Reflexo

3 Sentimentos e declarações


Notas iniciais
Heyo~ Desculpem o atraso povo. Eu jurava que já tinha postado~ Postei só no Spirit e.e' Mas bem, para compensar daqui a pouco eu posto o último Espero que gostem dele! Boa leitura!

Reflexo

by Lily hime

Fanfic UA

Akashi Seijuurou x Kuroko Tetsuya

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Sexta-feira. Ele não tinha nenhum encontro com Akashi, e não estava a fim de ficar em casa. Por isso, decidiu simplesmente sair e caminhar pelas redondezas. Sem prestar muita atenção pelo caminho que fazia, Kuroko caminhava pela cidade, pensando sobre coisas aleatórias.

Ou não tão aleatórias assim. Já que qualquer que fosse seu pensamento, ele acabasse parando sobre a imagem de Akashi.

— Kuroko? — Uma voz grossa soou, o acordando de seus desvaneios.

— Kagami-kun? — Falou ou ver quem era aquele que o chamava, e ainda um pouco surpreso por ver que ele havia o notado. Isso não era comum de acontecer.

— Como vai? Não te vejo desde o início da Golden Week… — O garoto de cabelos cor de vinho falou

— Bem, até… O que faz por aqui Bukyo? Não morava em Shibuya?

— Estou trabalhando… — Ele aponta para a cafeteria atrás de si.

Só então Kuroko nota o avental que Kagami estava usando. Arcoiris, era como se chamava a cafeteria. Tetsuya se lembrava de ter passado por essa cafeteria algumas vezes, mas nunca tinha entrado realmente.

— Ah…

— E você, indo aonde?

— Em nenhum lugar especificamente… Só estava entediado, então decidi caminhar por aí. — O azulado respondeu dando de ombros.

— Por que não entra? Esse lugar não é muito cheio realmente… — Kagami falou sorrindo.

— Pode ser.

Junto com Taiga, Kuroko entrou na cafeteria. O lugar era simples e incrivelmente aconchegante. Algumas mesas estavam dispostas ao lado da janela que ocupava quase uma parede inteira, e ao lado oposto um balcão com as máquinas de café atrás e doces e salgados a mostra.

— Bem vindo! — Uma mulher falou, sentada atrás do balcão.

— E essa é a Alex, uma amiga da minha mãe… — Kagami falou, apontando para a mulher loira — E dona do café.

— Alexandra Garcia, mas Alex basta. — Disse a loira — Amigo do Taiga?

— Sim, Kuroko Tetsuya, muito prazer. — Kuroko fez uma breve reverencia, como manda a etiqueta japonesa.

— Então? Vai querer o quê? — Alex perguntou

— Um cappuccino, e… Esse bolo de mirtilo. — O azulado falou, sentando em uma das mesas.

— Taiga! Faz o café — mulher falou, se levantando para pegar o bolo.

— Hai… — O garoto falou, ido para trás do balcão para preparar o pedido.

Logo Alex veio à mesa de Kuroko para entregar o pedaço de bolo e Kagami trouxe o café não muito depois. A xícara tinha um art coffee de um cisne sobre o café. O desenho delicado surpreendeu um pouco Kuroko, já que ele realmente não esperava isso do mais alto.

— Foi você?

— Sim. Faço isso desde os 14… acho que devo ter aprendido direito, não? — Kagami falou sorrindo

— Ficou muito bonito — O azulado disse, sorrindo minimamente

— Obrigado — O ruivo respondeu — Mas… Diz aí? Qual o problema?

— Hum? Problema? — Tetsuya perguntou

— É… Bem, na verdade, Aomine falou que você anda meio estranho. — Kagami deu de ombros — Ele não falou exatamente o que seria estranho…

— Ah… Não é nada de mais realmente. — Tetsuya respondeu — Mas… você tem falado com o Aomine-kun?

Ele estranhou um pouco isso, já que Aomine e Kagami tinha brigado logo na primeira vez que se encontraram. Não podia dizer que eles não seriam bons amigos, mas achou que demoraria um pouco mais que alguns dias.

— É, bem, ele tinha me chamado pra um jogo um-a-um quando soube que eu jogava basquete… Acabou num empate, afinal... — A última parte veio acompanhada de um suspiro. — Momoi apareceu, chamando por ele no final.

— Aomine-kun é muito bom, não? — Kuroko falou — Faz um bom tempo que ele não perde pra alguém…

— Isso explica ele estar tão animado esses dias — Imperado comentou, e Kuroko concordou mentalmente.

