Reencontros e Recomeços
12 11 - Sobre deixar o passado ir e receber o futuro
Notas iniciais

"Continue aguentando
Porque você sabe que conseguiremos
Nós conseguiremos
Apenas seja forte
Pois você sabe que estou aqui por você
Estou aqui por você"
(Keep Holding On — Avril Lavigne)
...
O tempo passou, e junto com ele a vida e tudo que a acompanha.
Já faziam dez meses que Sam e Freddie estavam morando juntos, e a cada dia a conexão entre eles crescia, ao ponto que já era uma muralha intransponível, apesar de algumas discussões que eram inevitáveis devido os acontecimentos do dia a dia. Mas elas sempre acabavam da melhor forma; com o amor entre os jovens se manifestando de diferentes maneiras.
O tratamento psicológico de Sam havia se encerrado há quase dois meses e agora ela se sentia cem por cento preparada para realizar seu maior sonho, a única coisa que faltava era a oportunidade certa para planejá-lo.
A cada dia acordava com o coração ainda mais leve e mais feliz do que anos atrás.
A empresa de Freddie e Robbie estava prestes a ser inaugurada; com a ajuda de investidores e o talento que tinham, a empresa conseguiu se erguer antes do prazo estipulado e os preparativos para a inauguração estavam a todo o vapor, deixando Freddie e Robbie enlouquecidos.
Freddie se olhava no espelho após ter terminado de fazer a barba; sua expressão estava realmente cansada, apesar de se sentir cada dia mais feliz. E seus olhos... estavam vermelhos devido ao curto tempo de sono que suas noites tinham. Não era nada fácil lidar com a fundação de uma empresa e ainda trabalhar em um cargo que se exige enorme responsabilidade.
Em compensação, sua vida pessoal não o deixava nem um pouco cansado.
A não ser por, uma questão que voltou a persegui-lo alguns dias atrás...
Carly e Gibby.
Não conversava com eles desde que tudo aconteceu. Sam sim mas, não os contava as noticias que tinha em relação aos dois, e isso não chegou a ser um pedido de Freddie, mas de alguma forma ela sabia que ele preferia simplesmente não saber nada sobre eles, da mesma forma que não queria que eles soubesses nada sobre ele.
Mas... agora, olhando em retrospecto, precisava admitir que não se sentia mais da mesma forma de antes.
É claro, sempre iria os culpar por todos os acontecimentos negativos na vida de Sam e em seu relacionamento com a amada. Mas, aquela mágoa vestida de raiva, que consome as boas lembranças e bons sentimentos, já não existia mais.
Seria a hora para perdoá-los?
Balançou a cabeça e fechou os olhos por milissegundos; precisava se concentrar, o dia seguinte seria cheio, bem como o de hoje e os anteriores.
Sorriu quando sentiu braços o envolverem por trás.
–Já disse que acho irresistível essa sua postura senhor de negócios, super workaholic? -disse Sam, enquanto distribuía beijos nas costas desnudas do namorado, o arrancando arrepios.
–Na verdade, não. -se virou, para encarar aqueles olhos apaixonantes e envolveu a cintura da namorada- E eu, já disse que amo essa sua expressão angelical? Não combina em nada com a sua personalidade, e isso é excitante!
Ela soltou uma risadinha, mexendo na franja em seguida.
–Não me lembro... e olha que a minha memória é excelente!
–Hum... então parece que estamos quites.
–É sim, é o que parece.
Ele se inclinou para beijá-la, um beijo doce e intenso, como sempre era.
–Bom senhor galanteador, -ela disse, no exato segundo em que o beijo foi quebrado- vamos jantar? Pedi estrogonofe no Bots.
–Claro lindinha.
Ela abriu um sorrisinho e o puxou pela mão.
{...}
Um episódio de Friends estava sendo exibido na TV enquanto gargalhadas podiam ser ouvidas.
Após o excelente jantar, o casal havia decidido assistir pelo menos um episódio da série afim de descontrairem antes de dormir, estavam precisando disso mais do que nunca.
Freddie estava deitado nas pernas de Sam enquanto esta lhe fazia um cafuné tão bom, que o único motivo de ainda não ter dormido, era porque queria assistir o episódio até o final e ouvir por mais tempo as gargalhadas contagiantes da namorada.
Depois de umas quatro cenas o episódio acabou, e ele desviou o olhar para cima, acariciando o rosto da loira, cujas gargalhadas aos poucos se transformavam em um sorriso sincero.
–Te amo! -disse, e o sorriso de Sam aumentou.
–Eu também te amo!
Ela se abaixou um pouco para selar os lábios em um selinho rápido.
Se levantaram do sofá, desligaram a TV e seguiram para o quarto. Deitaram juntos na cama; Sam em cima do peito de Freddie enquanto ele a abraçava protetoramente.
–Freddie... -ela começou a falar, baixinho, mesmo só tendo os dois no quarto- você está bem? Estou te achando tão pensativo...
Ele sorriu.
–Estou bem sim, querida... é só essa rotina louca.
Ela assentiu.
–Sim, eu sei disso... mas disse porque... sei lá, senti que tinha algo além disso também.
