Regular Show Desde O Começo.
13 Don't Say Goodbye
Notas iniciais
Cheguei em casa pulando de alegria, aquele filme foi maravilhoso. Não me arrependo de nada, nem da mentirinhas que eu contei... E me aproximar mais da Margaret, nossa sem palavras para descrever o dia de hoje!
Quando abri a porta de casa, um clima triste veio sobre mim.
Os únicos barulhos que ressoavam em casa era um choro, baixinho e quase não dava para escutar.
Minha preocupação veio a tona, fui para a sala e me deparei com a minha mãe sentada na frente da lareira chorando.
Tenho que dizer, a preocupação e angustia veio na hora:
"MÃEEEE OQUE ACONTECEU COM VOCÊ????? VOCÊ ESTÁ BEM? MÃE???"- Altas gritarias
Minha mãe continuava focada em olhar as chamas da lareira, como se não houvesse fim.
Ao olhar minha mãe debulhada em lagrimas, eu comecei a chorar também. Impossível não chorar quando minha mãe está chorando... É mais triste que os filmes de cachorro.
"Mãe você pode me contar, eu aquento as consequências..."- Minhas lagrimas caiam no chão, tentando entender oque houve.
"Você nunca vai entender meu filho..."- Ela olhou para mim com aqueles olhos chorosos de cachorrinho que caiu da mudança.
Se passaram mil possibilidades na minha cabeça, na hora eu pensei que tinha a ver com o meu pai. Como se eles tivessem brigado ou outra coisa.
[...]
Minha mãe se levantou e foi até a cozinha, me deixando sozinho nas lagrimas...
Segui ela, eu tinha que descobrir. Minha mãe é minha vida eu a amo de todas as formas, e se algo acontece com ela eu tenho que ser o primeiro a descobrir!
Ao entrar na cozinha, sentei na mesa e olhei fixamente minha mãe fingir que está tudo bem. Ela tentava cortar uma cenoura, mas no estado dela era meio impossível.
Ela estava fraca e provavelmente com dor de cabeça. Por isso eu a ajudei, levei ela até o quarto e a cobri com o meu cobertor. Dei um beijinho na testa e disse:
"Mãe tenta descansar, por favor."
Desci as escadas e tentei não chorar, sou muito emotivo as vezes.
[...]
Quando me dei conta, eu estava cochilando no sofá agarrado á almofada. Toda molhada de lagrimas, não é a toa.
Meu pai estava na cozinha comendo, dava para ouvir o barulho. Meu pai come de boca aberta sabe...
Fui até a cozinha silenciosamente e disse:
"Pai, oque houve com a mamãe?"
"Sinceramente Mordecai eu não sei, ela mantém tudo em sete chaves."
"Eu estou preocupado. Tentei falar com ela, mas só consegui deixar ela mais deprimida."
"Eu vou falar com ela Mordecai, não faço mínima ideia do que se passa com sua mãe. Mas não desistirei, você pode ter certeza disso."- Pai
Olhei com os meu olhos avermelhados de tanto chorar, e realmente acreditei no que meu pai disse...
[...]
No outro dia...
Foi um dia normal, minha mãe ficou trancada no quarto o dia inteiro só saia para comer. Tinha algo errado na nossas vidas. Eu tinha um pressentimento ruim . Como se algo fosse mudar...
Meu pai foi trabalhar cedo me deixando sozinho em casa. Margaret estava trancada em sua casa com os seus pais. E eu, simplesmente sozinho vendo televisão o dia inteiro.
Quando já estava tarde, me sentei na escada na frente da casa da Margaret e esperei por ela para ver o por do sol.
Pelo menos isso tinha que dar certo hoje, pois essa monotonia estava me matando!
Quando ela abriu a porta me deparei com uma linda cena, logico que foi com ela.
Ela vestia um lindo macacão florido roxo, com uma tiara roxa e ela cheirava á uvas! Minha fruta preferida! Quase tive um enfarte quando a vi.
Aquela beleza me possuía de uma tal forma que paralisei ali.
"Mordecai preciso falar com você ..."- Margaret, falou bem seriamente. Mas naquela hora eu ainda estava paralisado com a beleza dela.