Kagami acabou deixando o azulado sozinho quando outro cliente apareceu. Tetsuya ficou olhando para o céu e suspirando cada vez que se dava conta que voltara a pensar em Akashi. Ele estava realmente se sentindo uma garotinha boba e apaixonada… Bem, e talvez ele meio que fosse.

— Sabe, você me parece apaixonado, chico — Alex falou, se sentando na frente de Kuroko

— A-apaixonado?

— Sim. Na realidade, está bem na cara. — A mulher disse sorrindo para Tetsuya — Intuição feminina também ajuda.

O azulado soltou mais um suspiro. Quantos já havia dado, só hoje? Perdeu as contas. Ele devia estar com muita cara de bobo para até mesmo uma mulher que acabou de conhecer conseguir dizer o que estava sentindo. Até onde ele se lembrava, ele era bom em esconder o que sentia…

— Deixa eu adivinhar: Você tem medo de dizer o que está sentindo pela garota? — Alex perguntou

Garoto, na verdade — Imperador comentou, mesmo que a mulher não ouvisse.

— Ou eu devia dizer garoto, então? — Alex falou, sorrindo sorrateira.

Ela me ouviu? — Imperador falou surpreso.

— Você… — Kuroko nem mesmo conseguiu completar a frase

— Você fez uma cara quando eu falei garota… Digamos que ficou meio óbvio qual seria seu gosto, chico. — A loira sorriu

— Que susto… — Tetsuya murmurou — Meu Dimon tinha acabado de corrigir o que tinha dito…

— Ah! Mesmo? Coincidências! — A dona do café riu — Mas então, estou certa não é?

— Bem… sim.

— Arrisque, chico. Quem não arrisca não vive o melhor de sua vida. E por isso, arrisque e viva sua vida sem arrependimentos. — A mais velha sorriu gentilmente para o garoto — Já ouviu falar de Charlie Chaplin?

— Sim. — E como Kuroko não teria ouvido falar? Seu pai amava filmes antigos, principalmente os mudos…

— “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.” — Recitou Alex — Essa foi uma das frases ditas por ele. Então, chico, viva sem arrependimentos, certo? Diga para esse garoto, quem quer que ele seja, o que sente, e depois, venha aqui me contar a resposta. — A loira piscou para ele — Se ele tiver te rejeitado, eu deixo você comer o bolo que quiser, de graça. E acredite, algo me diz que você não vai ganhar esse bolo.

Levantando-se da mesa rindo, Alexandra deixou Tetsuya sozinho. O azulado sorriu, e depois de terminar o bolo, pagou a conta com Kagami e saiu. Ela tinha razão. Tinha que arriscar, não iria morrer por conta disso.

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Kuroko parou e olhou para a bagunça que fez no quarto. Isso era ridículo. Ele estava se sentindo ridículo. Era só um festival! Por que ele estava bagunçando todo o quarto a procura de um yukata perfeito?

Definitivamente, isso era influencia da mãe dele.

Se está com tanta duvida assim de que yukata usar nesse festival, arrume isso tudo e vá perguntar para sua mãe. Ela com certeza vai arranjar algo bom pra você — Imperador falou, olhando da cama toda a bagunça que Tetsuya tinha feito.

— É… você tem razão… — O azulado disse conçando a cabeça constrangido. — O que é que eu estou fazendo?

Sendo um idiota apaixonado.

— Muito delicado da sua parte, Imperador.

Só estou falando a verdade.

Kuroko soltou uma risada baixa e se colocou a arrumar o quarto. No final, ele só achou dois yukatas já meio velhos no armário de seu apartamento. E sua mãe com certeza teria algo melhor para ele, nem que ela fosse fazer um as pressas… Por que se ela não encontrasse, definitivamente faria um, Tetsuya querendo ou não.

Com o quarto parcialmente arrumado, ele pegou o espelho de Imperado da cama e saiu a caminho da casa dos pais. Assim que entrou na casa, ele se quer teve tempo de dizer “Tadaima”, já que a mãe lhe veio abraçá-lo, acompanhada de Nigou, que pulava desesperadamente em sua perna.

— Te-chan!! — A mulher de cabelos castanhos e olhos iguais aos do garoto falou — Estava com tantas saudades! Me diga o que você precisa? Que emergência é essa que você falou na mensagem?

— Hana, por favor, deixe o nosso filho respirar. — Um homem que era quase uma versão mais velha de Tetsuya falou, chegando na entrada. A única diferença eram os olhos negros.

— Ah! Desculpe Te-chan… — A mulher disse soltando o filho.

— Tudo bem mama… — O Kuroko mais novo falou sorrindo para a mãe — Tadaima.

