Notas iniciais
Aiii queridos leitores senti tanta saudades, e sei que a maioria de vocês querem me matar, atropelhar e se bobear atirar em mim. Mas vou dar uma breve listinha do que aconteceu comigo nesses cinquenta dias. 1º- Ferias, quem não teve ferias esse ano? Eu nunca tinha tempo para postar por mais que eu tentasse. 2º- Um ULTRA, MEGA, HIPER bloqueio de criatividade. Eu abria o Word para escrever e nada saia da minha cabeçinha oca. 3º- Começo de aulas, 8ª serie e muitos trabalhos liçoes e etc. 4º e ultimo- Eu estou escrevendo um livro, uma comedia romantica. Se quiserem, eu mando um trechinho dele por mensagem. Mas sei que não vão querer ¬¬ *Leiam as notas finais.*

Quando as já malas estavam prontas, a Ambulância chegou logo em seguida. Não consegui olhar minha mãe em uma maca, não suportaria. Ainda bem que Rigby esta do meu lado, eu o considero como um irmão.

Quando a porta se fechou, meu pai colocou a mão no meu ombro e nos encaminhou até o carro. Ele poderia ficar ao lado da minha mãe, mas assim teríamos que ir todos na ambulância. O papai sabe que eu estou assustado, ele sabe...

Rigby está sentado ao meu lado, olhando fixamente para a janela. Ele deve estar pensando na sua família, ou como ele fez a burrada de me acompanhar e deixar seu pai sozinho com a sua mãe.

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Fui adormecendo aos poucos que nem percebi quando já estava sonhando, ou pior um pesadelo. Um hospital, um longo corredor branco que não parece ter fim. Eu estou perdido? Eu não estou perdido, eles querem que eu vá para o final.

Meus pés se movimentam em direção naquela porta, parece tão longe e tão perto ao mesmo tempo. A cada passo, uma dor enche em meu peito. É como se eu estivesse sendo apunhalado em meu coração, cada vez que eu me aproximo da porta eu sinto que ela está cada vez mais longe.

A porta abre lentamente e de lá dá para ver uma grande iluminação, ela sai vestida com um lindo vestido branco e uma coroa de rosas brancas na cabeça. Minha mãe estava linda, não! Ela estava maravilhosa. E estava BEM!

Não pensei nem duas vezes, comecei a correr em direção dela. Corro, corro e corro não sinto minhas pernas mas sim uma dor em cima da minha caixa torácica, o meu coração.

Aquela corrida parece não ter fim, foi quando ela delicadamente disse, sussurrando. Mas alto o suficiente para eu escutar com clareza.

“Você não pode alcançar aquilo que está prestes á partir.”

Parei de correr e observei nossas lagrimas caírem com continuidade, as minhas e a dela. E logo em seguida a luz se apagou me deixando esquecido nas cinzas, sem uma mãe.

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Quando acordei, realmente todos me olhavam assustados, não é de menos eu deveria ter feito grandes berros com esse pesadelo.

“Mãe.”- sussurrei baixo o suficiente para ninguém escutar a minha angustia.

“Ela está bem, o seu pai recebeu um telefonema da ambulância. Disseram que ela está dormindo como um anjo.”- Esquece, Rigby escutou.

“Obrigado.”- Disse ao Rigby. “De nada, só estou aqui para te ajudar mesmo.”.

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Após certamente 6 horas de viagem, e três paradas para descanso. Faltando apenas uma hora até a cidade, paramos em um posto de gasolina para comer. Mas, eu não estava com fome por isso foi me concedido uma visita a minha mãe sobre os efeitos dos analgésicos.

Sentei-me naqueles assentos duros de ambulância e acariciei o seu rosto, estava gelado e sem vida. Senti-me assustado, minha mãe aquela mulher cheia de vida que eu conheci um dia foi mudada. E penso que poderei perdê-la mais cedo ou mais tarde.

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Já estava amanhecendo, quando chegamos á cidade. Os raios de sol batem na janela fazendo o Rigby acordar e reclamar das horas. Impossível não dar risada com as caretas do jovem guaxinim.

O caminho até o hospital está livre, á essa hora da madrugada ninguém se atreve á sair da cama. Como é a minha primeira vez na mesma, isso tudo é muito estranho. Construções enormes, comércios, mas oque me chamou mais atenção foi um parque que está centralizado no centro da cidade. O aroma de arvore é tão supreendentemente aconchegador que adormece o resto do trajeto.

~.~

Desta vez eu acordei dentro do hospital, apoiado no colo do meu pai. Minha mãe já deve estar fazendo os exames, Rigby está ocupado demais assistindo á pequena televisão da sala de espera.

Estou com tanto sono, que nem percebi quando voltei a dormir.

Já estava a noite quando acordei 100%. Meu pai não estava mais na sala de espera, mas tenho certeza que ele está com a mamãe. Nem o Rig está aqui, aquele guaxinim com certeza ele deve estar engordando no refeitório.

