Refém da Paixão

35 Felizes Para Sempre


Notas iniciais
Boa leitura, meninas! Falamos nas notas finais ♥

O sol começava a se pôr no horizonte quando desci os degraus e caminhei pelo deque montado especialmente para aquela ocasião.

Minhas pernas tremiam e minhas mãos estavam geladas, mas nunca havia me sentido tão feliz como naquele momento.

Melissa, que desfilava a minha frente, espalhava pétalas de rosa branca pelo o caminho que fazíamos, e os poucos convidados sorriam encantados.

Todas as pessoas que eram importantes estavam ali. Esme e Carlisle, Alice e Emmet, Rosalie e Victória, até mesmo Renée que ainda se recuperava do AVC que sofrera...

Contudo, nenhuma presença era mais importante do que a do homem que me esperava no pequeno altar montado a frente do mar. Edward me encarava com um sorriso grande, seus olhos peculiares conseguiam reluzir mais do que os raios solares que se espelhavam na água do oceano, e era impossível não retribuir seu sorriso.

Ele estendeu a mão assim que parei a sua frente, e quando nossos dedos se entrelaçaram minha força fora revigorada. Todo o tremor que sentia desapareceu, assim como o nervosismo. Estar ao lado dele me deixava em estado absoluto de paz.

—Você está linda! – sussurrou ao pé do meu ouvido quando nos arrumamos de frente para o pastor que realizaria a cerimônia do nosso casamento.

O sorriso cresceu em meus lábios com o elogio, e foi impossível não reparar mais uma vez em como ele estava lindo. O terno cor de palha o deixava mais despojado e leve, o cabelo estava arrumado e a barba perfeitamente desenhada.

Não contive o suspiro ao pensar que aquele homem maravilhoso, que me encarava com tanto amor, era todinho meu.

—Você também está lindo! – sussurrei de volta fazendo sorrir ainda mais.

Uma leve brisa saiu do oceano e se chocou contra nós levando meu cabelo em uma dança rápida e refrescante. Com carinho, Edward retirou os fios que pararam meu rosto e aproveitou para beijar minha testa. Pude ouvir os flashes das câmeras fotográficas sendo disparados em nossa direção, mas estava imersa demais nos olhos heterocromáticos para perceber qualquer coisa que ia além da nossa bolha.

—Hoje nós nos reunimos para prestigiar a união de Edward Cullen e Isabella Swan. – a voz do pastor atraiu nossa atenção e por mais que quisesse ficar admirando aquele homem maravilhoso que estava do meu lado, precisava focar na cerimônia, afinal, teria o resto da vida para me fascinar com sua beleza.

Os dedos de Edward seguraram os meus com os meus intensidade e soube que partilhávamos do mesmo grau de emoção... Depois de todos aqueles meses angustiantes, estarmos naquele momento juntos, era uma verdadeira vitória.

Depois que o caso fora solucionado, Jasper fora preso e nós voltamos para Miami, as coisas começaram a voltar para o lugar. Por mais que soubesse do amor que Edward sentia por mim, e estivesse grávida dele, fora um pouco estranho voltar a ser eu mesma. Havia passado muito tempo fingindo ser uma pessoa e tinha até me esquecido da confusão que minha vida estava... Claro que Edward fora a resposta para todos os meus problemas.

Havia encontrado nele algo que jamais pensei em viver: um amor de verdade.

Por mais que estivesse enfrentando um momento delicado com a prisão do irmão e as consequências que aquilo trouxera para sua família, ele se manteve presente em cada decisão importante que tomei.

Sempre ao meu lado, segurando minha mão e me dando seu apoio incondicional, exatamente como fazia naquele momento em que o pastor discursava sobre o amor verdadeiro.

—Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, revirar os olhos, rir à toa. E depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. – o senhor proferiu sabiamente, enquanto intercalava seus olhos entre Edward, os convidados e eu. —E vocês dois se amam, não é? – perguntou abrindo um sorriso calmo.

