Rehabilitation

1 Pronta para ser trancafiada.


Estava com tudo pronto, entramos no carro e partimos para o aeroporto. Eu e meu pai nunca nos demos muito bem, mais me mandar para um “internato” onde não posso levar meu celular, ou seja um lugar horrível, acho que é demais. Fomos calados até o aeroporto, fizemos o check in e sentamos no Starbucks pedi um Frappuccino de morango e meu pai um chocolate quente. Ficamos em silencio até que meu voo foi chamado, fomos para o local indicado, lá encontrei um avião que iria especialmente para a tal escola... Me despedi do meu pai, e entrei no avião meu lugar era ao lado de uma menina com cabelo ruivo. Me sentei.

-Oi, meu nome é Molly.

-Oi...

-Qual seu nome?

-Samy.

-Samy Walker?

-Sim... –respondi. Senti olhares em mim, entre cochichos, pude ouvir meu nome.

Fiquei pensando nisso, mas não por muito tempo pois entrou uma moça de cabelo claro amarado em um coque, com um vestido até o joelho e começou a dar as “boas vindas” a quem esta indo pela 1º vez para a escola...

Eu achei que todos ali eram novos...

-Bom, acho que vocês já sabem, chegando lá nada de celular, nada de fone. Boa viagem, quando chegarmos falarei mais sobre a escola, para os novatos. –falou isso e se sentou na 1º poltrona.

Coloquei meus fones, pois pelo jeito só teria até a chegada para ouvir minhas musicas...

Depois de um tempo, adormeci. E quando acordei já tínhamos chegado.

-Bom dia! –disse ela com um sorriso falso.- Eu sou uma das supervisoras e professoras da instituição St.George Moria. Sou responsável por instruir vocês a se adaptarem melhor a nossa escola. –ela analisou cada uma de nós. Sorriu duramente. –Bom... Vocês podem subir agora.

Subimos para uma sala.

-Nessa “reunião” eles explicam as regram, falam com quem devemos ou não nos relacionar...

-Como assim?

-Ahh, então você não sabe. No St. George Moria, tem um painel com “características” sobre cada estudante, sabe, para prevenir os outros, de quem se deve manter afastado, de quem se deve aproximar. É tudo organizado por ordem alfabética... menos uma sessão.

–Por que ? – Perguntei tentando não transparecer curiosidade.

–Lá ficam os casos especiais, sabe, o que são mais profundos que uma simples “má influencia”, entre 18 nomes, você é a única garota que está lá.

–Mas... Como alguém pode saber? Não somos todos novatos?

-Não, só você e mais dois.

-Como assim?

-O que você quiser perguntar sobre isso, você pode perguntar nessa reunião.

-Eu vou.

Molly se sentou ao meu lado, e então começou a reunião.

–Bom, aqui no St. George Moria tem algumas regras que vocês devem saber, então vou explicar a política da escola.

Para alguns não será necessário, mas alguns casos especiais... Então por favor, se tiver duvidas não tenha vergonha em perguntar. Prestem atenção, principalmente os novatos. –Ela respirou fundo e retornou a falar — Primeiro, celulares, mp3, e semelhantes são expressamente proibidos; as vestes como vocês sabem apenas da cor preta e em tons de cinza, mas irá ter ocasiões que poderão usar outras cores. Comidas, revistas, bebidas, nada que venha de fora sem o conhecimento da direção é proibido. Se for apreendido algo irregular no poder de algum aluno, será aplicada imediatamente uma punição severa. “Festinhas” – fez aspas com os dedos, e olhou para o garoto que estava do meu lado, ele era loiro e tinha o cabelo todo bagunçado – nos quartos após o toque de recolher é expressamente proibido, espero não ter problemas com isso durante esse ano senhor Josh Jones. –Por fim ela sorriu novamente. O sorriso dela tinha algo estranho. Ele me irritava. –Alguma pergunta?

Uma menina com o cabelo preto levantou a mão.

–Seu nome? –Perguntou Miranda.

–Pamela Pathie. Eu queria saber se caso ocorra, o que aconteceria com alguém que for encontrado drogado no campus?

–Ora senhorita Pathie, o indivíduo será mandado para reabilitação, e será feito um pente fino na escola. Mas não se preocupe, é impossível algum tipo de droga entrar aqui. –Sorriu novamente- Mais alguma?

Molly se virou pra mim.

-Voce não queria saber o porque das divisões nos painéis? -eu fiz que sim com a cabeça -Então levante sua mão — Levantei. Miranda olhou para mim e sorriu, mas amargamente dessa vez.

–Sim, senhorita... ?

–Walker, Samy Walker. –A garota morena, Pamela olhou para mim de repente — Eu queria saber sobre a divisão de nomes, porque tem dois painéis, com o nome de todos os alunos? –Tentei ser o mais agradável possível.

–Bom...- começou — Como você deve saber, aqui não é somente uma das melhores instituições do país, mas também um dos melhores reformatórios. Expomos os nomes e algumas características de alguns alunos, para todos saberem de quem deve se aproximar e de quem se afastar.

–E porque tem dois painéis?

–Porque tem alguns casos que precisam ser mais levados a serio.

–E porque eu estou no segundo painel?

Ouve um silencio na sala. Entao Monica sorriu, nervosa.

-Samantha Walker. Quer que eu leia para todos? –Sorriu.

-Claro.

–Tudo bem,Samantha Walker. Presa cinco vezes por porte de drogas, duas por uso, mandada para duas reabilitações, mas ficou pouco tempo por não apresentar indícios de vícios, fumante, internada por overdose, expulsa de uma escola por usar droga, e fazer outras duas garotas usarem, banida de um bar por brigar com uma garota, cuja estava internada em uma UTI com traumatismo craniano. E detida sete vezes por “festinhas” exageradas. Fim — Ela sorriu, e disse “para seus quartos”.

Peguei minha mala e fui andando com Molly junto a mim. Senti uma Mao em meu ombro então me virei.

-Oi sou Josh. Boa história a sua hein?! –Ele era alto e loiro.- Pelo que vejo você tem, tinha uma vida bem movimentada Walker...

-Só tento me divertir... E você o que faz aqui?

-Contrabando... Festinhas- riu. Festinhas, contrabando??? Era tudo que eu precisava sorri.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.