Refém da Paixão

16 Cala a Boca e me Beija


Notas iniciais
Oi, meninas! Não, isso não é um aviso ou um post errado, é um capítulo novo sim senhoras! E motivo da minha volta tão repentina é a recomendação maravilhosa ele eu recebi da Nah Cullen! Sério não tem nada melhor do que abrir o site e ver que tem um comentário e principalmente uma recomendação nova. É coisa que me deixa tão feliz e com o coração tão quentinho, que é minha obrigação vir aqui postar um novo capítulo para retribuir o gesto desse ser de luz. Minha linda muito obrigada, eu espero que você goste desse capítulo porque ele todinho pra você! Boa leitura ♥

Empurrei as cortinas brancas que cobriam as portas de vidro e foi impossível não ficar abalada com a paisagem a minha frente.

Já havia ido a diversas praias durante toda a minha vida, mas nenhuma chegava perto das Maldivas. Generosamente banhada pelas águas do Oceano Índico, a ilha fantástica onde havíamos pousado era digna de um cartão postal, com atmosferas tropical e acolhimento organizado e irresistível.

O resort que Edward estava comprando era um verdadeiro sonho, ocupava toda a ilha privativa que era cercada por nada além de uma lagoa turquesa que se derretia em um azul safira, e suas areias brancas puras emergiam do oceano como uma miragem.

Havíamos nos hospedado em uma das residências privativas do resort, coisa que nos ofereceria uma privacidade a mais, já que a maioria dos hospedes não viera a trabalho. A “casa” que tinha mais de dois mil metros quadrados era a maior villa com piscina privada de todo o portfólio do resort. Era dividida em três áreas que se interligavam através de uma das piscinas infinitas que se fundia ao mar cristalino.

Tinha acesso direto a uma praia particular, e oferecia exuberantes espaços de lounge e solário e confortos de alta tecnologia. Infundindo a vibração de spa resort tropical, a residência em villa de praia era completa tanto que havia uma própria sala de tratamento de spa.

Era um lugar mágico, um lugar que ia muito além da minha realidade. Passar mais de vinte e quatro horas dentro do jatinho havia valido a pena.

—Aproveitando a vista?

Girei a cabeça ao ouvir a voz de Edward, ele se aproximou a passos lentos enquanto desabotoava a camisa social.

—Uhum, aqui é maravilhoso! – ele concordou com um aceno e abriu um leve sorriso torto quando parou do meu lado.

Respirei fundo voltando a encarar o mar calmo. As coisas entre nós dois ainda estavam estranhas. Havíamos nos reaproximado depois daquele quase beijo, mas ainda assim estávamos distantes.

—Amanhã vou te levar para conhecer toda a ilha, precisa ver as Villas que ficam no meio do oceano. São incríveis.

—As que eu vi quando estávamos pousando? – o olhei rapidamente a tempo de receber seu aceno de cabeça. —Tenho certeza que são maravilhosas...

—São sim. – afirmou em plena certeza. De olhos fixos no oceano e no sol que dava indícios de que estava indo embora senti seu olhar se firmar em mim.

Engoli a seco sem coragem de encará-lo e fingi aproveitar a brisa leve que saíra do oceano e viera até nós dois. De soslaio o vi fazer menção de se aproximar, mas o toque do seu celular o impediu.

Nós dois respiramos fundo em plena frustração, então ele se afastou, voltou para dentro do quarto e atendeu a chamada.

Tranquei as portas do quarto ao voltar para dentro e fechei as cortinas. Por mais que nossa residência estivesse cercada de seguranças, não podia dar sorte ao azar. Havia estudado muito bem o mapa da nossa parte restrita e havia três armas camufladas em cada cômodo. Quanto mais passavam os dias, maior estava o perigo e consequentemente, nossa operação.

—Você quer ir se arrumar? Vamos jantar as sete. – Edward voltou a falar comigo assim que encerrou a ligação.