—Sim. – Edward e eu respondemos juntos em plena convicção fazendo o sorriso crescer nos lábios do senhor.

—Eu sei. Todos aqui presentes sabem. – maneou as mãos enquanto respondia. —Por favor, fiquem de frente um para o outro. – pediu e atendemos prontamente.

Edward segurou minha outra mão e olhando em seus olhos, tive ainda mais certeza que aquilo se estenderia pelo resto da vida.

—As alianças. – o pastor pediu e Melissa caminhou em nossa direção assim que Vitória a instruiu.

Foi difícil conter a emoção de vê-la se aproximando. O vestido branco estilo princesa a deixava ainda mais encantadora, as flores bordadas no tecido fino combinavam perfeitamente com a coroa de flores naturais que estava em sua cabeça. Ela estava absolutamente linda, e já nãos restava mais dúvidas: Melissa havia roubado meu coração assim como seu pai fizera.

Edward e eu trocamos as alianças e repetimos os votos ditados pelo pastor um segundo antes do sol se por. Era como se até a natureza estivesse ao nosso favor, contribuindo para que aquele momento ficasse ainda mais perfeito.

—Com o poder investido em mim, eu os declaro: marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Edward não esperou nem um segundo para cumprir com as palavras do senhor. Com um passo quebrou a pouca distância que nos separava e uniu nossos lábios em um beijo calmo e rápido, mas intenso o suficiente para selar a nossa união.

Uma chuva de pétalas brancas caiu sobre nossas cabeças assim que descemos do altar, mal conseguia me conter de tanta felicidade. Tudo aquilo ainda parecia um sonho.

—Eu estou tão feliz por você, amiga! – Alice proferiu enquanto me abraçava apertado. Fechei os olhos por alguns segundos enquanto retribuía o gesto.

—Obrigada por tudo. – agradeci quando nos afastamos um pouco. —Nem tenho palavras para te agradecer por tudo que fez por mim.

—Não precisa me agradecer por nada. – respondeu com um sorriso sincero. —Sabe que eu te amo como amo meus irmãos.

—Eu sei. – tinha certeza que sim.

Alice beijou meu rosto e se direcionou para Edward, quando a fila de cumprimentos precisou seguir. Felizmente havia optado por uma cerimonia intima e pequena... Bem diferente da que Edward tinha em mente.

Por ele faríamos algo grandioso, chamativo e altamente luxuoso. Rejeitei a ideia de primeira. Nunca havia gostado de grandes eventos, e estava fora de cogitação fazer algo assim no dia do meu casamento.

Por sorte, não fora difícil convencê-lo a manter a simplicidade, e enquanto recebíamos os abraços dos pouco mais de cinquenta convidados, tinha ainda mais certeza que aquela fora a decisão perfeita.

A noite chegou estrelada, com uma linda lua cheia de fundo para a pista de dança um tanto quanto animada. Entre os tantos convidados, Carlisle e Rosalie dançavam alegremente, enquanto Edward conduzia a mãe.

Aproveitei aquele pequeno espaço de tempo para me sentar um pouco. Os últimos meses haviam me dado uma certa resistência para encarar os saltos agulhas das lindas sandálias que usava, mas estar entrando no sexto mês de gestação não ajudava muito.

—Descansando os pés? – Emmet perguntou ao se sentar ao meu lado.

—Sim. – não contive a careta. —Acho que nunca vou me acostumar com a dor que esses saltos provocam.

Ele riu alto antes de beber uma dose generosa de champanhe.

—Nem imagino como deve ser. – algo em sua voz de me disse que ele estava grato por não saber. —Eles estão bem mais leves, não é? – de olhos fixos na família Cullen, Emmet comentou.

Soltei um suspiro ao concordar com a cabeça. Felizmente as coisas estavam começando a voltar para o lugar, se é que aquilo era possível depois de tudo, inclusive a tranquilidade da família de Edward.

