Refém da Paixão

31 Promessa de Felicidade


Notas iniciais
Boa leitura ♥

Ergui a mão e a estendi em direção as pessoas que estavam curiosas para ver o anel em meu dedo. Quanto mais o olhava, mais me encantava com a beleza da joia. Era todo em ouro branco e no centro repousava uma pedra lapidada de diamante água marinha. Aquele anel era um verdadeiro sonho, não só pela beleza, raridade ou valor, mas por tudo que ele representava em si.

Ele era a promessa de um futuro ao lado do homem que eu amava, ao lado dos nossos filhos e longe de toda aquela situação enlouquecedora que nos cercava.

—Que anel lindo! – Esme declarou com a voz encantada. Seus olhos claros saíram da minha mãe e se intercalaram entre Edward e eu. —Estou tão feliz por vocês! – sua voz era tão sincera quanto seu sentimento. Levantou-se da cadeira onde estava sentada e ficou de pé, ao nosso lado. —Me deem um abraço. – pediu estendendo os braços.

Edward se levantou e puxou a cadeira para que eu pudesse fazer o mesmo e então fomos pegos em um abraço apertado por Esme. Sorrindo, retribuí aquele gesto com todo meu coração, eu sentia a veracidade em seu jeito, sentia o amor que ela exalava de graça para todo mundo.

—Parabéns, meus amores! – segurou nossas mãos assim que nos afastamos, o sorriso em sua face era grande. —Eu espero que vocês sejam muito felizes. – desejou com os olhos brilhando.

—Obrigada, Esme. – afaguei sua mão retribuindo o sorriso.

—Obrigado, mãe. – Edward se aproximou dela para beijar sua testa e achei o gesto extremamente fofo.

Carlisle e Jasper também se levantaram da mesa e vieram nos cumprimentar pelo noivado. Os dois demonstraram bastante felicidade também, Carlisle de um jeito mais reservado e Jasper com a mesma animação de sempre.

—Soube que você era a mulher certa para o meu irmão assim que coloquei os olhos em você! – ele abaixou os óculos escuros para me lançar uma piscadela, não contive o riso.

Jasper sempre fora gentil comigo, muito diferente de Rosalie que continuava sentada na mesa, olhando-nos com certa indiferença.

—Felicidades, Bella! – Carlisle sorriu antes de me dar um abraço rápido. —Estou muito contente por ver meu filho tão feliz e sei que você é a responsável por isso.

—Ah... – soltei o ar pela boca sentindo minhas bochechas esquentarem, não fazia ideia do que responder e agradeci aos céus quando Alice e Emmet se aproximaram.

Os dois já sabiam do nosso noivado, do bebê, mas tiveram de fingir surpresa para que ninguém ali desconfiasse. Alice tentou se conter no abraço que me deu, porque nenhum dos Cullen poderia saber ainda que ela era minha melhor amiga há anos!

—Sabe que eu estou muito feliz por você, não é? – sussurrou estreitando seus braços ao meu redor. —Você merece todas essas coisas boas que estão acontecendo na sua vida e tenho certeza que é só o começo.

—Obrigada, Alie. – agradeci tentando conter a emoção. —Por tudo.

Nós nos afastamos e pude ver que seus olhos estavam tão marejados quanto os meu. Alice sabia de todos os percalços que já havia passado, a falta de uma família, depois o fracasso no relacionamento... E em meses ganhei tudo que sempre havia desejado.

A reviravolta que aquele caso tinha dado na minha vida era quase surreal.

—Meu casal! – Emmet bateu palmas e passou os braços por Edward e eu. —Sim, eu aceito ser o padrinho! – nos olhos antes de gargalhar alto. —Toda a felicidade do mundo para vocês.... E para você Bella, muita paciência, vai precisar para lidar com esse homem aqui. – Edward bufou e rolou os olhos enquanto eu ria.

Alice e Emmet voltaram a se sentar e toda a atenção se voltou para Rosalie, que continuava sentada nos olhando com descaso.

