Refúgio

1 Refúgio - Capítulo único.


Notas iniciais
Pessoas lindas do meu coração...Estou aqui com mais uma fanfic! Quero avisar que essa fic foi um "surto de imaginação", ou seja, uma coisinha que me veio na cabeça e eu achei que poderia virar fic... Eu sei que não está a melhor coisa do mundo, mas eu adoraria mostrar como esse casal é lindo.

Eu nunca vi fanfics TobiIzu aqui no Nyah, então resolvi postar uma. Espero que gostem e vejam como esse casal é perfeito!

Ps: Eu sou horrível com POVs, prometo que a próxima deles vai ser em terceira pessoa ;-;

Fanfic não betada, perdoem os possíveis erros.

Então, sem mais delongas, boa leitura ♥

[ IZUNA POV ]

A chuva havia passado, deixando apenas aquela sensação térmica de frio nos ventos no país do Fogo. Eu gosto de frio, me faz ficar mais pensativo... E inevitavelmente meus pensamentos vagaram pela minha atual situação.

Sim, esse maldito conflito entre os clãs Senju e Uchiha.

Permaneci deitado em meu futton, mirando o teto do meu quarto. Já não conseguia mais dormir, aqueles pensamentos dominaram minha mente por completo neste momento. Suspirei pesadamente e levantei. Andei em passos lentos e leves pela casa, tomando todo o cuidado para não ser visto, afinal, se Madara me ver saindo a esta hora da madrugada, com certeza fará um grande interrogatório.

Olhei para trás, vendo que o clã Uchiha estava silencioso, provavelmente todos estavam dormindo. Voltei a caminhar, agora mais rapidamente e sem me preocupar em ser avistado.

A noite estava fria, chovia fortemente e eu não me importava em me molhar... Afinal, alguns apenas se molham, outros realmente sentem a chuva, e eu gosto disso, de sentir a chuva gélida sobre minha pele branca. É uma sensação reconfortante.

Parei meus passos após me afastar da vila, e de tudo... Fiquei ali, parado, em meio ao nada, mirando uma velha casinha que era o meu refúgio. Sorri minimamente para mim mesmo e continuei andando, me aproximando mais.

Agora, uma série de lembranças tomou conta de meus pensamentos. Lembranças do passado, da minha infância. Lembro-me que desde quando eu descobri esse lugar, eu passei a vir aqui sempre que precisava fugir da realidade.

Toquei levemente a porta e tive uma pequena surpresa ao ver que estava praticamente aberta. Mordi o lábio inferior e entrei, fechando a porta logo em seguida. Apenas ele conhecia este local além de mim. Este local que já compartilhamos tantas vezes...

Inevitavelmente meu coração bateu mais forte quando o vi de frente para a janela que tinha naquele pequeno quarto. Ele parecia estar distraído, observando a chuva que caia lá fora. Aproximei-me mais, sabendo que ele já havia notado a minha presença, por mais que ele ainda permanecesse de costas. Parei os passos, ficando bem próximo a ele, notando que ele também estava molhado, provavelmente, havia andado pela chuva, assim como eu.

- Tobirama... – O chamei, quebrando o silêncio do local, com um baixo tom de voz. – O que faz aqui?

Ele apenas permaneceu do mesmo modo por alguns minutos, calado e de costas. Notei pelo fraco reflexo da janela que ele estava com o olhar vago e distante.

Engraçado... Mesmo estando tudo praticamente escuro, tendo apenas a luz da lua para não nos deixar na penumbra total, eu conseguia discernir bem as expressões faciais de Tobirama. Aproximei-me mais e toquei levemente seu ombro direito, tendo finalmente a atenção do Senju, que agora se virou, fitando-me com aquele olhar castanho avermelhado tão intenso que apenas ele tinha. Ele não sabia que aquele simples olhar era capaz de mexer tanto comigo...

- Eu precisava pensar. Você sabe, sempre venho aqui para isso. – Ele respondeu com sua típica expressão séria no rosto.

- Não... Você vem quando é algo mais do que isso. – Tirei a mão do ombro dele, voltando a indagar.

- Assim como você. O que faz aqui?

Mordi o lábio inferior e virei o rosto parcialmente para o lado, evitando olha-lo diretamente nos olhos. Já que ele não queria falar, eu não insistiria. Acho que já me acostumei com o jeito dele, afinal.

- Não conseguia dormir. Não consigo parar de pensar nesse maldito conflito entre nossos clãs. – Revelei sem rodeios, porém, evitando cruzar meus olhos aos dele.

Afastei-me um pouco, com o olhar baixo e logo senti os braços fortes dele rodear minha cintura, puxando-me para mais próximo, me fazendo sentir o calor daquele corpo.

Droga! Eu não queria parecer um fraco. Eu parecia um medíocre sem orgulho algum. Mas eu sabia que naquele momento, ele não era mais o Senju Tobirama, assim como eu não era mais o Uchiha Izuna... Éramos apenas eu e ele, juntos. Eu sabia disso e ele também sabia.

