Cronistas viriam a conhecer aquela data como Alnahar Dun’Yala – O Dia Sem Noite – porque, mesmo após o Sol se pôr, a capital élfica permaneceu iluminada pelo fogo da revolução. Incêndios traziam abaixo enormes galhos da árvore-mãe que cobria a cidade. Escravos quebravam as correntes dos irmãos e erguiam armas contra seus senhores.

Livre, Canário corria pelo Distrito das Camélias. Rebeldes já haviam passado ali; portanto, seus pés descalços chapinhavam poças de sangue azul, entre cadáveres de orelhas pontudas.

Causara tudo. Deveria estar feliz, sim? Mas chorava.

Uivou ao encontrar abertos os portões da mansão Anwar.

O jardim estava em chamas.