— Okaeri, filho. — O homem falou sorrindo — Estou na sala caso precise de algo… apesar de achar que não.

Dito isso o homem deixou mãe e filho sozinhos para conversar, levando consigo o carrocho que Tetsuya tinha levado para casa quando estava no ensino médio, e só não tinha levado para o novo apartamento por eles não permitirem animais. A mulher, sorrindo para o garoto perguntou

— Então?

— Mama… Eu preciso de um yukata para o festival de hoje a noite. — Ele falou, sorrindo

— Um yukata, hum? Acho que tenho alguma coisa. — A mulher disse, começando a subir as escadas. Tetsuya a seguiu calmamente. — Mas por quê? Você geralmente usa os mesmos… Eles estão tão ruins assim?

— Não, não realmente… É que… Eu pretendo fazer uma coisa muito importante hoje…

— Importante? — A mulher parou na ponta da escada e olhou para o filho — Quem é?

— Hã?

— De quem você está gostando? — Hana perguntou, fazendo com que o filho corasse.

Mães sempre sabem de tudo… Ou pelo menos adivinham rápido. — Imperador constatou. E Tetsuya não tinha como negar.

— Você não conhece… — O azulado falou para a mãe, a seguindo para o estúdio — É um amigo do Murasakibara-kun.

— Oh? É bonito? — Ela perguntou.

— Bem… sim. — E novamente, o rosto de Tetsuya corou.

Obrigado — Imperador disse, tirando sarro do garoto. Mas claro que isso só adiantou para fazer o “fantasma” ficar ainda mais constrangido.

— E você pretende se declarar para ele hoje a noite? — Hana perguntou já procurando por alguma coisa ao meio dos modelos que havia no estúdio

— Sim. — Tetsuya respondeu, se sentando em uma das cadeiras.

— Então vou encontrar o melhor yukata! — A mulher falou animada.

Depois de horas procurando pelo “yukata perfeito” — E Tetsuya sabia que a mãe teria falado algo do tipo — entre todas as dezenas de yukatas que a Hana tinha (por que ela tem dezenas de diversos tipos de roupas) ela encontrou um que finalmente a agradasse. O kimono era simples, azul escuro com listras verticais em um tom mais acizentado de azul, já o obi era cinza azulado. Hana ainda prendeu um pequeno pedaço da franja de Tetsuya com duas presilhas, formando um “x’. Em sua mão carregava um leque redondo azul pastel com desenhos de Rosas brancas.

— Perfeito! — A mulher disse sorrindo orgulhosa — Apesar de que você fica perfeito em qualquer coisa meu querido.

— Obrigado, mãe. — Tetsuya falou, corando um pouco.

Como ele tinha meia hora até a hora marcada para se encontrarem na frente do templo, o menino se despediu da mãe, e em seguida do pai, indo para o ponto e encontro dos amigos. Em pouco mais de 25 minutos ele chegou, junto com Himuro que ele encontrou no caminho. No local, já se encontrava Midorima, Kazunari, Momoi e Aomine, que reclamava alguma coisa para a rosada.

— Yo minna — Kuroko falou para o grupo

— Tetsu-kun! — Momoi disse abraçando o amigo — Esse é novo?

— Sim… Minha mãe que arranjou hoje — O azulado disse sorrindo minimamente

— Viu?! Eu disse que ele estava com a mãe! Super protetor. — A menina falou com outro amigo de infância.

— Tsc. Você podia ter avisado, Tetsu. — Daiki reclamou

— Desculpe. Não achei que fosse demorar tanto lá. — Tetsuya falou, meio constrangido.

— Kurokochi!! — Kise falou, pulando em cima do amigo, assim que chegou — Você está uma gracinha!!

— A-arigatou Kise-kun — Kuroko conseguiu falar, enquanto era sufocado pelo abraço do loiro

— Solta ele, idiota! Ele não está conseguido respirar! — O garoto de pele morena gritou para Ryouta.

— Ah! Desculpe, Kurokochi!

— Tudo bem. — Ele sorriu minimamente para o amigo

— Agora só falta o Murasakibara e aquele amigo dele. Nanodayo — Midorima falou

— Akashi, Shin-chan — Lembrou Takao

— Não são eles ali? — Aomine perguntou, indicando os dois garotos que chegavam perto do templo.

Realmente eram. E o coração de Tetsuya pulou desesperadamente quando teve a visão completa do ruivo. Akashi Seijuurou estava... Lindo.

Usava um yukata branco com um dragão desenhado por toda a peça, ficando com a cabeça e parte da cauda na frente, e obi preto manchado de vermelho. Nas mãos de Seijuurou um leque redondo branco com desenho Crisantêmos amarelos.