—Acho um pouco imediatista esse casamento. – deu de ombros. —Mas se é isso que você quer, Edward, felicidades!

Dei três batidinhas na mesa de madeira para espantar aquele “desejo” dela. Sabia que não era de coração, sabia que ela não gostava de mim, e não queria nenhum olho diante da minha vida!

—Rosalie! – Carlisle e Esme a repreenderam juntos.

—O que? – encarou os pais fingindo não entender o climão que havia criado na mesa.

—Pelo visto não é só a Bella que vai precisar de paciência. – Edward proferiu com o semblante contraído. —Boa sorte, Emmet. – ironizou deixando a situação um pouco mais desconfortável.

Cocei minha nuca e pigarreei ao me arrumar na cadeira. Era exatamente por isso que tinha ido contra a ideia de Edward de contar para toda a família sobre nosso noivado. Sabia que Rosalie não iria aprovar, não que eu esperasse alguma aprovação da parte dela, e que não nos polparia dos seus comentários venenosos.

—Vamos falar de coisa boa! – Carlisle pediu tentando aliviar o clima. —Eu quero erguer um brinde a vocês, ao futuro que vão construir juntos, e desejar que vocês saibam driblar todos as dificuldades e problemas que aparecerem. – ele ergueu a taça com o vinho branco. —Sejam felizes, meus filhos!

Não sabia se era a gravidez, os acontecimentos dos últimos dias, ou lugar paradisíaco que estávamos, mas me encontrava em um nível de sensibilidade extremo. Qualquer coisa me deixava emocionada... Principalmente quando estava relacionada a Edward e eu.

Dividir com a família Cullen aquela felicidade que estava sentindo pelo casamento me deixava ainda mais plena, e sabia que aquilo só aumentaria quando falasse sobre o bebê também. Por Edward, já teríamos contado tudo naquela viajem a Cancun, desde a minha identidade verdadeira ao bebê, contudo, achei prudente esperar mais um pouco.

Por mais que Jacob e Victória estivessem presos, ainda não conseguia dormir sossegada. Sentia que faltava algumas peças do quebra-cabeça, que algo ali não estava se encaixando perfeitamente... Podia ser apenas coisa da minha cabeça, no entanto, minha intuição sempre fora aguçada demais para que eu pudesse relaxar por completo.

—Eu não gosto quando a areia gruda em mim. – Melissa fez uma careta enquanto passava a mãozinha pelo braço, ela estava toda “empanada” de tanto entrar no mar e voltar para a areia.

Ela tinha se divertido horrores no tempo em que fiquei com ela na beira do mar. Aproveitei a reunião de Edward para curtir um pouco com ela, era sempre bom mantê-la distraída, assim não ficaria pensando na mãe.

—Nós vamos nos livrar dela, ok? – passei a espoja por seus braços usando a ducha móvel para tirar o excesso de areia. —Está cansada, princesa? – perguntei ao vê-la bocejar.

—Estou com sono. – passou as mãozinhas pelo rosto para tirar o excesso de água. —Depois que eu tirar minha soneca nós podemos ir fazer outro castelo de areia?

—Sim! Podemos fazer o que você quiser. – lhe lancei uma piscadela e ela me respondeu com um lindo sorriso.

Era incrível como ela havia roubado meu coração, já sentia um amor por aquela menina que transcendia. E era exatamente aquilo que me impedia de ficar em paz... Não queria que nada de ruim acontecesse com ela, e a fala de Victória não saia da minha cabeça.

—Se estão querendo machucar o Edward, vão usar a Melissa para isso. – me virei para olhá-la. —Vão tentar atingi-lo através da minha filha...

Seu desespero real conseguiu perfurar o muro que havia levantado para me proteger de suas falas. Uma mãe conseguia reconhecer o sofrimento de outra mãe, e me pareceu muito sincero.

Engoli a seco e ergui o queixo tentando não me abalar com aquilo.

