Reencontros ...
57 Vira-tempo
Notas iniciais
POV. BELLE GRANGER
De repente apareceu o professor Snape furioso com o Harry, por tê-lo atacado.
_Senhor Potter... – ele ia dizendo, mas ao ver nossa cara de espanto olhou para trás e notou o que acontecia.
O meu tio, em forma de lobisomem, começou a rosnar para nós e o professor Snape se colocou em nossa frente de braços abertos para nos defender.
Meu pai, que havia sido lançado longe voltou e puxou meu tio para longe, e ao ver isso Harry saiu correndo atrás do meu pai. Eu ia fazendo o mesmo quando fui impedida pelo Snape e Hermione dizendo.
_Fique onde está!
_Ah com toda certeza. Eu vou deixar o meu pai morrer enquanto eu fico aqui de braços cruzados. Até parece que não me conhecem. – e ao dizer isso fui atrás de Harry.
Ele estava parado em uma clareira onde meu pai e meu tio brigavam feio, de repente ele pegou uma pedra e tentou acertar meu tio.
_Eu te ajudo. – disse pegando uma e acertando-o – by Text-Enhance\">Bingo! Desculpe-me tio.
Não adiantou muito pedir desculpas, pois ele deixou meu pai no chão e veio em nossa direção. Sem pensar muito me agarrei ao Harry com medo do que aconteceria a seguir e ele apenas aproximava-se mais de nós, até que escutamos um uivo vindo de longe, e para a nossa sorte, ele saiu seguindo o uivo.
_Graças á Deus! – eu murmurei suspirando aliviada. – Pai.
Ele estava arrastando-se até uma moita e quando levantou já era o meu pai em forma de homem novamente, porém, estava cambaleando e muito ferido, saímos ao alcanço dele para ajuda-lo. Quando conseguimos alcança-lo ele estava deitado na beira do lago.
_Pai! – eu disse sentando ao seu lado. – Pai fala comigo por favor.
_Sirius, acorde. Não nos deixe aqui... – disse Harry.
Em bora estivesse frio, não era o suficiente para que saísse aquela fumacinha de nossas bocas enquanto falávamos. Entreolhamo-nos com medo de que aquilo em que estávamos pensando era verdade.
_Dementadores. – sussurramos ao mesmo tempo.
Olhamos para o lago e ele instantaneamente congelou.
Os Dementadores estavam em Hogwarts para caçar meu pai, e agora meu pai estava deitado desacordado na beira do lago, onde provavelmente eles estavam.
_Sua varinha Belle. – disse Harry assim que viu alguns se aproximando. Sim, alguns, porque eram dezenas.
_Expectro Patronum! – dissemos e logo uma luz saiu de nossas varinhas espantando-os, mas, não durou por muito tempo. Logo apagou e eles vieram para cima de nós.
Eles sugavam nossas lembranças, e meu pai gemia desacordado. Eu não podia deixar que eles sugassem a alma dele, então eu tentei executar o feitiço novamente, mas não consegui. Foi então que mais um dementador sugou outra lembrança minha e do Harry, que foi desmaiando aos poucos, assim como eu.
Eu havia falhado, não havia conseguido salvar meu pai. E logo agora que eu havia conseguido reencontrá-lo iria perdê-lo? Não poderia, isso era muito injusto. Muito injusto.
Uma luzinha branca saia da boca de meu pai, e foi quando eu fui apagando aos poucos, mas, antes de apagar eu consegui ver uma luz muito forte do outro lado do lago. E então eu caí ao lado de meu pai e no braço de Harry.
* * *
_Annabelle, acorde pelo amor de Deus! – escutava ao longe, Hermione chamar por mim, porém, não conseguia responder.
Não impostasse o esforço que eu fizesse para falar a ela que eu estava ouvindo, eu não conseguia se quer mexer um único dedo.
_Annabelle! – gritou sacudindo-me.
_Ah! – consegui gritar, e suguei o ar com muita força, eu havia ficado com falta de ar. – Hermione! Meu pai. É tudo culpa minha. Eu não consegui deter os Dementadores.
_Ele ainda esta vivo, calma. – disse ajudando-me a sentar.
_Que bom... Ei! Você disse ainda? – como assim ainda?
_Os Dementadores vão sugar a alma dele. – disse-me triste.
_O que? Não podem. – disse Harry assustando-me.
Foi então que notei, eu estava na Ala Hospitalar, junto com Harry que estava deitado também, Rony com a perna enfaixada. E ele fazendo aquele drama todo dizendo que ia ter que amputar... Hermione era a única que estava bem, aparentemente. E eu dava graças a isso.
Dumbledore rompeu pela porta. Ele parecia calmo e sereno, acho que eu nunca havia visto ele nervoso, ou bravo.
_Professor, não podem matar o Sirius. Pegaram o homem errado. – disse Hermione.
_Exatamente professor, como eu disse sempre, meu pai é inocente. – disse levantando da maca e indo até ele.
_Foi o Perebas professor. – disse Rony.
_O Perebas? – perguntou ele confuso.
_É uma longa história. Mas, o senhor precisa acreditar na gente. – disse Hermione.
_E eu acredito senhorita Hermione, mas poucos acreditaram nas palavras de quatro adolescentes de treze anos. – ele disse.
_Precisamos fazer alguma coisa, professor, nos ajude. – eu implorei.
Nesse instante o relógio bateu, e o professor disse:
_Como é misterioso o tempo. Curioso. E quando interferimos, perigoso. – olhando para Hermione disse – Conhece as leis senhorita Hermione, não pode ser vista. – e olhando para mim disse – Precisa manter foco senhorita Annabelle. Seu pai está na torre mais alta.
Ele saiu andando e antes de fechar a porta da Ala Hospitalar virou para trás e nos disse:
_Duas voltas devem bastar, e se tudo ocorrer bem, mais de uma vida será poupada. – e então ele fechou a porta.
Eu olhei para Hermione e ela olhou para mim, sabíamos do que ele estava falando. Ele se referiu ao vira-tempo. Mas, é claro! Como não havíamos pensado nisto antes?
_Ouviu o que ele disse né Belle? – perguntou Hermione – Você vai com Harry e eu fico com o Rony. Não coloque tudo a perder, e use a sua estratégia para dar tudo certo. – disse ela entregando-me o vira-tempo.
_Pode deixar. – disse pegando-o e colocando no pescoço – Venha Harry, temos muita coisa a fazer. – passei o colar pelo pescoço dele e dei duas voltas na ampulheta.
Tudo se passava por nós como um borrão, pessoas, objetos sendo carregados para lá e para cá, e Harry apenas observava confuso, sem a menor ideia do que estava acontecendo.
Quando enfim aquilo acabou, a Ala Hospitalar estava vazia, a não ser por nós dois. Tirei o colar de seu pescoço e guardei-o dentro de minha blusa.
_São sete e meia – disse olhando no relógio na parede – Onde estávamos a essa hora?
_Sei lá, acho que estávamos indo ver o Hagrid. – disse.
Puxei-o pela mão e sai correndo dizendo.
_Venha logo, não podemos ser vistos.
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