Do mau posicionamento minhas pernas ficarão dormentes, e quando eu me levantei eu parecia um deficiente mental. E não é a toa que uma enfermeira chegou e mim e perguntou:

“Licença garoto, você gostaria de uma cadeira de rodas?”- Eu fiquei totalmente envergonhado “Não, eu não preciso não sou aleijado.”.

Mas aquela frase saiu em alto e bom som, e os dois deficientes que estavam na sala de espera ficarão me fuzilando com os olhos.

“Desculpe.”- Mas ficou parecendo forçado, gerando mais fuzilamento de olhos para mim.

Eu poderia ser discreto falando que precisava ir ao banheiro, mas não, eu sai correndo direto para o refeitório. Que vergonha de mim mesmo, se minha mãe estivesse aqui ela me mandaria pedir desculpas e se bobear até beijar o pé dos aleijados. Mesmo que um deles não tenha um pé, ops já estou eu de novo falando besteiras. Concentra Mordecai, ache o Rigby no meio dos doentes.

Em meio de tantos doentes com roupas de hospital, dava para perceber o pelo marrom escuro do pequeno guaxinim, ele era um botão no palheiro. Pera... Não é agulha no palheiro? Esquece...

Sento-me do lado dele sem dizer uma única palavra, o garoto me engara por um estante e dava para ler os seus pensamentos pelos os olhos. “Esse canalha não estava dormindo, ele vai querer minha comida.” Foi quando resolvi puxar assunto:

“Eu dormi por muito tempo?”

“Se dormiu! Já andei pelo hospital inteiro umas cinco vezes.”

“Viu algo interessante por lá?”

“Hum... Deixa-me pensar... Sim, uma mulher gravida baleada no braço, um garoto com um machado na cabeça e uma garotinha da nossa idade que caiu de uma colina e bateu forte a cabeça, ela está em coma.”

“Nossa coitada da garota, ela caiu da colina porque?”

“Pelo oque eu ouvi nos corredores ela fugiu de casa, pois seus pais estavam brigando, sumiu na floresta durante três dias e depois acharam o corpo dela caído da colina, pelo que tudo indica a garota tinha caído uma hora antes de acharem o corpo.” – O tom da voz do Rigby era muito serio, como se fosse um medico dizendo a família que seu parente morreu.

“Nossa... que triste. Dá vontade de comprar umas flores para a garota.”

“Dá mesmo, depois a gente pede para seu pai. Vi umas rosas brancas muito bonitas na floricultura do hospital.”

“Desde quando hospitais tem floricultura?”

“Não sei, para mim era só cemitérios que tinham a mesma.”

“Para falar a verdade Rigby dá na mesma, o morto vem daqui mesmo”.

“Verdade...”

Depois ficamos calados por um tempo, de alguma forma aquele assunto me incomodou. Deve ser pelo estado da minha mãe, que está na beira da morte.

“Você sabe alguma noticia da minha mãe Rig?”

“Seu pai me pediu para te avisar que quando você acordar era para ir ao quarto 346. Para ver sua mãe, ela está consciente.”

“Obrigado, vou lá agora.”

Já estava na saída do refeitório quando ouvi o Rigby dizer.

“Peça o dinheiro das flores Mordecai.”

“O.k.”

~.~

Ao abrir a porta minha mãe estava olhando para a janela, que dava uma bela vista para o parque da cidade. Enquanto meu pai estava dormindo na poltrona.

Ela se virou para mim e acenou para que eu deitasse junto com ela. Após me aconchegar no colo dela...

“Mordecai eu sempre sonhei em te levar para esse parque.”

“Porque Mamãe?”

“Eu não sei, mas o simples fato de poder te levar me agrada.”

“...”

“Mordecai sabe as estrelas?”

“Sei mamãe.”

“Um dia eu vou estar lá, e quero que todos os dias você olhe par ao céu e lembre-se de sua mãe okay?”

“Okay.”

Lagrimas de medo escorriam do meu rosto, eu não quero perde-la. Umas das únicas pessoas que me entendiam...

“Mãe, mas eu não quero te perder.”

“Filho, quando você ama muito uma pessoa você tem que liberta-la algum dia. Nada é infinito.”

“Mas meu amor por você é mãe.”

“Eu agradeço todos os dias pelo nosso pequeno infinito Mordecai.”

“Mãe...” Já estava soluçando quando ela começou a me aninar.

“Shiiiu, Mordecai. Sua mãe vai sempre te amar.”

~.~

Três semanas depois minha mãe veio a falecer, uma morte eminente de falência múltipla de órgãos. O enterro aconteceu aqui mesmo na cidade. Eu voltaria para casa no dia seguinte, mas antes eu tinha que realizar o desejo da minha mãe.

O parque...

Notas finais
Então eu gostaria de pedir desculpas por todo esse tempo que eu não postei, já citei tudo oque aconteceu comigo e espero que vocês leitores entendam. * Alguém já leu a culpa é das estrelas? * Vocês vão ver o Oscar amnhã? *Estão gostando da historia? *Recomendações?????? Até o proximo capitulo, Tete :3