Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado ao Clube do Pônei o/ Que me fizeram uma surpresa que ainda não sei qual é. Vou ver daqui a pouco.
Espero que gostem.

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Prévia: _Annabelle! – gritou Hermione – Suas mãos!

Assim que abaixei meus olhos para elas e olhei para a palma de ambas, notei que saiam fogo delas. Não sabia como explicar aquilo, mas era como se toda a minha raiva estivesse concentrada ali, na palma da minha mão.

Capítulo 26 — Sentença

|| Na tarde seguinte ||

Finalmente as aulas haviam terminado por hoje. Harry, Rony, Hermione e eu resolvemos dar uma passadinha lá no Hagrid para ver o que havia dado no julgamento do Bicuço que o pai do Draco havia pedido.

Só espero que ele não tenha sido demitido, caso ao contrário eu surtaria.

Estávamos descendo até a cabana do Hagrid, ainda de uniforme e com as nossas mochilas. Pegamos um caminho cheio de pedras, porque era o caminho mais rápido, só que estávamos correndo e eu acabei tropeçando em uma das pedras, só para variar um pouquinho, e caí o que rendeu um efeito dominó. Todos caíram em cima de mim e descemos o que restava rolando.

_Ai! – exclamávamos

Quando finalmente conseguimos parar de rolar já estávamos a passos da cabana do Hagrid. Levantamos e ajeitamos nossas vestes.

_Você não pode ir à nossa frente. – disse Rony – Sempre você cai.

_Ah! Falou o Senhor Eu não sou desastrado. – disse fazendo uma careta.

_O Hagrid está ali no lago. – disse Harry apontando para o pequeno lago que havia ali perto.

Fomos até lá falar com ele. Ele estava dentro do lago com as calças erguidas até os joelhos e tacava pedras no lago.

_Hagrid! – anunciamo-nos

_Crianças. – disse ele sorrindo para nós e vendo o nosso estado perguntou – O que houve com vocês?

_Adivinha só? – perguntou Harry

_Belle caiu? – chutou Hagrid

_Caiu. – confirmou Hermione e todos riram

_Não tem graça nenhuma. – disse cruzando os braços.

Cada um sentou em um lugar, Harry e Rony em uma pedra. Hermione preferiu sentar em um tronco caído e eu sentei no chão mesmo e comecei a brincar com as pedrinhas que havia ali.

_O que aconteceu no julgamento, Hagrid? – perguntou Hermione

_Ah! O Lúcio disse coisas terríveis sobre o Bicuço. Disse que ele era uma criatura má e que mataria sem pensar duas vezes.

_Mas, não despediram você, não é? – perguntei com medo

_Não. Não me despediram. – disse ele para o nosso alívio.

_E o que aconteceu? – perguntou Harry

_Maldito Lúcio pediu o pior. – disse ele e começou a chorar – O Bicuço foi condenado a morte.

Todos ficaram tão chocados com o que ele havia dito que nenhum som saia de nossas bocas. Isso não era possível, Bicuço aquele lindo Hipogrifo, condenado a morte? Ah, se eu pegasse o Lúcio daria um belo soco nele. Ah! Se daria.

_Não podem fazer isso. Não mesmo. – eu consegui dizer

_Não podemos fazer nada para impedir isso?- perguntou Rony

_Não. – chorava Hagrid

_Espere só até eu pegar o Malfoy. Se ele não tivesse se metido a besta, nada disso teria acontecido. – eu falava com raiva – E ainda diz que é um Black. Covarde desse jeito?

Depois de um tempo, Hagrid conseguiu se recuperar e saiu do lago.

_Belle, fiquei sabendo que saiu ontem a noite a procura do seu pai. – disse ele sério

_Sim.

_Não pode fazer isso. É perigoso.

_Ele é o meu pai. Mesmo se ele for um assassino como muitos dizem, o que eu acho uma total falta de noção, ele não faria mal a própria filha. Não acha? – perguntei

_Mesmo assim. Prometa-me que não vai sair procurando ele. – pediu ele

_Desculpe Hagrid. – disse levantando do chão e limpando minha saia – Não posso prometer o que não posso cumprir.

