Reencontros ...
36 Reencontro
Notas iniciais
Eu não ia escrever esse capítulo hoje, mas a Ana me pediu então resolvi fazer. Esse capítulo é pra você que estava esperando-o desde o primeiro capítulo da série "Annabelle Black"
Eu chorei escrevendo esse capítulo :S
Prévia:_O que? Ele é seu primo...
_Sim. – disse rindo
_Meu Deus! Bom, desde que seja feliz... – de repente ele parou e ficou olhando-me com uma expressão que não reconheci.
Capítulo 36 — Reencontro
POV. BELLE BLACK
Quando ele finalmente ficou de frente para mim não consegui ver seu rosto porque estava sob a sombra, então eu dei um passo à frente e murmurei:
_Lumus! – e a ponta da minha varinha se acendeu. Iluminando, assim, a face do homem a minha frente. – Não é possível.
Ele tinha cabelos até os ombros e cacheados, possuía uma barba meio suja e olheiras fundas. Mas, mesmo assim eu o reconheci.
_Papai? – disse deixando escapar uma lágrima do meu olho.
_Minha bruxinha! – disse ele abrindo os braços para mim.
Sem pensar duas vezes fui correndo até ele e o abracei. Abracei como se fosse pela primeira vez. Eu me sentia segura, me sentia feliz, eu sabia naquele momento que ele sempre esteve a minha espera, sempre esperou aquele dia assim como eu.
_Finalmente! – sussurrou ele – Não sabe o quanto eu esperei para te abraçar.
_Você esteve esse tempo todo comigo? Desde daquele dia no caldeirão furado?
_Sempre. – disse sorrindo.
Nos sentamos em uma rocha e ele ficou me observando sorrindo.
_Você está igualzinha a sua mãe. – disse sorrindo
_Mas, apronto como o senhor. Pelo menos é o que dizem. – disse rindo
_Essa é a minha garota. – disse dando um beijo em minha testa.
Então eu me lembrei do que todos diziam a respeito dele, e querendo ou não eu precisava perguntar a eles.
_Pai? É verdade o que dizem sobre o senhor? – perguntei séria.
_Não. Eu não sou um assassino. Nunca matei ninguém. – disse
_Eu sabia! Sabia o tempo inteiro. Hermione falava que o senhor era um assassino, o Harry, o Rony... E o Draco. – lembrei de dizer uma novidade ao meu pai. – Sabia que estou namorando pai?
_O que? Mas, Belle você só tem 13 anos.
_Qual é? Quem é que era o maior garanhão da Grifinória?
_James... E depois eu. – disse rindo – Mas, quem é o sortudo?
_Malfoy, Draco Malfoy.
_O que? Ele é seu primo...
_Sim. – disse rindo
_Meu Deus! Bom, desde que seja feliz... – de repente ele parou e ficou olhando-me com uma expressão que não reconheci.
_O que foi?
_Eu não posso ser visto por mais ninguém. Não pode contar a ninguém que me viu. Promete?
_Claro pai. Mas, eu posso continuar te vendo?
_Sim. Eu ficarei esperando aqui, todos os feriados. – falou sorrindo.
Eu sorri de volta e o abracei.
_Senti muitas saudades. Eu sonho com você as vezes sabia? Me dizendo o que fazer.
_Você obedece? – perguntou brincalhão
_Por incrível que pareça sim. – ri – Tenho uma coisa pra te mostrar.
Abri minha mochila e tirei um pote vazio dela. Comecei a pensar em coisas que me deixava com raiva, Cho Chang, Pansy Parkinson, Snape descontando pontos da Grifinória... E então minha mão começou a esquentar e logo pegava fogo.
_Eu não acredito! – exclamou ele olhando para minhas mãos.
Eu coloquei o fogo dentro do pote e então pensei no dia em que o Gabe havia morrido e assoprei o fogo desejando ter uma foto minha.
_Pega essa foto pai. Fica com ela pra se lembrar de mim. – disse pegando a foto e entregando a ele.
Nessa foto eu tinha 12 anos e estava na pracinha perto de casa no balanço. Papai havia tirado de mim quando eu menos esperava.
_Eu sempre me lembro de você. Mas, com essa foto eu posso te ver também. – disse fazendo-me rir. – E o Lupin?
_O tio Aluado está dando aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. – disse
_Isso eu já sabia. Perguntei se gostou dele.
_Sim, apesar de ele ser muito certinho ele é bem legal. – disse fazendo careta na palavra certinho.
_Remo sempre foi o mais certinho da turma. – deu risada.
Continuamos a conversar sobre diversas coisas, escola, o que eu aprontava, e ele havia dito que estava muito orgulhoso de eu ser artilheira do time de Quadribol. Mas, como tudo que é bom dura pouco... Eu tive que me despedir dele, Hermione devia estar arrancando os cabelos de preocupação. Mas, agora eu sabia que poderia vê-lo em breve.
_Te amo minha bruxinha. – disse dando-me um beijo em minha testa e abraçando-me. – Se cuida. E apronte bastante por mim.
_Farei isso com prazer. Te amo pai. – disse dando um beijo nele. – Ah! Trouxe alguns doces pra você.
_Que delícia. Faz tempo que eu não como... Doces da Dedos de Mel, esses são os melhores. – sorriu para a quantidade de doces.
_Sem dúvida. Tchau.
Então eu fui encontrar-me com Hermione, mas antes passei na lojinha de petiscos se não ela desconfiaria.
_Onde estava esse tempo todo? – perguntou Hermione com a mão na cintura
_Conversando com uma mulher que trabalhava na loja. – disse erguendo o saquinho de petiscos – Ficamos conversando sobre corujas e perdi a hora.
_Hum... – ela não tinha acreditado mas, não perguntou mais nada.
Sorri mentalmente. Esse seria o dia mais feliz da minha vida.
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