Sentei-me devagar na camas soltei um grande suspiro me espreguiçando . Esfreguei as mão nos meus olhos e sonolentamente os abri. Levantei e abri a janela perto da minha cama. Prédios cinzas em toda a parte, apenas uma arvore plantada no centro da cidade . É o típico dia nublado, essa era a Cidade 13. Sempre tão nublada e sem graça. Pelo menos ate eu ligar o meu robô e ele me mostrar as hologramas das paisagens que eu deseja-se , a maioria escolia lugares antigos que eram chamados de fazendas, montanhas, florestas. Esse tipo de coisa que a gente só vê com robôs, todas as cidades eram cinzas porque assim facilitava o uso de hologramas de sua preferência nelas. Avia apenas uma arvore natural no centro da cidade 13, oque já era considerado um luxo. E pensar que antes era Normal ter animais de estimação, cuidar de plantar, agora só as pessoas mais ricas poderiam manter alguma planta ou mais caro ainda dar um flor de presente alguém. Só de pensar que algo assim era normal me faz refletir se estamos mesmo num futuro promissor. Logo despertei dos meus pensamentos eu não deveria perder meu tempo com isso. Coloco minha mão em cima de um circulo cinza ao redor do meu criado mudo branco.

–Treiel 1398 Despertar.

Ele me responde com a voz robótica:

– Chamada de voz confirmada. Iniciando despertar. E assim oque parecia um detalhe de criado mudo circular saiu um robô circular pequeno e cinza com detalhes da minha cor preferida. Laranja.

–Roupas. O robô mostra ou holograma cheio de roupas minhas eu escolho o uniforme e ele me veste automática mente com considerável rapidez. Pego minha mochila já pronta e vou caminhando ate a sala.

– Bom dia senhora Mara. Minha madrasta esta sentada na cozinha com seus cachos prateados preços e um roupão rosa, estava comendo ostras. Ela tinha um gosto horrível pra comida mesmo podendo pedir a comida que quiser ao seu robô ela escolhe os pratos mais ruins possíveis.

–Olá Amanda, vejo que continua com essa mania de caminhar com as pernas. Veja querida toda a garota da sua idade flutua no chão com o seu robô mais você insisti em descer as escadas caminhando . Sem falar que o seu robô ainda tem um voz robótica! Você nem quis colocar a voz do seu cantor favorito! Depois não reclame por ter poucas amigas na escola.

Mara Mirandes era insaciável reclamaria de qualquer imperfeição que me deixa-se fora da popularidade. Mesmo se eu usasse o meu robô pra tudo como as outras garotas ela com certeza acharia outra coisa pra falas. Não éramos inimigas, eu gostava dela. Era sincera e falava na sua cara oque estava sentido. Admito que Mara pode ser bem cruel ou grossa e que pelo mesmo motivo antes eu a odiava. Mas agora já tinha me acostumado a seu temperamento.

Agora eu sabia que ela falava isso porque se importava comigo, do jeito dela, mais se importava. Diferente do meu pai que preferiria passar um dia inteiro sendo torturado que passar um tempo comigo fazendo algo que EU gostava.

Memorias confusas era isso que tinha restado da minha mãe. Eu queria poder ter um colar um pulseira mas não. Ela não deixou nada, simplesmente sumiu . ninguém sabe se morreu ou foi sequestrada ou... fugiu. A algo que ela me disse uma das poucas memorias dela.. que eu nunca esqueci ela disse: "nunca esqueça de ver a realidade, é ela que importa Amanda" Deste de então eu não usei mas hologramas, eu também não gostava de usar os pisos magnéticos para ir pro lugares. Eu gostava do que era real ainda que fosse tudo cinzas. Eu não queria as coisas fáceis eu queria as coisas que eu achava certou.

–E aquele carinha estranho de óculos não conta.

– Ele se chama Marcus, Mara. E não é só ele tem a Malu também.

–Ah! Nem me fale dessa loirinha. Vive arrastando assa pro seu pai.

Já comentei que a Mara é ciumenta? Então,. o problema é que ela sempre culpa as garotas. E não o mulherengo do meu pai. As vezes ela inventava coisas absurdas tipo essa da Malu.