—Nada de ruim vai acontecer com a Melissa. – garanti.

—Por favor, cuida da minha filha. – seus olhos eram tão suplicantes quanto sua voz.

—Vou cuidar. – afirmei antes de sair da sala.

Maneei a cabeça para espantar aqueles pensamentos obsessivos. Provavelmente Victória estava jogando com a minha sanidade, mas ela não iria conseguir.

—O que acha de vermos um filme? – dei a ideia assim que sequei nossos cabelos com o secador.

Melissa se jogou na cama queen size e concordou de imediato. Seus olhinhos pequenos me davam indícios de que ela não iria assistir muito.

—Ok, que filme vamos ver? – perguntei ao me deitar ao lado dela.

Mel respirou fundo e girou o corpo para deitar a cabeça no meu peito, seu corpo se acomodou bem próximo ao meu e com a voz bem sonolenta, ela me respondeu.

—Acho que pode ser a Bella adormecida. – não consegui conter o riso usando minha mão livre para acariciar seu cabelo.

Com o controle remoto busquei o filme que ela pedira, a história de Aurora era a sua favorita. Como havia esperado, Melissa não assistira nem cinco minutos do clássico da Disney, ela estava muito cansada e apesar de sempre dormir algumas horas a tarde, sabia que todo aquele cansaço era resultado da viajem que fizemos nas primeiras do dia, e da diversão na praia.

Mantive os carinhos na cabeça de Melissa e me encantava a cada suspiro que ela dava durante o sono, enquanto assistia o filminho. Fazia muito tempo que não assistia aqueles filmes, na verdade fazia muito tempo que eu não assistia alguma coisa.

Desviei os olhos da TV, assim que vi a porta do quarto ser empurrada. Meu coração pulou uma batida e prendi o ar nos pulmões enquanto tentava me decidir qual arma estava mais perto, contudo, a silhueta de Edward me fez relaxar novamente.

Soltei o ar pela boca vendo-o entrar no quarto, ele nos olhou e sorriu enquanto desabotoava os primeiros botões da camisa rosa.

—Tudo bem? – perguntou baixinho ao se sentar ao meu lado.

—Tudo. – confirmei com a cabeça antes de acomodar Melissa nos travesseiros com extremo cuidado para não a acordar. —Só me assustei um pouco com sua chegada...

—Relaxa, amor. – afagou meu rosto quando me sentei na cama. —Já está tudo bem.

Forcei o sorriso e maneei a cabeça em consentimento, queria me agarrar aquilo também, queria poder relaxar, ficar em paz.... Contudo, alguma coisa me fazia ficar com o estômago gelado.

Edward e eu saímos do quarto para não correr o risco de incomodar o sono de Melissa, e assim que chegamos na sala de estar que havia na suíte master, que estava mais para um apartamento master, a campainha fora tocada.

Me coloquei a frente de Edward para olhar no olho mágico e fiquei mais tranquila ao perceber que era Emmet.

—Não interrompi nada, não é? – brincou nos olhando com segundas intensões.

—Claro que não. – respondi rápido vendo-o rir divertido. —Aconteceu alguma coisa?

Não sabia que iria querer ouvir a reposta então resolvi me sentar para tentar acalmar todas aquelas sensações de ansiedade que queria consumir meu corpo.

—Sim, mas nada relacionado ao caso. – soltei o ar um pouco mais aliviada. —Vim falar sobre Rosalie.

Rosalie?

—Rosalie? – Edward externou meu pensamento. —O que há com Rosalie?

Emmet respirou antes de se sentar no sofá, o ar de brincadeira já não existia mais em sua postura.

—Estou preocupado com ela, Edward. – sua sinceridade fez com que eu passasse a me preocupar também. —Já tem um tempo que estou desconfiado que ela não está tomando os remédios, e hoje tive a mais pura certeza de que Rose abandonou o tratamento.

