Notas iniciais
Oi, meninasss, voltei! E aí, quem tava ansiosa pra ler mais desse casal tiro, portada e bomba? Hahaha Espero que gostem do capítulo, boa leitura!

A batida na porta fez meu coração disparar. Fingi estar dormindo, mas meus cabelos cobriam estrategicamente meus olhos atentos na porta que se abria. Uma das mãos estava por debaixo do travesseiro, posicionada na arma, para qualquer eventualidade. Meus ouvidos estavam em alerta e o corpo pronto para agir, caso fosse necessário. Ouvi o som de xícaras e pratos sendo arrumados. Assegurei-me de que ouvia os passos de apenas uma pessoa e de que ninguém tentava entrar no quarto em surdina.

Edward continuava dormindo como um anjo, indiferente ao mundo real. Espalhados pelo hotel havia policiais e detetives disfarçados observando cada passo de Edward. Era ali, entre quatro paredes, que os riscos aumentavam, que o ataque era mais provável de acontecer e eu estava ciente desse fato.

Espreguicei-me e fingi sair de um sono profundo, mas continuei com a mão debaixo do travesseiro. Fiquei olhando a camareira abrindo as cortinas e voltando para a mesa para dar os últimos retoques na mesa do café.

—O café está servido, senhor Cullen. – a moça disse antes de sair do quarto.

Edward não se moveu, e me tranquilizei um pouco quando a porta voltou a ser fechada. Olhei ao redor, certificando de que ninguém havia entrado, só então, larguei a arma e relaxei.

—Ainda estamos vivos? – a voz rouca soou no pé do meu ouvido e além de me surpreender, eriçou os cabelos da minha nuca. Com cuidado me virei na cama e encontrei um Edward com olhos bem abertos, e com um sorriso grande nos lábios.

— Achei que você estivesse dormindo. – acusei tentando não me encantar com a bagunça que estava seu cabelo, que o deixava com uma aparência mais jovem e extremamente sexy.

—Era essa a intenção. – deu de ombros. —Mas não quero ser pego de surpresa quando meu assassino chegar.

—Não será pego de surpresa, estou aqui para garantir isso.

Edward me encarou fixamente, o sorriso em seu rosto cresceu e seus olhos cerraram-se levemente.

—Que sorte a minha ter você! – seu braço passou por minha cintura e em um puxão forte ele colou nossos corpos.

Espalmei as mãos em seu peitoral forte tentando me afastar dele, mas ele era forte. Forte, e gostoso, e quente, e um terror para a minha sanidade.

—Me solta, Edward. – pedi desviando os olhos dos seus, negando com a cabeça, me apertou ainda mais contra ele.

Pude sentir cada pedacinho do seu corpo colado ao meu. Principalmente a ereção de dentro da sua boxer que roçava no meu umbigo. Era tentação demais para uma mulher só.

—Porque eu deveria? – provocou lubrificando os lábios com a ponta da língua. —Não somos namorados? Você não é a minha mulher? – me odiei por ter gostado de ouvi-lo me chamar daquele jeito machista e possessivo.

—Você sabe muito bem que isso só vale quando tem alguém por perto. – era para a minha voz ter saído mais grossa e firme, mas como eu podia ser firme quando aquela boca rosada estava tão próxima da minha? Como poderia ser firme quando o seu corpo forte estava pressionando o meu?

—Finge que tem. – deu de ombros me lançando uma piscadela. Entreabri os lábios para responde-lo, mas sua boca logo cobriu a minha.

Seus lábios se encaixaram nos meus e quando sua língua roçou na minha, a pegada de suas mãos em meu corpo ficou mais fortes. Ele sugou minha língua e girou um pouco o corpo para poder ficar sobre mim.

Embriagada por seu beijo dominante, abri as pernas e deixei que ele se colocasse entre elas. A fricção de seu membro rijo contra a minha buceta me fez estremecer. Minhas mãos embrenharam-se no cabelo macio e com isso, consegui aprofundar ainda mais nosso beijo.

Seu corpo pressionava o meu, suas mãos guiavam meu quadris ao encontro de seu pau, e sua boca sugava a minha sem o menor cuidado.

A excitação crescia em mim e me fazia querê-lo cada vez mais. Era como fogo que se alastrava por um campo seco, e o toque do meu celular fora a água que apagara completamente aquele incêndio.

A realidade me assolou com a mesma força que empurrei a Edward. Me levantei ofegante e completamente desorientada comecei a caçar o aparelho, encontrando-o sobre a poltrona onde passei a noite.

