puxado e encaracolado, usava um colar de pérolas e em sua boca havia um cigarro aceso.
— Sou eu! – Garp responde no mesmo tom que a mulher. A mulher logicamente se assustou quando reconheceu quem batia a porta.
— G-Garp-san! – Fala a mulher com medo. Atrás da porta, mais duas pessoas apareceram. Garp apresentou a mulher como Curly Dadan. O menor dos homens atrás dela se chamava Dogura e o maior Magura.
— Vocês me parecem bem – Garp fala calmamente.
— Dá um tempo! Qual é, tenha piedade de mim! O Ace já tem sete anos agora! – Reclama Dadan irritada.
— Ah, é mesmo? Como ele está? – Garp pergunta e logo começa a rir.
— Não tem graça! Não conseguimos cuidar mais dele! Você tem que levá-lo daqui! – Apela Dogura cansado.
— Deixando isso de lado.... – Continua Garp.
— Não deixe de lado! – Devolve Dogura. Garp pegou Naruto pela camisa e o mostrou para o trio.
— Cuidem dele também – Garp fala calmamente. O trio ficou em silêncio com a declaração – Ei, Naruto, dê oi para eles.
— E aí! – Naruto cumprimenta com um sorriso.
— Quem é esse garoto? – Questiona Magura curioso.
— É o meu protegido – Explica o homem.
— O que?! – Dadan grita em surpresa.
— Mais um?! Questiona Dogura. Naruto se soltou do velho e começou a olhar ao redor.
— De jeito nenhum! – Falam Dadan, Dogura e Magura ao mesmo tempo.
— Muito bem, eis as suas opções – Começa Garp com as mãos acima do peito – Querem passar a vida toda na prisão ou criá-lo? Há muitos crimes que vocês cometeram e eu fiz vista grossa – Garp começou a rir vendo o trio no chão derrotado.
— Qual é! – Reclama o trio.
— Bom, eu não quero ser preso, mas... – Começa Magura sem graça.
— Às vezes me pergunto se é melhor estar preso ou cuidar do Ace... – Ajunta Dogura.
— Mas tu quer que a gente cuide do teu protegido também? Aposto que ele é outro monstro! – Completa Dadan.
— Que casa feia – Afirma Naruto, mas a mulher não gostou de ouvir isso.
— Quer levar porrada?! – Pergunta mulher com um cabeção para cima de Naruto.
— Pode vir quando quiser! – Naruto fala batendo uma mão na outra.
— Muito bem, eu tive uma ideia – Começa Garp sorrindo cruelmente – Se vocês derrotarem Naruto em uma luta, eu vou levá-lo embora junto com o Ace.
— Isso não é justo! – Grita Dadan – Aposto que ele pode acabar com a gente sem suar!
— Bom, é isso ou aceitá-lo de bom grado – Afirma Garp.
— Sendo assim, nós não temos escolha. Peguem-no! – Dadan ordena a Magura e Dogura que pulam em Naruto junto com ela. Mas logicamente não levou nem três segundos para o loiro derrotar o trio. Naruto pisava em cima deles no final.
— Certo, está decidido! – Garp fala dando as costas para o trio e indo embora.
Naruto entrou na casa curioso. Sabia que o velho queria que ele morasse ali a partir daquele dia, então ao menos tentaria. O loiro mal entrou e três homens o cercaram e o ameaçaram com uma faca.
— Quem é você? – Questiona um dos homens com a faca no pescoço do loiro.
— Me solta – Naruto fala calmamente.
— Dê todo seu dinheiro ou eu te mato! – Ameaça o homem com a faca.
— Eu não tenho dinheiro – Naruto fala calmamente.
— Então peça aos seus pais para trazerem dinheiro! – Ordena um dos outros homens. Naruto ficou sério, mas mesmo assim, respondeu.
— Eu não sei quem são meus pais – O loiro responde calmamente fazendo os três ficarem desconfortados. – Eu só tenho o velho...