–É... realmente... nos últimos dias eu venho pensando um pouco no Gibby e na Carly... sei lá, acho que eu me sinto pronto pra perdoar eles.
Sam sorriu, e o abraçou.
–Que notícia boa, meu amor!
–É sim... eu acho.
O abraço foi quebrado e ela voltou a olhar para ele.
–É boa sim, guardar mágoas só faz mal pra nós mesmos. Apesar de eu concordar que nem sempre isso está em nossas mãos... mas enfim, querido, no que você decidir fazer, eu vou estar te apoiando, ok?
Ele subiu a mão direita para o rosto dela e o acariciou.
–Eu sei, meu bem... não sei o que eu faria sem você!
–Eu também não.
Encostaram as testas e após darem um beijo, apagaram as luzes de ambos os abajures, já estava mais do que na hora de embarcarem na terra dos sonhos.
{...}
Eram nove horas da manhã.
Freddie revisava os documentos e as fichas dos novos funcionários contratados pela firma naquele mês.
Haviam cem mil estagiários, sendo vinte só em uma das cidades da Califórnia... não pôde evitar um sorriso, pelo jeito a tecnologia era mesmo a profissão do futuro.
Deu um gole no café -que milagrosamente ainda estava quente- e puxou a última ficha. Essa não demorou muito tempo para ser lida e quando terminou, reuniu todas elas novamente, as guardando na pasta.
Pegou o telefone ao lado e discou aquele número já tão habituado à ser usado.
"Dona Rebecca, pode vir aqui por favor? Obrigado."
O telefone foi desligado e poucos segundos depois a porta foi batida. Freddie deu uma risadinha e pediu para que a pessoa por trás dela entrasse.
–Me chamou, senhor Benson?
A figura de Rebecca Walker, a secretária chefe da empresa -e por consequência sua secretaria-, se materializou no batente da porta.
Freddie se lembrava do quão surpreso ficou quando a conheceu, considerando que era evidente que a mulher já passava dos quarenta anos, e nunca em seu tempo profissional havia se deparado com uma secretária nessa faixa de idade. Algo que só deixava escancarado o quão etarista as empresas podem ser.
Quero dizer, por que secretarias precisamser todas jovens e bonitas? A maioria delas ainda está na faculdade e nem sequer fazem curso de secretariado. Enquanto mulheres como a senhora Walker, possuem um vasto conhecimento na área e diversos cursos não apenas de secretariado; ela tem quatro línguas no currículo além da língua materna.
Se sentia sortudo por sua secretária ter toda essa bagagem!
–Chamei sim, senhora Walker. Eu já terminei de revisar essas fichas, se puder encaminhar para o RH novamente, eu agradeço.
Ela abriu um leve sorriso.
–Com certeza. -se dirigiu até a mesa e pegou a pilha de papéis, as acomodando com maestria em seus braços. -Precisa de algo mais?
–Não, muito obrigado, vou entrar em uma reunião virtual daqui a pouco.
–Tudo bem... mas não quer nem um café novo? Trouxe esse há quase duas horas, já deve estar frio.
–Não está, tomei um pouco agora mesmo e ainda está quente.
Ela franziu o cenho, como se não estivesse acreditando no que estava ouvindo.
–Tudo bem. Mas, irei mandar trazerem outro assim mesmo, não é bom tomar café frio, ainda mais sem ter colocado nada no estômago. Está aí, vou mandar trazerem também alguns biscoitinhos, reuniões são cansativas e se eu bem conheço o senhor, só está com o café da manhã até agora.
Freddie sentiu imensa vontade de rir, alguém poderia avisar essa gentil senhora de que ela não era sua mãe?
Mas não podia negar que até gostava desse carinho, sentia falta disso e nem sabia.
–Não precisa...
–Precisa sim senhor Benson, ouça a voz da experiência!
E assim, a mulher saiu a passos largos e fechou a porta, levando consigo as fichas e a caneca quase vazia.
Meia hora depois, Freddie dava um gole em um café quentinho e cheio até a borda enquanto ouvia atentamente o gerente da Pear Store de New York falar sobre as vendas daquele mês.
Logo depois deu seu parecer e disse que os resultados estavam excelentes, e que com o lançamento do novo PearPhone perto das festas de final de ano, podiam melhorar ainda mais o resultado, considerando os inúmeros turistas que a cidade recebe nessa época.
É, seu ânimo para reuniões estavam melhorando, afinal.
{...}
–Não acredito que você ainda não falou com os seus superiores sobre a empresa! -exclamou Robbie, enquanto levava uma batata frita a boca.
Precisavam discutir algumas coisas em relação ao novo negócio, então marcaram um almoço. Combinaram em seus respectivos empregos de voltarem apenas uma hora mais tarde do que o habitual.
–Eu não tive coragem, Robbie... sei que não é grande coisa mas, o cargo que eu ocupo é muito importante e estou a minha vida profissional inteira na Companhia Pear, não é fácil sair, sabe? É como se eu fosse um adolescente recem saído do ensino médio que precisa sair da casa dos pais pra fazer faculdade em outra cidade...
Suspirou e deu uma grande mordida no filé mignon.
Robbie franziu o cenho e controlou uma risada que se esforçava muito pra sair.