Estava bastante cansada, mas assenti com a cabeça. Era meu dever segui-lo por onde for, e convenhamos, seria um desperdício não aproveitar as regalias daquele lugar esplêndido.

—Você sabe que...

—Não devo sair sem você. – completou minha frase ao se deitar na cama. A camisa social se abriu e revelou todo seu peitoral definido. Engoli a seco ao concordar com a cabeça. —Já faz dois meses e meio que estamos juntos, sei de cor todas as regras.

Dois meses e meios que estamos juntos e eu ainda não havia me acostumado com o quão gostoso ele era!

—Ok. – concordei após manear a cabeça. —Não demoro. – Edward assentiu com a cabeça antes de voltar sua atenção para o celular.

O banheiro daquela suíte master era imenso. Acho que caberia meu antigo apartamento ali dentro. Era quase todo composto por vidro, o que oferecia uma vista de tirar o fôlego para o oceano. Abaixei as persianas antes de tirar a roupa, por mais que aquela parte fosse restrita a nós dois, não queria correr o risco de ser vista por alguém.

A banheira de hidromassagem estava cheia e exalava um aroma refrescante, contudo, fui obrigada a deixa-la de lado. Não tinha muito tempo para me arrumar e precisava estar muito bem arrumada para acompanhar Edward e sua família.

O chuveiro era impressionante, imitava a chuva e tinha a pressão perfeita para relaxar os músculos. Minha vontade era sentar no chão branco e ficar horas recebendo aquela massagem da água, o que obviamente eu não podia fazer.

Saí do banheiro e Edward o ocupou em seguida, aparentemente eu não era a única que estava precisando revigorar as energias.

Os funcionários do resort foram rápidos e competentes ao arrumar nossas roupas no closet, e vasculhando as peças penduradas nos cabides de madeira branca, descobri que havia ganho roupas novas.

Entre tantas peças distintas e praianas, uma amarela chamou minha atenção. O vestido longo e de recorte assimétrico tinha alças finas, decote profundo e cintura bem marcada.

Nunca fui muito de usar vestidos, mas desde que assumi aquele disfarce estava usando e abusando deles. Principalmente quando tinha que me vestir sozinha. Não gostava de correr o risco de colocar duas peças que não combinavam.

Deixei o vestido sobre a cama e praguejei baixinho ao soltar meu cabelo. Não tenho certeza se foi a maresia ou o vapor do chuveiro, mas as ondas feitas no babyliss haviam caído e agora, ele só estava armado.

Aquilo me fez decidir deixa-lo preso em um coque alto e levemente bagunçado, o qual resultado me surpreendeu. Nem parecia ter sido feito por mim, assim como a maquiagem leve, mas bem feita que consegui reproduzir de um tutorial no youtube.

Edward saiu do banho quando eu estava terminando de calçar as sandálias de sola baixa, ela era tão linda quanto confortável, aquilo fazia sua pedraria dourada brilhar ainda mais para mim.

—Já está pronta? – perguntou passando a toalha pelo cabelo. Seus olhos subiam e desciam por meu corpo me analisando por completo.

—Uhum. – concordei com certa incerteza e insegurança. —Porque, não está bom...

—Está linda. – me interrompeu parando os olhos nos meus. —Só perguntei porque achei que se arrumou bem rápido.

—Hum. – dei de ombros tentando disfarçar a vergonha. —Você que demora muito no banho.

Edward soltou um risinho leve e concordou com um leve aceno de cabeça.

—Ou isso. Vou me arrumar para irmos. – informou jogando a toalha em um ponto qualquer do piso de madeira. Rolei os olhos diante seu desleixo e dei os toques finais a minha arrumação enquanto ele se trocava no closet onde suas coisas foram postas.

Equipei uma pequena bolsa creme com tudo o que eu precisava: o batom nude para retocar quando preciso, um pequeno frasco de perfume, o celular e a arma pequena, mas que fazia um estrago danado.

