P.O.V Mônica

Terça feira...

Já era hora do recreio e eu e meus amigos estávamos sentados na mesa do lanche para discutir em que casa faríamos o trabalho.

– E então quem vai se voluntariar a emprestar a casa por umas horas?- Pergunta Magali.

– Não sei. Hoje não vai dar. Minha mãe vai fazer faxina então vai estar a maior bagunça- Fala Cascão.

– Na minha também não. O problema vai ser o Monicão. Ele ama visitas. Não vai sossegar um minuto se quer. Mesmo que eu o prenda do lado de fora de casa no quintal, ele vai ficar latindo e vai ficar impossível de controlar- Digo.

– Na minha também não. Meus pais vão sair com uns amigos e tenho certeza que não confiam em mim para tomar conta da casa ainda mais com os amigos- Fala Magali.

– Eu to livre- Fala Cebola.

Então tá decidido, iremos fazer na casa do Cebola. Como o trabalho era para amanhã decidimos ir hoje mesmo na casa dele, ás 19:00 horas.

Ás 19:00...

Me arrumei (não muito chique) e fui andando até a casa dele já que éramos vizinhos. Abri a porta de casa e vi Magali. Caminhei até ela e fomos conversando.

– Amiga, eu estava pensando em nos reunirmos na quinta para um passeio em duplas. Nós e os nossos namorados...

– Magali, eu não tenho namorado.

– Ihh, é mesmo. Mas não precisa ser exatamente um namorado. Pode ser um amigo, companheiro ou até mesmo parente.

– Ok e onde eu vou encontrar.Meus parentes moram longes. Não tenho irmão e não faço a mínima ideia de alguém que esteja sem par.

– Menino é o que não falta. Na nossa vizinhança mesmo tem um montão!
–É quem sabe. Olha, já chegamos.

Quando nós entramos o Cascão já havia chegado. Nós fizemos o trabalho, mais os meninos não estavam muito interessados então fizemos o seguinte: Nós pesquisamos e demos a maior parte para eles escreverem. Nós mesmas escrevemos apenas um parágrafo (o trabalho tinha que ter a letra de todos).

Finalmente nós terminamos, Magali para animar os meninos mudou de assunto assim que fechamos o livro.

– Sabia que eu estou organizando um passeio? Cada um ter que ter um par. E eu já contei para a turma toda, com uma pequena ajuda da Denise, todos já estão escolhendo o seu par. Então acho melhor se apressarem. Vai ser na quinta-feira- Disse Magali.

– E você vai com que?- Pergunta Cebola.

– É obvio. Com o Quinzinho.

– Eu já vou com a Cascuda- Fala Cascão- E você Cebola, vai com quem?

– Eu ainda não seu. Não tenho par.

– Não esquenta Cebola. A Mônica também ta procurando um- Fala Magali.

P.O.V Cebola

Será que eu ouvi direito? A Mônica sem par? Como pode uma menina bonita como essa não ter par?

Mas espera. Essa é a minha grande chance de eu me aproximar dela. Pode não fazer muito sentido o que vou confessar agora, mas eu estou apaixonado pela Mônica. Cheguei a essa conclusão agora a pouco quando as meninas não tinham chegado ainda. Nós estávamos conversando.

Conversa On:

– Cascão, quando você sente um arrepio perto de uma pessoa, o que isso quer dizer?

– Por que está me perguntando isso?

– Por nada é que bateu uma curiosidade. Um amigo meu quis saber e eu não soube responder.

– Bom pode ser que você esteja sentido frio. Ou então que você sente algo a mais que uma simples amizade por aquela pessoa.

– Sentindo algo a mais que uma simples amizade?

– Sim. Não vai me dizer que está sentindo isso?

– Eu? De onde você tirou essa ideia?

Mas pela cara que ele fez, eu já sabia que ele sabia que eu estava mentindo.

– Não adiante me enganar. Eu sei que você está apaixonado, mas por quem? Será pela Carmem?

– Pela Carmem Cascão. Você ta tirando uma comigo não é?

– Então deve ser pela... Ah, eu não sei!

– Pela Mônica cabeça de ovo!
– Pela Mônica? Mais você mal a conhece!
– É claro que eu a conheço! Ela já morou aqui no bairro!

– Mais isso foi a 10 anos!

– Não importa!

E foi aí que elas tocaram a campainha.

Conversa OFF.

– Cebola, você está prestando atenção?- Pergunta Magali.

– Ihh, pelo jeito não!- Diz Cascão.

– Repetindo: Caso você vá. Vai ser ás 18:00 tá bom?

– Ok, obrigado Magali.

– Bom eu tenho que ir. Já ta na hora- Diz Cascão.

Mônica e Magali também têm que ir então eu acompanho todos até a porta.

– Mônica, antes posso falar com você um minuto?- Pergunto eu.