—Acho que com o passar do tempo eles vão ficando mais fortes. – tomei um pouco do suco de frutas vermelhas torcendo internamente para que estivesse certa.

Aceitar que Jasper era o grande vilão daquela história não fora algo fácil para a família Cullen. Esme ficara um tanto quanto abatida, assim como Rosalie. Já Carlisle e Edward tentaram se blindar com a armadura de sempre, mas ela não durara muito... Principalmente depois do julgamento de Jasper, onde o mesmo despejara livremente o que sentira por anos.

Fora impossível não me sentir comovida com certos pontos que Jasper tocara. Como o sentimento de exclusão, por exemplo. Ele crescera se sentindo inferiorizado e tudo o que queria era o amor e a aprovação do pai. Obviamente seguira o caminho mais tortuoso possível, mas aquilo não me impedia de me compadecer.

—Sabe, ainda não acredito que perdi minha melhor agente. – Emmet voltou a atrair minha atenção com suas palavras. Ele tentou demonstrar tristeza, mas o sorriso em sua face me dizia o quanto estava feliz por mim.

Soltei um risinho apoiando as mãos na minha barriga que já estava bastante evidente. Ela era o meu maior motivo de orgulho!

—Quem mandou você me apresentar ao Edward? – dei de ombros fazendo-o rolar os olhos.

—Ele mandou! – bufou me fazendo rir alto. —Ou se esqueceu que ele ficou apaixonado na primeira vez que te viu?

Maneei a cabeça negando enquanto ria.

—Não me esqueci. – proferi correndo a mão pela renda francesa que cobria minha barriga. —Mas você sabe que isso não é um adeus... Quando eu voltar, vou querer minha promoção.

Lhe lancei uma piscadela fazendo-o rir divertidamente.

Deixar o trabalho de lado nunca fora uma opção para mim, até estar grávida. Não quis me afastar daquele ambiente somente pelo risco de aborto, eu queria me dedicar a minha gravidez e depois, ao meu bebê. Queria estar inteira para ele, focar no seu desenvolvimento. E claro, na minha relação com Edward também.

Claro que eu sentia falta daquela rotina maluca, contudo, não sentia nenhum resquício de arrependimento. Nada era mais importante para mim do que a minha família!

—Interrompo? – a voz conhecida me fez sair da bolha de pensamentos em que havia me enfiado. Maneei a cabeça antes de voltar os olhos para o homem parado ao meu lado.

Não contive o suspiro.

Como podia ser tão lindo?

—De forma alguma. – Emmet respondeu com um sorriso.

—Está tudo bem? – Edward perguntou com os olhos fixos em minha barriga.

—Está sim. – respondi vendo-o puxar uma das cadeiras brancas e se sentar ao meu lado. —Só estou descansando os pés. – completei aceitando o carinho que ele deixou em meus cabelos.

—Posso saber do que os dois estavam falando? – Edward pediu em plena curiosidade.

Não contive o riso enquanto tomava mais um gole da batida de frutas. Ele sempre queria saber tudo!

—Estava só relembrando com Bella o quanto você insistiu para que eu a colocasse como sua namorada quando a investigação começou. – Emmet respondeu provocando Edward. —Nada demais!

Edward rolou os olhos e bufou. Ele não gostava muito de falar sobre aquilo, acho que ficava com certa vergonha... Por mais que tivesse desconstruído boa parte do seu lado machista, ele ainda encarava certas coisas com olhos tortuosos.

—Rá, rá, rá. – soltou ironicamente. —Idiota.

—Eu também te amo, meu amigo. – Emmet se levantou e deu um rápido abraço em Edward. —Agora, se vocês me dão licença, vou ir tirar minha linda noiva para dançar.

—Vai com Deus. – Edward respondeu ainda amargurado pela brincadeira.

Emmet gargalhou antes de tomar o restante do champanhe que havia em sua taça e caminhar na direção de Rosalie.