Desfrute de um churrasco preparado em pedras, grelhado sob as estrelas e servido na área de jantar interna ou ao ar livre na sala de palmeiras.

Li o cartão deixado sob a mesa de cabeceira me questionando mentalmente o que seria um churrasco preparado em pedras.

—Vamos? – Edward chamou pouco tempo depois de seu perfume inundar o quarto. Virei a cabeça em sua direção e sua beleza me abalou como se fosse a primeira vez que eu o via.

Ele estava usando uma camisa de mangas curtas azul clara que realçava seus ombros largos e seu peito definido. A calça branca era justa e as barras estavam charmosamente dobradas, o sapato branco era descontraído e formal ao mesmo tempo.

—Vamos. – concordei após pigarrear, minhas bochechas esquentaram quando ele sorriu com o canto dos lábios, obviamente havia notado minha “hipnose”.

Saímos do quarto e caminhamos pela casa silenciosa, nem parecia que havia alguns seguranças espalhados pelos cômodos. Só se ouvia o barulho das ondas calmas do mar.

Edward segurou minha mão assim que passamos pelas portas que ligavam as três residências. Entrelacei nossos dedos vendo a reunião dos outros na área externa ao redor da fogueira.

—Boa noite, casal! – Jasper saldou com toda sua alegria costumeira. Eu não o via muito, mas sempre quando o encontrava ele estava feliz.

—Boa noite, Jasper. – Edward e eu respondemos juntos, em uníssono.

—Bella, doce Bella, você está linda! – passou o braço por meus ombros e me afastou um pouco de Edward. —Já te disse que é areia demais para o caminhãozinho do meu irmão?

Edward bufou alto e não consegui conter o riso. Era bom saber que pelo menos um dos meus “cunhado” gostava de mim. Ao contrário de Jasper, Rosalie fazia questão de me encarar com certo desprezo, enquanto cochichava com a presença indesejada de Tanya.

Olhando-as juntas não conseguia me decidir qual das duas serpentes era mais venenosa.

—Agora que chegaram já podemos ir. – Carlisle deixou a taça com o restante do drink de frutas sobre a mesa e ofereceu o braço a esposa.

Sorri ao vê-los juntos, eles formavam um casal tão lindo! Até mesmo o tom verde claro de suas roupas estava combinando.

Fiz questão de voltar a segurar a mão de Edward assim que vi Tanya se aproximar. Aquele seu jeito atirado já estava começando a me irritar, e não ia demorar muito para mim coloca-la em seu devido lugar.

—Tanya, você vem com a gente? – Rosalie perguntou assim que chegamos as três BMW disponíveis. A divisão estava clara, cada casal ficaria com uma, Jasper e Tanya teriam de usar o banco de trás.

Tanya intercalou os olhos entre Rosalie, Edward e eu, abriu um sorriso malicioso e fez menção de se aproximar do carro onde Edward e eu iríamos.

—Desculpe, Tanya, mas eu quero ir a sós com o meu namorado. – me coloquei a frente da porta traseira encarando-a firmemente.

Seus olhos artificiais demonstraram surpresa. Com os lábios entreabertos ela me encarou por longos segundos, acho que sem acreditar na minha imposição.

—Ah... É só uma carona até o restaurante...

—Eu sei. – lhe abri um sorriso cínico. —Mas você pode ir com o Emmet e a Rosalie... Afinal, vocês duas se dão tão bem, não é? E como eu te disse, eu quero passar um tempo com o meu namorado. – fiz questão de frisar as duas últimas palavras.

Ela piscou algumas vezes ainda assimilando tudo o que eu havia dito, então ergueu o queixo e deu uma volta dramática até o carro onde Emmet e Rosalie estavam. Ainda parada a frente do veículo de luxo, a vi ser amparada por Rosalie.

Jasper seguiu em direção aos pais, mas antes fez questão de segurar minha mão e beijá-la rapidamente, claramente me cumprimentando por minha atitude.