–Entendo, cara... eu meio que tô na mesma também, mas a gente precisa superar isso, sabe? Se não não vamos crescer da forma que queremos.
–Eu sei... mas e então, o contrato do prédio da sede já está pronto?
–Já sim, marquei a assinatura pra daqui há dois dias.
–Beleza. Então, depois é só contratar os decoradores e a equipe de marketing né?
–Exato! Inclusive, a Cat sugeriu da gente contratar a equipe de marketing dela, porque é muito boa e eu sou suspeito pra falar, desde que a Cat começou a carreira que ela tem essa equipe e eles nunca falharam, pelo contrário, sabem muito bem os macetes pra fazer a propaganda dar certo. O novo álbum dela é um ótimo exemplo, nem o pessoal da gravadora acreditava que ia dar certo ela nesse estilo mais sério, folk, mas graças ao talento dela e a divulgação que eles fizeram em cima, o álbum foi um sucesso!
–Pois é cara, a Sam comentou comigo que até foi indicado ao Grammy né?
Robbie sorriu, ele não fazia a mínima questão de esconder o tamanho orgulho que sentia da noiva, e Freddie admirava muito isso nos caras.
–Foi sim, a primeira indicação dela em anos de carreira...
–Que legal, estou torcendo pra que ela ganhe! Mas aí, me passa o contato deles então, ok? Que eu marco uma reunião.
–Beleza.
Mais alguns minutos de conversa se seguiram até que se despediram e voltaram para seus trabalhos.
{...}
Samantha andava calmamente pelo shopping enquanto uma música da Taylor Swift tocava nos fones bluetooth. Em seus braços haviam duas sacolas do supermercado; as coisas estavam acabando na geladeira e ela só havia percebido de manhã, quando quis fazer um omelete para o café e nem ovo tinha.
Bom, não era sua culpa se tanto ela quanto Freddie estavam trabalhando tanto ultimamente que até as pequenas coisas passavam despercebidas não é? Por isso, decidiu fazer algumas compras ao final do expediente, que diga-se de passagem, foi estressante pra cacete!
Passou a se perguntar se ainda teria estômago para trabalhar em casos de crianças em estado de vulnerabilidade depois que se tornasse mãe... mas preferia acreditar que sim, afinal, dizem que ser mãe mudam as mulheres, e no caso dela, tinha grandes chances de suas garras de leoa aumentarem de tamanho e se tornarem de verdadeiras tigresas!
Sentiu seu estômago roncar ao passar perto da praça de alimentação e retirou os fones, os guardando no bolso do blazer. Quando enfim se sentou para devorar aquele delicioso hambúrguer em sua frente, sentiu o celular vibrar dentro da bolsa e revirou os olhos. Dependendo de quem fosse, ela não iria atender! Foda-se.
Por sorte, era Melanie. Sorriu, já tinha um tempo que não conversava com a irmã, estava morrendo de saudades!
"Oi Mel, quanto tempo."
"Hey Sam, pois é, desculpa ter passado tanto tempo sem te procurar. Aconteceram tantas coisas nos últimos meses."
Ouviu-se uma risadinha do outro lado da linha.
"Tudo bem, por aqui está igual."
"Como você está? E o Freddie?"
"Estamos bem, apesar de ele estar quase louco por causa da fundação da empresa."
As duas irmãs riram, Melanie pensou que daria de tudo pra ver o cunhado nervoso arrancando os cabelos.
Qual é? Ela também era uma Puckett... afinal.
"Mas e você? Meu sobrinho lindo e meu cunhado?"
"Estamos bem também. Albert aprendeu a tabuada inteira e está tão alegrinho por conta disso... sai falando ela pra todo mundo que conversa com ele."
"Que fofo, é nerd igual aos pais."
"É sim, e a senhorita se prepare porque os seus também serão assim."
Sam revirou os olhos em tom de divertimento.
"Eu sei, já até aceitei isso."
"Enfim Sammys, eu te liguei porque além de estar louca de saudades, queria contar que eu e William vamos estar aí em L.A nesse final de semana, será que rola da gente se ver?"
Sam sorriu ao ouvir isso.
"É claro que sim! O que acha de sábado?"
"Perfeito. A gente vai marcando direitinho os detalhes ao longo da semana, então."
"Fechou. Até lá, maninha!"
"Até, manona!"
A loira guardou o celular e deu a primeira mordida no hambúrguer, pensando que não podia estar mais ansiosa para aquela semana passar rápido!
{...}
Mais tarde, a água do banho a ajudava a relaxar e aliviar a tensão do dia. Pensava na próxima audiência que teria... seria em uma semana e apesar de dessa vez o caso não ser tão complicado, ainda assim se sentia nervosa.
Quando abriu os olhos após ter tirado o shampoo do cabelo, foi agraciada com a imagem de Freddie se despindo em sua frente para acompanhá-la no banho. Sorriu, chegar em casa cedo estava sendo algo raro para ele ultimamente.
A porta do box foi aberta e ele entrou, suas íris castanhas não carregavam um pingo de malícia, apenas o amor muito forte que sentia pela amada.
–Ei. -ele disse, enquanto a puxava para um abraço.
–Oi. -ela sorriu, se aconchegando naqueles braços que tanto amava. -Chegou cedo hoje...