" Ah .... Voc..e es..taá Linda!"- Gaguejando, bem típico para um menino apaixonado.
"Obrigada Mordecai, mas é serio eu preciso mesmo falar com você."- Foi ai que eu cai na real. Chega de se iludir cara.
"Está bem Margaret."
Quando já estávamos saindo, deu para observar dentro da casa da Margaret. Estava uma bagunça, cheio de caixas, e moveis.
Será que estavam comprando moveis novos?
[...]
Chegamos na colina, me sentei todo feliz. Eu estava apaixonado por ela, e só de ficar na sua presença me dava uma alegria descomunal.
O sol já estava se pondo, aquela linda cena romântica dominava o local.
Dava para perceber a mão da Margaret ao meu lado, bem próxima á minha. Era a hora, tomando coragem. Respirando bem fundo em 3... 2...1
Coloquei minha mão sobre a dela, meu coração estava pulando dentro de mim. Eu não segurava a emoção.
Eu estava parecendo um pimentão para falar a verdade, minha bochechas estavam queimando.
Foi ai que aconteceu, que vergonha.
"Mordecai..."- Ela olhou para mim e viu meu rosto todo corado. Foi ai que de azul eu fiquei vermelho...
"Mar..ga..ret..."- Gaguejando de novo, meu deus.
"Mordecai precisamos conversar, eu tenho algo realmente importante para te dizer..."
Por favor diga que me ame, me poupe de me expressar! Eu sou tão tímido!
"Mordecai lembra quando eu te disse que minha mãe recebeu uma proposta de emprego?"
"Lembro..."- coisa boa não vem
"Mordecai ela resolveu aceitar, eu vou me mudar para a cidade..."- lagrimas escorriam do seu lindo rosto.
Tentei ser forte, mas eu também queria chorar naquela hora. O amor da minha vida iria se mudar...
Enxuguei aquela lagrima brilhante no rosto dela e disse melosamente:
"Você é muito bonita para chorar Margaret."
"Eu não imagino minha vida sem você Mordecai. Você é o meu ........"- Ela demorou para terminar a frase
"Meu melhor amigo"- Eu sei disso
"Margaret, eu também não imagino minha vida sem você. Mas o mundo é pequeno, um dia vamos nos rever."
"Eu não quero ir!"- Os olhos dela se encheram de lagrimas de novo, que Caiam sobre a nossas mão unidas.
"Margaret ...."- Queria terminar a frase e dizer que eu a amo, mas era impossível.
"Mordecai..."- Nossos olhos fixavam entre si, magicamente.
"Eu nunca vou esquecer de você!"- Margaret
"Nem eu de você."
Depois dessa frase ela saiu correndo me deixando sozinho na escuridão da noite...
[...]
Cheguei em casa e fui direto para o meu quarto, me sentei na escrivaninha e escrevi até os meus dedos doerem.
Escrevi tudo oque eu senti naquela hora: Depressão, chateação , solidão e principalmente desilusão.
E logo após chorei silenciosamente até dormir...
[...]
Acordei bem cedo, meus pais ainda dormiam e novamente eu estava sozinho.
Se Margaret iria embora eu tinha que dar algo para ela, para ela se lembrar de mim.
Corri novamente para o meu quarto e quebrei o meu cofrinho, eu estava juntando para o jogo novo mas era para uma boa ação.
[...]
Fiquei sentado na porta da papelaria até abrir, o vendedor ficou até supresso com a presa que eu tinha:
"Oque você vai querer meu jovem?"
"Eu quero um diário."
"Que tipo de diário?"
"O melhor."
"De que preço."
"O mais caro. Tem que ser perfeito."
Ele me entregou um lindo diário vermelho, de couro. Exatamente o dinheiro que eu tinha. Mas valeria a pena.
[...]
Voltei para casa as presas, quando cheguei. Minha família já estava se despedindo...
Fui até a Margaret e entreguei para ela. Com certeza ela percebeu minha presa e os obstáculos que eu passei para trazer a ela um presente.
"Margaret não se esqueça de mim."- Tentei dar um sorriso
"Eu jamais esqueceria."
Foi então que eu a vi, sumindo no horizonte. Sumindo da minha vida...
Continua...
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