Notas iniciais
Olá meus amores, desculpem não ter postado ontem. É que eu tava com preguiça de escrever, e acabei deixando para hoje. Espero que gostem desse capítulo e não sei se perceberam mas, estamos quase acabando com essa fanfic.

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POV. BELLE GRANGER

De repente apareceu o professor Snape furioso com o Harry, por tê-lo atacado.

_Senhor Potter... – ele ia dizendo, mas ao ver nossa cara de espanto olhou para trás e notou o que acontecia.

O meu tio, em forma de lobisomem, começou a rosnar para nós e o professor Snape se colocou em nossa frente de braços abertos para nos defender.

Meu pai, que havia sido lançado longe voltou e puxou meu tio para longe, e ao ver isso Harry saiu correndo atrás do meu pai. Eu ia fazendo o mesmo quando fui impedida pelo Snape e Hermione dizendo.

_Fique onde está!

_Ah com toda certeza. Eu vou deixar o meu pai morrer enquanto eu fico aqui de braços cruzados. Até parece que não me conhecem. – e ao dizer isso fui atrás de Harry.

Ele estava parado em uma clareira onde meu pai e meu tio brigavam feio, de repente ele pegou uma pedra e tentou acertar meu tio.

_Eu te ajudo. – disse pegando uma e acertando-o – by Text-Enhance\">Bingo! Desculpe-me tio.

Não adiantou muito pedir desculpas, pois ele deixou meu pai no chão e veio em nossa direção. Sem pensar muito me agarrei ao Harry com medo do que aconteceria a seguir e ele apenas aproximava-se mais de nós, até que escutamos um uivo vindo de longe, e para a nossa sorte, ele saiu seguindo o uivo.

_Graças á Deus! – eu murmurei suspirando aliviada. – Pai.

Ele estava arrastando-se até uma moita e quando levantou já era o meu pai em forma de homem novamente, porém, estava cambaleando e muito ferido, saímos ao alcanço dele para ajuda-lo. Quando conseguimos alcança-lo ele estava deitado na beira do lago.

_Pai! – eu disse sentando ao seu lado. – Pai fala comigo por favor.

_Sirius, acorde. Não nos deixe aqui... – disse Harry.

Em bora estivesse frio, não era o suficiente para que saísse aquela fumacinha de nossas bocas enquanto falávamos. Entreolhamo-nos com medo de que aquilo em que estávamos pensando era verdade.

_Dementadores. – sussurramos ao mesmo tempo.

Olhamos para o lago e ele instantaneamente congelou.

Os Dementadores estavam em Hogwarts para caçar meu pai, e agora meu pai estava deitado desacordado na beira do lago, onde provavelmente eles estavam.

_Sua varinha Belle. – disse Harry assim que viu alguns se aproximando. Sim, alguns, porque eram dezenas.

_Expectro Patronum! – dissemos e logo uma luz saiu de nossas varinhas espantando-os, mas, não durou por muito tempo. Logo apagou e eles vieram para cima de nós.

Eles sugavam nossas lembranças, e meu pai gemia desacordado. Eu não podia deixar que eles sugassem a alma dele, então eu tentei executar o feitiço novamente, mas não consegui. Foi então que mais um dementador sugou outra lembrança minha e do Harry, que foi desmaiando aos poucos, assim como eu.

Eu havia falhado, não havia conseguido salvar meu pai. E logo agora que eu havia conseguido reencontrá-lo iria perdê-lo? Não poderia, isso era muito injusto. Muito injusto.

Uma luzinha branca saia da boca de meu pai, e foi quando eu fui apagando aos poucos, mas, antes de apagar eu consegui ver uma luz muito forte do outro lado do lago. E então eu caí ao lado de meu pai e no braço de Harry.

* * *

_Annabelle, acorde pelo amor de Deus! – escutava ao longe, Hermione chamar por mim, porém, não conseguia responder.

Não impostasse o esforço que eu fizesse para falar a ela que eu estava ouvindo, eu não conseguia se quer mexer um único dedo.

_Annabelle! – gritou sacudindo-me.

_Ah! – consegui gritar, e suguei o ar com muita força, eu havia ficado com falta de ar. – Hermione! Meu pai. É tudo culpa minha. Eu não consegui deter os Dementadores.

_Ele ainda esta vivo, calma. – disse ajudando-me a sentar.

_Que bom... Ei! Você disse ainda? – como assim ainda?

_Os Dementadores vão sugar a alma dele. – disse-me triste.

_O que? Não podem. – disse Harry assustando-me.

Foi então que notei, eu estava na Ala Hospitalar, junto com Harry que estava deitado também, Rony com a perna enfaixada. E ele fazendo aquele drama todo dizendo que ia ter que amputar... Hermione era a única que estava bem, aparentemente. E eu dava graças a isso.

Dumbledore rompeu pela porta. Ele parecia calmo e sereno, acho que eu nunca havia visto ele nervoso, ou bravo.

_Professor, não podem matar o Sirius. Pegaram o homem errado. – disse Hermione.

_Exatamente professor, como eu disse sempre, meu pai é inocente. – disse levantando da maca e indo até ele.

_Foi o Perebas professor. – disse Rony.

_O Perebas? – perguntou ele confuso.

_É uma longa história. Mas, o senhor precisa acreditar na gente. – disse Hermione.

_E eu acredito senhorita Hermione, mas poucos acreditaram nas palavras de quatro adolescentes de treze anos. – ele disse.

_Precisamos fazer alguma coisa, professor, nos ajude. – eu implorei.

Nesse instante o relógio bateu, e o professor disse:

_Como é misterioso o tempo. Curioso. E quando interferimos, perigoso. – olhando para Hermione disse – Conhece as leis senhorita Hermione, não pode ser vista. – e olhando para mim disse – Precisa manter foco senhorita Annabelle. Seu pai está na torre mais alta.

Ele saiu andando e antes de fechar a porta da Ala Hospitalar virou para trás e nos disse:

_Duas voltas devem bastar, e se tudo ocorrer bem, mais de uma vida será poupada. – e então ele fechou a porta.

Eu olhei para Hermione e ela olhou para mim, sabíamos do que ele estava falando. Ele se referiu ao vira-tempo. Mas, é claro! Como não havíamos pensado nisto antes?

_Ouviu o que ele disse né Belle? – perguntou Hermione – Você vai com Harry e eu fico com o Rony. Não coloque tudo a perder, e use a sua estratégia para dar tudo certo. – disse ela entregando-me o vira-tempo.

_Pode deixar. – disse pegando-o e colocando no pescoço – Venha Harry, temos muita coisa a fazer. – passei o colar pelo pescoço dele e dei duas voltas na ampulheta.

Tudo se passava por nós como um borrão, pessoas, objetos sendo carregados para lá e para cá, e Harry apenas observava confuso, sem a menor ideia do que estava acontecendo.

Quando enfim aquilo acabou, a Ala Hospitalar estava vazia, a não ser por nós dois. Tirei o colar de seu pescoço e guardei-o dentro de minha blusa.

_São sete e meia – disse olhando no relógio na parede – Onde estávamos a essa hora?

_Sei lá, acho que estávamos indo ver o Hagrid. – disse.

Puxei-o pela mão e sai correndo dizendo.

_Venha logo, não podemos ser vistos.

Notas finais
Espero que tenham gostado. E comentem por favor para me dizerem o que acharam.