Rehab

1 Capítulo 1


Matt estava deitado em sua cama quando eu entro no quarto quase arrebentando a porta. Ta certo que isso não mais o surpreendia, mas mesmo assim ele me perguntou sobre o ocorrido.

­- São aqueles idiotas da cantina, só porque eu não almoço com eles acham que tenho algum problema alimentar. O que tem a ver eu ir direto pra sobremesa? Já vi outros fazerem isso e nem assim foram chamados pra conversar com um psicólogo, que é provavelmente metido a sabe tudo!

— Mas, Mello, você faz isso todo dia, é de se estranhar mesmo. Você tem que comer mais coisas além de cho...

— NEM TERMINA A FRASE! Até você? E eu pensei que era meu amigo. — Todo mundo já estava me irritando profundamente, do que eu como cuido eu e ninguém tem que se preocupar com isso.

Aí ele começou com aquele papinho que é por ser meu amigo que se importa e blábláblá. Qual é, até hoje eu nunca desmaiei ou nada do tipo por fome, quando isso acontecer eu me preocupo. E também eu não estou só comendo doces, é que a comida mesmo fica em segundo plano e não gosto de comer na frente deles. Toda vez que faço isso ouço piadinhas como “esqueceu o chocolate pra estar comendo comida de verdade?” e, sério, não quero me responsabilizar pela ida de mais ninguém à enfermaria.

De qualquer forma continuei ignorando Matt até o fim da tarde, quando fui obrigado à sala do psicólogo. Lá não era muito diferente da sala da direção onde já havia me acostumado, uma das poucas diferenças era que no lugar das cadeiras havia pufes. Ah, que maravilha, tudo para o “paciente” se sentir a vontade.

— Boa tarde, Mello, gostaria de me contar o que está havendo com suas refeições? – O psicólogo perguntou assim que entrei. Ele era um cara estranho, não aparentava dormir muito e falava estranhamente devagar, ele sim aparentava precisar de uma consulta.

— Na verdade não, mas eu não tenho escolha. Certo?

Ele me olhou com uma expressão ameaçadora e disse:

— Que bom que sabe, então faça o favor de contar.

Isso aconteceu de verdade? Cara, onde eles arrumam esses funcionários? No hospício? Levando em conta que ele é um psicólogo talvez... Ah, quem se importa?

Então eu tive que contar mais ou menos a história toda, inclusive sobre as brincadeirinhas, não tive que explicar muito, todo mundo dali já sabia daquilo.

O doutor Potter, como fui descobrir depois, me encheu o que pareceram horas sobre como eu poderia ficar doente e um monte de besteira do tipo. Então, quando quase não conseguia mais fingir prestar atenção, recebo um remédio para tomar duas vezes ao dia. Não entendi bem o propósito dele, mas qualquer coisa pra continuar com meus chocolates, certo?

Notas finais
Os próximos capítulos serão maiores, esse é mais pra ver se a história da em alguma coisa -q
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.