— Ótimo. Qual o nome dele? – Questiona o terceiro homem.
— Garp-san – Dogura explica calmamente. Os três começaram a tremer como vara verde ao ouvir o nome do homem – Ele vai morar com a gente.
— Porque vocês aceitaram?! – Pergunta todos os bandidos reunidos.
— Isso aqui não é creche! – Falam um outro grupo.
— Nossa chefe não tem coragem! – Um terceiro grupo fala irritados.
— Cala a boca, seus malditos! – Ordena a mulher irritados com o grupo – Hora do rango!
Naruto se surpreendeu na velocidade que o grupo de bandidos avançou na comida. Ao que parece aquela carne havia vindo de um touro que um garoto chamado Ace tinha caçado. Naruto reparou bem nos olhos dele e tudo que viu foi tristeza e ódio, um ódio mesclado com uma profunda tristeza.
Como ainda estava com fome teve que sair para caçar. Não levou nem meia hora para encontrar um jacaré e o matou facilmente. Ascendeu uma fogueira e olhava para o lombo em chamas pensando na vida.
— Acho que um garoto que quer ser um pirata não seria bem visto na marinha... – Naruto fala a ninguém em especial – Aquele cara…o que aconteceu com ele para ter tanto ódio e mágoa no coração? – Naruto abriu um enorme sorriso ao tomar uma decisão – Eu vou me tornar amigo dele, tô certo!
No dia seguinte, Naruto chamou Ace, mas o mesmo ignorou e começou a correr. Logicamente, Naruto o seguiu. Ele teve que desviar de tudo que o garoto lançava nele: pedras, árvores, animais selvagens dentre outas coisas que o loiro nem suava, o treinamento no Quartel General da Marinha era mais difícil que aquilo. Algum tempo depois de persegui-lo, o perdeu de vista. Mas já tinha uma noção o caminho que Ace havia seguido.
— Uau. Que lugar é esse? – Naruto pergunta parando no fim da floresta e o que havia em sua frente a paisagem era completamente diferente. O que existia ao norte do Monte Corvo, onde a família Dadan vive. É uma fumacenta pilha de lixo descartado. Coisas indesejadas acabam vindo parar ali. Naruto também viu inúmeras pessoas que provavelmente são evitadas pela sociedade e que provavelmente é uma área sem lei – Crimes e doenças devem ser abundantes nesse local... – Fala pulando para o lixão.
Era uma cena deplorável aquele lugar. Pessoas se matando por um pedaço de pão sujo, mulheres sendo estupradas, crianças chorando procurando seus pais provavelmente mortos. O loiro passou rápido por aquele lugar. Uma das poucas coisas que Garp lhe disse e que nunca saíram de sua cabeça era “O mundo é um lugar cruel, você não pode ajudar todos” mesmo que Naruto não concordasse com isso ele seguiu seu caminho em silêncio.
O loiro andou em silêncio pelo Terminal Cinza, Naruto descobriu o nome ao perguntar para um dos moradores. Não demorou para ele localizar o moreno entrando na floresta com um grande saco nas costas, Naruto não entendeu mas resolveu segui-lo na encolha. Ace havia feito uma volta enorme para garantir que ninguém o seguia. Quando se deu por satisfeito, voltou a seguir para onde iria. Naruto tentava segurar o riso vendo as habilidades amadora do garoto para esconder seus rastros.
De volta no Quartel General da Marinha, Naruto se lembrou das aulas de rastreamento. Os aspirantes deviam saber identificas rastros para caçar criminosos. Logicamente o loiro era horrível nessa área, mas como Sasuke era o gênio nessa área, o loiro se dedicou quatro vezes mais para não perder para seu rival.
Naruto o seguiu silenciosamente pela floresta até que ele parou em frente a uma árvore enorme. Ace olhou para os lados se certificando de que não havia ninguém e chamou.
