Regressiva Contagem

20 XX - Clareza


Notas iniciais
Leiam as notas finais.

Kurt olha o grupo de quatro pessoas conversando entre si um pouco afastando.

Estão agora em uma praça pouco movimentada.

Na verdade encontram-se no Central Park *n/a: o único que me viera na mente agora*.

Suspira enquanto bebe o resto de refrigerante que havia em sua lata.

Tanta coisa junta!

Não tivera descanso de absorver nenhuma, mas até que é melhor assim.

Não se lembrar que sua namorada está no hospital por sua causa.

Que talvez um companheiro fora morto.

Que tinha uma bomba ainda com seu tempo rodando.

E pra finalizar está sendo perseguido por um cara que não sabia por que queria o morto.

Num minuto ainda se jogava de uma ponte.

-Senhor Silvers – o chama a mesma mulher de antes

Ele ergue seu olhar opaco pra ela.

Qual a merda agora?

-Acho que nos deve esclarecimentos – diz ela numa voz de veludo ao mesmo tempo em que tinha certo tom intimidador.

-Acho que você está confundindo as coisas por aqui – retorqui ele – Preciso saber quem são vocês e o que querem.

-Não vamos perder tempo com isso – replica ela ainda calma mais assustadora – Nos conte o que está havendo.

-Me conte primeiro quem são vocês! – exclama Kurt se levantando num sobressalto.

-Garoto, controle-se – sugeri um rapaz – Salvamos sua vida, devia ter um pouco mais de consideração.

-Salvaram a minha vida? – sibila Kurt dando depois um sorriso de escárnio – Vocês apenas a prolongaram. Ainda mais não tenho tempo para perder com isso se quer saber.

O quarteto o olha num misto de culpa e irritação.

Por que eles não falam o que está havendo?

Nisso o palmtop de Kurt reluz.

Ele estremece enquanto o pega deparando-se com o novo código.

OAAE MRRA BCDE OTED

BEFG MMNR OLDF AOUV

UAOI ISIE BCDE OTED

BEEFG NPVA OLDF SACN

DOAN PDAO BCDE OTED

BEFG ORED OLFD OEOB

CURO DPSO BCDE OTED

BEFG LMAA OLDF ETEY

Kurt puxa todo o ar que consegue para seu pulmão para não desabar

Ótimo, mesmo agora pensava que poderia se livrar de um código complicado.

Só que se enganara lindamente.

-Will, Daphe – chama ele não mais alto que um sussurro.

O casal responde com murmúrios rápidos.

Já trabalhavam no código.

-O que é isso? – pergunta ele olhando fixamente para as letras

-Deve tratar-se de uma cifra de chave dupla – responde Will arfando

-Dois códigos em um? – indaga ele hesitante enquanto olha ao seu redor

-Exatamente – confirma Daphe enquanto volta-se para um dos morenos que lhe estendi um papel

-Só que já sabemos onde isso está – diz Kurt massageando a testa

-Realmente sabemos – diz Will num tom oco

-Só que como já dissemos – emenda Daphe – Pode ser uma chave dupla.

-Preciso acrescentar ainda mais o obvio – diz ele tornando-se serio – Rola que nenhuma de nós está em Tóquio neste momento.

O silencio recai sobre eles que param até por um segundo de respirar.

Hirako.

Nisso Will suspira forte.

-Não temos mais nada o que fazer além de decifrar isso e tentar acabar com isso duma vez por todas – diz ele tão serio que até a si próprio lhe impressionou

-Em outras palavras, alguém precisa se movimentar até Tóquio – diz Kurt massageando seu pescoço enquanto se afasta do quarteto.

-Correto – diz Daphe – Quem está mais próximo?

O silencio domina-os novamente.

-Precisamos nos decidir – diz ela rabiscando inúmeras combinações alfabéticas

-Sabe qual é pior da historia, não sei falar japonês, não tem como eu me deslocar por Tóquio assim – responde Kurt.

-Só que eu sei, aprendi antes – diz Daphe enquanto volta-se para um dos morenos que assenti com a cabeça – Will?

-Sim, estou próximo – diz ele enquanto uma das mulheres enfaixava sua mão que acabara recendo um corte – Mais pouco sei de japonês.

-Teremos que todos nós nos deslocar para lá.

-Não temos tempo! – esbraveja Kurt parando subitamente

-Acalme-se Kurt – pedi Will solene – Vamos conseguir.

-Mesmo que consigamos decifrar o código, não vamos conseguir. – repeti Kurt – Merda.

-Cala a boca, garoto – ordena Daphe ficando irritada.

-Pensem! – vocifera Kurt andando de um lado para outro – Quanto tempo vocês acham que nos restam? 30 horas? 50?

-Kurt – diz Daphe serena – Para, vamos conseguir.

-Desculpa destruir suas esperanças, Dada – satiriza ele – Mais não nos resta nem 24 horas! E se não sabe, independente de que nos desloque neste instante não chegaremos em Tóquio antes das seis horas de amanha!

Daphe deixa cair sua caneta enquanto o rosto de Will toma uma expressão de incrível terror.

Esqueceram o tempo de vôo que se leva pra chegar lá.

-Estamos fudidos – diz Kurt enquanto respira pesadamente

-Vamos achar uma solução – decreta Will olhando para o grupo de pessoas que antes tinham salvado sua vida.

-Ah tá – enfatiza Kurt – O que pretende fazer, bonitão?

-Existe alguém do grupo de vocês que esteja neste momento em Tóquio? – indaga ele olhando alternadamente todos.