–Pois é, por incrível que pareça consegui sair do trabalho mais cedo, a reunião que eu tinha às seis foi adiada porque um dos diretores passou mal por reação alérgica... -ele fez uma careta, tentando não rir, porque afinal, não tinha nada de engraçado em alguém sofrendo uma reação alérgica- E quanto a empresa, só iremos assinar o contrato de compra da sede amanhã. Então, eu vim pra casa.
O sorriso de Sam se alargou ainda mais e a água que caia em seus corpos já os cobria completamente.
–Que bom. Porque eu estava morrendo de saudade do meu baby! -deu um beijinho no peito dele, o arrancando risadas.
–Nossa nem me fale... eu estou com tantas saudades de ficar assim com você, amor... agarradinho, sem pressa de cessar as carícias. -cheirou o cabelo dela e foi inebriado pelo aroma de maçã que o shampoo havia impregnado nos fios. -As vezes parecemos mais dois grandes amigos do que um casal... tipo, quando foi que fizemos amor pela última vez mesmo?
A voz de Sam saltou a risadas; como podia ele ser tão bobo assim?
–Eu sei amor, eu também estou com muitas saudades, mas isso é só uma fase, e uma fase que vai valer muito a pena! -cessou o abraço para olhá-lo nos olhos- É totalmente compreensível que você esteja ausente ultimamente, e apesar de eu sentir falta de ficar o tempo inteiro agarradinha com você, eu entendo e apoio essa ausência porque sei que ela é necessária para que o seu grande sonho se torne realidade. E meu amor, você está se saindo muito melhor do que pensava, não tem noção do quanto eu me orgulho de você por isso! Eu vejo nos seus olhos o quanto está cansado, e mesmo assim você não desiste, enquanto qualquer outro teria jogado a toalha há tempos! E essa é uma das coisas que eu mais amo em você; a sua dedicação e perseverança.
Freddie respirou fundo, não estava esperando ouvir palavras tão lindas e inspiradoras... e então pensou que não sabia o quanto precisava ouvi-las, principalmente vindo da pessoa que mais amava.
Sam era sua luz, seu mundo, sua aurora, sua felicidade, seus sentimentos mais profundos e seu futuro pessoal materializado. Não havia como viver sem ela, porque ela era parte de si, assim como ele era parte dela.
Poderia viver mil anos e nunca saberia expressar o quanto ela era importante para ele e para sua vida, mas talvez fosse justamente esse o ponto que provava seus sentimentos.
Afinal, não há medidas para o amor quando ele é verdadeiro!
A abraçou com mais força, e enterrou o rosto no pescoço dela. Desceu a mão direita para sua cintura e começou a acariciá-la, enquanto sentia as mãos dela fazendo um carinho altamente satisfatório em seu cabelo.
–Obrigado, meu amor... eu te amo tanto, tanto, tanto!
Desceu o rosto para a clavícula da amada e começou a deixar inúmeros beijinhos na região. Ouviu Sam arfar e essa foi a deixa para que se afastasse a fim de voltar a olhá-la nos olhos.
As íris azuis que tanto amava estavam iluminadas devido a água que caía sobre elas e no rosto de Samantha havia uma expressão apaixonada e levemente surpresa.
É, ela nunca se acostumaria com as declarações do amado.
–Obrigado, meu amor, você não faz ideia do quanto eu estava precisando ouvir isso... nem eu sabia.
Ele deu uma risadinha e ela o acompanhou.
–Não precisa me agradecer, eu só disse o que meus sentimentos mandaram. Eu te amo, meu amor!
Samantha fechou os olhos quando sentiu as mãos de Freddie acariciar seu rosto, e então seus lábios foram pressionados de uma forma doce e calma. As línguas dançavam em um ritmo lento e altamente satisfatório para ambos, sem nenhuma pressa para pararem. As mãos da loira fizeram morada no pescoço do homem enquanto ela acariciava os fios da nuca. Ao passo que as mãos do moreno encontraram lugar na cintura da mulher, a acariciando enquanto a puxava ainda mais para perto, de forma completamente lenta e inconsciente.
A água já se transformava em vapor que por sua vez ia de encontro ao teto. As gotas caíam sob os corpos nús que por estarem tão unidos, pareciam mais um único corpo, um único ser.
{...}
No dia seguinte, mais um milagre aconteceu: o casal conseguiu tomar café da manhã juntos. Uma vez que Freddie só precisaria estar na empresa às dez horas e Sam havia tirado a manhã livre para revisar sua defesa para a audiência.
Risadas ecoavam pela cozinha enquanto acompanhavam as conversas que surgiam de forma natural, como sempre.
–Ah, -disse Sam, após dar mais um gole em seu café- Amanhã a Mel e o William vão estar aqui e marcamos de nos ver.
–Que legal, estou ansioso para rever a minha cunhada e conhecer o William, você fala tão bem dele... -deu uma mordida na torrada- e o que vocês tem em mente?
–Ah, eu pensei em algo mais tranquilo, sabe? Até porque acho que eles vão trazer o Albert... acho que uma tábua de queijos e vinhos aqui em casa mesmo está ótimo. O que acha?
–Concordo com tudo que decidir, meu bem.