Virei no abraço, ficando de frente a ele e senti a mão fria dele tocar meu rosto pálido, puxando-me para um ósculo caloroso que no início era apenas um roçar de lábios, mas logo se transformou em um beijo cheio de volúpia. Tobirama parou o beijo, passando os lábios por minha face, descendo lentamente até chegar ao meu pescoço, beijando aquela minha região que era tão sensível, me fazendo estremecer em seus braços.

- Esqueça isso. – Ele sussurrou, fazendo seu hálito quente tocar minha pele, deixando-me ainda mais arrepiado do que eu já estava. – Esqueça aqueles dois... – Ele falava e alternava entre os beijos na tez de meu pescoço. – Esqueça esse conflito...

- ...Tobirama... – Sussurrei em total deleite, erguendo o rosto para deixar meu pescoço mais exposto àquelas carícias cálidas, mantendo os olhos fechados.

Ele voltou a beijar meus lábios com voluptuosidade, me fazendo corresponder aquele beijo em total entrega aos seus atos. Deixei ele me guiar até o futton que tinha naquele pequeno quarto, sem pararmos o beijo que agora era urgente, onde a língua dele envolvia a minha em uma dança calorosa e lascívia.

- Awmm... – Tentei conter um gemido quando ele desatou meu quimono escuro e levou os lábios carnudos ao mamilo direito, sugando-o com luxúria, me fazendo erguer as costas do futton.

A língua calorosa dele brincava com meus mamilos de uma forma que deixava meu corpo mais ardente, me fazendo soltar vários gemidos prazeroso entre aquelas sensações incríveis que apenas Tobirama era capaz de me proporcionar. Ele descia os lábios conforme deixava minha pele exposta, fazendo uma trilha com sua saliva na minha pele. Afundei minhas mãos nos cabelos platinados e desalinhados de Tobirama, puxando-o para mais um beijo novamente, que foi prontamente atendido por ele.

A sensação de beija-lo era indescritível, eu sentia todo o meu corpo vibrar quando ele domava a minha língua daquela forma, em um ósculo dominante e sedento. Eu sabia que isso era considerado uma desgraça por nossos clãs, mas eu não conseguia pensar em mais nada quando estava com ele daquela forma, apenas queria senti-lo.

Desci minhas mãos até o kimono que ele usava, desatando-o e tentando tira-lo com minhas mãos trêmulas, tendo a ajuda dele, deixando-o igualmente despido. Minhas mãos vagavam pelo corpo dele enquanto ele beijava meu pescoço e meus ombros. Minhas unhas chegavam a marcar certas partes da pele branca de Tobirama, fazendo-o gemer baixinho, me deixando ainda mais excitado naquele momento.

- ahm... – Gemi baixo ao sentir um dígito dele em mim, penetrando-me aos poucos, me fazendo sentir um leve desconforto. Virei o rosto para o lado, fechando os olhos e mordendo o lábio inferior quando ele inseriu o segundo dedo, sentindo meu corpo tremular. Ele beijava meu rosto e pescoço enquanto movimentava aqueles dedos em meu interior, me fazendo cravar as unhas ainda mais nas costas largas dele.

Nossos olhares se cruzaram novamente quando ele tirou os dedos e se posicionou entre minhas pernas, me fazendo ficar com o rosto ainda mais corado do que já deveria estar.

Mordi o lábio inferior novamente quando o membro dele me invadiu, de forma lenta, respeitando todos os limites do meu corpo. Ele sempre tomava todo o cuidado para não me machucar... Sorri com os olhos fechados ao pensar nisso, cravando as unhas nos ombros fortes dele e abraçando sua cintura com minhas pernas para senti-lo mais.

Tobirama beijou meus lábios novamente quando começou a se mover. Abri os olhos e o encarei, deixando nossos olhares se cruzarem e logo roubei outro beijo ardente dele, já sentindo as investidas mais rápidas contra meu corpo. Nossos gemidos saiam de forma abafada contra o beijo e eu já esquecia completamente de tudo, me entregando totalmente àquele ato.

Meu corpo delirava em meio ao prazer quando o sentia me acertar em um local mais prazeroso em meu corpo. Ele sorriu de canto e passou a tocar apenas naquele meu local de total prazer, me fazendo contorcer sob seu corpo másculo, gemendo em total deleite. Meus olhos escuros deveriam estar nublados pelo prazer, assim como os olhos castanho-avermelhados dele, que me olhava com incontinência.

O meu mundo agora se resumia apenas naquelas sensações cálidas, me fazendo esquecer até mesmo o motivo de eu ter vindo neste refúgio, deixando-me inerte aos prazeres nos braços de Tobirama.

Eu estava submergido ao prazer.

- Ahm...Izuna... – Ele gemeu de forma rouca, rente aos meus lábios que estavam entreabertos.