Desviei os olhos de Emmet para fitar Edward. Ele correu a mão pelo cabelo e contraiu a mandíbula, dava para perceber como aquilo mexia com ele.

—O que aconteceu?

—Ela teve uma crise de raiva no quarto e saiu quebrando tudo o que viu pela frente. Ela não gosta da ideia de vocês se casarem, acha que é interesse da parte da Bella, diz que você esconde algo. – proferiu a ultima parte olhando para mim. —Tentei acalmá-la, mas ela só parou depois que destruiu quase tudo que tinha no quarto, inclusive a TV.

Sabia do transtorno de Rosalie desde a noite em que Edward a pegara com os frascos de medicação na mão, mas não era um assunto que eu revisitava sempre, a verdade é que não imaginava que aquilo a deixasse tão descontrolada.

—Já tem um tempo que descobri que ela não estava tomando os remédios. – Edward contou pegando Emmet de surpresa. —Mas falei com ela, e ela disse que iria se cuidar quando ameacei contar para os meus pais... – Edward soltou o ar pela boca e voltou a correr a mão pelo cabelo. —Não acredito que ela mentiu para mim!

—Pois é... Precisamos fazer alguma coisa, sabe muito bem o que aconteceu da última vez que ela parou de se tratar. – os dois se entreolharam e percebi que havia algo sério ali no meio. Algo que eu não fazia ideia do que se tratava. —Eu gosto muito da sua irmã, não quero que nada ruim aconteça com ela.

Edward concordou com a cabeça, os olhos permaneceram fixos no chão por um bom tempo.

—Vou falar com meus pais, eles são os únicos que conseguem coloca-la na linha.

—Também acho que é o melhor a ser feito. – Emmet concordou com um suspiro pesaroso. —Só peça para eles não serem duros com ela, principalmente seu pai.

—Pode deixar. – Edward acatou ao pedido de Emmet que se levantou do sofá.

—Vou ir ver como ela está, a deixei dormindo e não quero que acorde sozinha. – Edward e eu nos levantamos para acompanha-lo até a porta. —Qualquer novidade aviso vocês.

Edward agradeceu a Emmet e fechou a porta com uma força desnecessária. Quieta, o vi andar de um lado para o outro, a mão enterrada no cabelo e a face contorcida por preocupação.

—Tenta não ficar assim, só vai te fazer mal ficar nervoso...

—É impossível não ficar assim, Bella. – respondeu cessando os passos para me olhar. —Rosalie quando fora de si faz coisas inimagináveis.

Cerrei os olhos diante seu comentário.

—Como assim? – me aproximei alguns passos quando ele se sentou.

—Um pouco antes de tudo isso começar, ela parou o tratamento por conta própria, assim como está fazendo agora. – começou a contar, os olhos perdidos nas lembranças. —Então um dia, ela acabou discutindo com o segurança de estacionamento de um shopping, e no ímpeto da raiva passou com o carro por cima dele.

A informação me deixou estática, imóvel. O horror correu por todo meu corpo e precisei repassar suas palavras para ter certeza de que havia ouvido aquilo mesmo.

—Meu Deus! – sussurrei completamente em choque.

—É, foi horrível. – pressionou os lábios olhando para o chão. —O homem não morreu, graças a Deus, mas não anda mais... E meus pai precisou mover o mundo para que ela não ficasse presa. – respirou fundo fazendo uma pausa breve. —Desde então ela prometeu que iria se tratar, que iria levar o transtorno a sério..., mas como você bem ouviu, ela não está cumprindo com a palavra.

Foi impossível não me solidarizar com a dor de Edward. Por mais que não gostasse de Rosalie, ela era irmã do homem que eu amava e não queria que ela voltasse para o fundo do poço.

Me sentei ao seu lado e passei as mãos por suas costas tensas. Era incrível como os problemas sempre caíam diante dele.

—Faça o que disse que iria fazer, fale com seus pais, eles vão tomar uma atitude. – minha voz saiu calma e carinhosa, sentimentos necessários naquele momento.