—Tem certeza que está tudo bem? – voltou a perguntar assim que ficamos sozinhos. Sorri ao concordar com a cabeça, tocando seu rosto carinhosamente com os dedos. —Você está linda, sabia?

Seus olhos apaixonados me faziam ter certeza de sua sinceridade. Edward sempre me olhava com amor, mas naquela noite em especial, seus orbes demonstravam certa devoção. Ainda não conseguia entender o que ele havia enxergado de especial em mim, contudo, sabia que a gravidez havia me favorecido um pouco.

Meu cabelo estava mais cheio, mais brilhoso e macio. Aquilo facilitou a vida de Gael na hora de me arrumar para a cerimônia. Pedi que ele apenas ondulasse meus fios, que estavam um tanto quanto compridos, chegando à altura do meu quadril.

Minha pele também estava mais macia, mais vistosa... E a maquiagem em tons rose evidenciou todos os traços que precisavam ser evidenciados.

O mais difícil foi escolhe o vestido. Estar entrando no sexto mês, já deixava a todos cientes de que meu grãozinho estava comigo. E encontrar um vestido que valorizasse meu novo corpo, foi um trabalho árduo.

Contudo, graças a ajuda de Esme, consegui encontrar o modelo perfeito: um ombro a ombro, que delineava meus seios e se abria em evase a partir da minha barriga. As flores bordadas nas rendas e véus importados, combinavam perfeitamente com o arranjo de rosa branca que coloquei na lateral do cabelo.

Tudo simples, mas absolutamente lindo.

—Eu te amo. – Edward proferiu rompendo minha bolha mais uma vez. —Nem acredito que você é finalmente minha mulher.

O sorriso cresceu em meus lábios e me inclinei para beijá-lo. Se ele não acreditava, imagine como eu me sentia... Me beliscava a todo momento só para ter certeza de que não estava sonhando!

—Eu também te amo. – suspirei profundamente. —Amo muito.

Nem se eu usasse todas as palavras conhecidas iria conseguir alcançar a intensidade do sentimento que sentia por aquele homem. Edward era o amor da minha vida.

—Papai, a mamãe disse que eu não posso ir viajar com vocês! – a voz doce e levemente entristecida de Melissa atraiu nossa atenção.

Ela parou a nossa frente com os lábios contraídos em um biquinho e os braços cruzados. Me esforcei para conter o sorriso, não queria desmerecer seu sentimento, mas seu jeito expressivo era tão fofo!

—Princesa, nós já conversamos sobre isso. – Edward respondeu, pegando-a em seu colo.

—Mas eu quero ir junto! – lamuriou antes de voltar os olhinhos heterocromáticos para mim. —Titia, eu posso ir junto?

Engoli a seco me vendo mais uma vez acuada. Odiava desapontá-la, mas o que eu podia responder?

—Amor... – soltei juntamente com o ar enquanto pensava no que dizer. —Se você for, quem vai cuidar da sua mamãe?

—O tio Jacob. – ela foi rápida ao responder, e Edward bufou alto. Ele ainda não havia aceitado muito bem o relacionamento dos dois. Na verdade, Edward e Jacob mais pareciam duas crianças quando se encontravam. Um implicava com o outro.

—Mas ela precisa de você. Ela vai sentir saudade. – continuei tirando a franja dos seus olhos. —E a viajem vai ser tão rapidinha!

—Mas eu vou ficar com saudade de vocês. – o biquinho não deixava seus lábios. —E se a Aurora nascer na viajem? Eu não vou estar perto...

—Filha, a Aurora ainda vai demorar um pouquinho para nascer. – Edward intercedeu pacientemente.

—Ela jamais nasceria longe de você. – garanti afagando seu rostinho.

Melissa suspirou profundamente, ainda entristecida, e nada convencida de que precisava ficar. Desde que descobriu sobre minha gravidez, ela estava um grude comigo, e preciso admitir que amava aquela atenção que recebia dela.

Quando soubemos que teríamos mais uma menina, ela vibrou de alegria, e bateu o martelo em relação ao nome. Seria Aurora, o nome da sua princesa favorita!

