Reflection.

19 A Harmonia de nós dois.


Notas iniciais
Eu voltei... Agora pra ficar! OI AMORES SAUDADES DE VOCÊS E GENTE PERDEMOS UMA RECOMENDAÇÃO FIQUEI ABALADA MAS OK, UMA BOA LEITURA.

Contei tudo à Vicki. Lhe contei que Henrique era o culpado, lhe contei da minha fuga traiçoeira através das árvores escuras que envolviam que eu tropeçasse e vomitasse em quase tudo devido ao meu estado desorientada. Eu lhe disse que foi assustador demais estar frente a frente com um assassino. Não foi como nos livros ou nos filmes, onde estavam confrontados com a morte e podiam manter a postura durante minutos, e depois já estavam em frente a policiais. Não foi como se estivesse bem e quando fosse embora o medo ia também.

Primeiro foi chocante. Nós tínhamos sido amigos e namorado, Eu tinha rido das suas piadas, segurado a sua mão, o beijado diversas vezes. Mas nada disso foi real. Eu poderia muito bem ter sonhado. Porque essas mãos tinham também sido usadas por um assassino, e esses lábios tinham dito palavras ameaçadoras à frente das suas vítimas. Mas não era sequer o choque dele ser o oposto do que eu pensava, era mais o medo. Disparava quando ele me tinha presa contra a parede, e ao seu aperto de mão esquerda deixou hematomas na minha mão. Mas eu estava tão distraída e apavorada que nem notei.

Sangue corria nas minhas veias e a pulsação era ouvida nos meus ouvidos. Ele teve a oportunidade de acabar com a minha vida ali mesmo. Ele podia ter me violentado ou matado os ambos. Ele podia ter feito o que quisesse de mim e eu não conseguiria me defender. Em segundos, o que era suposto ser um bom copo de água com um bom amigo se tornou em um confronto perigoso com um assassino. Arrepios correram o meu corpo chegando a ir à espinha. Mas felizmente eu consegui pensar o suficiente para me libertar. O momento em que tomei coragem, herdei a sorte e fugi foi encarado com grande alívio, com um vislumbre de esperança se formando na minha mente. E depois apenas corri.

Mas infelizmente, esta nova descoberta da verdade não conseguia fechar o capítulo de Henrique na minha história, e eu não podia simplesmente virar a página. Porque ele continuava trabalhando no Muller. E eu também.

– Nós temos que ir a polícia! – Vicki gritou. – Não podemos deixar esse filho da puta ir embora assim depois de estragar a vida do Cobra, a sua e a do Muller.

Ela tinha um bom ponto de vista, mas eu já tinha pensado nisto vezes e vezes sem conta.

Conversamos e xingamos Henrique, essa foi a nossa noite.

COBRA POV;

Passei algumas horas conversando com meu guarda, ele era legal mas não tão quanto Jade, ela me tratava como um ser humano completo.

Enfiei um macarrão cremoso na cara dele e corri para o refeitório tentando achar Jade, depois que eu achei os meus olhos fisgaram nela e eu fui até lá.

– Qual seu nome completo? – Perguntei antes dela me dizer qualquer coisa, me sentando.

– O meu nome completo? – Ela repetiu como se fosse uma pergunta estranha. EU assenti. – Jade Amélia Gardel.

– Jade Amélia Gardel. – Falei para mim mesmo, assentindo em concordância.

O Seu sorriso pareceu crescer mais genuinamente enquanto eu repetia cada palavra do seu nome.

– Hey Cobra. – Ela falou batendo com a mão na mesa fazendo um pequeno barulho.

– Oi. – Olhei para ela.

– Posso te perguntar uma coisa?

– Claro, você pode me perguntar quando quiser e a hora que quiser. – Falei sussurrando no seu ouvido enquanto lhe dava um beijo na bochecha apertando sua cintura e cheirando seus cabelos que caiam em ondas no seu ombro.

Ela me deu um empurrinho, pois os guardas estavam olhando.

Os seus olhos analisaram o meu rosto antes dela falar, com a sua voz ficando um pouco mais calma.

– Por que não me disse que era inocente logo no início?

Ela não me perguntou de uma maneira hostil, mas sim, de maneira curiosa. Pensei por um momento, juntando os meus pensamentos confusos antes e responder.

