Reencontros ...
15 Descobertas
Notas iniciais
Depois que os gêmeos compraram a cerveja amanteigada, Hermione, Rony e eu fomos nos sentar em um banco que havia pelas ruazinhas do vilarejo. Estávamos tomando a cerveja amanteigada, muito boa por sinal, quando sentimos um vento estranho. E de repente vimos umas pegadas aparecendo no chão, porém sem um dono a vista.
_Harry é você? – perguntei, e assim ele tirou a capa de invisibilidade e deu risada.
_Achou que iam se divertir sem mim não é?
_Como passou pelo Fitch? – quis saber Rony
_Com isso. – Harry tirou do bolso um pedaço de pergaminho em branco e continuou – Fred e Jorge me deram no castelo. Vejam só – ele pegou a varinha dele e apontou para o pergaminho dizendo – “Eu juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom”
E diante dos nossos olhos o pergaminho foi se transformando em um mapa mágico, ele mostrava Hogwarts inteira e todos que estavam lá, e onde estavam.
_Vim pela passagem secreta que tem de Hogwarts a Dedos de Mel. – explicou
_Brilhante. – disse maravilhada
_Mas, Harry não vai ficar com ele. Vai devolver para a professora. – disse Hermione
_Claro, e eu sou amiga intima da Buldogue. – disse irônica – Cai na real Mione.
Começamos a passear por Hogsmeade os quatro juntos até que chegamos perto do Três Vassouras novamente e vimos uma carruagem com o Ministro da Magia dentro junto com a professora Minerva.
_Cornélio – saudou uma mulher que vestia um longo vestido roxo e tinha os cabelos presos.
_Olha madame Rosmerta. O Rony se amarra nela. – disse para provoca-lo
_Como vai? – perguntou o Ministro a ela.
_Estaria melhor se não tivesse tantos Dementadores por aqui.
_Sinto muito mais isso é por segurança. – esclareceu ele
_Como se Sirius Black viesse para cá. – disse zombando.
O nome de meu pai me fez ficar alerta, e todos perceberam.
_Calma Belle. – pediu Hermione
_O que ele viria fazer aqui? – perguntou ela
_Harry Potter – disse a professora Minerva tão baixo que tive que ler seus lábios para entender o que havia falado.
_HARRY POTTER? – gritou ela espantada.
_Shiiu. – pediram eles.
E assim entraram. Sentimos um vento passar por nós e só vimos às pegadas de Harry indo em direção ao bar. Tentamos segui-los, mas fomos impedidos de entrar pelas cabecinhas falantes. O jeito foi ficar esperando que ele saísse.
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Estávamos distraídos quando vimos algumas pegadas indo em direção a uma clareira que havia ali perto.
_Olhe. – disse apontando para elas.
Então, levantamos do banco e começamos a segui-las. Quando as pegadas chegaram à clareira, que estava completamente vazia, vimos que elas continuavam apenas até um tronco que havia no chão e escutamos um choro vindo de lá.
Hermione e eu nos entreolhamos e como se lêssemos os pensamentos uma da outra ela assentiu para mim e foi até o tronco. Eu e Rony fomos aos aproximando aos poucos, receosos.
Ela se ajoelhou perto do tronco, estendeu a mão e puxou a capa do Harry deixando-o visíveis para nós três. Hermione não disse nada, apenas ficou olhando-o.
Chegamos até lá e ficamos de pé a sua frente. Ele olhou para Hermione com os olhos margeados de lágrimas e elas escorriam pela sua face, como uma cachoeira. De repente ele olhou para mim, e pude ver em seus olhos que havia raiva neles.
_Ele era amigo deles. – disse ele quase como um sussurro.
_Quem? – perguntei sem entender.
_Seu pai. – disse entre dentes.
_Ele os traiu. – disse ele levantando-se bruscamente e ficando a centímetros de mim. – ELE ERA AMIGO DELES.
_Do que está falando pelo amor do Merlin. – eu não estava entendendo nada.
_SIRIUS BLACK ERA AMIGO DELES, E DISSE A VOLDEMORT ONDE ENCONTRÁ-LOS. POR CAUSA DELE MEUS PAIS ESTÃO MORTOS.
_Você não sabe do que está falando. – eu disse tentando manter a calma a todo custo. Percebi que Rony deu dois passos para trás e puxou Hermione consigo.
_ESPERO QUE ELE ME ENCONTRE. – Harry estava fora de si, eu nunca havia visto ele desse modo. Tão descontrolado. Não parecia o Harry que eu conhecia aquele garoto doce e sossegado. Aquele amigo calmo e confiante. Ele estava transtornado, transformado pelo ódio que estava sentindo. Ele me dava medo. Mas, eu não iria me deixar intimidar por ele.
_É? Quer que ele te encontre? – perguntei sem demonstrar medo algum.
– QUANDO ME ENCONTRAR EU VOU ESTAR PRONTO. QUANDO ME ENCONTRAR EU VOU MATÁ-LO.
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