—Oi... Alô. – quis me socar pela incoerência enquanto tentava arrumar a camisola por meu corpo, a qual estava toda enrolada.

—Bella? Tudo bem? – Alice soou preocupada. Pigarreando dei as costas a Edward e evitei encará-lo. Sentia minhas bochechas ardendo.

—Tudo. Tudo sim.

—Tem certeza? Sua voz está estranha... – esfreguei a mão no rosto sentindo a vergonha me consumir.

—É, eu estava tomando banho, e corri para atender o celular. – ignorei os risinhos irônicos de Edward. —Mas o que foi? Aconteceu alguma coisa?

—Emmet pediu para eu te avisar que teremos uma reunião hoje, as cinco e meia da tarde, para falar sobre a ida a Miami.

Soltei um longo suspiro. A ida a Miami que me deixava com o estômago doendo. Uma coisa era representar para desconhecidos, outra era encenar para a família dele.

—Ok, cinco e meia.

—Isso. Conferência de vídeo para não levantar suspeitas.

—Tudo bem. – concordei rápido.

—E então, como foi a primeira noite ao lado do gostosão? – a pergunta de Alice me fez corar ainda mais. —Amiga, que sorte a sua, queria estar no seu lugar e poder beijá-lo daquela maneira que vocês se beijaram ontem à noite.

—Pois eu trocaria de lugar com você sem pensar duas vezes. – bati o pé. —E ele é muito mais machista, prepotente e mandão.

Mesmo sem olhá-lo soube que estava se aproximando, o calor que emanava do seu corpo gostoso era um alerta impossível de ser ignorado.

—E lindo! Convenhamos, que homem lindo. – Alice suspirou. —Preciso me arrumar para começar o dia, acho que Ângela está começando a gostar de mim. – sua voz soou alivio. —Até mais tarde.

—Até mais tarde.

Encerrei a ligação e marchei até o banheiro com Edward ao meu enlaço. Estava muito irritada e não sabia exatamente o que estava me chateando mais: ter cedido à tentação e quase ter transado com Edward, ou ter sido interrompida.

—Então você vai falar mal de mim na minha frente? – sua voz rouca tinha certo tom de divertimento, pelo espelho, o vi recostar no batente da porta.

—Não falei mal, falei a verdade. – dei de ombros enquanto abria a torneira da pia e tentava me concentrar na missão de escovar os dentes, mas difícil prestar atenção em qualquer coisa que não fosse os músculos definidos do peitoral dele.

Edward cruzou os braços e não tirou os olhos de mim por um segundo. Estava me sentindo acuada, ele parecia um leão que cercara a presa indefesa, no caso eu. O banheiro era gigantesco, mas não tinha para onde fugir, ele estava bem na porta!

E se eu me aproximasse para tentar sair e não conseguisse resistir a ele novamente?

Respirei fundo decidindo pelo caminho mais seguro: o banho.

—Vou tomar banho...

—Isso é um convite? – sorriu malicioso. Apertei os dedos na maçaneta da porta sentindo minhas bochechas corarem.

—Não, não é. – bati o pé. —Pode me dar licença?

Nós travamos uma batalha com os olhos onde nenhum estava disposto a ceder. Se ele entrasse naquele banheiro e me pegasse pela cintura, não ia conseguir me afastar de novo. E nem sabia se queria.

Edward soltou o ar pela boca e mordeu o lábio inferior antes de dar um passo para trás. Aquilo me pegou de surpresa, tanto que, demorei um pouco para fechar a porta do banheiro.

Abri a ducha na opção mais fria que tinha. Talvez a água fria acalmasse um pouco meu corpo e todo aquele fogo que queria me consumir. Não era para aquilo que Emmet tinha me escalado. E eu não podia agir como se fosse uma mulher desesperada e fácil que cedia as primeiras tentações.

Não! Eu já havia enfrentado traficantes, terroristas, assassinos... Não era uma atração que iria me vencer!

Saí do banheiro disposta a ignorar qualquer provocação de Edward, as quais ele incrivelmente não fez. Dentro do closet ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado. Minha mente travessa começou a imaginar o caminho que água fazia ao tocar seus ombros largos, descer pelo peitoral forte e seguir em direção a virilha.

Chacoalhei a cabeça puxando o macacão branco da mala, era uma das únicas peças que não estava amarrotada, e estava na hora de pedir para uma das camareiras desfazer as malas para mim.

Ele era bonito, acinturado, frente única e barras pantalonas, mas me deixava mais branca do que eu já era. Deixei meu cabelo preso porque ele já estava começando a ficar sujo e tentei cobrir minhas olheiras com o corretivo, mas não obtive muito sucesso.

