P.O.V Mônica

Segunda feira...

Acordei bem cedo, a aula começava ás 7:30 mas ainda eram 6:00.

Tomei banho, me arrumei e tomei café. Sai de casa quando eram 7:00 horas.

Estava a caminho da escola quando encontrei uma menina, ela parecia estar indo a escola também.

– Oi, você é nova aqui né?

– Olá. Sim, eu estou indo para a escola do Limoeiro...

– Sério? Eu também! Podemos ir juntas. Qual é o seu nome?

– Mônica e o seu?

– Magali. Será que vamos estudar na mesma sala?

– Eu acho que sim. Em que ano você está?

– 3° ano do ensino. E você?

– Também!

Conversamos até chegar à escola. Magali era uma ótima pessoa e nós já éramos até amigas.

Chegamos lá e ela me apresentou a escola. Era bem grande, tinha várias pessoas, vários lugares. O meu medo foi de me perder lá dentro, essa escola era maior que a minha antiga.

TRRIIM

Tocou o sinal para a entrada, nós entramos na sala 23. Provavelmente seria a sala que nós iríamos estudar.

As primeiras aulas eram de português. Nós aprendemos sobre funções sintáticas dos pronomes relativos. Achei a matéria bem fácil. (Eu sou uma ótima aluna, menos em matemática, não aprendo nada, não sei nem como não fico reprovada nessa matéria)

O sinal para o intervalo tocou. Magali disse que era para eu a esperar no refeitório. Só que tinha um problema, eu não sabia onde era o refeitório.

P.O.V Cebola

Lá estava eu, correndo de novo da Carmem. Essa menina me persegue o tempo todo e eu sempre tenho que dar uma desculpa para sair de perto dela.

O problema era que hoje eu não tinha uma desculpa então tocou o sinal e eu sai correndo.

O bom foi que ela não me viu. O ruim foi que eu não estava olhando para onde ia, então esbarrei em alguém.

Quase que eu falo: “Oh, olha pra onde anda!”, mas ai eu percebi que havia esbarrado numa menina que eu não conhecia (ou achava que não conhecia). Por mais que eu tivesse vontade, não consegui gritar com ela. Ela me lembrava uma velha amiga... Quando me dei conta já havia falado:

– Desculpa.

– Tudo bem – respondeu ela se levantando já que o esbarrão foi tão grande que nós dois caímos.

– Me desculpe de verdade, eu estava correndo, pois tem uma menina me perseguindo... Você é nova por aqui né?

– Sim por quê?

– É que eu nunca te vi! – Porque que será que ela me lembrava da minha amiga de antigamente? Só de pensar nela já me vinha lágrimas nos olhos.

– O que aconteceu? Você está chorando! Fiz algo de errado?

– Não, é que eu sinto muitas saudades dela.

– Dela? Dela quem?

Não respondi e enxuguei as lágrimas dos meus olhos.

– Qual é o seu nome?

– Mônica e o seu?

– Cebola.

– Mônica, o que está fazendo conversando com esse aí? – Disse uma voz interrompendo nossa conversa.

– Ué Magali, sua amiga não pode mais conversar com outras pessoas? – Disse eu irritado.

– Não quando se é um irresponsável. Vamos Mônica

Assim que as duas saíram me senti meio sozinho. Havia gostado de conversar com Mônica. Faz tempo que não conheço uma pessoa meiga como ela...