—Uau... – Edward assobiou assim que sentei no banco de couro. —Para quem não tem nada comigo, conseguiu me surpreender. – rolei os olhos ao ver o contentamento em seu rosto.

—Cala boca, Edward. – bufei diante seu risinho. —Isso só está acontecendo porque você fez o favor de trazer esse encosto!

—Acha que eu queria que ela viesse? – me encarou rapidamente manobrando o carro pela curva entre as palmeiras.

—Tenho certeza que sim.

—Pois está muito enganada.

—Uhum. – concordei com ironia tentando manter meu foco em qualquer outra coisa que não fosse ele ou aquela priminha irritante.

O percurso até o restaurante do resort me fez ver o quão isolado estávamos, e não sabia se aquilo era bom ou ruim devido a todas as circunstâncias. Chegamos ao restaurante após cruzar uma ponte longa, passar por alguns jardins, piscinas e acomodações mais “simples”, se é que havia alguma coisa simples naquele lugar.

Edward saiu do carro, abriu a porta para mim, e entregou as chaves a Paul, o manobrista que eu conhecia muito bem.

A noite estava muito linda, o clima estava realmente perfeito e não entendi o porque estávamos entrando no restaurante até sermos conduzidos através de um píer de madeira a um pequeno pavilhão de palha e uma escada em espiral, a qual dava acesso ao restaurante submarino feito inteiramente de vidro.

A vista era única, mas igualmente assustadora.

—Que lugar fantástico! – Emmet externou o que todos nós estávamos sentindo.

—E pensar que tudo isso vai ser seu, hein, filho? – Carlisle não escondeu o orgulho ao se acomodar na cadeira ao lado da mulher.

—Se tudo der certo, sim. – proferiu ao sentar-se ao meu lado. —Mas quero ver todo o resort antes de tomar qualquer decisão.

—Espero que dê tudo certo, assim vamos poder vir para cá sempre.

Rolei os olhos diante a fala da oferecida. Pelo visto ela ainda não havia se tocado que ela não era bem vinda. Pelo menos não para mim.

O garçom que nos atendeu era mais um dos homens de Emmet, dessa vez, Caleb ficara responsável por servir nossa mesa. Ele era detetive há mais de trinta anos e sabia que era exatamente o que Emmet queria: experiência.

—Quando vai falar com o proprietário? – Esme perguntou assim que as bebidas foram servidas.

—Amanhã cedo vou me reunir com uma. São cinco proprietárias.

Aquilo me surpreendeu positivamente, era raro ver mulheres a frente de negócios tão grandes, Edward mesmo já havia me confessado em uma de nossas conversas que dificilmente negociava com alguma mulher.

—Hmmm, sei bem que tipo de negociação vai fazer. – Rosalie maliciou ao tomar um pouco do seu drink. Nunca quis tanto que alguém engasgasse como naquele momento.

—Não seja maldosa. – Edward pediu impaciente.

—Desnecessário, Rosalie. – Esme a repreendeu fazendo-a bufar.

—Só estava brincando. – alegou com as mãos arqueadas.

Eu sabia muito bem que cobra não brincava, cobra dava bote. E tudo o que ela queria era me afetar com seu veneno, mas ela não ia conseguir. Não de novo.

Apesar da presença intragável de Rosalie e Tanya, o jantar fora muito bom. Comemos os frutos do mar mais frescos que haviam no resort e os drinks servidos estavam deliciosos. A vista era de tirar o fôlego e até consegui ver alguns peixinhos coloridos, apesar da maioria deles só aparecerem durante o dia.

Me encarei no grande espelho do banheiro para poder retocar o batom que saíra após o jantar. Emmet estar presente na viajem deixava tudo um pouco mais tranquilo, se é que dava para tranquilizar diante a situação.

—Ah, você também veio ao banheiro... – Rosalie fingiu surpresa assim que atravessou a porta de madeira.

Me apressei a usar o batom e guarda-lo na bolsa. Ela não podia se quer desconfiar de que havia uma arma dentro da minha bolsa.

