Refugio Romano

1 Capítulo 1 - QUEM SOU EU?


CAPITULO 1- QUEM SOU EU ?

O que antes para Dante um garoto de 14 anos com notas pra lá de baixas, parecia ser impossível iriam se tornar as coisas mais reais que já vira na vida. Apesar de ser um semideus, no caso que ainda não sabe, sua compaixão por agua e o mar conseguem ser percebidos de um ponto de vista com bastante…apelo, assim como pela sua namorada.

Muitos comparam seus olhos azuis com as imagens dos profundos oceanos, ele sempre teve um jeito diferente ao olhar para as pessoas. Ele mesmo poderia descrever como “o jeito Dante de encantar as donzelas”, uma piada consigo mesmo obvio.

Dante escolhe olhar para as pessoas pelos seus atos e não pelos seus variados estereotipos de vida. Ele é bem racional, mas com a cabeça flutuando o mais alto das nuvens, isso todos conseguem dizer dele logo de cara. Destraido, irresponsável, descuidado… Porem, ele ainda pode te surpreender com seus grandes truques de improviso em situações alarmantes.

Natallie, sua namorada, dizia estas mesmas coisas num final de tarde de sexta-feira, um dia chuvoso e com ventania, nada melhor os agradava que um quarto aquecido e um filme romântico para os dois. Pelo menos para Natallie. Ele gostava mais de filmes e historias de aventura como De volta para o futuro, Guardiões da galáxia, Star Wars. Em certos momentos, era possível ouvir a mãe de Dante vendo seu reality show através da parede de gesso que separava os quartos, o que não agradava nem um pouco ao menino.

O filme Diário de de uma paixão começara a 20 minutos e Dante mal aguentava não declarar algo que ele descrevia como “estereotipo filme romântico gay” ou algo de ruim sobre a trama, ele poderia vomitar todo seu intestino de tão meloso que achou o filme. Natallie o mandava calar a boca e assistir que em algum momento ficaria bom, mas para ele, esse momento nunca chegou.

Os dois passaram o resto do dia juntos rindo, comendo, jogando o jogo favorito de ambos: Uncharted. E a cada beijo, um mais suave do que o outro e não muito rápido, o que eles gostavam era de aproveitar cada momento perto um do outro. Eles viajavam para os universos mais profundosde suas mentes e faziam daquele momento infinito.

Era perto das 23 horas quando os pais de Natallie vieram busca-lana porta do shopping do qual o apartamento de Dante ficava perto. Eles estavam no ultimo momento dos dois juntos aquela noite, ele reparava no rosto dela, ate hoje ele não sabe o porque daqueles olhos o impressionarem tanto, na luz eles revelavam suas verdadeiras cores misturadas. Um castanho claro com detalhes verde-musgo, os traços delicados com uma leve e quase impercebível curvas nos cantos dos olhos. O formato de seu rosto suave mas com o maxilar pequeno, porém agradável pois parecia que sua boca era grande demais para seu rosto, isso lhe agradava…Menos a franja, como Dante odiava aquela franja estava sempre pedindo para retira-la pois não combinava nada com seu cabelo. Cada percepção que tinha dela fazia ele ficar mais apaixonado.

Demoraram alguns instantes para os pais de Natallie chegarem, eles aproveitaram e marcaram de ver a estreia de um filme no dia seguinte. Um barulho de freio ecoava a frente deles e então eles se levantaram dos degraus no qual estavam esperando na entrada do shopping, Natallie o puxou e deu um beijo não muito longo, Dante arregalou os olhos e nem fez biquinho pois os pais dela estavam a poucos metros deles e provavelmente observando, ele tinha total certeza de que estava vermelho.

—Esta louca?!- perguntou Dante

—Voce é meu namorado- respondeu Natallie- tenho direitos

—Não na frente dos seus pais -disse Dante

—Então agora terei de agir como sua amiga na frente deles ?

—De forma alguma- respondeu Dante desesperadamente

—Tudo bem — ainda rindo ela se despediu- ate amanha.

—Até- disse ele com um leve sorriso no canto da boca acenando para os pais que buzinavam como um “olá”. Ele deu uma ultima observada pelo ombro, com ela quicando um degrau a cada perna, seus cabelos cor de mel com cafe com leite voavam ao vento, a cena para ele era até engraçada pois ela era meio baixinha.