Ela sorriu, e deu uma mordida em sua torrada, depois de lambuzá-la com geleia de amora.
–Que bom, porque eu não estou com clima nenhum pra sair! Ainda mais com esse calor todo que está fazendo... -revirou os olhos- Sério, eu amo calor, mas esse ano ele tá insuportável!
Freddie deu uma risadinha.
–Entendo, amor, eu também não estou nem um pouco no clima pra sair... esse final de semana quero ficar aqui dentro de grude com você!
Deu um beijo na mão dela que estava estendida sobre a mesa e ela sorriu.
–Estamos precisando tanto disso, né? Ainda bem que a Mel e o William são tranquilos, eles não gostam de sair muito.
Comeram e conversaram por mais algum tempo, até que o relógio virou para as nove horas e Freddie precisou ir.
–Até mais tarde, meu amor.
Ele se despediu e deu um beijo estalado em sua boca.
–Até, meu bem.
Ela o abraçou e quando o amado passou pela porta, suspirou.
O apoiava em tudo, mas não podia negar que estava louca para que essa fase corrida dele passasse.
{...}
Freddie sentiu o estofado da cadeira giratória afundar, no segundo em que ele se jogou nela.
Estava exausto.
Havia acabado de retornar de uma reunião com a gerente da empresa sobre o salário dos novos estagiários. Correu tudo bem, mas se perguntava até quando teria paciência para lidar com coisas assim.
"Paciência, Freddie, está acabando. Logo mais você será seu próprio chefe!" Ele pensava, como forma de se acalmar, e na maior parte do tempo funcionava.
Permaneceu com os olhos fechados por um minuto ou dois, e quando enfim voltou a abri-los, checou a agenda; teria uma meia hora livre. Sorriu, enquanto pegava o celular no bolso da calça.
Resolveu acessar suas redes sociais, faziam quase dois dias que não conseguia abri-las e essa era uma das coisas simples que sentia falta; ficar de bobeira na internet como se ainda fosse um adolescente.
Curtiu e comentou em todas as fotos recentes de Sam no Instagram, começou a seguir Melanie, curtiu a foto que Robbie postara há umas cinco horas; ele com uma máscara do Darth Vader. Comprimiu os olhos pensando porque carambas ele teria postado uma foto assim, considerando que o Halloween ainda estava longe... mas enfim, era o Robbie e ele está na lista das pessoas menos compreensíveis existentes.
Abriu a aba do próprio perfil, a última foto que havia postado tinha sido a um mês; Sam sorrindo enquanto segurava uma taça com sorvete de bolo gordo. Soltou uma risada, ele havia feito esse sorvete após ter perdido uma aposta para ela.
Rolou um pouco mais o feed e sorriu ao constatar que a maior parte de suas fotos era dele com Sam, ou de Sam sozinha fazendo coisas completamente normais mas que aos olhos dele se tornavam coisas extraordinárias feitas em momentos únicos.
Rolou um pouco mais o feed e sentiu sua espinha gelar.
Havia chegado na parte de seu perfil com fotos um pouco mais antigas, de quando ainda era adolescente.
Mas não era a época delas que causou tal sensação, mas sim, o fato de que seus olhos escolheram repousar justamente em uma foto que continha a presença de duas das pessoas que mais evitava no presente momento.
Era aniversário de Gibby.
Estavam ele, Gibby e Carly fazendo careta atrás da mesa do bolo com tema de gato. Sam não estava junto com eles porque estava ocupada tirando a foto; ela havia cortado a franja muito curta e estava com a autoestima baixa por conta disso, evitando sair em fotos sempre que possível.
Foi um pouco antes de ela se declarar para ele e começarem a namorar...
Eram tão jovens, tão imaturos... não tinham a mínima noção do que ainda viria pela frente.
Não podia negar que sentia falta dos amigos... sempre foram um grupo tão unido, mesmo depois de Carly ter ido para a Itália, Sam para Los Angeles, mesmo depois de terem se tornado adultos responsáveis cada um com sua conturbada rotina...
Sentiu uma lágrima escorrer pelo seu olho direito, e imediatamente a limpou, bloqueando o celular em seguida.
Foi até a janela e olhou pela rua, a movimentação estava intensa devido ao enorme fluxo de turistas que visitavam a cidade nessa época do ano.
Balançou a cabeça, estava na hora de dar um basta naquilo que tanto o atormentava.
Pegou novamente o celular dentro do bolso e discou um número, respirando fundo antes de a linha ser atendida.
"Alô?"
A voz doce atendeu a chamada, e por alguns instantes Freddie pensou em desligar.
"Carly? É o Freddie..."
"Freddie?? Aaaaaaa que surpresa boa! Não sabe como me deixa feliz receber uma ligação sua."
"Pois é... -fez uma careta, como isso era difícil!- olha, eu vou direto ao ponto: preciso falar com você. Será que tem como a gente fazer uma chamada esse domingo?"
"Posso sim, vou estar em casa o dia inteiro."
"Ok, então eu te ligo no domingo."
"Beleza."
Freddie apenas disse um tchau e desligou em seguida.