—É, vou falar com eles. – respirou fundo. —O problema é que meu pai é muito rígido. Principalmente depois do que aconteceu. Ele já ameaçou internar Rosalie antes, foi a mina mãe que impediu.

Mordi meu lábio inferior me sentindo bastante incomodada com aquilo. Parecia que Carlisle queria se “livrar” do problema enfiando Rosalie em uma clínica.

—Por isso não contei a eles o que vimos aquela noite. – ele me olhou rapidamente. —Achei que Rosalie iria se tratar depois da dura que dei nela...

—Amor, não se culpe. – pedi segurando seu rosto entre as mãos. —Ela é adulta, sabe o que faz... E nós vamos ajuda-la agora, ok? – afaguei seu queixo e me inclinei para beijar sua boca rapidamente. —Vai dar tudo certo.

Edward abriu um leve sorriso torto antes de passar os braços por minha cintura e me abraçar apertado. Enfiou a cabeça no vão do meu pescoço e deixou uma trilha de beijos por meu ombro.

—Não sei como fiquei tanto tempo sem você. – sua voz saiu baixa, quase que em um sussurro. —Eu te amo. – declarou me olhando nos olhos.

—Eu também te amo.

E como amava.

Edward segurou na minha nuca e me puxou para me beijar, nossas bocas se encontraram em um encaixe perfeito.

Era como se meus lábios tivessem nascido para se unir aos dele, tamanha a sincronia de nosso beijo. Segurou em minha cinturas com firmeza e me puxou para mais perto de seu peito. Meus dedos embrenhavam-se nos seus cabelos e puxando os fios macios conseguia aprofundar ainda mais nosso beijo.

A excitação crescia dentro de mim a cada vez que sua língua roçava na minha, a cada mordida que ele deixava em meu lábio inferior. Afastei nossos lábios por alguns segundos, e me levantei do seu sofá, abri meus olhos a tempo de ver Edward me encarar. O desejo reluziu nos orbes esverdeados. Sorri ao sentar em seu colo, de frente para ele, uma perna de cada lado do seu quadril.

Edward me puxou com força, com posse, e voltou a me beijar no mesmo segundo em que sentei sobre sua ereção. Mordi seu lábio com força e me movimentei sobre ele. Como eu queria me livrar de todas aquelas barreiras que nos mantinha separados!

Meu corpo pedia por mais, eu queria mais, mas Edward cessou nossos beijos, para minha total frustração.

—O que foi? – o encarei ofegante, meus lábios estavam inchados e provavelmente vermelhos.

—Não faz isso. – pediu com o timbre rouco e falho.

—O que? – mordi meus lábios para conter o sorriso. Podia ver em seus olhos o quanto ele estava excitado e por mim. —Fala que você não quer, e eu paro. – pedi com os lábios recostados em sua orelha ao tempo que mexia o quadril sobre sua ereção dura.

Edward apertou minha cintura e soltou grunhidos baixos. Sorri com vontade aumentando a pressão em seu colo, esfregando-me ali e recebendo pequenas doses de prazer.

—Porra, Bella! – ofegou me mostrando o quão entregue estava. Amava vê-lo daquela maneira. Nada no mundo fazia com que eu me sentisse mais mulher!

Em um impulso rápido, Edward se colocou de pé. Não teve dificuldade em me arrumar em seu colo. Surpresa, entreabri os lábios para questioná-lo, mas seus lábios cobriram os meus no segundo seguinte.

Suspirei sugando sua língua e puxando seu cabelo. Ouvi uma porta ser aberta, mas não dei a mínima importância. Abaixei as mãos para seus ombros e me segurei nele quando começou a se abaixar na cama.

Minhas costas repousaram sobre o colchão macio e as tantas almofadas, Edward deitou por cima de mim, entre minhas pernas. Sua ereção pressionava diretamente minha vagina encharcada e a excitação só crescia.