Precisava ir ao salão de novo.

—Hoje à noite tenho um coquetel importante. – a voz de Edward me sobressaltou. Virei-me para olhá-lo com o coração disparado, com o corpo enrolado no roupão preto, ele passava uma toalha pelo cabelo e sorria com o canto dos lábios. —Para comemorar a compra do hotel. – continuou quando não respondi. —É um evento descontraído, mas elegante.

—Tudo bem. – assenti sem deixar de me preocupar, essas situações públicas eram sempre um risco a mais. —Que horas vai ser?

—Oito e meia, eu acho. – deu de ombros. —Vou confirmar e te aviso. O que vai fazer hoje? – mudou de assunto cessando os movimentos que fazia em sua cabeça com a toalha.

—Dormir um pouco, espero. Após o café-da-manhã, vou direto para a cama. Por volta das cinco tenho uma reunião para tratar da nossa ida a Miami. Depois vou fazer o cabelo e maquiagem para ficar bem bonita na hora do jantar e andar de braços dados com você. Nossa, nunca pensei que fosse tão trabalhoso ser rica! – precise respirar pela boca por ter dito tudo aquilo em um fôlego só.

Edward soltou um risinho, aparentemente, eu o divertia muito.

—Vai descer para tomar café comigo?

—Onde você for, tenho de ir junto. À exceção das reuniões. – parei em frente a mala de sandálias sem saber o que calçar. Todas eram de salto e nenhuma me parecia muito confortável.

—E se precisar sair da reunião. Se tiver um imprevisto...?

—Vou ficar sabendo, na hora. – fiquei satisfeita ao notar que ele começava a levar a história mais a sério. —Se não der tempo até que desça e encontre você no bar ou coisa parecida, então é melhor você vir para cá. Um dos detetives que você conheceu vai subir no elevador com você.

—Seu namorado? – estreitei os olhos ao me sentar no banco para calçar a sandália nude.

—Meu ex-namorado. – o corrigi abotoando o fecho dourado. —Como adivinhou?

—Muito fácil... Ele deveria manter os olhos em mim. Mas, em vez disso, ele não tirava os olhos de você. Pode acreditar, ele não está gostando nada da ideia de ser seu ex-namorado.

—Então é melhor que ele aceite o fato de que a gente vive no século vinte e um, e que as mulheres podem muito bem exercer carreiras desafiadoras.

—Outro machista? – provocou levantou as sobrancelhas e fazendo cara de indignação. —Meu Deus, Bella, o mundo está cheio deles!

Enquanto buscava a melhor resposta, Edward mudou de assunto.

—Por que não vai direto para a cama? Posso ligar para o serviço de quarto e pedir o café agora, e alguém me acompanha para a reunião. Você deve estar muito cansada.

—Estou mesmo. – admiti um tanto quanto surpresa e sensibilizada com a preocupação dele. —Mas já estou arrumada. Posso descer com você.

—Como quiser. – respondeu dando de ombros. Ele se virou, mas voltou a me olhar. —Vou me arrumar. – saí do closet para lhe dar mais liberdade e não cair em tentação mais uma vez.

Me refugiei no celular e tentei ler novamente a matéria sobre as sobrancelhas perfeitas, enquanto Edward começava a se vestir. Tentei não imaginar o corpo nu e delicioso dele e lutei contra a vontade de me virar para aquela cena tão tentadora. Pela milésima vez, me perguntei como iria sobreviver àquele martírio.

Como poderia conseguir me concentrar no trabalho quando meu corpo clamava por Edward?

— Pronto.

—Que bom. – me levantei guardando a arma na bolsa antes de me virar para ele. O terno preto de corte fino fazia com que seus olhos reluzissem ainda mais. Era de tirar o fôlego. —Vamos?

—Ainda não.

Edward passou um pouco de sua colônia no pescoço e senti o perfume tão familiar e gostoso que me acompanhava desde o dia que conheceu Edward pessoalmente.

—Nunca vou ter problema em achar você, se por acaso a gente se perder um do outro.

—Não sei do que está falando. – replicou arrumando os cabelos e depois guardou a carteira no bolso.

—Não tem nada mais terrível no meu trabalho do que perder a pessoa que devemos proteger. Mas com você é fácil. Só preciso sentir o perfume da colônia. Ou, na pior das hipóteses, dar o frasco para um cachorro farejador cheirar. O problema é que o pobre do cachorro pode acabar desmaiando.

—Sempre fala muito de manhã?