—Não precisa sair só porque eu entrei o cômodo é grande o suficiente para nós duas. – barrou minha passagem assim que fiz menção de sair do banheiro.

—Eu sei, mas eu já terminei aqui. Quero voltar para a mesa. – justifiquei tentando manter a calma. A vontade que eu sentia de apertar aquele pescoço longo com os dedos só crescia.

—Isso é o que? Dor nas pernas, ou ciúme do meu irmão com a Tanya?

A risada que escapou da minha garganta fora tão alta quanto irônica.

—Eu até senti ciúme da Tanya, no começo, é claro. Hoje eu tenho pena.

—Pena? Porque você teria pena de uma mulher tão linda e atraente? – eu sabia que ela estava tentando me atingir, mas naquela noite ela não ia conseguir.

—Porque apesar de ser uma mulher linda e atraente, ela precisa ficar correndo atrás do Edward, precisa ficar tentando chamar a atenção o tempo todo de um homem que está comprometido... Precisa se sujeitar a certas coisas que, convenhamos, não tem necessidade. – disse calmamente. —Então do que adianta ser linda, atraente, bem sucedida, se não tem amor próprio?

Rosalie me estudou por alguns segundos com aqueles olhos claros e grandes, e então abriu um sorriso maquiavélico.

—E você se acha melhor do que ela só porque está namorando o meu irmão?

—Não, eu não me acho melhor do que ela, mas no lugar dela não me prestaria a esse papel. Eu me amo o suficiente para saber onde me cabe. – forcei um sorriso. —Agora se você me dá licença...

—Eu acho que isso não é verdade, senão você veria que não cabe na vida do Edward, e muito menos na nossa família.

Respirei fundo encarando sua face venenosa, a qual exibia um ar de superioridade e soberba.

—Rosalie, eu acho que isso cabe a Edward decidir, e até o momento ele só me prova que quer estar comigo, que gosta de mim. – lubrifiquei os lábios com a ponta da língua antes de continuar. —Você pode até não gostar de mim, apesar de eu nunca ter te feito nada, mas o quanto antes aceitar que eu namoro o seu irmão e que faço parte da família, melhor. – minha voz saíra firme e decidida. —E não vai adiantar ficar tentando jogar a Tanya para cima dele. É comigo que ele quer ficar. E é comigo que ele vai ficar.

Lhe lancei uma piscadela e forcei a passagem entre seu corpo e a parede.

—Ah, e antes que eu me esqueça. – me virei para encará-la. —Você deveria focar sua energia no Emmet, ao invés da gastá-la com a vida alheia. Caso o contrário vai acabar perdendo aquele homem que merece muito mais do que uma mulher mimada e mal-amada.

Saí do banheiro sem esperar por sua resposta. A adrenalina que corria meu corpo fazia com que eu me sentisse de alma lavada. Por mais que ela fosse namorada do meu chefe e irmã do meu “namorado”, eu estava cansada de aceitar suas palavras venenosas.

—Tudo bem? – Edward questionou assim que voltei para a mesa. Apenas concordei com a cabeça, estava arfante demais para dizer qualquer coisa.

Rosalie não demorou a voltar, e sua postura de cãozinho machucado me deixou ainda mais contente. Sabia que ela não ia se atrever a me provocar de novo, e se o fizesse, eu a colocaria em seu lugar mais uma vez!

—O que aconteceu no banheiro? – Edward perguntou enquanto fazíamos o caminho de volta para nossa residência.

Olhando para a paisagem paradisíaca apenas dei de ombros.

—Nada. Porque?

—Ah, não se faça de desentendida. Eu vi quando Rosalie foi atrás de você, e vi o jeito que ela voltou para a mesa. Pareceu sem rumo!

Mordi meus lábios tentando conter a risada, porém foi impossível. A gargalhada explodiu alto me deixando ainda mais leve.

—Bella, o que aconteceu? – Edward parou o carro na vaga privativa e soltou o cinto para me encarar.

