Reflection.
21 Jamais.
Notas iniciais
COBRA POV;
Me deitei no meu colchão de elástico, olhando para o teto rachando enquanto soprava anéis de fumaça para o ar. Já fazia uma meia hora desde que Jade havia saído. E sim, eu sabia que o Sr. Gael iria provavelmente me matar, e sim, eu provavelmente iria ficar doido, mas eu estava feliz. Pelo menos parte de mim estava muito feliz. Claro que me assustava, com medo e ódio sobre a felicidade, mas estava lá sempre tudo isso.
Porque finalmente, depois de meses, eu tive alguma ação. Ou pelo menos era a razão que eu conjurei para mim mesmo. Ainda que, na realidade, não era o fato de eu ter chegado a beijar alguém. Era o fato de ter sido a Jade. E nesse beijo não importe o quão seja clichê isso pode soar, havia alguma coisa. Eu não tinha certeza do quê, mas eu senti algo que já não sentia à muito tempo. Não era psicológico, de todo, era algo mais profundo.
A minha cabeça se virou repentinamente para o lado, a imagem dos lábios de Jade surgia na minha mente enquanto eu ouvia o sim. Pensei que pudesse ser novamente Bárbara, mas não, era o meu querido segurança.
– Vai embora porra. – Exigi, irritado por ele ter interrompido os meus pensamentos.
– Te levanta, o Sr. Gael quer te ver agora.
Ferrou. Pensei, eu cumpri de imediato, me levantando com pânico enquanto deixava o meu cigarro cair no chão. O meu estômago se afundou com o peso do medo, engolindo em seco. Bárbara havia contado para o Sr. Gael, Meu segurança usou a sua chave para virar a fechadura e as barradas de metal se desviarem, desaparecendo assim a barreira entre mim e o resto do Muller. Andei pelo chão de cimento e me arrastei lentamente pelo corredor. A minha repentina felicidade estava lentamente começando a desaparecer lentamente, como se estivesse a ser substituída por chumbos enormes, tornando cada passo difícil que o último. Mas finalmente, através de uma sequência de grandes corredores, chegamos ao escritório do Sr. Gael. Caminhei pelas portas duplas e entrei naquele grande e ao mesmo tempo pequeno espaço, fazendo meu coração acelerar de mil a dois mil por segundo.
Normalmente eu iria estar super calmo, com uma indiferença que me deixaria despreocupado e me permitiria resolver as coisas. Mas agora, a emoção extrema de medo tomou o lugar da coragem e braveza que tinha dentro de mim. O Diretor hostil estava sentado na sua cadeira atrás de uma mesa cheia de papéis com nomes de alguns pacientes e funcionários, desenhos abstratos nas margens, buracos decorativos na madeira da sala. Uma parede estava cheia de gavetas de artigos anônimos, a outra com um pequeno guarda-roupa em frente. E finalmente estavam duas cadeiras à frente da sua mesa.
Almofadas castanhas estavam presas a elas para quem cá viesse e se sentasse. Muitos casos já passaram por este escritório, muitos conflitos tentaram ser resolvidos enquanto os pacientes se sentavam antes do Sr. Gael. Mas agora havia apenas uma pessoa na cadeira à minha esquerda. A Jade.
– Sente-se agora Cobreloa. – Disse o Sr. Gael
O meu segurança estava do lado de fora da sala juntamente com outros seguranças, guardas, enfermeiras fofoqueiras, e alguns pacientes que pareciam zumbis passavam pelo corredor olhando pela janela, quando o Sr. Gael notou isso fechou a porta na cara das enfermeiras fofoqueiras e fechou as janelas também, eu não pude deixar de dar uma risadinha frouxa, mas, e então aquela sala ficou totalmente escura e o frio do ar-condicionado nos arrepiava a cada estante e de repente era apenas nós três.
Eu, Jade e o Sr. Gael.
– Então... – Sr. Gael começou a falar após a limpar sua garganta. – Bárbara me disse que vocês dois estavam quase cometendo ações sexuais juntos sem ninguém saber.
Nenhum de nós dois se atreveu a abrir a boca, a verdade era francamente óbvia. E não parecia que o Sr. Gael já tinha acabado.
– Agora, eu, com alguns dos outros empregados, temos notados que vocês têm desenvolvido mais do que é apropriado para uma relação de empregada para paciente. E você esteve recentemente na cela do Cobra, certo Jade?
– Eu só fui levar a comida para ele e caí fora. – Jade falou com a voz baixa. – Foi isso. Não tenho a certeza do que Bárbara viu.
Estava tudo quieto enquanto o Sr. Gael olhava para nós dois, com os seus lábios apertados enquanto pensava.
– Não tente mentir, sua mentirosa. – Ele finalmente disse, podemos perceber que o ódio estavam queimando os seus olhos. – Bárbara é uma empregada muito fiel, diferente de algumas empregadas. – Minha vontade era de pular naquele pescoço desgraçado quando ele jogou indiretas para Jade. – E eu acredito mais nas palavras dela do que nas suas sua imunda. Vocês tem passado uma quantidade de tempo terrível juntos, e estiveram juntos na mesma cela como Bárbara me contou. O seu cabelo está bagunçado Jade, e o uniforme de Cobra está amassado. Eu sou o diretor, eu sei de tudo o que acontece aqui, bobos.
Porra, como eu pude esquecer? Minha roupa toda amassada, o cabelo de Jade parecia que ela tinha batido cabelo feito uma travesti. O batom nela no meu nariz e o batom totalmente borrado nos seus lábios. Merda. Estamos um pouco, talvez muito ferrados. – Eu pensei.
– Queridos, vocês sabem o que vai acontecer, não sabem? – O Sr. Gael perguntou praticamente afirmando. – No meio de outros castigos, você será obviamente despedida querida Jade Gardel.
E foi aí que o medo veio.
Jade não podia me deixar, ir embora, eu não podia ficar aqui sozinho. Como eu iria saber o que ela está fazendo, como eu seria capaz de ver o seu rosto todos os dias se ela fosse embora? E Se o Sr. Gael dissesse a Henrique para lhe fazer alguma coisa? Eu não seria capaz de saber porque eu estaria aqui preso. Jade tinha me prometido que me tiraria daqui, como ela poderia fazer isso se saísse daqui?
Eu não podia deixa-la ir embora, de jeito nenhum. Eu tinha que fazer alguma coisa para a manter longe de ser despedida, longe de me deixar dentro dessa maldição mais conhecida como Muller. Uma ideia estava na minha mente, e eu sabia que iria me meter em problema. Mas aquilo era tudo que eu pensava.
Eu poderia apanhar o dia inteiro, mais jamais perder a Jade.
JAMAIS.
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