Quando seus dedos enfim encontraram o número de Gibby, ele percebeu o quanto aquilo estava o deixando nervoso. Pensou em desistir várias vezes mas então pensou em Sam. Querendo ou não sua namorada tinha sim muitomais motivos que ele para não ir atrás desses dois pedir uma conversa mas ela ainda assim o fez, então se ela se sentia pronta, por que ele também não se sentiria?
Limpou a garganta e enfim discou o número. Quando Gibby atendeu com a voz denunciando que ele mastigava algum alimento, Freddie sentiu vontade de revirar os olhos e desligar.
"Alô?"
"Oi Gibby, é o Freddie."
"Freddie! Meu Deus, cara quanto tempo... por que me procurou?"
"Preciso falar com você, um assunto sério, tem como eu te ligar no domingo?"
"Tem sim. Eu ia pra um date mas a moça desmarcou."
"Tudo bem então, eu te ligo no domingo de tarde."
"Beleza, cara."
Balbuciou um tchau e desligou.
Suspirou, voltando a atenção a janela.
Conversas marcadas...
Ele só esperava conseguir levá-las adiante!
{...}
No dia seguinte, Sam aproveitava os quinze minutos restantes de seu horário de almoço para dar uma arrumada em sua sala. Tirou a poeira da mesa, reorganizou os porta retratos, limpou as gavetas e reuniu alguns livros mais antigos para a doação.
Quando terminou, sentiu o celular vibrar no bolso do vestido e sorriu ao constatar que era uma mensagem de seu amado.
"Contrato assinado, amor!"
"Já pode escolher a roupa para a inauguração! Estou ansioso pra ter ver toda produzida, apesar de que você não precisa de nada disso para ficar linda. Mas você me entendeu rs."
Deu uma risadinha. Freddie era tão bobo, mas é justamente isso uma das coisas que a encantava nele!
Respondeu o parabenizando pela assinatura e fez uma piadinha quanto a roupa que usaria no dia da inauguração.
Arregalou os olhos ao ver as horas e imediatamente guardou o celular no bolso novamente. Se dirigiu quase correndo até a porta e a abriu, precisando se amparar nela em seguida.
Pôde ouvir a voz de Claire próxima a si.
–Senhorita Puckett, a senhorita está bem? -a jovem perguntou, com olhos arregalados, enquanto amparava a loira, a segurando pelo braço direito e o ombro esquerdo.
Sam respirava com um pouco de dificuldade, mas logo respondeu.
–Estou sim, Claire. -limpou a garganta em uma tentativa de recuperar o fôlego. -Foi só uma tontura. Por favor, preciso que você me encaminhe o processo 2470, falta pouco para a audiência.
Enquanto falava, era posicionada na cadeira da mesa de Claire pela mesma.
–Tudo bem... mas será que não é melhor ir pra casa? Esse processo é simples e não tem mais nada de urgente para ser feito hoje.
Sam olhou para a jovem, como se implorasse para que ela cumprisse o pedido.
–Claire, eu estou bem. Obrigada por se preocupar, mas realmente não é necessário. Viu? Já passou, é culpa desse calor dos infernos que está fora do comum.
Ela deu uma risadinha e Claire por sua vez também riu.
–Está bem. Eu vou encaminhar o processo pelo e-mail. Mas se precisar de mais alguma coisa, é só me chamar. Não exite em fazer isso, senhorita, sou sua secretária!
A loira sorriu. Claire era tão doce e prestativa, precisava reconhecer isso mais vezes.
–Obrigada.
Se levantou e voltou para sua sala, fechando a porta em seguida.
Já sentada em sua cadeira, levou a mão ao coração; estava agitado, pulando.
Não queria admitir mas, estava preocupada sim com aquele mal estar repentino.
{...}
Freddie aproveitou a manhã de sábado para descansar. Dormiu até as dez e passou a tarde maratonando Friends com Sam, que por sua vez percebeu estar calada e um pouco aérea. Quando questionada pelo namorado ela apenas disse que estava cansada da semana e apreensiva com a próxima audiência, o que, claro, não convenceu em nada o Benson.
E lá pelas seis da tarde, começaram a ajeitar a casa para quando Melanie e William chegassem, o que não demorou muito, meia hora depois o casal estava subindo pelo elevador.
As irmãs se abraçaram quando se viram e tamanha foi a surpresa quando William entrou com o pequeno Albert; Sam sentia muitas saudades do sobrinho e queria muito que Freddie o conhecesse, afinal, já havia passado da hora de isso acontecer.
Freddie se surpreendeu muito quando viu Melanie, a Puckett mais nova estava muito diferente de quando a viu pela última vez; ainda na adolescência. E sentiu vontade de rir ao se lembrar de que passou um bom tempo pensando que ela não existia, só descobriu de fato estar errado quando começou a namorar com Sam e a acompanhou até o aeroporto para buscar a irmã certa vez.
Se abraçaram e Melanie deixou bem claro que apesar de ela ser doce, ainda era uma Puckett e poderia muito bem quebrar a cara dele caso ousasse ferir o coração de sua irmã. Gargalhadas foram ouvidas após isso, mas a loira falava sério.
Sam pegou Albert do colo de William e em seguida abraçou o cunhado, que demonstrava certa timidez; era a primeira vez que visitava a cunhada desde a mudança e não sabia como lidar com gente nova, -nesse caso-, Freddie.