—Nada. Eu só deixei claro para a sua irmã que estamos juntos. Acho que ela finalmente entendeu isso.

—Ah... – seus olhos me estudaram. —E nós estamos juntos por acaso?

Rolei os olhos diante sua pergunta. Ele me encarava com as sobrancelhas arqueadas, enquanto mordia o canto de seu lábio inferior. A curiosidade brilhava em seus olhos peculiares.

—Cala boca, Edward! – mandei empurrando-o pelo ombro. —Cala a boca e me beija. – o carro de luxo era amplo, alto e me permitiu saltar para o seu colo naquele rompante de coragem, saudade e tesão.

Ele me segurou em seu colo no momento em que sentei sobre suas pernas, meio desajeitada, meio apressada. Minhas mãos seguraram seu rosto, as suas se firmaram em minha cintura e então nossas bocas se encontraram do jeito que não acontecia há dias.

Suspirei em seus lábios quando sua língua encontrou a minha.

Como senti falta disso!

Minhas mãos escorregaram do seu rosto para desabotoar os primeiros botões da sua camisa, e então finalmente toquei a pele de seus ombros descendo até as costas largas.

Firmei as unhas na pele macia e puxei com força, a respiração de Edward ficou mais forte

Apoiei os joelhos no banco de couro, e movi o quadril no colo de Edward já sentindo toda a sua excitação, mesmo com algumas camadas de pano. Sorri diante o beijo subindo a mão até os cabelos desgrenhados. Minha língua se esfregava na dele no mesmo ritmo em que esfregava a boceta no pau duro.

A fricção do meu clitóris no pano da calcinha me causava ondinhas de prazer que corriam todo o meu corpo.

Edward separou nossos lábios, e abaixou as alças do meu vestido para poder cair de boca nos meus seios. Sugou meu bico e o rodeou com a língua, não consegui evitar o gemido e pressionei ainda mais o quadril contra seu pau.

Aquilo o fez sugar com mais vontade, mordicando a pontinha do jeito que eu tanto gostava.

Com a respiração descompassada, cessei um pouco os movimentos que meu corpo fazia e desci uma das mãos até a calça branca que parecia querer explodir tamanho o volume da ereção de Edward. Ele me ajudou a abrir o cinto e meio desajeitados conseguimos abaixar a calça e a boxar juntas, então fui prestigiada com a visão do pau de Edward “pulando” para fora.

Eu era uma mulher de sorte e tinha plena consciência disso. Edward além de ser absurdamente lindo, tinha um pau que fazia jus a todo o corpo grande e malhado. Ele era grande e bem grosso. A cabeça rosada lembrava um cogumelo. Mas nada era mais sexy para mim do que as veias que se esticavam por todo o cumprimento do membro.

Respirei fundo tentando conter um pouco da excitação que sentia, não queria gozar rápido. Firmei os joelhos no banco para erguer o corpo e contei com a ajuda de Edward, que colocou o pau na entrada da minha boceta.

Nós nos entreolhamos e soltamos um gemido baixo em uníssono, resultado daquele contato tão prazeroso. Voltei a beijá-lo enquanto forçava o quadril para baixo, encaixando o pau de Edward dentro da minha boceta molhada.

Uma onda de calor varreu todo o meu corpo me deixando arrepiada. Grudei os dedos no cabelo de Edward e o puxei para mais perto, meus seios ficaram colados no peitoral dele enquanto eu subia e descia com o quadril em um ritmo extremamente gostoso.

Edward realocou as mãos na minha bunda e começou a ajudar no movimento de vai e vem, a velocidade aumentada, nos fez grunhir de prazer. Ele aceitava os arranhões que eu deixava por seus ombros e costas com satisfação, e sugando os meus lábios, estocou um pouco mais fundo.

Soltei um gritinho involuntário, o qual fora abafado pela língua de Edward. Nada mais preenchia minha mente a não ser o prazer inebriante que sentia e a vontade gigante de gozar.