Subindo os degraus parair ate o shopping, atravessar duas ruas e uma praça ate chegar em casa, ele se sentia bem confiante de si. Para Dante era so mais um encontro com sua namorada e uma caminhada de volta para casa. Estava longe de ser apenas isso.

Deste momento em diante sua vida mudaria para sempre.

Dante atravessou uma rua na horizontal, na calçada da praça haviam duas mulheres com roupas de couro verde e cabelos afro com presilhas, que do seu ponto de vista pareciam ser serpentes, ambas estavam encostadas em uma arvore, elas pareciam ter saído de uma maquina do tempo dos anos 70, ele poderia não ter ligado pois nessa praça a essa hora da noite pessoas fumavam maconha. Porem estranhou,porque as duas o acompanharam com os olhos, olhos que pareciam ser amarelos.

Dante pensou que estava ficando louco e continuou caminhando imaginando Natallie lhe dando um tapa e ordenando-o a não olhar. Ele quase pode sentir a bofetada.

Mais afrente, sentada num banco estava uma outra mulher que estava exatamente igual as outras duas so que a roupa de couro (um sobretudo na verdade) era preto, as presilhas de serpente também eram verdes como a das outras duas. Outro detalhe que a diferenciava das outras duas era que estava com uma colhera com spikes de cachorro envolto na mão, que estava preso ao que parecia ser um vira-lata negro e bem peludo, as orelhas pontudas se destacavam e os olhos amarelos da mulher e vermelhos do cão pareciam brilhar na sombra de uma arvore, a mulher sorria para ele. Ele pode sentir um calafrio subindo pela sua espinha. Agora ele estava louco e daltônico? Mais uns oito metros afrente ele percebeu algo. A praça estava totalmente deserta, nenhuma forma de vida estava presente (nenhuma que ele conhecesse). Dante parou e deu meia volta, as três mulheres e o cão simplesmente sumiram, pareciam que tinham sido vaporizados, quando tornou a olhar para frente la estavam elas e o cachorro. Ele latiu tao alto que fez com que Dante desse um pulo para trás, seus olhos vermelhos o assustaram mais.

—Acalme-se garoto -disse a mulher de preto com a língua sibilante como a de uma serpente -Não precisa ter medo, o jantar ja sera servido em breve.

—Um semideus -disse uma das mulheres de verde do mesmo jeito estranho que a mulher de preto -Meu favorito!

—Deixe-me lhe dar a primeira mordida! -disse a outra moça de verde

—Do que voces estão falando -disse Dante tentando não soar assustado -Por favor não me machuquem.

—Machucar você? -disse a de verde dando uma risada bem esquisita -ora,ora. Escute este merdinha. Iremos fazer picadinho de semideus!

—Como assim!? Eu não sou um semideus! Não sei que tipo de drogas vocês usam…

—Irmãs! -interrompeu a de preto -vamos mostrar ao nosso jantar o mundo no qual ele vive!

Todas as três começaram a se contorcer, delas saíram fumaças como se estivessem muito quentes, elas abriram seus sobretudos e não haviam pernas, com um barulho de rabo de cascavel, surgiram da cintura pra baixo dorsos de mais de 3 metros de cobras gigantes. Seus cabelos não eram mais afros, eram compostos por várias cobras olhando diretamente para ele, as respectivas cores se aplicavam a cor de suas escamas. A que estava usando preto, agora usava o que parecia ser uma armadura negra, de suas costas surgiu uma lança com a ponta reluzente como diamante. Seu cão, agora crescera um metro e meio de largura, seus olhos continuaram vermelhos e assustadores, toda vez que ele bufava saia fumaça de suas narinas, como se fosse feito de puro vapor.

—Ahh! -gritou Dante

—Não ssse preocupe -disse a mulher-cobra de preto -Iremos fazer tudo bem lentamente, para você sofrer o máximo posssível !

Dante tentou correr, o que foi inútil, ele viu um vulto passando no canto de seus olhos e sentiu uma dor sufocante e esmagadora por todo o seu corpo, ele não conseguia respirar, sentia que sua cabeça iria explodir de tanta pressão. Ele se viu enrolado no que parecia ser um pneu de carro gigante com escamas o envolvendo ate o pescoço.