Puxei o ar com força quando ele afastou sua boca da minha. Meu coração batia rápido e com força dentro de mim.

Edward abaixou sua boca para o meu pescoço e sugou minha pele. Fechei os olhos entregando-me a ele. Aquilo era tão gostoso!

Seus lábios desceram em uma trilha por meu corpo. Varreu o vão dos meus seios, e impaciente, ergueu a saia do vestido rosa. O ouvi praguejar algo desnexo quando viu minha calcinha de renda preta. Ajoelhado entre minhas pernas, abaixou uma das mãos e tocou meu centro molhado.

Os dedos experientes encontraram meu clitóris sem dificuldade. Rodearam e depois esfregaram, curvei o corpo sentindo o sangue correr mais veloz em minhas veias.

Quis chorar de frustração quando ele afastou sua mão dali, mas não tive tempo, vê-lo chupar seus dedos completamente molhados por minha excitação era muito melhor!

—Delicia! – mesmo com a falta de luz no quarto, pude ver como seus olhos brilhavam frenesi. E eu me encontrava do mesmo modo.

Edward se inclinou, puxou minha calcinha e a tirou de mim com cuidado. Respirando pela boca, o vi se abaixar e afundar sua boca em mim. Sua língua correu toda minha extensão molhada e percebi que ele me saboreava. Em um movimento lento, foi do meu clitóris a minha entrada. Prendi o ar nos pulmões inebriada pelo prazer que só crescia!

Curvei o corpo quando sugou meu clitóris. Sentia aquele pequeno ponto pulsar enquanto a língua quente de Edward o rodeava. Ele segurou em meus quadris e começou a me chupar com vontade. Os gemidos que saíam da minha boca estavam cada vez mais altos e já sentia minhas pernas tremerem.

A quentura de sua língua e os movimentos constantes, eram a junção perfeita. Nada mais vinha a minha mente, a não ser a vontade de alcançar aquele ponto máximo de prazer.

Curvei meu corpo pressionando minha vagina ainda mais contra a boca de Edward. Ele me sugou mais uma vez e eu me entreguei. Meu corpo convulsionou sobre a cama, tremulando com as ondas de prazer que me preenchia por completo.

Caí na cama com a respiração completamente descompassada. Meu centro pulsava, piscava, estava em um nível de sensibilidade incomum.

—Você é tão gostosa. – murmurou com os olhos nos meus. O duplo sentido da fala me fez rir. Respirei fundo enchendo os pulmões de ar e depois soltando-o de vagar pela boca. —Vamos tomar um banho?

Neguei com a cabeça ao me sentar na cama. Edward me estudou com os olhos cerrados e lhe lancei uma piscadela.

—Bella... – tentou me intervir enquanto eu abria o cinto de sua calça, essa que tinha grandes manchas da minha excitação.

Ainda com o corpo sensível, abri o zíper e abaixei a boxer azul. Seu pau rosado saiu para fora e eu o abocanhei de primeira. Edward gemeu alto e agarrou em meu cabelo.

Chupá-lo era uma delícia e a melhor parte, era fazê-lo gozar em minha boca. Era tudo tão intenso, tão único, tão prazeroso!

Edward fez questão de encher a banheira para que tomássemos banho juntos, e não me opus. Precisávamos daqueles momentos a sós para que as coisas ficassem mais leves.

—Quero só ver como minha família vai reagir quando souber de tudo. – ele quebrou o silêncio enquanto nos secávamos do banho recente.

—Será que seus pais vão gostar de ter mais um neto? – Edward sorriu ao concordar com a cabeça.

—Ou neta. – me lançou uma piscadela. —Mas acho que o vai surpreendê-los mais é saber que você era do serviço secreto.

Estreitei os olhos ao passar o roupão por meu corpo.

—Era? – o encarei a tempo de receber seu aceno de cabeça.

—Sim, era. – deu de ombros enquanto passava a toalha pelo cabelo. —Depois que isso acabar, não vou querer que continue trabalhando. – recuei o corpo verdadeiramente surpreendida por sua colocação. —Não nisso, pelo menos.

