Reflexões daqui e de lá...
23 23. As máfias
Notas iniciais
Uma socióloga em certa ocasião, do meu passado lá no Chile, comentando sobre o filme “O poderoso chefão” falou-me que a máfia era um “Estado” dentro de outro “Estado”. Afinal, todas as máfias possuem seus chefes, seus conselheiros, seus administradores, seus advogados, contadores, chefes de segundo escalão e os subordinados. E essa jerarquia só muda quando um chefão morre e é substituído por outro, geralmente um membro da própria família. Na Itália, desde muito tempo, eles se regem pela “lei da Omerta” um voto de silêncio para proteger os membros da máfia em frente a julgamentos.
E nestes tempos atuais, a filósofa Lúcia Helena Galvão, no site YOUTUBE, afirma nas suas palestras de como são organizadas as gangues do Brasil, e de como as “pessoas boas” não possuem nenhuma coordenação. E ela afirma com veemência, que está nesse quesito os porquês a polícia não conseguir desmantelar o crime neste país.
Acredito que estas duas mulheres inteligentes estão certíssimas.
As pessoas boas, que trabalham e geram a riqueza do mundo com seu esforço e seu suor, se preocupam com poucas coisas durante sua vida. Eles cuidam da família, ajudam os vizinhos nos momentos de apuro, e amam curtir com eles um pagode no fim de semana. E todos vivem tentando se proteger dos mafiosos apenas evitando-os. Pois se eles denunciarem um chefão eles morreriam, ou, suas famílias seriam assassinadas. Concluindo, não existe entre o “povo do bem” uma organização com chefes, administradores, subalternos nem nada. Neste mundo apenas a maldade é organizada e poderosa.
As pessoas más são tão eficientes, que escolhem prefeitos, senadores, deputados, juízes, aliás, eles pagam os estudos a futuros advogados e juízes para que um dia os sirvam com dedicação. E é desta maneira que eles driblam os julgamentos, são colocados em liberdade, protegidos legalmente por advogados e juízes astutos.
O que é que se poderia fazer?
“Ir para a guerra”, como se fala no famoso filme brasileiro “Tropa de elite”, não deu certo até agora. Nos enfrentamentos nas favelas entre policiais e bandidos, sempre morre um inocente, até dentro de sua própria casa. Então, esse caminho não é uma solução para o problema.
O que nos resta fazer é arquitetar algo diferente. As pessoas boas de coração, que apoiam ONGs e dão comida nas ruas aos famintos, deveriam fazer um “plano”. Juntar-se e discutir entre todos como é que se poderia derrubar esse poder maligno. Pois, para onde quer que se olhe há pessoas perversas, dentro e fora do poder governamental. E esses planos dessas pessoas do bem, teriam que ser inventados, escritos e divulgados por pessoas com poder econômico, pois neste mundo as coisas só dão certo se são realizadas por gente rica e poderosa. E entre os ricaços há muita gente de coração bondoso, que praticam a filantropia. E, além disso, temos a maravilhosa internet como aliada, onde as opiniões elevadas poderão invadir o mundo em questão de minutos.
Como primeiro passo dessa nobre empreitada, deveria se começar a levantar estatísticas, de quantos sábios e gênios existem no mundo e faze-los famosos, como acontece com as pesquisas sobre os homens mais ricos do mundo, ou os mais influentes do planeta. Dar-lhes toda a fama possível através da internet, para que o mundo os conheça. E depois disso, fazer “um plano” para leva-los ao poder, pois a Terra só será um planeta maravilhoso, no dia que sejamos governados pelos mais capazes, mais bondosos, mais geniais.
Será um longo caminho, pois a gente perversa vai combater tudo isso com furor. Provavelmente haverá extermínios de ricaços e intelectuais, pois a maldade (não podemos esquecer) é muito organizada.
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