–Amor, esse é o Albert, meu sobrinho lindo. -deu um beijinho no rosto do menino- Albert, esse é o Freddie, namorado da titia.
–Oi. -a criança disse enquanto acenava para o moreno, em um gesto de cumprimento.
Freddie sorriu, crianças são tão adoráveis!
–Oi carinha, como vai?
–Bem.
–E esse bicho do mato aqui é o William, meu cunhado. William, esse nerd do meu lado é o Freddie.
–Oi cara, é um prazer finalmente te conhecer, ouvi falar muito de você.
O Benson levantou a mão em cumprimento, que foi logo apertada por William.
–Igualmente, Freddie.
Sam e Melanie sorriram ao trocar um olhar cúmplice, queriam muito que seus parceiros se tornassem amigos, assim como elas eram.
{...}
Se acomodaram na sala.
Melanie e Sam estavam sentadas juntas no sofá, e William e Freddie ocupavam as duas poltronas; de frente uma a outra e ao lado do sofá.
Albert estava tranquilo brincando no tapete com sua pista de carrinhos. Toda vez que um carrinho descia a pista, ele batia palminhas em comemoração, chamando a atenção dos adultos que achavam uma graça sempre que isso acontecia.
Os quatro conversavam animados, William já estava começando a se soltar, a primeira garrafa de vinho estava na metade e Sam já havia devorado um pratinho inteiro de queijo.
–Então quer dizer que você indicou um especialista e mesmo assim a mulher ficou brava? -perguntou Freddie à cunhada, sem disfarçar a indignação ao ouvir a história que ela havia contado sobre seu trabalho.
–Sim. -ela confirmou, rindo enquanto pegava mais um queijo. -Disse que se eu não tinha competência para curar uma "simples alergia" então eu não tinha competência nem para exercer a medicina. Daí eu disse que eu sou ginecologista obstetra, e não dermatologista!
Mais gargalhadas foram ouvidas e Melanie enfim levou o queijo que havia pegado, a boca.
–Aff, fala sério... se fosse eu já teria mandado se foder! -disse Sam, e os três ao seu redor arregalaram os olhos, enquanto a mandavam se calar. -O que foi??
–Não pode falar isso! Tem criança aqui na sala, amor. -disse Freddie, apontando para Albert, que estava cada vez mais intretido com os brinquedos.
–É, Sam. Parece até que não aprende.
Melanie riu, e jogou uma almofada na irmã, que a pegou e a colocou no colo.
–E o que que tem? Ele nem está prestando atenção, e mesmo que estivesse, não sabe o que é. E se perguntasse ninguém ia dizer.
–Ok, mana... se você diz, né...
–Enfim, pessoal, eu queria dizer que a minha empresa vai ser inaugurada em breve e eu quero ver vocês lá, hein? -disse Freddie, antes de dar mais um gole em seu vinho.
–Beleza, cunhado, vamos sim.
–Você vai montar uma empresa? -perguntou William- Que legal!
–Vou sim, em sociedade com um amigo. Vai ser voltada para a fabricação de softwares e aplicativos.
–Que legal, Freddie! -disse Melanie.
–Isso é incrível! Desejo muito sucesso para vocês. -disse William.
–Obrigado, gente.
Após mais alguns minutos de conversa, a garrafa de vinho rosé já havia se acabado e as gêmeas resolveram que um karaoke deixaria aquela noite ainda mais divertida.
A essa altura Albert se encontrava dormindo no quarto dos tios então Sam teve a ideia de arrastar os móveis para que elas tivessem mais espaço para performar as músicas.
Freddie e William riam e batiam palmas para as amadas, que no momento cantavam Shake It Off acompanhadas de uma performance desengonçada porém coerente para duas pessoas com níveis de álcool a mais no organismo.
Porém ao final da música, Sam sentiu novamente aquela tontura do dia anterior, dessa vez mais forte e acompanhada de um enjôo terrível.
Colocou o microfone na rack da televisão e correu para o banheiro, chamando a atenção de todos os presentes.
–O que deu nela? -questionou Melanie, para ninguém em especial, enquanto observava a irmã correr.
Freddie estava com as sobrancelhas erguidas e muito preocupado.
–Não sei... mas eu vou atrás dela. -disse ele.
Cruzou a sala e o corredor até chegar ao banheiro, ouviu barulhos de vômito e xingamentos.
Sam odiava mais que tudo, passar mal!
A tensão em seu interior se fez mais presente, e ele deu uma batida na porta.
–Amor... tá tudo bem aí?
Demorou um pouco, mas a resposta veio.
–Está sim... volta lá pra sala, Freddie!
–Tem certeza? Me deixa entrar ai pra te ajudar.
–Não precisa, volta pra lá, não deixa a Melanie e o William sozinhos.
–Eles já são bem grandinhos, e...
–FREDDIE, VAI LOGO!
O rapaz arregalou os olhos, tamanho o susto pela reação da namorada. Levantou as mãos em sinal de rendição.
–Tudo bem então, mas se precisar de mim é só gritar!
–Como ela está? -perguntou Melanie, visivelmente preocupada, quando Freddie retornou para a sala.
–Acho que bem... mas insistiu pra que eu voltasse pra cá.