O ruivo se aproximou de Kuroko com um sorriso de canto, ignorando os cumprimentos dados a ele por Aomine e Kise e, diga-se de passagem, o moreno de cabelos anís não gostou nem um pouco de ser ignorado, mas Momoi o impediu de tentar fazer algo ao notar o… clima que havia se formado entre o dois.

— Boa noite, Tetsuya — Falou Akashi

— Boa noite, Akashi-kun — Respondeu Kuroko, agradecendo mentalmente todos os deuses por não ter gaguejado.

O grupo, agora totalmente reunido, seguiu para dentro do templo conversando e aproveitando as barracas. Kise, Momoi e Takao ficaram maravilhados quando Akashi ganhava todas — todas — as brincadeiras espalhadas pelas barracas. Midorima e Aomine também, mas eles não demonstravam. Himuro e Murasakibara já haviam se habituado a isso, uma vez que conheciam Seijuurou a mais tempo que o restante e Kuroko…

Tetsuya apenas observava o ruivo em silêncio e com um sorriso no rosto. Akashi parecia estar feliz, e ao contrario do sorriso que ele distribuía no início da semana, todas aquelas pequenas curvas que se formavam nos lábios do outro traziam uma felicidade que alcançavam os olhos heterocromáticos. E isso deixava o garoto de madeixas celestes feliz, ainda mais por saber qual era os, pelos menos alguns dos, motivos que faziam Akashi ter aquela expressão.

No meio de toda animação, Kise iniciou mais uma discução com Aomine. Claro que a comoção chamou a atenção de todos os que estavam em volta do grupo. Momoi tentava parar os dois a todo o custo, e Midorima depois de alguns suspiros e muitos “choros” da rosada foi ajudá-la, sendo acompanhado de Takao que decidiu parar de por lenha na fogueira e ajudar a separar os dois uma vez que agora eles estavam quase se matando.

Himuro e Murasakibara sumiram das vistas dos cinco, mais ou menos no mesmo momento em que Tetsuya e Seijuurou se separaram do grupo. Quando eles enfim conseguiram fazer Daiki e Ryouta e acalmarem e pararem de brigar, já não havia qualquer sinal dos quatro.

— Onde eles foram? — A rosada perguntou a ninguém em específico

— Como a gente consegue perder de vista um gigante roxo? — Kazunari exclamou — O Tetsu-chan eu até entendo… Mas o Mura-tan?!

— Eles só aproveitaram essa confusão e a multidão — Shintarou falou suspirando — Nanodayo.

Che. — Aomine reclamou — O que aquele ruivo vai fazer com o Tetsu?

— Por que essa desconfiança? — Momoi perguntou — Eu acho os dois bonitinhos juntos...

— Momoi! Como nós vamos saber se ele não vai fazer igual aquele garoto? — O moreno perguntou.

E claro que todos os outros quatro sabiam de quem ele estava falando. Nenhum deles havia esquecido aquilo. Kuroko era alguém gentil e inocente, além de muito bondoso e carinhoso. Por mais que muitas vezes, muitas vezes mesmo, ele perdesse tempo pensando demais em alguns tipos de assunto que seriam mais fáceis de resolver se ele simplesmente arriscasse… O garoto era definitivamente o… mascote? Talvez fosse essa a definição.

Todos o amavam, e ver o garoto tão magoado como ele ficou naquela época realmente fez com que eles quisessem matar o alaranjado. Mas Kuroko os impediu, simplesmente por ser bom demais para permitir que alguém se machucasse, mesmo que esse alguém tivesse despedaçado seu coração a pouco tempo atrás. No entanto, eles simplesmente se proibiram, numa promessa nunca dita realmente, que jamais diriam o nome dele novamente.

— Ele não vai. — Satsuki constatou. Não iria mesmo. Não quando o azulado podia ver o Dimon de Akashi e, pelo que ela conversou com Murasakibara, este pudesse ver o Dimon de Kuroko. — Eu sei que ambos se amam.

E ao dizer aquilo com tanta convicção, Aomine se calou. Claro que havia a possibilidade de que só vissem os Dimons por conta da troca, e a história de que ver o “reflexo” de seu amor verdadeiro era tão rara que não se tinha como comprovar, mas…

— Como pode ter tanta certeza? — Takao perguntou

— Digamos que é… Intuição feminina — A garota falou sorrido para o garoto que a olhou desconfiado, bem como Midorima.

Aomine apenas sorriu e negou com a cabeça. Não havia explicação melhor, afinal.

