Refugio - um lugar solitario

11 Capítulo 11 - Borboleta


AVISO IMPORTANTE: NESTE CAPÍTULO TEREMOS VIOLÊNCIA VERBAL E FÍSICA, TEREMOS HOMOFOBIA, BIFOBIA, INSINUAÇÃO AO SUICÍDIO...CASO TENHA GATILHO NÃO LEIA.

Meu pai então manda eu me sentar e conversa comigo.

Pai (Roger): Pode me explicar o que é isso? (Mostrando a Foto)

Isaac: Eu...eu

Pai (Roger): Eu sei que é você seu merda.

Isaac: Pai...sou eu mesmo.

Pai (Roger): Como acha que eu estou? Com um filho VIADINHO DE MERDA, eu não suporto isso, sinceramente.

Isaac: Mais...esse sou eu.

Pai (Roger): Não vivendo no mesmo teto que eu.

Então meu pai partiu pra cima de mim, ele segurou meus braços e me jogou sobre a mesa de madeira da sala.

A Mesa se partiu em duas e eu me machuquei, eu via o ódio nos olhos dele.

Pai (Roger): Vou te mostrar como deve tratar um VIADINHO.

Ele me segurou pelo pescoço e me jogou no chão da cozinha e depois jogou um copo de vidro nas minhas costas, o corpo quebrou e eu me cortei.

Eu via a raiva e tristeza em seus olhos, ele me colocou no chão da sala, subiu em cima de mim e me deu diversos socos, na boca, nos olhos, mandíbula...eu não conseguia ver mais nada.

Martha tentava sair do quarto, porém meu pai havia trancado ela pra dentro, Martha então ligou pro Thomas.

Martha: Vem pra cá urgente! Meu pai surtou e está espancando o Isaac.

Thomas: Estamos a caminho.

Então Hélio pisou no acelerador para chegar mais rápido na casa do Isaac.

Lá em casa, meu pai tinha quebrado tudo em cima de mim, mesa, copo, televisão...eu não sentia mais dor, eu apenas chorava.

Ele então me enforcou até eu perder minhas forças e me jogou dentro do meu quarto.

Eu caí no chão do quarto, tudo estava girando, meu rosto estava desfigurado, eu olhava pro céu e via minha mãe chorando, ela desceu e falou pra mim que eu devia fazer logo a transição, pois eu nasci pra ser uma borboleta e voar.

Eu não queria sair tão cedo, porém eu teria oportunidade de ser feliz sendo uma borboleta, então eu me tranquei no banheiro e mandei mensagem para as pessoas que realmente se importavam comigo.

Agradeci a todos pelo carinho e por me ajudar em tudo, porém eu iria virar uma borboleta e voar pelos céus.

Martha tentava se jogar pra fora do quarto pela porta, ela gritava.

Martha: NÃO FAZ ISSO ISAAC, NÃOO.

Martha: PAAAI, ELE VAI SE MACHUCAAR.

Pai (Roger): Por mim ele até morre.

Thomas então pediu pro Hélio ir mais rápido, e Hélio acelerou o carro e quase bateu, porém já estavam perto de casa.

Minha Mãe me chamava.

Mãe (Sandra): Venha querido, aqui a gente te aceita e você pode ser feliz, esse mundo é muito cruel pra você, você não merece isso.

Meus olhos enchem de lágrimas e eu aceito isso, me tranco no banheiro e enfim tenho paz, tudo estava bem...eu já não sentia as dores, eu finalmente tinha asas...eu finalmente podia voar, porém eu ainda ficava mal pelos meus amigos.

Eu via Martha chorando e querendo brigar com meu pai, meu pai colocando a mão na cabeça desesperado, eu não sabia o que estava acontecendo, porém eu via tudo.

Thomas só chorava abraçado com Dany, Yuri e Hélio...eles estavam mal, minha mãe disse para eu não ficar olhando, pois eu já estava bem e curado das dores, eu finalmente me aceitei de verdade e pude voar alegremente por todo lugar, eu e minha mãe.

Essa foi minha história, para algumas pessoas ela é boa, para outras não..., porém isso é muito comum não só na “fanfic”, é um problema real.

Ajude quem precisa de você, antes que seja tarde.

FIM

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!