Uma das mulheres-cobra verde estava de frente para Dante, ele pode sentir o bafo acido saindo de suas presas, sua lingua cintilava como a de uma serpente.

—Acha que vai devora-lo sozinha? -perguntou a outra de verde

—Ele parece tão suculento -Afirmou a que mantinha os dentes apontados para Dante

—Mas ele não é só seu jantar! E ainda tera de deixar os ossos para esse cachorro de merda brincar com algo!

—Eu sei dividir muito bem sua vadia ingrata!

—Nao é você que decide !

A mulher-cobra de verde atacou sua “gêmea” com tanta força que seu rabo se desenrolou jogando Dante para longe. Ele caiu atordoado e coberto de lama. A terceira delas, a líder de armadura negra, entrou no meio da confusão tentando separar as duas com a sua lança. Dante viu a oportunidade perfeita para fugir correndo como uma garotinha. Porém, antes que pudesse conseguir se afastar, o cão enorme apareceu e rosnou, ficou encarando-o por um segundo e meio, avançou mordendo-o nas costelas para colocar o semideus na base de seu nariz e junto com o impulso de suas pernas traseiras, Dante foi jogado mais uma vez. Dessa vez ele parou perto da calçada, atordoado, com a visão tremula e uma forte dor na cabeça conseguiu se manter apoiado em seu cotovelo esquerdo. O cão latiu alto novamente, talvez tenha sido para separar as mulheres-cobras, talvez para assustar Dante ou até mesmo para mostrar quem mandava, de qualquer forma, foi alto o bastante para faze-lo levantar cambaleando, pôs a mão na cabeça e viu que estava coberta de sangue. Para ele não poderia ficar melhor, sujo de lama, dolorido, com um “perfume” acido de bafo de mulher-cobra e com a cabeça sangrando…E queriam ele como jantar.

O cão e as três criaturas estavam longe, Dante estava perto da calçada que levava a rua de seu apartamento, ele correu mancando, não conseguia gritar, seu cérebro estava em transe de tão rápido e assustador que as coisas aconteceram. Ao olhar pra trás caiu em uma poça na rua, definitivamente queria um banho mas não desse tipo. Ele se arrastou o suficiente para se levantar e tentar correr novamente, ouviu que as criaturas estavam começando a correr (ou rastejar) e nessa hora sentiu um aperto misturado com uma queimação na sua panturrilha esquerda e deu de lado no asfalto violentamente. O cão tinha o mordido e vinha em sua direção rosnando e bramindo seus dentes, o avanço foi tao rápido que Dante so teve as chances de fechar os olhos e esperar pela morte.

Um estrondo tao alto e rápido quanto os movimentos do cachorro soou na frente dele, viu o que parecia ser um homem meio gordo e alto com cabelos curtos castanhos bem parecidos com os de Dante, bagunçados. Suas calças velhas e que estavam nas pontas tao sujas e fedorentas quanto Dante e suas botas de exercito rasgadas e com furos como se o próprio cão tivesse brincado com elas. Segurando o cão de lado o levantou e arremessou-o como uma bola de futebol americano.

—Deixe meu maninho em paz -disse ele com uma voz que soava ser jovem demais para sua estatura.

Quando ele se virou Dante não podia acreditar no que estava vendo, seu rosto era bem jovem com pelos tortos e separados, e um pouco de espinhas, como as de um adolescente que esta crescendo a barba. Entretanto so tinha uma coisa de diferente, ele tinha somente um olho. Um, grande, largo e castanho olho que quase fez Dante desmaiar, mas ele se conteve.

—Olá maninho! -disse o gigante adolescente sorrindo com seus tortos e feios dentes amarelados -Vou cuidar delas, depois me apresento -disse ele ao perceber que as mulheres-cobra estavam se aproximando.

Ele correu pesadamente em direção as gêmeas de verde, desviou do ataque das garras de uma e pegou a mesma pelo pescoço, rapidamente deu um gancho de direita na outra que a fez se afastar um pouco dele. Com sua mão gigante no pescoço de uma das gêmeas, se ajoelhou juntando-a no asfalto, o rabo se enrolou no pescoço do gigante e se contorceu para joga-lo, uma das bilhares perguntas na mente de Dante foi respondida.