Edward e eu não discutimos, além de amarmos agradá-la, ainda amamos o nome.

Em menos de quatro meses teríamos a nossa Aurora conosco!

Suspirei satisfeita assim que desci daqueles saltos dolorosos e calcei uma sandália mais baixa. A festa continuaria sem a presença de Edward e eu, já que tínhamos uma longa viajem pela frente.

—Tome muito cuidado, querida. – Esme pediu após me passar todas as instruções que deveria seguir para o meu bem, e o bem da bebê. —E qualquer coisa, não hesite em nos ligar.

—Pode deixar. – respondeu retribuindo seu abraço. —Obrigada, Esme.

Foi impossível não a agradecer. Ela se fizera tão presente em nossas vidas nos últimos meses, sempre tão cuidadosa e amorosa. Era a figura materna que sempre desejei ter.

Ela beijou meu rosto ternamente antes de ir se despedir do filho, então Victória se aproximou, trazendo uma Melissa sonolenta nos braços.

—Para onde vocês vão mesmo? – perguntou ao deixar que Melissa fosse para o colo do pai para se despedir.

—Melbourne. – respondi com um sorriso grande. Iriamos para onde tudo começou, agora sem ameaça, agora como marido e mulher de verdade.

—Uma longa viagem. – assoviou impressionada. —Tenham uma ótima lua de mel. – desejou ao me abraçar, e com carinho eu a retribuí.

Victória havia perdoado nosso equivoco perante sua prisão. Ela também havia errado com Edward, e de algum modos eles se entenderam. Eles tinham uma bela relação e apesar da implicância entre Edward e Jacob, sabia que as coisas iriam ficar bem.

—Eu vou ficar com saudade! – Melissa choramingou ao me abraçar apertado. —Você promete que a Aurora não vai nascer?

—Prometo, meu amor. – respondi contendo as lágrimas. Eu era tão apaixonada naquela menina, me afastar dela depois de tanto tempo me deixava com o coração contraído. —E você se cuide direitinho, para que quando nós voltarmos, você possa me ajudar a arrumar as roupinhas da sua irmã, ok?

—Ok. – soou um pouco mais animada. —E aí quando vocês voltarem nós vamos ser felizes para sempre? – questionou inocentemente, fazendo-me rir com gosto.

Já tinha um tempo que ela usava aquela frase para se expressar. “Felizes para sempre”!

—Sim, nós vamos ser felizes para sempre. – concordei vendo o ânimo voltar para seu semblante.

—Eu te amo, tia Bella.

—Eu também te amo, princesa. – beijei seu rostinho demoradamente, antes de entrega-la para Victória.

Edward passou o braço pela minha cintura e beijou minha testa quando os cumprimentos finais terminaram.

—Finalmente você vai ser só minha. – sussurrou ao pé do meu ouvido me fazendo estremecer.

Olhei-o com um sorriso grande no rosto ansiosa para entrar no jatinho que nos levaria a Austrália. Edward e eu entramos no carro que nos levaria até a pista de decolagem particular de nossa casa, sob uma chuva de arroz.

A felicidade me inflava por dentro fazendo com que tivesse a sensação de que iria flutuar a qualquer momento!

O jatinho estava todo decorado por dentro. Havia pétalas de rosas espalhadas por toda a parte, e assim que pudemos soltar os cintos após a decolagem, Edward me guiou para o quarto. Luzes indiretas deixavam o ambiente mais aconchegante, havia muitas pétalas brancas, champanhe e drinques naturais de fruta para que pudéssemos brindar.

—A nós. – Edward desejou ao erguer a taça.

—A nós. – saldei ouvindo o tintilar que os cristais reproduziram ao se chocar.

