Refletida

3 ETs existem, pessoal!


Notas iniciais
Bem, como não tem nenhum comentário - já que o "Olá" murcho(Heuheu) da Kiera Collins mão vale -, acho que esse vai ser o último capítulo. Eu tinha muita coisa planejada para essa fic, mas vai ficar assim, por enquanto, já que não tem visualizações ou comentários... Obrigada quem - se houve alguém - acompanhou. Liz. :'(

P.O.V Alexa

−Você acha o que? −é Jude a primeira a quebrar o silêncio. −Você enlouqueceu? Está igual ao seu pai? Quer o mesmo destino que ele?

−Galera, mas o que eu estou falando é verdade. Vocês tem que acreditar em mim.

−Alex, meu Deus!!! −Melissa parece desesperada.

Jude está fazendo “tsc, tsc, tsc” com a boca na cozinha. Liam continua olhando para um ponto fixo na parede verde da sala. Lucy está pulando no sofá e Melissa está ajoelhada no mesmo, tentando me alcançar para ver de estou com febre.

Não sei o que fazer, eles não vão se convencer e então vamos todos ser abduzidos. E o mundo vai se acabar para nós. Preciso ser convincente, preciso salvar a todos nós, preciso que eles acreditem em mim.

−Será que é genético? −ouço Melissa comentar nada discretamente com Lucy, que dá de ombros.

−Ei!! Eu ouvi isso!! −berro para elas, que pulam no sofá. −Mas sério, gente, vocês tem que acreditar em mim, isso não pode ser simples obra da imaginação de meu pai, que tipo de pessoa pode criar tudo isso? −dou-lhes alguns dos papeis. −Isso é detalhado demais para ser só loucura, não acham? E que tipo de louco consegue fazer algo como isso. −mostro as lentes de uma das caixinha. −Sozinho?

Liam continua parado, olhando o vazio. Jude arranca um dos papeis da minha mão com violência e começa a analisá-lo. Melissa pega as lentes e Lucy um esboço de um negócio que meu pai chamou de Criotanque, serve para transportar as Almas de um lado para o outro sem que precisem de hospedeiros − nós humanos.

−Galera? −insisto.

−Um louco bem detalhista. −observa Jude.

−Jude! −brigo com ela. Lágrimas se acumulam em meus olhos. −Eu estou falando sério! −berro o mais alto que minha voz permite. −Gente, eu preciso que vocês acreditem em mim. Eu sempre não fui uma pessoa equilibrada?

−Seu pai também, ele só começou a enlouquecer depois do... −sei o que ela vai dizer “do sumiço da minha mãe.”, é verdade... −depois da morte de sua mãe. Pessoas completamente normais e sensatas começam a perder o juízo depois de uma experiência traumática, acho.

A encaro incrédula.

−Você acha que sou louca? −a palavra soa venenosa minha boca, descrente.

−Eu não disse isso... −ela está tentando se explicar.

−Mas insinuou! −respondo de volta.

Ela abre a boca, provavelmente para me dizer mais algum desaforo, mas é interrompida por uma voz grave. Liam.

−Eu acredito nela.

E aquela declaração mudou tudo.

Em dois minutos Melissa e Lucy já estavam convencidas, só faltava Jude, que era a mais difícil, não era à toa que era minha melhor amiga.

Elas se convenceram, porque só havia uma pessoa mais sensata do que eu, e está é Liam.

−Se Alexa diz que alienígenas estão invadindo a Terra, acho que isso é prova suficiente. − Ele mostra um esboço muito detalhista dos chamados criotanques. −Porém, acho que uma explicação seria bom. −ele senta-se novamente e me encara, esperando a minha resposta.

−Bem, acho melhor começar do começo. Papai me deu esta carta umas duas semanas antes de eu receber a notícia que ele havia morrido. Então eu abri as cartas. Ele havia me aconselhado a abrir as cartas só se algo lhe acontecesse.

−Mais um motivo para achar que é suicídio. −ouço Lucy dizer em um fio de voz. Todos fuzilamos ela com os olhos e ela se encolhe em seu lugar.

−Ai eu abri, li e achei tudo absurdo, ele disse que são alienígenas chamados Almas e o jeito de identificá-las são os reflexos prateados ao redor da pupila. Melissa, −olho para ela −seus pais estavam com reflexos prateados ao redor da pupila. Por isso que decidi contar. Eu não sei se o que papai escreveu é verdade, mas eu não quero ser abduzida, não sei vocês, mas eu não vou arriscar.

−E eu estou com você. −diz Jude. −Eu não tenho nada a perder mesmo. Meus pais mal ligam para mim, meu irmão está nos Estados Unidos, não tenho ninguém exceto esses três, não vou ficar aqui e ser abduzida. E se isso for mentira, pelo menos eu não vou para escola. −ela sorri.

−Meus pais? −Melissa está inconsolável.

Lucy está pulando no sofá, completamente empolgada. Acho que ela ainda não entendeu a gravidade das coisas. Liam está quieto novamente, ouvindo. Jude está tentando consolar Melissa, apesar de não ser a praia dela nem de longe − consolar as pessoas, quero dizer.

Eu já estou arquitetando um plano para, segundo as informações que recebi de meu pai, me livrar desses aliens. Se eles acham que podem se meter com a Terra e saírem ilesos, estão enganados.

Melissa ligou pros pais e disse que ia dormir na casa de Lucy, para se proteger. Os pais dela lidaram com isso bem demais, enquanto os verdadeiros pais dela teriam mandado-a voltar para casa, que é o lugar dela. Eu não fui a úncia que desconfiei da mudança.

Dez minutos depois da ligação, Lucy e Melissa estavam num táxi indo para a casa de Lucy. Jude e Liam resolveram ficar comigo. Eu não sei se essa decisão foi a partir do meu plano maluco de expulsar ETs que nem sabemos se existem ou para não me deixarem sozinha, qualquer que seja o motivo, foi muito legal da parte deles.

Notas finais
Até mais. Não esqueçam de dar uma olhadinha em Challenges Of The Love