— Sabo! Sabo, você está aí?! – Pergunta Ace com uma das mãos na boca aparentemente chamando por alguém. Não demorou para alguém no topo da árvore responder.
— Ah, Ace! – Responde o garoto chamado Sabo no topo da árvore.
— Foi mal o atraso – Desculpou-se Ace – Um cara irritante me seguiu por um tempo, mas eu o despistei lá atrás.
— Você tá mesmo – Concorda Sabo – Bom, já que você o despistou está tudo bem. Eu já fiz alguns trabalhos na cidade.
Sabo era um garoto aparentemente de sua idade, ele tinha um dente perdido e cabelo loiro encaracolado. Ele usava uma grande cartola preta com um par de óculos azuis enrolado em volta dela, uma jaqueta azul com as mangas enroladas, um lenço e bermuda azul segurada por um cinto com uma fivela com um elaborado desenho de flor.
— Mesmo? Bom, eu também fiz – Ace fala com um brilhante sorriso no rosto.
Ace subiu na árvore e ambos colocaram suas sacolas na frente do outro. Naruto ficou surpreso ao descobrir que o conteúdo da sacola era dinheiro vivo. Naruto abriu um sorriso ao ouvir os dois dizerem que estão juntando muito dinheiro para comprarem um navio pirata e descobrirem novos lugares. Naruto tinha tomado sua decisão seria amigo deles.
— Me perguntou de quanto precisamos para comprar um navio pirata – Sabo pergunta depois de colocar o último maço de dinheiro na árvore, local onde era seu esconderijo.
— Vai saber. 10 ou 100 milhões, talvez? – Sugere Ace sorrindo – Ainda falta muito – Fala e os dois começaram a admirar a vista do mar que a árvore lhes proporcionava.
— Vocês dois também querem se tornar piratas? – Naruto pergunta surgindo sem fazer barulho perto dos dois garotos que arregalaram os olhos em surpresa. Ninguém havia chegado perto deles de forma tão silenciosa – Eu também quero ser um! Vamos ser amigos! – Ace foi o primeiro a tentar chutar Naruto, mas o mesmo pulou para trás pousando de leve no chão – Quanta agressividade! – Fala o loiro fazendo beicinho.
— Quem diabos é esse cara? – Sabo pergunta assustado – Eu não senti a sua presença até o momento em que ele falou?
— É esse cara que me seguiu mais cedo! – Explica Ace ao Sabo – Como você me encontrou?! Eu tenho certeza de que fui cauteloso!
— Nem tanto. Eu te perdi por apenas meia hora e tenho te seguido desde então – Explica Naruto com as mãos atrás da cabeça – Você nem percebeu que eu o seguia. Mudando de assunto, vamos nos tornar amigos! – Fala balançando os braços para cima e para baixo de forma animada.
— Cala essa boca! – Ordena Ace tentando acertar a cabeça de Naruto com um cano, mas o loiro desviou facilmente. Ace não parou por aí, ele tentou acertá-lo uma dúzia de vezes, mas Naruto não era um amador em lutas e desviou de todas. Sabo se juntou ao Ace, ambos com os canos, mas eles não estavam nem perto de acertá-lo.
— Ele é bom! – Sabo comenta para Ace quando ambos pararam para recuperar o fôlego. O pequeno embate durou vinte minutos, mas Naruto, em nenhum momento, tentou atacar Ace e Sabo apenas se defendeu.
— Não importa o quão bom ele é! – Ace começa irritado – Ele sabe do nosso tesouro! Não podemos deixar ele sair daqui!
— Você tem razão! – Sabo concorda sério.
— Vocês estão bem determinados quanto a isso – Naruto fala ficando sério – Sendo assim, que tal uma aposta?
— Aposta? – Sabe pergunta confuso.