_Mas, Belle...

_Não adianta Hagrid. – disse Hermione.

_Querem entrar? – perguntou ele – Eu fiz bolo de chocolate.

Então entramos na cabana dele, que era pequena para um homem tão grande quanto ele, mas era muito aconchegante. Transmitia paz, na verdade.

Hermione e eu sentamos em sua grande poltrona, enquanto Harry e Rony sentaram nas cadeiras e Hagrid pegou um banco que havia feito com um toco de uma árvore. Canino descansava a cabeça no colo de Harry e Rony olhava-o com um sorriso bobo no rosto.

_Xô Canino, xô. – dizia Hagrid abanando a mão para o Canino sair do colo do Harry.

Aquele “Xô” do Hagrid me lembrou da Cho Changuiling, que me lembrou dela dizendo aquelas coisas horríveis do meu pai. E isso me deixou com muita, muita, muita raiva. Era quase ódio.

Eu sentia uma raiva tão grande que comecei a sentir meu corpo pegar fogo.

_Annabelle! – gritou Hermione – Suas mãos!

Assim que abaixei meus olhos para elas e olhei para a palma de ambas, notei que saiam fogo delas. Não sabia como explicar aquilo, mas era como se toda a minha raiva estivesse concentrada ali, na palma da minha mão.

_Como fez isso? – perguntou Rony

_Eu não sei. – disse.

E não sabia mesmo, não consegui controlar e parecia que o fogo aumentava cada vez mais, não de tamanho, mas a temperatura. Não chegava a queimar minha mão, mas eu comecei a sentir o calor inundando o espaço ao redor dele.

_Rápido, pegue aquele pote. – disse Hagrid ao Harry.

Ele pegou um pote com tampa que havia em cima da mesa e deu ao Hagrid, que o destampou e como se pegasse um vagalume no ar, pegou o fogo que estava flutuando em minhas mãos, tampando novamente o pote.

_Incrível! – disse Hagrid

_O que é incrível? – perguntei assustada com o que eu havia acabado de fazer.

_Você herdou mais um talento do seu pai.

_Como?

_Seu pai fazia a mesma coisa. São raros os bruxos que conseguem fazer isso. – explicava ele – Esse fogo que você conseguiu, de certa forma, criar, não se apagará até que você o assopre. Ele poderá durar anos e anos, mas continuará com o mesmo calor e o mesmo tamanho.

_E por que só se apagará se eu assopra-lo? – perguntei

_Por que, se bem me lembro, seu pai só conseguia produzi-lo quando estava com muita raiva de algo, ou alguém. Essa é a chama do desejo. Pode desejar qualquer coisa, desde que queira muito. – disse ele – Seu desejo só se realizará se conseguir apagar, e para isso precisa pensar em algo que lhe deixa triste.

_Me deixa tentar apaga-lo? – perguntei

_À vontade. –ele disse abrindo o pote e entregando-me

Eu pensei então no dia em que eu fiz o Basilíco atacar Hermione. Fechei os olhos e pedi um bilhete do meu pai. Assoprei o fogo que sumiu e no lugar havia um pequeno papelzinho.

Sem pensar duas vezes eu o peguei e abri.

Queria Belle,

Nunca se deixe levar pelo que os outros dizem, nem tudo é verdade. Siga seu coração e saberá a verdade.
Tenha coragem, força e acredite em você mesmo.

Com amor,

Papai.

Aquilo me deixou muito feliz. Muito mesmo. Aquilo me deu forças para enfrentar o que quer que eu precisasse enfrentar.

_O que diz ai? – perguntou Rony pulando para tentar ler o que havia no bilhete.

Entreguei a ele, que assim que leu ficou de boca aberta e entregou ao Harry, que ficou igual ao Rony. Assim como Hermione e Hagrid.

_E depois ainda dizem que ele é perigoso. – disse rindo.


Notas finais
Espero que gostem ♥