—Sempre. – respondi com um sorriso maroto, o qual ele retribuiu de bom grado.

No elevador, senti-me curiosamente tímida. Ficar exposta ao lado de Edward me deixava bastante incomodada. Preferia quando estávamos apenas nós dois, na intimidade da suíte. Quando éramos apenas um homem e uma mulher, mutuamente atraídos, conhecendo-se um ao outro.

Nós nos sentamos na mesa para o café da manhã e com uma única girada de cabeça, avistei todos meus colegas. Todos a postos para o novo dia.

—Sobre a reunião que terá as cinco. – Edward começou com os olhos no cardápio. —Farei parte dela?

—Não. E não é bom falarmos disso aqui. – alertei-o com certo medo de que alguém nos ouvisse.

—Mas já não está tudo combinado? Para que mais reuniões?

Respirei fundo e olhei a nossa volta certificando-me de que ninguém prestava atenção em nós dois.

—Vamos mudar o ambiente, haverá mais pessoas envolvidas, tudo tem que funcionar perfeitamente. – seus olhos estavam atentos em mim. —Achei que Emmet tivesse te explicado tudo.

—Explicou. – confirmou tomando um pouco do café. —Mas não pensei que precisasse ficar repassando as instruções.

—Repassamos diante qualquer variável. Posso te explicar melhor quando estivermos no quarto ou em qualquer outro lugar mais reservado. – soltei o ar aliviada quando ele aceitou minhas palavras.

Emmet havia deixado bem claro que não podíamos falar sobre a operação em público, mas Edward tinha certa dificuldade em receber “ordens”.

—Com licença, senhor Cullen. – a voz doce de Alice atraiu nossas atenções, ela parou próxima a nossa mesa em uma postura bastante profissional. A cor cinza do blazer e da saia que ela vestia era bastante séria. Sabia que ela deveria estar odiando aquilo. Cores sóbrias não combinavam com o estilo floral de Alice. —Estão todos te esperando para a reunião.

—Certo. – concordou ao tomar um último gole de café. Ele se levantou e prendi a respiração ansiosa pelo que ele aprontaria. —Nos vemos mais tarde, amor. – murmurou colocando o celular no bolso. —Fique bem linda para mim. – pediu com uma piscadela divertida e se afastou com Alice.

Mordi meu lábio inferior e o vi se afastar pelo restaurante, Alice quase corria para acompanha-lo. Tomei um gole do meu café que além de frio, estava amargo, mas não tão amargo quanto a frustração que se apossou de mim quando ele não me beijou.

Rolei os olhos enquanto voltava para o quarto. Eu não estava ali para me aproveitar do corpo sensual de Edward. Estava ali para protege-lo. Só isso.

Ao abrir a porta da suíte presidencial, entendi um pouco mais o mundo de Edward. Todos os vestígios que ele havia deixado no quarto tinham sido apagados. As roupas jogadas no chão haviam desaparecido, as xícaras de café e copos sujos, removidos e substituídos. A cama desarrumada, impecavelmente refeita. Ao fazer a inspeção de rotina pelo quarto, notei que até mesmo a essência de Edward havia desaparecido. Abri o vidro e senti a colônia importada, estremecendo com as lembranças que o perfume ocasionava.

Me repreendi deixando a colônia sobre a pia de mármore. Estava passando dos limites de novo, depois de quase ter transado com ele. Não era para aquilo que eu estava sendo paga.

Fechei as persianas e liguei a TV, caindo naquela cama gigantesca e sentindo cada músculo do meu corpo relaxar. Estava mais cansada do que pensava e dormir não foi uma tarefa difícil. O despertador me acordou as quatro em ponto, mas fora o banho mais longo que me deixara completamente desperta.

—Por que. – a voz familiar e zangada veio do quarto. —Você deixou a porta destrancada?

Caminhei até o quarto enquanto refazia o coque que prendia meu cabelo. Não tinha motivos para lavá-lo se iria me arrumar no salão para o coquetel. Edward puxou a gravata do pescoço e a jogou sobre a cama, enquanto me encarava bastante enfurecido.

—Estão atrás de você, não de mim. – o lembrei dando de ombros. — E deixei a porta destrancada para que você pudesse entrar com facilidade. Se alguém por acaso o estivesse seguindo, a última coisa que ia querer era ficar trancado do lado de fora, esperando que eu abrisse!

—Mesmo assim não acho seguro. Está se arriscando demais. – suas palavras quase me fizeram rir.

—Isso não é problema seu. – retruquei, olhando-o, enquanto ele vinha até mim.