–Típico dela...
–Será que não é melhor ela ir para o hospital, não? -sugeriu William- É muito comum ondas de virose nessa época do ano, vai que a Sam pegou?
–É verdade, amor, pode ser.
–Não rejeito a ideia, mas não sei se a Sam vai aceitar ir, pelo menos não hoje. -Freddie suspirou, nervoso.
Melanie e William assentiram, concordando. Sam sempre fora muito cabeça dura para coisas relacionadas a saúde.
{...}
Minutos depois parecia que a noite havia voltado a sua normalidade. Os dois casais conversavam e riam na sala, dessa vez em um volume mais baixo devido ao horário avançado das dez horas.
Sam aparentava estar melhor, mas seu rosto ainda denunciava um abatimento notável. Freddie pensou em questioná-la mas sabia que fazer isso agora só pioraria o humor da namorada, então fez o maior esforço que conseguiu para se manter calado.
Quando o relógio virou para as onze, Melanie e William fizeram menção de ir embora, mas Sam e Freddie pediram para que dormissem lá, devido ao horário avançado e as doses de álcool que haviam consumido. Após muito relutar, o casal aceitou.
Sam cedeu seu quarto e de Freddie para a irmã e o cunhado, considerando que o filho deles já estava adormecido lá há horas. E ela e Freddie se acomodariam no quarto de hóspedes.
Quando a loira terminou de arrumar a cama, ouviu a porta, -que já estava aberta-, ser batida, e virou para trás.
–Ei, Mel.
–Ei, só vim dar boa noite.
Ela se sentou na cama, sendo seguida por Sam.
–Como você está se sentindo agora? Está melhor?
–Estou sim.
–O que acha que pode ter sido?
–Ah, não sei... mas acho que o vinho, eu exagerei muito na dose e tenho andado muito nervosa por causa do trabalho.
Melanie franziu o cenho e pensou em dizer que ela é muito forte para bebidas alcoólicas. Mas levando em conta o humor nada toleravel que a irmã se encontrava desde o momento em que passou mal, achou melhor permanecer com esse argumento apenas no pensamento.
Balançou a cabeça, e a abraçou.
–Bom... boa noite, mana. Durma bem, e sonhe com os anjos!
Deu um beijo no rosto da irmã, que sorriu.
–Você também, Mel. Durma muito bem!
Retribuiu o beijo e suspirou quando a irmã saiu do quarto.
Colocou a mão no peito e se deixou cair no colchão daquela cama...
Mil pensamentos tomavam conta de sua mente e sua cabeça girava.
"Será?" Pensou, antes de cair no sono.
Freddie saiu do banho minutos depois e sorriu ao encontrar a namorada adormecida na cama. Trocou o short jeans e a camiseta apertada que ela usava por uma camisola confortável e a ajeitou de forma melhor e mais confortável na cama.
–Bons sonhos, meu amor. -disse, após dar um beijo na testa dela e antes de apagar a luz do abajur.
{...}
–Amor... tem certeza de que você quer fazer isso?
Perguntou Sam para Freddie, após ele ter dito a ela que faria uma chamada com Carly e Gibby naquela tarde para uma conversa sincera.
Freddie suspirou.
–Tenho sim, amor. Acho que só assim eu vou conseguir tirar esse peso que eu tenho sentido.
A loira assentiu, e acariciou as mãos do amado, as beijando em seguida.
–Então tudo bem. Vou ficar aqui na sala estudando a defesa, e torcendo para dar tudo certo!
Ele sorriu, e roubou um selinho da namorada.
–Obrigado, amor.
{...}
Minutos depois a porta do quarto foi trancada.
Freddie ligou o notebook e o posicionou em cima da escrivaninha, organizou uma sala de bate papo no FaceTime e colocou Carly e Gibby.
Após uma longa suspirada, ele enfim os ligou e a chamada começou.
Não sabia muito bem o que fazer de agora em diante, e se sentiu aliviado por Carly tomar a dianteira.
"Oi Freddie. Oi Gibby!"
O Gibson retribuiu o cumprimento e o Benson apenas acenou, esboçando um sorriso meio amarelo.
–Bom... eu chamei vocês aqui porque eu queria conversar. -fez uma pausa- Olha, eu venho pensado muito nos acontecimentos de meses atrás e, percebi que não me sinto mais da mesma forma. Quero dizer, a mágoa sempre vai existir mas, aquelaraiva que me impedia de deixar a emoção de lado... essa, já não existe mais.
Os olhares dos jovens atrás da tela passaram a esboçar uma sentelha de esperança.
"E isso quer dizer... o que? -perguntou Carly, visivelmente esperançosa."
–Que eu estou disposto a perdoar vocês...
A Shay não conseguiu segurar um grito de felicidade e logo tampou a boca. Gibby apenas esboçou um enorme sorriso.
"Poxa cara, isso... isso é incrível. Muito obrigado!"
"Freddie, você não sabe o alívio que me dá ouvir isso! Se eu pudesse eu te abraçaria agora mesmo... muito obrigada, meu amigo!"
O moreno sorriu.
É... não havia sido tão difícil.
E não conseguia ignorar aquele sentimento de leveza que se apossou de seu ser.
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