Regum Urbem
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Acordei com uma tremenda dor de cabeça e amarrado a uma cadeira de madeira em uma sala escura com apenas uma lamparina no quarto(eu sei,ótimo jeito de começar o dia), Felipe não estava na sala, pelo menos não no meu campo de visão. Mas uma coisa muito boa aconteceu em seguida ao meu despertar, um velho conhecido entrou no quarto com uma faca de tortura na mão, isso mesmo, era o Lary
- Finalmente acordou, bela adormecida — falou com um pouquinho de sarcasmo na voz — eu estava me perguntando quanto tempo mais você ficaria dormindo.
- Você sabe como é, essa cadeira é tão confortavel que eu terminei por não escutar o galo cantando
E mais uma vez, consegui deixar Lary irritado, e com seu ataque de furia, quase arrancou meu dedo anular com sua faca, só consegui conservalo pois alguem de fora o chamou, o que fez com que errace a facada, aliviado pela minha sorte, dei um suspiro um pouco longo demais, longo o suficiente para que os 2 neurônios de Lary entendessem o motivo do meu suspiro
- Não fique aliviado só porque eu estou de saida, vou deixar uma pessoa para te torturar enquanto estou fora, mas claro que sem te matar, já que eu quero ter esse prazer.
E depois de dito isso, virou de costas e se retirou do quarto, e depois de alguns minutos, uma garota entrou em seu lugar, ela devia ter cerca de 1:60m, tinha cabelos loiros que desciam cerca de 3 dedos da altura dos hombros, olhos castanho-claros e pele clara, usava uma bermuda jeans que vinha até metade da sua coxa, uma camisa branca com um pequeno decote que mostrava apenas a parte de cima dos seu seios. A garota se aproximou de mim e retirou da escuridão uma cadeira de madeira e se sentou na minha frente.
- Então, o que temos aqui? — perguntou com tom sarcastico na voz — um garotinho que acha que pode se meter com os cachorros grandes? Pois sinto em te dizer isso mas, você não vai passar de hoje
- Obrigado pela compaixão, mas eu poderia saber o seu nome pelo menos?
- Depende de quem pergunta.
- E você vem sempre aqui?
Eu acho que a minha pequena cantada não foi boa o suficiente, já que ela me deu um tapa na cara, o tapa foi tão forte que me fez sangrar e sentir muita dor, mas não iria demonstrar a ela que estava sentindo dor daquele tapa.
- Agressiva você em, mas agora falando sério, o que uma garota como você está fazendo andando com um homem como o Lary? Você pode arranjar coisa melhor se quiser.
- Eu não sou a namorada dele e nem nada do genero, estou com ele porque ele salvou a minha vida,quando eu tinha 3 anos meus pais morreram em um incêndio que teve na nossa casa, eu só sobrevivi graças ao Lary, que me salvou das chamas e cuidou de mim até hoje, e eu sou eternamente grata por isso.
- Que história comovente mas se você não se importa, eu gostaria que você me soltase para que eu pudesse procurar pelo meu amigo e ir para casa.
- Boa tentativa, mas o Lary quer você e o seu amigo aqui, e segundo ele eu posso fazer o que eu quiser com você, desde que eu não te mate.
- E o que você pretende fazer comigo?
- Sinceramente, nada, para mim você não tem ultilidade nem para ser um saco de pancadas.
- As suas palavras são motivadoras.
- Engraçadinho você em, agora você conseguiu me deixar irritada, como o Lary saiu até o fim do dia, você vai passar fome até ele chegar e acabar com o seu sofrimento.
- Não acho que ele vai ser tão piedoso comigo.
- Quem sabe se você pedir perdão para ele e implorar pela sua vida ele te mate mais rápido.
- A não,muito obrigado mas eu não pretendo morrer hoje.
Durante a nossa conversa, eu consegui afroxar as amarras e liberar as minhas mãos, eu só estava esperando pelo momento certo de nocautea-la e procurar pelo Felipe e pela encomenda.
- Você poderia ao menos me conceder um ultimo desejo?
- E qual seria?
- Um beijo seu, é a unica coisa que te peço.
- Bom, como você vai morrer daqui a algumas horas, acho que não tem problema em realizar o seu pedido.
E dito isso, ela se aproximou do meu rosto, nossas bocas estavam prestes a se encontrar, eu podia sentir a sua respiração em meu rosto, mas eu me aproveitei do momento antes do beijo para dar uma cabeçada nela e deixala tonta.
- Desgraçado! Volte aqui!
- Até a proxima gata
- Seu canalha!
Nesse momento ela me arremessou uma faca, e nesse momento eu fui muito grato pela sua falta de mira. A proveitei para ficar com sua faca caso fosse util no futuro.
E eu estava certo em pegar a faca da garota, eu dei 10 passos depois que sai do quarto eu encontrei 2 capangas assim que virei em um beco a esquerda, antes que o 1º capanga pudodesse sequer se virar, eu cravei a pequena faca em seu pescoço e usando o impulso da minha corrida, abri um corte gigantesco em seu pescoço, nessa altura, o 2º capanga já tinha se virado na minha direção, mas não conseguia entender a situação, o que me facilitou na hora de matalo e com uma facada certeira no seu coração, ele caiu morto no chão,sem emitir nem um ruido.
Passei cerca de 2 horas correndo por uma imencidão de corredores mal iluminados e cheio de capangas, e um por um, todos cairam perante a minha lâmina, até que por fim achei a saida daquele labirinto, o que não adiantou muito, já que Lary estava entrando no momento em que eu avistei a saida.
Eu estava correndo com tanta velocidade que eu não consegui parar, e esbarrei com o Lary, que ao me ver adquiriu a sua cor avermelhada de que sempre ganha ao ficar irritado, me levantei em um instante e me preparei para acabar com ele como tinha feito com os outros, qual seria a dificuldade?
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