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Não muito longe do grupo… Ok. Muito longe do grupo, no alto do morro que havia dentro do Templo Tsukimine, Akashi e Kuroko estavam juntos, conversando.

— Aqui é o melhor lugar para ver os fogos — Kuroko falou olhando para o céu — E é um pouco melhor de ver as estrelas também…

— Gosta de ver as estrelas? — Akashi perguntou

— Gosto… Via muito com a minha mãe quando menor. — Um sorriso se formou no rosto delicado do mais novo

— Eu também fazia isso… Quando ela era viva. — Akashi falou num sussurro que por pouco não foi ouvido por Kuroko

— Sinto muito por ela — Ele falou olhando para o ruivo

— Já faz tempo… Já me acostumei com a falta dela, ainda que eu tenha saudade da época. Meu pai era mai gentil quando ela estava viva.

O silêncio se instalou no lugar e com uma tentativa de amenizar o clima que havia se formado, Tetsuya apontou para uma das constelações que ele conseguia ver no céu escuro.

— Ali! O Tsuzumi Boshi — Ele apontou para as estrelas que formavam a constelação do tradicional tambor japonês

— Hum… Minha mãe chamava de Sode Boshi — O ruivo falou com um sorriso no rosto

— Minha vó chamava assim — Kuroko disse sorrindo. Sentia falta de olhar as estrelas com a mãe ou a avó

— Então… Tetsuya.

— Sim?

— O que você queria falar comigo? — O ruivo perguntou curioso

— Ah… Bem… — Kuroko agora já não sabia como continuar. Corou e foi corando cada vez mais quando pensava em como falar.

E eu definitivamente sempre penso demais…

— Tetsuya? Você está bem? — Akashi perguntou ao ver como o outro estava ficando vermelho

— Ah… Sim, eu só… — Quer saber? Dane-se. — Akashi-kun, eu sei que nós só nos conhecemos, pessoalmente pelo menos, a alguns dias… E eu realmente não sei como falar isso, eu sempre penso demais, é verdade, e eu estou muito nervoso, e com toda certeza vou ficar falando um monte de coisas antes de dizer o que realmente quero, por que não sei se terei coragem, então…

— Tetsuya. — Akashi cortou o menino, que se silenciou, ainda corado e nervoso — Que tal ir direto ao ponto?

— Esse é o problema… — E Tetsuya suspirou. E ele andava suspirando demais aquela semana. — Não sei se consigo…

— Por que não?

— Por que é sempre mais fácil fazer esse tipo de coisa na nossa cabeça. Sempre parece tão simples em livros, filmes, séries, mangás, desenhos… Mas na vida real é tão… assustador…

— Assustador? — O ruivo perguntou — O que seria assustador?

— Falar o que sinto. — Como Akashi permaneceu em silêncio, Kuroko respirou fundo, e se segurou para não soltar outro suspiro — Akashi-kun… Eu… Eu gosto de você.

Com o sorriso pequeno que tomou conta dos lábios do outro, Kuroko soube muito bem que o ruivo entendeu que tipo de “gostar” ele estava se referindo, bem como percebeu que ele o faria dizer diretamente.

— Que tipo de gostar Tetsuya? — Ele perguntou no tom mais inocente que conseguiu

O garoto mais novo corou mais do que já estava e fez um beicinho que Akashi novamente, como no parque da primeira vez, achou encantador.

— Você sabe muito bem Akashi-kun

— Ainda quero ouvir. — E Kuroko permaneceu em silêncio, tentando reunir coragem

Eu te amo, Akashi Seijuurou — E a voz de Kuroko soou profunda e melodiosa aos ouvidos de Akashi. De modo como ele nunca achou que soaria, não ouvindo de Espectro.

Eu também te amo, Kuroko Tetsuya — Ele falou, abraçando o azulado e puxando delicadamente o rosto do menor para um beijo.

Notas finais
Então? Gostaram? para caso de curiosidade: Chico - menino Arcoiris - não, não escrevi errado. Só escrevi em espanhol. Rosas brancas - Inocência / Silêncio / Devoção Crisântemos amarelos - Imperial Sode Boshi - Manga de estrelas do kimono Tsuzumi Boshi - Tsuzumi de estrelas Ambas as denominações acima são para se referir a constelação no ocidente conhecida como Orion, o caçador filho de Poseidon. Diga-se de passagem que na época em que esses nomes foram dados os japoneses não tinha contato com o gregos. Hoje em dia não é incomum encontrar alguém que chame a constelação de Orion, no entanto as crianças aprendem com o nome de Tsuzumi Boshi. Tsuzumi é o nome de um tambor japonês. Bem, é só isso. Arrivederci! =3