—Ah, meu Deus, Edward! – exclamei alto, reclinando a cabeça para trás enquanto quicava no pau grosso. —Eu vou gozar.

O aviso foi o que Edward precisava para poder soltar seu gozo junto com o meu. Nossos gemidos altos se misturaram dentro do carro, nossos corpos convulsionaram e juntos, chegamos ao ápice do prazer. Senti-me desmanchar no pau de Edward, enquanto ele me preencheu com sua porra.

Suados e ofegantes, aproveitamos cada segundo daquele prazer intenso. O qual se repetiu algumas vezes durante a noite.

Havia perdido as contas de quantas vezes havia gozado na quinta rodada, e por mais que parecesse muito, sabia que aquela noite tinha servido para tirar o atraso.

—Eu não acredito que vocês transaram a noite toda. – Alice soou meio incrédula, meio admirada. —Como está conseguindo ficar de pé?

Soltei uma longa risada diante sua pergunta. O suor escorreu por minha testa, tentei limpá-lo com a toalha, mas a mesma já estava húmida por conta do vapor da sauna.

—Normal. – dei de ombros. —Não é a primeira vez que isso acontece.

—Ah, mas você está muito exibida senhorita Swan! – Alice brincou sorrindo grande. —Então fizeram as pazes?

Mordi meu lábio inferior diante sua pergunta e não evitei a careta ao sentir o gosto salgado do suor.

—Não sei, acho que sim. Ainda não conversamos, mas acho que vamos ficar bem.

Aquilo era tudo o que eu mais queria. Voltar a ficar bem com Edward.

—Estou torcendo para que fiquem bem, Edward estava em um mal humor esses últimos dias. – fez uma careta ao se lembrar. —Ângela até chorou um dia.

—Ele é um ogro quando quer. – Alice rapidamente concordou com a cabeça. —Mas...

Parei de falar para pensar em como completaria a frase.

—Você está apaixonada. – cantarolou com os olhos brilhando.

Respirei fundo sentindo meu coração bater mais rápido. Por mais que aquela palavra me assustasse, nenhuma outra fazia tão sentido quanto ela.

—É. Acho que estou. – soltei o ar pela boca. —Eu sei sou uma estúpida, mas não consegui evitar. – assumi com os ombros encolhidos.

—Porque você seria estúpida? Por se apaixonar por aquele homem lindo? – me encarou seriamente. —Com todo respeito! – arqueou as mãos e não contive o riso.

—É, por me apaixonar por aquele homem lindo, e que só está comigo porque está sendo obrigado. – assumir aquilo causou uma azia instantânea.

—Ah, não diga bobagem...

—Não é bobagem, é a verdade. Ele jamais olharia para mim em outras ocasiões. – soltei o ar pela boca. —Sabemos que eu não sou assim. Não ando de salto e quase não uso maquiagem. E as minhas roupas...

—Hey, você é linda! – me interrompeu. —Pare de cair na pilha do babaca do Mike. Pare de acreditar que é um salto ou um vestido que te deixa interessante. Você é muito mais que isso. Sua beleza não se resume a isso.

Tentei me apegar a suas palavras, mas a verdade é que a insegurança me desmoronava por dentro.

Edward estava acostumado a ter mulheres deslumbrantes ao seu lado, e eu sabia que não chegava nem perto delas.

—Além do mais, tenho certeza que ele está apaixonado por você também.

—Tem? – a encarei um tanto quanto surpresa.

—Sim, ele te olha como se fosse única. Todo mundo comenta, viu?

Mordi meu lábio inferior e respirei fundo algumas vezes. Queria acreditar naquilo, mas nem o mero pensamento de que Edward gostava de mim conseguia me relaxar.

E quando isso acabasse? E quando o teatro acabasse e eu voltasse a ser aquela Isabella de jeans surrados e camiseta larga?

