Regulus
2 II
— Você quer me dizer alguma coisa, Sirius?
— Não, acho que a senhora quer. Como sempre, aliás – acrescentou com desdém.
Meu coração começou a bater mais forte enquanto eles trocavam olhares afiados por cima da mesa.
— Não estou sempre dizendo nada, mas acho que sua própria culpa o corrompe por dentro.
— Culpa? – Sirius riu. – Do que eu poderia ter culpa?
— De ser uma vergonha? Um fardo, um peso que somos obrigados a carregar e rezar para que não nos traga ainda mais desgraça do que já trouxe desde o fatídico dia que te dei à luz?
— Mãe! – Exclamei tarde demais.
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