Sai de casa as pressas correndo. Minha madrasta grita alguma coisa que eu não consigo ouvir. Continuo correndo –Horas! meu robô informa. São sete horas , hora que eu já deveria estar na escola, merda.

Robô me leve ate a escola. Eu paro com um redemoinho de pessoas com cinza a minha volta. Todos ocupados seguindo a sua rota programada com o seu robô automaticamente. Meu robô me envolve em uma luz azul para medir o tamanho do meu corpo e assim um espécie de prancha circular sai do chão em baixo de mim e vai flutuando ate a escola. Havia tele transporte mas era muito caro ter o seu próprio. Era mais usado em lugares públicos em que se pagava-se um ticket para ir tele transportar-se de um cidade a outra. A prancha magnética para na frente da escola como eu pedi. -Soltar. A prancha some no chão de novo. meu robô circular como sempre flutuando ao meu redor entra comigo na escola.

Fila indiana em todas as salas. A fila antes do sinal tocar eram um das poucas coisas que não tinha ordem de numeração. Essa era a escola publica. Todos tinham dinheiro suficientes para um robô e uma casa. Cada robô era pago com contas mensais de preços já definido pelo governo. Os das crianças e jovens ainda na escola eram de graça mas também comida não era acessível nessa idade. Alimentação de crianças é responsabilidade de adultos. Todos tinham emprego, era dado um tempo considerado suficiente para quem não tivesse com emprego.

Opções te emprego não faltavam vinham diretamente de seu robô sugestões da sua aria de emprego. Se você não escolhesse nenhum ate a data final. Era morto. Afinal você não estava sendo útil para sociedade. Prende-lo ia apenas de incentivar nisso. Então apenas matam. É assim se livram de um peço na nossa sociedade.

O sinal toca eu entro na sala e sento em mina classe com minha numeração ,. ela tem a cor de minha preferencia: Azul e laranja. Quando se tem 5 anos e sua professora diz para escolher a cor de sua classe pro resto de seus dias escolares. Você no mínimo fica empolgado e coloca um capinação chamativa como essa. A professora assim que entra aperta um portão na mesa, faz com que nossos robôs não nos de respostas ate o horário de acabar a aula.

O Sinal toca hora do almoço. Um rapaz de capelo preto e olhos escuros com óculos chega perto da minha classe. Marcus Pinheiro. O uniforme preto com detalhes dourados combinam muito bem com ele. Os uniformes de escola eram pretos porque você programava seus hologramas pra isso, eu só os usava na escolha. Me levanto e vou ate a porta onde uma garota de capelos claros e olhos caramelados nos espera. Malu tinha o mesmo problema que Mara era sincera demais. A diferença é que eu nunca a odiei por isso. O uniforme escuro lhe caia bem este e qualquer outro uniforme. Ela era linda, diferente de mim um garota normal com capelo marrom curto. Quando se entra na escola no final do ano já é difícil achar amigos. Imagina sendo um garota bonita que não fecha a matraca. E assim ela acabou ficando sozinha. Eu a adotei num dia em que o Marcus havia faltado.

Marcus sempre dizia que ela deveria ser um patricinha idiota. E Malu comentara que Marcus tinha cara de babaca. Isso antes de se conhecerem porque depois faziam questão de comentar esse tipo de coisa um por outro. Eles quase sempre discutirão. Secretamente acho que a Malu gosta dele.

Malu Arvoredo e Marcus pinheiro, afinal quando sua família é responsável pela morte de um espécie bonita e sabe que seus parentes futuros nunca vão ver você compensa isso dando o sobrenome a coisa que você destruí porque isso compensa oque você fez. Agradeço que meu sobrenome seja Treiel.

Amanda, o seu capelo esta horrível!- Ela tinha razão eu cheguei correndo ate aqui e esqueci de mandar meu robô arrumar meu cabelo.

Que nada,. Manda seu capelo esta lindo– Indiretas como sempre Marcus e suas indiretas ele deve se declarou 3 vezes pra mim e eu foi direta e disse que isso não ia rolar. Mas não, Marcus não iria desistir tão facilmente. Ele tinha que conseguir oque queria, começo a me perguntar se cada vez que eu o retruco com um não só o incentiva a persistir com essa palhaçada. Pouco importa, continuamos todos andando juntos e compartilhando interesse em jogos.