—Eu tenho certeza que o Edward enxerga a joia preciosa que ele tem na mão. – a olhei a tempo de receber seu sorriso doce.

—Obrigada pela força.

—Sempre estarei com você. – afirmou antes de se por de pé. —Menos agora, preciso ir para o banho e me arrumar.

—Vai abrir plantão? – perguntei vendo-a enxugar o rosto na toalha felpuda.

—Não, tenho um encontro.

—Um encontro? – minha voz saíra alta e surpresa. —E você me conta assim? Agora?

Ela encolheu os ombros e sorriu amarelo.

—É que só nos vemos hoje e não queria falar pelo telefone...

—Quem é ele? – perguntei um tanto quanto curiosa.

—Jasper. – sua voz baixa, quase inaudível.

—Oi? O Jasper? O Cullen? O irmão do Edward?

—Esse mesmo. – concordou envergonhada.

Cobri a boca com a mão verdadeiramente surpresa.

Alice e Jasper. Quem diria?

—Como isso aconteceu?

—Nos conhecemos no escritório do Edward e ele pediu meu número a Ângela. – contou rapidamente. —É recente ainda.

—Ah! – soltei um gritinho agudo enquanto batia algumas palmas. —Estou tão feliz por você! Só não vou te abraçar porque estamos suadas e seria...

—Nojento. – completou me fazendo rir. —Tudo bem, você me abraça depois. Preciso ir ou vou me atrasar... Você vem?

—Não, vou ficar mais um pouco. Me conte depois como foi o encontro!

—Pode deixar! – Alice me lançou um beijo e uma piscadela antes de sair da sauna.

Suspirei profundamente ainda surpresa pela notícia. Alice e Jasper era um casal que eu não previa, mas super apoiava!

Passar aquele tempo na sauna com Alice era exatamente o que eu precisava para relaxar. Os últimos dias tinham sido muito tensos, inclusive a última noite.

Por mais que tivéssemos transado, várias vezes, e que eu tivesse assumido pra mim mesma que estava apaixonada, só conseguia me sentir insegura em relação a Edward. E principalmente sobre como ficaríamos dali em diante.

Maneei a cabeça para me livrar daqueles pensamentos obsessivos, estava começando a me sentir fraca demais e sabia que era efeito colateral da sauna.

Recolhi minhas coisas e não deixei de notar que a temperatura estava um pouco mais alta do que havia deixado, e aquilo até passaria despercebido se a porta não estivesse trancada.

Forcei a fechadura tentando não me desesperar. Pelo vidro da porta vi o lado de fora vazio.

Caralho!

O suor descia cada vez mais por minha testa enquanto eu puxava a porta com todas as minhas forças.

Corri a mão por meu rosto andando de um lado para o outro.

O que eu ia fazer?

—Socorro! – gritei enquanto deitava tapas na porta.

Alguém precisava me ouvir. Precisava sair daquele calor sufocante.

—Hey, alguém me ajuda! Estou presa! – forcei minha voz o máximo que pude, mas o calor, a falta de água e o desespero eram fatores que jogavam contra mim.

O ar começou a faltar em meus pulmões e sabia que era um dos primeiros sinais de desidratação profunda.

Bati mais vezes na porta tentando controlar minha respiração. Sentia meu coração pulsar em minha garganta, e minha vista começava a embaçar.

—Socorro! – pedi mais uma vez tentando manter meu corpo firme mesmo com a pressão extremamente baixa.

Tentei lubrificar meus lábios com a ponta da língua, mas minha boca estava extremamente seca.

Pisquei demoradamente e senti o mundo girar abaixo dos meus pés. Completamente tonta sentei no chão e apoiei a cabeça na parede.

O calor só aumentava e a cada segundo que ia mais longe da consciência eu ficava.

Eu precisava dar um jeito de sair dali, mas meu corpo se recusava a me obedecer.

Notas finais
Muita coisa aconteceu nesse capítulo, quero saber o que acharam.... E esse final? Hahaha Nos vemos sábado! ♥