—Edward, você não tem que querer. Essa é a minha profissão, é o que eu gosto de fazer. Claro que eu vou me afastar um tempo para cuidar do bebê, mas não vou deixar meu trabalho.

Fazia tempo que não o via naquela postura mandona, e era bom que ele se acostumasse a deixa-la oculta, porque eu não iria ceder para todas as suas vontades.

—Bella, não vou deixar que a minha mulher, a mãe do meu filho, se arrisque nessa profissão suicida. – ele deixou a toalha sobre a bancada de pedra e me encarou com a postura bem firme. —Isso não faz o menor sentido para mim!

—Minha profissão não é suicida, e você não tem que deixar nada! – rebati verdadeiramente irritada por ele pensar que poderia me proibir de algo. —Você me conheceu assim, não tente me mudar.

—Não estou tentando mudar você. – rolou os olhos. —Só não quero que meu filho fique órfão de mãe. Não é porque nunca aconteceu, que não pode acontecer uma tragédia com você. – a hipótese daquilo o fez estremecer. —Então vamos evitar... Tenho certeza que vai arrumar uma coisa mais segura para se dedicar.

—Como cuidar da casa, de você e dos nossos filhos, certo? – ironizei cruzando os braços.

—Por exemplo. – concordou me fazendo bufar. —Não vejo nada de errado nisso...

—Ah, claro que não! – bufei alto. —Não vê porque concorda com todas essas questões machistas e misóginas.

—Isso não tem nada a ver com machismo. – ele me cortou começando a demonstrar impaciência. —E sim com a sua segurança e claro, com o bem-estar do nosso casamento.

Soltei um riso seco e debochado.

—Então o bem-estar do nosso casamento depende da minha profissão? – Edward concordou de imediato. —Acho melhor que repense a ideia de se casar comigo, Edward, porque eu não estou disposta a ceder aos seus caprichos só para que tudo fique bem no nosso relacionamento. – ele apertou os lábios e se mostrou um tanto quanto contrariado. —Talvez seja melhor que se case com uma mulher que combine mais com você, Tanya, por exemplo.

Edward rolou os olhos e bufou alto, pude ver que minhas palavras o deixaram um pouco chateado, e me arrependi levemente por ter dito-as. Contudo, ele tinha que aprender a respeitar as minhas decisões.

—Não vou discutir com você, Bella. – me deu as costas. —Já tenho muitos problemas para tratar disso agora...

Ergui o queixo entreabrindo os lábios algumas vezes enquanto pensava no que lhe responder. Outra coisa que eu odiava com todas as minhas forças era quando alguém saia sem resolver o assunto.

Me sentia incomodada, mas não fui atrás dele. Talvez fosse melhor dar um tempo até que esfriássemos a cabeça.

Abri minha necessaire e peguei o hidratante para que pudesse passar por meu corpo, principalmente sobre minha barriga. Olhando-me nua no espelho, já conseguia ver a volta redondinha que estava se formando.

Logo meu grãozinho estaria aparente!

—Bella. – Edward me chamou parando na porta do banheiro, pensei que fosse para fazer as pazes, mas seu olhar de pânico me deixou com o corpo gelado. —A Melissa sumiu!

Notas finais
Não me matem por terminar o capítulo assim, mas é que um suspense é sempre bom hahahahahaha Como a fanfic está acabando, as postagens não terão dia certo para ocorrer, tudo depende de vocês... Quanto mais comentarem, mais rápido eu volto! ♥ Então me digam... O que acharam desse capítulo? Espero que tenham gostado! ♥ aaaah, já foram ler minha nova fic? Se ainda não, corraaammmm, tenho certeza que vocês vão amar odiar aqueles personagens comigo hahaha https://fanfiction.com.br/historia/799767/Acordo_Nupcial/ Por enquanto é só isso... Bom fim de semana gatinhas! ♥