- Tobirama, eu...awwm... – Eu já não conseguia mais formular uma frase coerente, minha voz escapava de meus lábios apenas em forma de sussurros e gemidos de deleite.

Ele parecia conhecer bem o meu corpo e soube que eu estava próximo ao clímax, assim, acelerou mais as investidas. Sua mão grande envolveu meu membro, iniciando uma masturbação no mesmo ritmo da nossa dança prazerosa, me fazendo gemer ainda mais alto. Não aguentei mais por muito tempo, joguei a cabeça para trás e em meio ao gemido gutural deixei a prova de prazer maior derramar na mão dele, sentindo meu corpo tremular em ondas continuas de prazer.

Após mais algumas investidas, ele chegou ao orgasmo, inundando-me com sua semente, gemendo de forma devassa próximo de meu ouvido, me fazendo estremecer mais uma vez naquela madrugada. Ele encostou a testa dele na minha e ficou me encarando com alguns instantes, deixando apenas o barulho da chuva fria que caía lá fora falar entre nós, além de nossas respirações descompassadas.

– Só pode ser um genjutsu... – Ele quebrou o silêncio, falando em um tom de voz que era quase um sussurro.

Ergui uma sobrancelha como resposta, em um sinal de dúvida. Ele deitou ao meu lado, puxando-me para seu peito largo, sentindo a textura dos meus fios negros entre os dedos e logo voltou a falar.

– Eu vim aqui por que... Eu estava pensando em você. Sobre nós. – Sua fala saia de forma pausada, como se ele estivesse procurando as palavras certas para me falar.

– E o que exatamente você pensava sobre mim? – Não pude conter um sorriso discreto em meu rosto ao saber que ele estava pensando em nós dois.

– Em como eu me apaixonei por você. No começo eu achei que estava preso em um genjutsu, porque sempre que eu olhava nos seus olhos, eu... Eu queria te tocar. – As costas dos dedos dele passavam pelo meu rosto corado enquanto ele falava, e fitava-me de forma intensa.

Alarguei mais o sorriso e beijei a mão dele que passava em meus lábios, levando uma mão ao rosto dele, acariciando-o.

– Eu te amo, Tobirama. – Sussurrei.

Obtive um beijo caloroso como resposta, sabendo que aquele gesto poderia ser considerado um ‘eu também’.

Fechei os olhos e dormi, pensando nas palavras dele e sentindo o calor daquele corpo que me aquecia por completo, fazendo-me esquecer do frio momentâneo.

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O dia havia amanhecido sem chuva alguma, apenas com uma leve brisa fresca. Já estávamos do lado de fora da casa, um ao lado do outro, em silêncio. Essa era a pior parte de quanto eu me encontrava com ele... A hora da despedida.

Olhei para ele, e ficamos nos encarando por um momento, talvez nenhuma palavra fosse necessária por hora.

- Temos que ir. – Falei quebrando o silêncio, sentindo pétalas de cerejeiras passarem por nós em meio ao vento forte.

- Eu sei.

Tobirama pegou uma mecha dos meus cabelos escuros e levou aos lábios, beijando-a e me fazendo sorrir e tocar no rosto alvo dele. Voltamos a nos encarar e eu permaneci com o sorriso nos lábios, acariciando a face alva.

- Eu queria que esse conflito não existisse. – Confessei.

- Mas existe. – Como sempre, ele tinha aquela forma arrogante e chata de agir, mas aquilo nem me afetava mais.

- Às vezes eu acho que o meu irmão tem uma queda pelo seu. – Falei em tom divertido, rindo baixinho e fazendo-o rir também, mesmo que minimamente.

Paramos as risadas e nos encaramos novamente. Após um longo beijo, eu saí na frente, andando em passos rápidos até o clã Uchiha, prevendo as milhares de perguntas que Madara me faria.

Mas como sempre, eu ignorava essa preocupação tola, afinal, eu precisava de um refúgio, mesmo que fosse por apenas algumas horas.

E o meu retiro não era apenas aquela pequena e velha casa. Era ele.

Ele era o meu refúgio.

Notas finais
"Uns sentem a chuva, outros apenas se molham." Essa frase é da autoria de Bob Dylan, e eu a adaptei aqui no texto.

Desculpem qualquer erro e espero que gostem. Essa fanfic foi feita para o desafio de "imagem inspiradora" da TOCA DAS FUJOSHIS do facebook, e eu escolhi justamente uma imagem desse lindo casal porque eu os amo demais! *-* Acho que ficaram um pouco ooc, mas prometo que tentarei melhorar na próxima.

Quero agradecer especialmente a La Angel, minha senpai diva que me apoiou a postar essa fic. Sem ela eu acho que não conseguiria! ♥

Enfim, é isso... Deixe seu comentário com sua opinião e faça uma autora feliz! o/

beijinhos da Juh ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!