—Não devia ser. – ele corrigiu e vi sua expressão dura se suavizar. Os olhos lindos e peculiares me fitavam e me confundiam. Agora a voz grossa estava mais suave. —Mas, de repente, passou a ser.

A magnitude daquelas palavras me pegou de surpresa. Edward Cullen ali, dizendo que se preocupava com comigo e mostrando-se apreensivo por minha segurança era algo difícil de compreender de imediato.

—Edward... – as batidas na porta interromperam minhas palavras, e não me aborreci pela interrupção. Nem sabia o que diria a ele. —Deixe que eu abro. – proferi tomando a frente da situação.

—Senhor Cullen. – a voz chamava do outro lado da porta. —Entrega para o senhor.

Prendi a respiração enquanto pegava a pistola posta atrás do painel da TV. Edward me encarou curioso, aparentemente sem entender a situação. Me coloquei atrás da porta e com a arma carregada escondida no pano felpudo do roupão.

—Pois não. – proferi ao abrir a porta. A moça baixinha segurava um vaso de flores, mas não eram qualquer flores. Eram lírios. Os mesmos lírios de sempre.

—Pediram para entregar ao senhor Cullen. – respondeu me estendendo o vaso de cristal com os botões frescos.

—Quem? – tentei controlar a voz para que ela não desconfiasse do meu interesse.

—Não sei, senhorita. Deixaram na recepção. Só me pediram para trazê-las aqui. – explicou pacientemente.

Eu sabia que aquilo era um aviso, e a primeira coisa que fiz depois que peguei as flores, foi ligar para Emmet.

—Emmet, uma empregada do hotel acaba de deixar um vaso de flores para Edward. – falei assim que ele atendeu. —São lírios. Os mesmos de sempre.

Edward que se despia do paletó pesado e caro, parecia não ligar muito para o que estava acontecendo.

—É um aviso, você sabe, não é?

—Sim. – apertei os lábios. —A moça que entregou se chama Maria. Disse que deixaram na recepção, mas não soube informar quem.

—E Jared está fazendo o que na recepção? Como deixou esse tipo de coisa acontecer?

—Não sei. – soltei o ar pela boca tentando ignorar os olhar fixo que Edward lançava para mim.

—Não é possível que coloquei uma pessoa incompetente em um trabalho tão importante. – sua voz era puro nervosismo. —Bella, por favor, fique atenta. Sabemos o que essas flores significam. Vou varrer essa cidade até descobrir quem enviou o buquê.

Eu tinha certeza que ele iria. Emmet era muito competente.

Edward me encarou com as sobrancelhas arqueadas quando desliguei o celular. Deixei o aparelho sobre a raque de TV e apertei o nó do meu roupão, tentando não me abalar por aqueles olhos vívidos.

—Não acha isso um exagero?

—O que? – não foi exatamente sua pergunta que me surpreendeu.

—São só umas flores.

—Não são só umas flores. São lírios. Os lírios de sempre. – encarei-o fixamente. —Com o cartão de sempre.

Puxei o cartão impresso do bolso do roupão e lhe entreguei. Com o semblante neutro, Edward leu as palavras conhecidas: ‘Bem-vindo Senhor Cullen’.

—Tem que parar de fingir que não acredita nisso. Tem alguém tentando de matar, e quanto mais você ignorar, mais fácil ficará o trabalho dessa pessoa.

Caminhei até o closet com passos pesados, toda aquela descrença de Edward estava me deixando muito irritada. Será que ele não via o esforço que todos estavam fazendo? Era tão difícil assim abaixar a crista e agradecer?

—Jacob Black. – a voz rouca me sobressaltou.

Com o coração disparado girei o corpo até encontra-lo recostado no batente da porta. Os primeiros botões da camisa estavam abertos e as mãos estavam descontraidamente dentro dos bolsos.

—O que?

—Jacob Black. – repetiu paciente. —A pessoa que pode estar tentando me matar. – concluiu apertando os lábios.

Mordi os lábios estudando seu semblante só para ter certeza que não era mais uma piadinha sua. Contudo, Edward estava sério o suficiente para me convencer.

—Certo. Vou avisar ao Emmet. – Edward respondeu com um leve aceno de cabeça antes de se afastar do closet.

Soltei um longo suspiro aliviado. Aquilo com certeza era um progresso, pequeno, mas válido.

Notas finais
Eita que o negócio tá pegando pro lado do Edward, ainda bem que a Bella tá aí pra proteger ele hahaha Espero que tenham gostado, bom fim de semana a todas! Beijos ♥