Nós apenas bebericamos as bebidas que haviam em nossas taças, já que a necessidade de me entregar a ele, falava muito mais alto que qualquer sede naquele momento. Edward me despiu bem devagar, pareceu desfrutar de cada pedaço do vestido que ia caindo. Sua boca se uniu a minha, e suas mãos passearam por meu corpo como se fosse a primeira vez. Era impossível não me sentir amada e desejada com Edward que conseguia essa façanha com um simples olhar.

Não havia qualquer pressa nos movimentos dele, nenhum gesto afoito. A química entre nós dois estava incrivelmente forte. Os beijos demorados e calorosos me transportavam para uma outra dimensão, em um lugar onde o tempo tinha outro ritmo, o nosso ritmo. Com as mãos um pouco trêmulas pela excitação, o livrei do cinto e desabotoei sua calça. Edward me ajudou na missão de acabar com as barreiras de pano, até que nós dois estivéssemos nus.

Ele me deitou na cama e não já caiu de boca nos meus peitos. Me senti maravilhada com o calor do toque de sua boca, com os seus dedos que atiçavam meus mamilos enrijecidos pela excitação. Em nenhum momento, ele parou de me beijar. Eu só conseguia gemer de prazer. Os toques de Edward eram como descargas elétricas.

Hora ou outra ele parava para me olhar. Parecia deslumbrado como se estivesse a frente da mulher mais linda do mundo, e com ele me sentia uma deusa idolatrada. Fechei os olhos para me entregar ainda mais à sensação grandiosa que me tomava. Suas mãos deslizaram por meu corpo até encontrarem meu baixo ventre. Minha respiração ficou ainda mais ofegante, quando os dedos de Edward começaram a se mover em uma cadência rítmica no meu ponto mais sensível. Sua língua quente e provocante e passeava com astúcia pelos meus seios arrepiados. Nossas se entrelaçaram, Edward agarrou em minha bunda com vontade, e pude sentir seu pau duro me penetrando, enchendo-me de volúpia.

Espasmos demorados correram por todo o meu corpo, o prazer era tanto que sentia que ia flutuar, explodir. Quis gritar, gemer, dizer palavras sem nexo no ouvido de Edward. Mas não conseguia, pois tremia em estado de transe. Ele sussurrou meu nome e começou a estocar com ainda mais vontade. Nós dois estávamos completamente absortos na magia daquele ato de amor. O clímax veio quase simultaneamente, quando não havia mais o que dar nem tirar, e nós dois explodimos de prazer.

Exaurida, satisfeita, mas ainda com Edward dentro de mim, rolei para o lado sem tirar os olhos dele nem por um segundo, sabendo que aquele prazer surreal tinha sido experimentado mutuamente.

—Eu te amo. – dizer aquelas palavras era uma das melhores coisas que estavam acontecendo na minha vida ultimamente.

—Eu também te amo. – correu os dedos por meu rosto, e me fez perceber que as ouvir era tão bom quanto dize-las. —Você é a mulher da minha vida. Agradeço todos os dias por ter encontrado você.

Seus olhos eram tão sinceros quanto suas palavras. Eu sentia toda a verdade do seu amor. Ele estava presente em cada gesto, cada palavra, cada olhar.

E assim como Edward, eu só conseguia agradecer por tê-lo encontrado, por poder vivenciar tudo aquilo que ele me proporcionava. E o melhor de tudo era saber que nossa vida juntos estava apenas começando.

Aquele era só o começo do nosso “felizes para sempre”!

Notas finais
Nem acredito que essa história tá acabando... :( Como vocês bem perceberam, dei uma sumida do site, mas não foi algo intencional. Só estava sem tempo mesmo, estava trabalhando em horários malucos e isso me deixava exausta/sem vontade de escrever. Felizmente reorganizei meus horários e estou de volta para vocês ♥ Agora me digam: O que acharam do capítulo? E o mais importante: O que querem que eu coloque no bônus? Vou tentar atender a todos os pedidos possíveis, ok? Por enquanto é isso, espero que tenham gostado.. Nos vemos em Acordo Nupcial que será atualizada em breve! Beijos ♥