Todos meneiam a cabeça negativamente.

Todas as esperanças que Will tinha se esvaem por completo.

Agora nada mais podiam fazer.

-O que deve ser feito? – pergunta uma nova voz ecoando em seus ouvidos com certa gravidade.

-Quem ousa nos interromper? – pergunta Kurt com certo desdenho

-Alguém que pode salvar a vida de vocês e que precisa saber o que deve ser feito! – responde a voz com impaciência

-Não sei quem é, mas se tá usando essa linha sabe o que aconteceu ao Hirako – devolvi Will tornando serio.

Ouvem então um trincar de dentes.

Kurt fecha as mãos em punho.

-Foi você que matou o Hirako certo? – indaga ele severo

-Não deveríamos tratar disso agora – diz a voz grave que conhecemos como Sandrus – Existe uma bomba relógio que está indo para suas horas finais e vocês podem resolver isso e vão perder tempo?

-Cale a boca! – vocifera Daphe com a voz embargada pelo choro – Você é um assassino, matou o Hirako e ainda quer que deixemos isso de lado? Não seja tão estúpido.

-Daphe – chama Kurt com seriedade – Acho que devemos deixar isso de lado por agora.

-Não vou deixar de lado coisa nenhuma!- exclama ela sendo acalmada pela sua dupla de guardiões – Ele matou o Hirako e quer que eu deixe isso passar? Não brinque comigo, moleque.

-Controle-se! – exclama Will irritado

O silencio recai sobre eles como se fosse uma grossa rocha.

Os seus salvadores trocavam olhares entre si.

Como poderiam ajudar?

Hirako Ishida fora morto?

Céus!

O que se pode fazer?

-Muito bem – diz Sandrus enquanto ajeita-se em seu banco – Podem me dizer onde está a bomba?

Daphe trinca os dentes enquanto retoma a tentativa de decifrar o código.

-Cale a boca – diz ela severa – Faça um bem á todos nós.

-Relaxa a alma, Dada. – pedi Kurt se voltando para o quarteto que ainda o olhava confuso.

-Corta a sua língua que é melhor – replica ela severa enquanto seus olhos voltam-se para a tela de seu Palmtop.

O que é aquilo afinal de contas?

Kurt então se volta completamente para o quarteto.

Tinha que saber quem eles são precisava da ajuda deles.

-Acho que tá mais do que na hora de vocês abrirem o jogo – diz ele os olhando serio.

-Do que está falando? – pergunta Daphe curiosa esquecendo levemente do seu dilema

- Vocês foram salvos por pessoas desconhecidas e nem sequer tiveram a delicadeza de perguntar quem são? – indaga ele cético – Quanta ingenuidade.

-Eles nos ajudaram – diz Daphe como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

-Ah tá – diz Kurt enfático – E só com isso, você acredita que eles não querem nos matar ou coisa parecida?

-Kurt – diz Will serio enquanto caminha para uma cafeteira – Procura ser um pouco mais flexível.

-Estou sendo flexível – diz ele serio – Mais o que acham se eles são contratados pelo Traker, para nos matar?

A indagação deixa todos surpresos.

Traker? O famoso terrorista os tinha metido nisso?

-Kurt – o recrimina Will

-Dane-se – replica ele irritando-se – No momento está mais do que critico, não podemos mais ter mais nenhum deslize.

-Sabemos disso, Kurt – diz Will serio enquanto senta acompanhado do casal que o salvara.

-Sendo assim – diz ele se voltando para o quarteto – Tá na hora de abrir o jogo.

-Sob uma condição – retorqui a mulher de antes.

Kurt arqueia uma sobrancelha.

-Terão que nos contar o que está havendo – continua ela

-Beleza, não temos mais tempo para ficar escondendo isso – concorda Daphe continuando a rabiscar combinações alfabéticas.

-Will? – indaga Kurt

Ouve-o suspirar.

-Está bem – concorda ele – Vamos contar.

Kurt relaxa os olhos enquanto senta-se em um banco.

-Vejamos o que vocês têm a nos dizer – diz ele erguendo seu olhar pro quarteto.

A mulher suspira.

-Somos agentes de campo – diz ela rapidamente.

-De que organização? C.I.A? – indaga Kurt

-Somos das operações especiais – diz ela solene

-F. B.I? – indaga ele franzindo a testa

-Nunca pensei que você fosse tão burro – resmunga Daphe continuando a rabiscar novas combinações sem entender qualquer coisa.

-Me diz bonitona então – diz ele ríspido

-Força Delta – diz Will solene

-Força Delta? – repeti ele estreitando as sobrancelhas

-SWAT – corrige a mulher severa

-Uôu – diz Daphe surpresa.

-Chocante mesmo – concorda Will olhando o casal a sua frente

-Hã? – indaga ela estreitando as sobrancelhas.

-Do que você está falando, Daphe? – pergunta Kurt

-Espero que estejam sentados meninos do meu coração – respondi ela – Acabo de achar o caminho para resolver o código.

Notas finais
Bem, vamos ao essencial.
Tinha dito anteriormente que seriam cerca de seis cap. pro fim.
Mais novas mudanças foram feitas assim sendo talvez não passe de quatro cap.
Tirando isso tem ainda o fato que postarei o proximo cap. ou proximos apenas na sexta.
Outra coisa é que reviews são necessarios para que eu possa saber se a historia está agradando ou não, além do que uma recomendação não seria má ideia de quem está lendo.
Bom, acho que só é isso que posso digitar.
Até logo.