Notas iniciais
E mais uma!!! Não, eu não paro, fui totalmente absorvida por esse shipp e vou continuar escrevendo e postando uma fic deles atrás da outra até que essa obsessão acabe!! Aproveitem e boa leitura ^-^

Bang!

O som do tiro o fez abrir os olhos.

Kamui rapidamente reconheceu a nave em que estava, voando pelos céus da Terra.

Pois ele jamais esqueceria daquele lugar, daquele dia, e o que aconteceu.

Principalmente agora, quando a cena era revivida diante de seus olhos.

O que fez seu coração parar:

O seu eu dez anos mais jovem, sorria como ele fazia até hoje.

E sem remorso algum, havia apontado sua sombrinha para a pequena princesa à sua frente.

Atirando bem em seu coração.

Kamui recordava muito bem desses acontecimentos e – embora nunca fosse admitir em voz alta – hoje agradecia a Okita Sougo por ter impedido sua bala.

Mas no que ele via agora, haviam apenas ele e a pequena Soyo.

Sem nenhum sádico para impedir a bala, que seguia em câmera lenta até seu alvo.

Como se o estivesse provocando, lhe desafiando a para-la ante que perfurasse a princesa.

Porque sedo ou tarde, ela seria atingida.

E iria morrer.

Esse simples pensamento fez Kamui recuperar seus movimentos e tentou correr para afastá-la, se jogar na frente ou segurar a bala.

O que fosse preciso para salvá-la.

Mas foi dar o primeiro passo, para perceber que já era tarde demais:

Soyo já havia sido atingida em cheio.

Aquilo não fazia sentido, a bala ainda estava longe, deveria ter dado tempo de alcança-la!

Mas Kamui sequer se importou com isso, pois a visão dos olhos amendoados que tanto amava, arregalados e perdendo a vida pouco a pouco, ocupavam toda sua atenção.

Ela começou a cair.

Ele correu até ela na tentativa de segurá-la – que pelo menos morresse em seus braços ao invés de no chão.

Ergueu uma mão.

E por um segundo, Soyo pareceu corresponder o gesto; pedindo-lhe ajuda.

Mas ele não conseguiu alcança-la.

O corpo sem vida da pequena princesa bateu contra o chão; o buraco em seu peito formando uma poça de sangue.

Kamui sentiu os olhos arderem, de raiva e pelas lágrimas que queriam ser derramadas.

Por que tinha que ser tão idiota? Por que ela deveria pagar por isso?!

Justo ela: o amor de sua vida, a sua princesa, a sua...

— SOYO!! – O grito desesperado não pôde mais ser contido.

E o sentimento foi tão grande que o fez acordar, sentando na cama, suado e ofegante.

O susto foi passando aos poucos, enquanto ele olhava ao redor e reconhecia seu quarto.

Ou melhor, o quarto deles.

O alívio invadiu seu peito ao notar a mulher de cabelos negros ao seu lado, dormindo profundamente.

Ele ainda pegou em seu pulso para confirmar que ela apenas dormia.

E ao ver que sim, suspirou aliviado.

Mas com o coração ainda a mil.

Sem se importar com mais nada, abraçou com certa força o corpo diminuto, descansando a cabeça em seu peito.

Os batimentos de seu coração o tranquilizavam e o embalavam para voltar a dormir.

E pensar que ele próprio poderia ter dado um fim nisso...

Apertou-a um pouco mais contra si.

Se arrependimento matasse, Kamui já estaria a sete palmos debaixo da terra há tempos.

— Hmm... Kamui? – Ele ouviu a voz rouca pelo sono antes de sentir uma mão pousar em seus cabelos, afagando-os. – O que foi?

—... Só um pesadelo. – Declarou sem culpa ou vergonha.

E essa declaração foi o suficiente para que ela o abraçasse de volta, oferecendo todo o conforto de que precisava.

Ela sempre oferecia.

Sempre estava ali pra ele, fosse para repreendê-lo, reconforta-lo ou simplesmente ama-lo.

Tokugawa Soyo era seu mundo.

... E ele quase o destruiu.

De novo, se arrependimento matasse...

Mas é bom que não mate.

Pois assim ele poderia passar o resto de seus dias tentando recompensa-la.

E tendo ela ao seu lado, não seria algo tão ruim.

Notas finais
E foi... minha quarta história de Gintama e terceira KamuSoyo :D Espero que tenham gostado! Se sim, deixem um comentário bonitinho aí em baixo. Se não... comente também para eu saber onde posso melhorar. Beijos de morango e até a próxima, pessoal!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!