—O filho da puta é gordo demais! -disse a mulher-cobra no chão com uma voz sufocante.

—Eu dou um jeito! -afirmou a outra gêmea-cobra.

Ela avançou com suas garras apontadas para cima do gigante-adolescente, elas se encravaram no lugar no qual os pulmões deveriam ficar, o barulho foi como se tivessem dado um tapa bem ardido.

—Precisa afiar mais isso -afirmou o gigante-adolescente de um olho so.

No mesmo instante ele dobrou o braço direito e puxou a mulher-cobra quebrando os dois braços com uma mao, gritando de dor junto com mais alguns xingamentos a mulher-cobra se desfez em um tipo de areia dourada. A outra gêmea tentava soltar o seu pescoço das enormes mãos do gigante-adolescente agitando sua cauda e arranhando seu rosto com as garras, ele rapidamente levantou o punho e o lançou sobre o rosto da mulher-cobra que teve o grito interrompido por um estrondo meio abafado.

O que antes era o corpo da mulher-cobra agora era só um monte de areia dourada.

—Desculpe o atraso maninho- disse o gigante-adolescente se virando e lambendo as gotas de sangue que lhe respingavam nos lábios os cortes no rosto devido as garras da mulher-cobra -elas sempre são bastante…

Sua explicação foi rapidamente suspensa por um salto de um vulto preto que rosnava ferozmente. O gigante-adolescente se debatia tentando se livrar do cão negro, dando-o socos e rolando no chão de um lado para o outro.

Enquanto Dante testemunhava a batalha mortal entre os dois seres mais esquisitos que ja vira na vida, sentiu uma dor absurda estourando no seu ombro direito no mesmo instante ele foi lançado no ar, caiu com as suas costas amortecendo sua queda de três metros e meio acima do chão devido a um golpe da lança da mulher-cobra de armadura negra, o que lhe causou um intenso sangramento .

—Sua hora chegou semideus -disse a mulher-cobra se encolhendo numa posição de impulso como se fosse um gato- diga adeus a sua vida.

No momento de impulso da mulher cobra soou uma melodia aguda e desagradável o que fez Dante e a mulher-cobra cobrirem os ouvidos. Neste instante rachaduras começaram a se formar no asfalto no qual saltaram cipós e trepadeiras em direção da mulher-cobra que se enroscaram por todo seu corpo até a base o maxilar.

—Não no turno do meus espíritos !

Pôde se ver um homem de vinte anos com cavanhaque de cor ferrugem, chapéu rastafari, cabelos encaracolados, uma camisa com as mangas arregaçadas ate o cotovelo, no meio tinha as escrituras “Deus pã arrasa” e nas costas o numero um em baixo escrito “pã”. A aparência do que Dante declararia como “maconheiro pacifista” não era muito fora do comum, ate chegar na base de sua cintura.

Onde era possível ver que tinha pernas magrelas e peludas de bode.

Tudo parecia estar tão bizarro e assustador que ele poderia estar sonhando.

—Tudo bem cara? -perguntou o homem-bode caminhando calmamente em direção a Dante- Tenho que admitir. Essas dracaenae’s são realmente muito irritantes, mas são fáceis de matar, muito prazer. Sou Grover Underwood.

Ele estendeu a mao a Dante que se levantava, e apesar de todo pavor e dor, ele lhe estendeu a mao e se levantou. Não conseguia tirar os olhos das pernas de bode de Grover.

—Ah. Não se preocupe, voce vai se acostumar com elas. Pra onde vai terá muitos como eu.

—Sátiro de merda! -grunhiu a dracaenae -Esse semideus é meu. Acha que pode simplesmente roubar o jantar de outros?!

—Acho -disse grover rindo

—Quando eu me soltar irei comer todos vocês! Primeiro você, depois aquele ciclope e por fim. O semideus.

—Acredito que tenha uma boa razão para cobras não falarem — Grover em seguida botou uma flauta feita de bambu em seus lábios e tocou uma melodia rápida e irritante.

As trepadeiras e cipós se envolveram na cabeça da dracaenae, o que fez com que suas reclamações ficassem abafadas e sem som. Os cipos finalmente se fecharam num estouro de areia dourada se espalhando por toda a rua, perto dali, junto com o amontoado de areia estava brilhando algo, algo que chamou a atenção dos dois, Grover o tirou dali. Era a ponta da lança da dracaenae. Ele a dirigiu a Dante.