Andamos ate o refeitório, hologramas com escolhas de comida do robô da cantina nos davam oposições saudáveis. Eu escolhi a maça e a coisa mais gordurosa que tinha,. purê de batatas.

–-

O ultimo sinal toca saiu da minha classe devagar. Diferente dos meus colegas que ligam sua prancha magnética e vão roboticamente ate algum lugar. Passo pelo leitor de números ele escaneia o meu olho direito . Em cada cidade o leitor de escaneia seus olhos. Mas a rumores sinistros com isso que fiz questão de esquece-lós.

Eu ando calmamente ate a porta de entrada saido da escola, olho para a única arvore da cidade . Chego mais perto dela, observo a casa dos ministros onde os robcontrol cuidam de nossa segurança como sempre fomos ensinados. Penso sé algum deles já fez algo errado ou usou o seu robô para o mal, então penso nos ministros que punirão eles por isso... ou .. é se eles não punissem é se ouve-se algo além daquelas esquinas cinzas...e se... a minha mãe soube o que havia e por isso eliminaram ela... meu começa a doer. Era uma dor aguda que eu sentia em todo o meu corpo, de repente. Acontecia quando eu pensava muito sobre o ministério. Acho que eu estou sendo paranoica como a Mara diria se lesse os meus pensamentos.

A dor passa um pouco. Eu já consultei médicos pelo meu robô claro onde ele escanear o meu corpo e mandava ao medico. Ele disseram que era apenas o stress . É eu vou te disser. Stress doí pra cassete.

Eu me viro e olho para os prédios ao redor da arvore. Cinzas, com um monte de gente trabalhando. Um dia eu ia crescer e ser mais um daqueles pontos cinzas trabalhando no que parecia mais um comei-a cinza e sem graça. Olho para cima do prédio. Um rapaz sentado na beira do prédio camiseta preta , cabelos pretos. Ele estava me encarando. COMO? Era estritamente proibido simplesmente se sentar no prédio de arquivação como aquele. Sem falar que ele usava preto isso não ajudava nos hologramas. O rapas viu minha cara de espanto e sorriu debochadamente .Apontou o prédio dos ministros . Eu li seus lábios "mentirosos". Ele se levantou e sai andando desaparecendo do meu campo de visão. Verifico se meu holograma por acaso esta ligado. Não esta. Aquilo foi real. Eu encaro novamente o prédio dos ministros. "mentirosos" ... não ...não pode ser.. meu professor de ciências se aproxima. Seus cabelos curtos e loiros o deixavam popular entra as alunas , não gostava dele. Muito esnobe.

Querida, parece que você viu um fantasma. Você esta bem?-eu ainda olhava para o prédio do ministério. Me virei, seja lá oque eu vi achei melhor não contar.

–Arran. Ele fecha o sorriso e me vê como uma expressão seria. Sinto um arrepio na espinha , ele sabe oque eu vi, o ministério vai me punir , minha vida já era.

Poderia levar esse documentos nesse trem aqui querida é importante é vou estar ocupado.- ele olha para uma garota perto do prédio a professora nova. Claro. Ele ainda era um idiota esnobe eu sou precisava levar uma nota. Estava a salvo.

Certo onde mesmo eu tenho que ir?

– No trem bala nesse horário aqui . Entendeu ?- No envelope esta escrito o nome de ruas que eu não conhecia. Mas tudo bem o meu robô saberia.

– Certo.

Se a minha missão era andar de trem para outra cidade e entregar a pessoa certa. O professor deveria mesmo contar comigo. E sinceramente precisava de pontos.

Voltei pra casa a pé. Como geralmente fazia. Comi as verduras horríveis da senhora Mara, tomei banho, e me joguei na cama. -Treiel 1398 Desligar. E assim ele se tornou um adorno de mesa de novo. Dormi pensando se aquilo que eu vi era real ou não,talvez devesse verificar se meu robô estava com defeito. Mas os robcotrols teriam reparado... e isso me levou numa onda de pensamentos sinistros e eu adormeci.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.