— Se eu vencer vocês se tornaram meus amigos – Explica Naruto – Se eu perder, eu vou embora e não conto a ninguém o que eu vi – Ace e Sabo se entreolharam, mas não concordavam com a ideia – Mas é claro que vocês não vão vencer, então nós seremos amigos! – Logicamente isso irritou os dois.
— Não decida as coisas... – Começa Ace avançando em Naruto com o cano em mãos.
— Por você mesmo! – Sabo completa avançando também com o cano em mãos.
Ace e Sabo atacaram Naruto com tudo. Mas mesmo com os canos, eles não conseguiram nem chegar perto de Naruto. Sua velocidade era algo que ambos não podiam acompanhar. Ace ficava cada vez mais irritado com a luta, odiava não conseguir fazer nada frente a um inimigo. Naruto demonstrou ser realmente forte para um garoto de sete anos. Sabo também estava irritado, ma não pelo mesmo motivo de Ace, para ele alguém descobrir o segredo era algo bem ruim.
Por cima, por baixo, pela esquerda, pela direita, pela diagonal, nenhum ataque alcançava o loiro. Era quase como se ele fosse o vento. E o mais irritante disso tudo era que Naruto não atacou nenhuma vez, apenas se defendeu.
— Vocês ao menos estão me levando a sério? – Naruto pergunta debochando deles.
— Cala a boca! – Ordena Ace e Sabo girando em volta do loiro. Naruto passou a observá-los de forma curiosa. Não levou nem três segundos para ele entender qual era o plano deles.
Ace veio pela frente e Sabo por trás. Naruto viu que não tinha como sair daquele círculo que eles fizeram. Ace mirou seu cano no rosto de Naruto enquanto Sabo mirou nas pernas. Um plano bem elaborado. Com o golpe nas pernas, Naruto não conseguiria se mexer e com o golpe na cabeça, Naruto ficaria desorientado e não conseguira reagir. Naruto lindamente girou o corpo no ar encaixando no espaço entre os canos surpreendendo os dois garotos. Ace acertou a cara de Sabo e Sabo acertou as pernas de Ace. Os dois garotos caíram no chão gemendo de dor com as mãos no local dolorido.
— Eu tenho que admitir foi um bom plano – Naruto fala pousando no chão calmamente – Mas vocês ainda estão longe de poderem me derrotar!
— Droga...! – Murmura Ace irritado por não conseguir tocar em Naruto.
— Ele é muito forte! O que diabos é ele? – Sabo pergunta com a mão no rosto.
— Agora é a minha vez! – Naruto fala com um sorriso no rosto. Ace e Sabo arregalaram os olhos e a boca de forma animada ao verem uma energia azulada na mão do loiro.
— O QUE DIABOS É ISSO?! – Perguntam os dois surpresos ao mesmo tempo.
— Rasengan! – Grita Naruto avançando em alta velocidade em Sabo, que nada pôde fazer ao ser acertado no estômago pelo rasengan. O tamanho era de um rasengan normal, mas foi o suficiente para mandá-lo para longe. Sabo havia quebrado quatro árvores e caiu desacordado. Ace ficou ainda mais surpreso pela força do golpe demonstrado por Naruto.
— Mas o que diabos é você?! – Questiona Ace irritado ao pegar o cano de volta. Mas Naruto havia sumido de seu campo de visão. Ace o procurou por todos os lados, mas não o encontrou – Onde diabos você está?! – Pergunta em guarda, mesmo assim nem chegou a notá-lo.
— Aqui! – Naruto fala chutando o lado direito de Ace. Com a força do golpe, Ace foi mandado longe também só parando depois de derrubar quatro árvores e cair desacordado. Naruto começou a pular animado – É isso aí! Agora tenho dois amigos! Eu venci! Eu venci! Eu venci! Eu sou o melhor! Vocês perderam! – Naruto cantava e dançava de forma animada por ter vencido a luta. Ace e Sabo estavam desacordados.
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