– Bom, eu tenho visto que as pessoas daqui parecem com vinte anos. Aprendi que se dissesse que era inocente isso só me faria mais louco. Gritar dizendo que é inocente, berrar dizendo que precisa sair daqui, é uma coisa ainda mais restringida. As crianças te consideram fraco, te consideram o alvo. Os únicos que não te espancam com a mente nem com uma arma ou se aproveitam de outras crianças psicopatas são burros. As pessoas que aceitavam a minha loucura ,usavam-a como vantagem para colocar medo nas outros. Eles nunca dizem que são inocentes, por isso, ninguém assume que são; eles desempenham o seu papel, e todos sentem medo. São intocáveis. Então, é isso que estou fazendo, as pessoas como o Duca não me tocam; ele tem medo, eu desempenho um papel.

Ela me ouvia com fascinação enquanto eu falava. Eu adorava isso, adorava a menira como ela ficava tão interessada em tudo o que eu dizia e expressava. Mas o seu rosto se tornou triste e abatido no final, como se estivesse presa em um lustre, em um segredo sombrio ou em acontecimentos terríveis.

– Não, isso não quer dizer que eu esteja sendo falso ou coisa do tipo. – Eu disse rapidamente, tentando aliviar sua mente e seus pensamentos errados. – Eu tinha sido eu mesmo com você. Não pense por um segundo que eu não fui honesto, sincero do jeito que eu sou perto de você, não foi isso que eu quiser dizer. Eu só estou falando que ando tentando ser um pouco mais assustador e sombrio do que o normal para os pacientes e todos que me rotulam, só isso.

Eu odiava o desespero da minha voz e das minhas mãos e talvez era apenas a minha crescente loucura, mas eu precisava que a Jade confiasse em mim totalmente. Ela era a única nesse edifício em que eu podia confiar e a única que sabia a verdade. Eu não podia arriscar um fósforo perto de uma gasolina como falam por ai, uma pequena confusão poderia destruir toda a relação que nós tínhamos.

Jade olhou para mim durante um momento, bem no fundo dos meus olhos e eu senti que alguma chama estava acesa nela, tinha algo por trás daquela conversa e eu não consegui desvendar a sua expressão facial tensa. Esperei pacientemente, temendo a sua reação mais e mais a cada indeterminável segundo.

– Tornando-os idiotas? – Ela finalmente falou.

Olhei para Jade durante um segundo, enquanto um sorriso surgia no seu rosto e depois inclinei a minha cabeça para trás rindo. Eu ri tão alto que ganhei algumas atenções o que costumávamos a ganhar frequentemente, mas eu não ligava, que todos explodam. Jade riu também, ficando assim ambos gargalhando juntos, criando uma harmonia e um som maravilhoso.

– Estou brincando. – Ela riu, levando uma batata frita até a boca. A sua risada diminuiu lentamente e a sala ficou um pouco mais silenciosa. A sua expressão alegre desapareceu e seu rosto sério voltou, olhando-me diretamente nos olhos. – Eu vou te tirar daqui, Cobreloa. Eu prometo.

Nos abraçamos e eu pude sentir o sorriso de Jade se formar acima dos meus ombros, peguei nos braços dela e eu ia dar um beijo depois daqueles momentos harmoniosos porém vi algo nos seus braços, um corte.

– Que merda é esta, Jade Amélia?

JADE POV;

Suspirei umas mil vezes.

– Bom, ele me empurrou contra a parede e depois agarrou os meus pulsos com a unha afiada, mas eu fugi...

– Quem? – Cobra ordenou com a sua voz rouca.

Estremeci ao inteiro antes de dizer, me encolhendo enquanto me preparava para o que viria a seguir.

– Foi... Henrique. Ele tentou me matar; ele é o assassino.

Ele poderia explodir a qualquer momento.

Notas finais
Prometo que vou tentar postar de 3 em 3 dias. Ok amores? A Minha vida está corrida demais tenho 6 livros da escola para ler, e para estudar, minhas provas acabaram de acabar e eu já to fazendo simulado, me desculpem pelo amor de Deus por não estar postando tanto :( Perdemos uma recomendação e admito que fiquei triste mas sei que a pessoa teve os seus motivos para retirar a recomendação da história, eu amo vocês pessoal. FUI! (E Vai ter surpresa no próximo capitulo.) beijos amores.