—Souvenir. Tudo bem, não vai te cobrir de chamas nem nada.

Um latido alto soou para tirar a atenção de ambos. O ciclope ainda lutava com o cão. Grover botou o souvenir na mao do Semideus e saiu correndo na direção da batalha fazendo soar seus cascos batendo no asfalto, botou novamente a flauta na boca e tocou uma diferente melodia, porem ainda sendo rápida e irritante. O galho da arvore no qual estava ocorrendo a luta cresceu com alguns estalos e desceu rapidamente para o rosto do ciclope com um barulho de tapa ardido, deixou uma marca de vermelho vibrante em seu rosto.

—Ai ! -reclamou ele

—Desculpe -disse Grover fazendo uma careta de dor — tente bota-lo para cima !

—Nao vai ser fácil -respondeu o ciclope com dificuldade- mas eu consigo, so tenho que…-ele foi interrompido pelo próprio refelxo rápido de se defender contra uma investida do cão a seu rosto.

O ciclope bateu as pernas no chão com força, flexionou os joelhos, agarrou o cachorro e esticou os braços. O cão estava no alto e se contorcia demais, estava claro que ele não iria aguentar por muito tempo.

—Por favor acerte desta vez ! -disse o ciclope.

Grover fechou a cara e tocou novamente a mesma melodia rápida e irritante, um outro galho se estalou e esticou e atravessou a barriga do animal, Grover ainda tocando mais rapidamente a melodia fez com que mais três outros galhos atravessassem o corpo do cão o transformando em areia dourada que se desfez em cima do ciclope.

—Ainda bem que tem boa mira-arqueou o ciclope — acho que teria me matado se não tivesse.

—Bem…-disse Grover- é pra isso que servem os amigos não ?

—Claro ! Ah ! meu maninho- disse o ciclope atravessando a rua em direção de Dante — voce esta bem ? Esta ferido ? Como pude deixar isso acontecer ?

—Calma grandão.-disse o sátiro o acalmando -ele esta bem.

—Claro -finalmente disse Dante- so foram duas mordidas de uma raça de cachorro desconhecida que provavelmente tem raiva, algumas porradas de mulheres-cobras-gigantes e uma perfuração de lança no ombro.

—Tudo bem — disse Grover- iremos te curar.

—Nao ! Quero saber que porra foi aquela ? O que acabou de acontecer ?

—Sinceramente ?-perguntou Grover — Você acaba de ser atacado por três dracaenaes e um cão infernal, que iriam te comer pela insaciável fome de monstros por semideuses.

—Semi…Isso de novo -indagou Dante- por que todos estão me dizendo isso ?

—Porque voce é um semideus!-disse o ciclope — filho de mortal com deus. Tem um lugar, que é pra onde voce vai, que tem muitos como voce la. Um lugar feito especialmente feito pra pessoas que nem voce. O acampamento meio-sangue.

—Não-disse Dante-eu não vou pra nenhum lugar. Vou pra casa e explicar tudo o que aconteceu para meus pais.

—E dizer que voce foi atacado por três mulheres-cobras-gigantes, um cachorro grande e peludo e que você foi salvo por um garoto gigante de um olho so e um cara com pernas de bode que controla plantas ? Não acho que vá ser muito convincente.

—Meu prédio é logo ali — disse Dante apontando com dificuldade um prédio de quinze andares bem atras deles — Alguem com certeza viu algo.

—Bem…-disse o ciclope- não exatamente.

—Existe algo chamado de névoa -começou Grover — que cobre a visão dos mortais como um véu, escondendo a verdade. Se alguém viu, desde que seja humano, não nos viu enfrentando aqueles monstros.

—Então…O que eu faço ? -perguntou Dante apavorado.

—Venha conosco — afirmou o ciclope — ficará seguro perto de nós, bem, pelo menos eu irei proteger o meu maninho com a minha vida ! Esta ferido, venha, vamos te curar.

Notas finais
Mandem suas opiniões se querem outro capitulo, e assim por diante caso queiram saber o livro todo.
Ja tenho plano pra pelo menos mais quatro livros em sequencia.
Agradeço a todos os que se interessaram em ler.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.