Notas iniciais
Eis que eu tava ouvindo “Divine Hate” (DMC3, pra quem não sabe n.n) e me veio o seguinte> Ilya + Vergil + Dante + Yamato + Livia XD Eu num aguentei e fiz de uma vez só ouvindo a musica. Todo mundo sabe que o Verg morre de ciúmes daquela espada, e eu achei que ele poderia, assim, querer ir atrás dela depois que conseguiu o que queria. *não me matem please* OBS: Titulo idiota, eu sei.

Chocada era a palavrinha que me descrevia muito bem naquele momento. Eu fiquei sem reação, abri minha boca várias vezes, mas nenhum som saía. Era como se eu estivesse paralisada pela surpresa. E que surpresa...

Segundo a história infernal que o Dante me contou, Vergil havia tomado posse do inferno. Havia chutado a bunda de Mundus sabe-se lá como, e eu realmente nem pedi pra ele entrar em detalhes, seria informação demais pra mim. Mas o que me deixou mais surpresa e chocada de verdade foi o fato de, apenas, ele ter escolhido nada a mais, nada a menos do que Lívia para controlar o Inferno com ele. E eu não precisava dizer o quanto eu não gostava daquela mulher...

-Eu falei pra se sentar – Ouvi Dante falar tranquilo até demais.

Como eu, Ilya, poderia me sentar com uma noticia daquelas? Eu estava com vontade de socar um até matar, isso sim.

Vi Trish ir até a cozinha e em pouco tempo voltar com um copo de água, mas pra minha surpresa, de novo, ao invés de dar gentilmente o copo para mim ela simplesmente o derruba em cima de mim... O que ela estava querendo no fim, fora o banho, era me trazer de volta pra realidade.

-Acordou? – Ela perguntou, olhando pra mim com uma sobrancelha arqueada, mas eu nada respondi... Sim, eu ainda estava chocada.

Ela suspirou olhando para Dante e depois voltou a olhar pra mim. Deu os ombros fazendo que uma carga elétrica percorresse seu corpo e então tocou o meu braço, fazendo com que eu levasse um choque daqueles... Realmente aquele dia não estava sendo um bom dia pra mim.

-Sua louca! – Gritei – O que pensa que está fazendo? – Perguntei assustada, longe de Trish e em minha forma de harpia.

-Ah, agora acordou – Ela sorriu como se não tivesse feito nada de mais, mas aquele choque doeu pra caramba! Fiquei com o meu corpo adormecido por um bom tempinho.

-Vai ver se eu to na esquina, tá legal! Melhor, vai caçar demônios! – Falei mal-humorada voltando a minha forma humana.

-Que mau humor – Dante reclamou. – Onde está a Ilya compreensiva e...

-Calado, Dante – O cortei – Você esperava que eu reagisse a essa noticia como? Soltasse rojões e confetes?

-Bem melhor do que isso, certeza. Afinal você era a defensora do Vergil e tudo mais – Ele soltou um riso sarcástico

-Eu era, sou, sei lá! – Respondi – Pelo menos até ele fazer essa loucura! E eu pensando que ele era o inteligente. – Dei uma risada chateada – Sinceramente, a estadia no inferno deve ter fritado os miolos dele!

-Eu te avisei como o Vergil era, mas pra variar um pouquinho, você não acreditou em mim! – O tom de Dante parecia um tanto quanto ofendido. – Você preferiu idolatrar ele.

-Cala a boca! Olha só o que você tá falando – Suspirei – Eu não idolatrava o Vergil! Ele só agiu de uma forma diferente da sua! Mas do que vai adiantar eu discutir isso com você! Nada! Não vai mudar uma vírgula da idiotice que ele fez e você parece concordar.

-Eu não concordo – Respondeu.

-E o que você está fazendo aqui parado?! – Eu estava inconformada, muito mesmo.

-E o que vai adiantar eu ir atrás do Vergil? – Ele bufou – Sossega.

-Sossega? SOSSEGA?! O que está acontecendo com o mundo? – Perguntei irritada – Ou melhor, o que está acontecendo com você!

-Isso tudo é ciúmes do Vergil? Ou por ele estar no inferno com Lívia? – Trish perguntou, o que me fez olhar pra ela muito mais irritada.

Mais uma vez eu abri minha boca diversas vezes sem falar nada. A verdade é que eu queria matar o Vergil por isso... De todos os demônios ele tinha que escolher logo a mais cínica, traiçoeira e perigosa...

-Os dois? – Trish voltou a perguntar.

-Eu não me conformo – Deixei escapar – Não mesmo...

-Já entendemos que você não gosta da Lívia também – a loira falou indo em direção a mesa de Dante e sentando-se como de costume.

-Eu não acredito que vocês estão conformados com isso! É simplesmente loucura!

E pelo silêncio naquela hora, sim, eles estavam. Sai da loja furiosa, eu não iria atrás de Vergil, apesar de ter vontade de socá-lo. Eu simplesmente andei por ai sem rumo por um tempo, não conseguia me acostumar com essa ideia.

-x-

A volta pra Devil May Cry é complicada, ao mesmo tempo em que quero voltar, eu quero permanecer longe do conformismo de Dante. Mas eu quero saber de toda a história, agora que minha raiva tinha passado, nos mínimos detalhes... De como Vergil virou um demônio, de como ele derrotou Mundus e o pior: conseguiu domar, aparentemente, Lívia. Isso é algo inacreditável, apesar de saber que ela pode tramar algo contra Vergil. E é exatamente isso que me irrita mais... A senhora das intrigas, o demônio mais cruel que eu podia encontrar, podia de uma hora para outra acabar com Vergil e ter tudo só pra ela, estabelecendo assim o caos novamente.

Assim que chego à quadra próxima a loja sinto algo estranho. Uma energia demoníaca grande, poderosa. Corro apressada para loja, é o que me faltava.

Abro a porta agressivamente, entrando com tudo, mas para minha surpresa, tudo está em ordem, a não ser...

-Vergil?! – É, meu dia não pode ser melhor. Engulo tudo o que está preso em minha garganta, o que me faz perguntar internamente: por que não temos coragem de dizer na cara da pessoa o que queremos quando a vemos?

-Onde está Dante? – Pergunto, sem tirar os meus olhos do outro filho de Sparda.

-Saiu – Limitou-se a dizer

-E deixou você cuidando da loja?

-Não estou cuidando dessa espelunca.

-E onde está sua queridinha? – pergunto sarcástica.

-Isso não te importa, serva. – Rebateu, sem nem sequer me olhar.

Tudo bem, eu sempre soube que o Vergil não gosta de mim e isso é desde criança, pelo visto nessa parte quase nada mudou. Mas essa superioridade dele é algo que não consigo aguentar.

-O que quer com o Dante? – Indago

-Os assuntos que eu tenho com ele não lhe diz respeito.

-É claro – Concordo dando uma risada nervosa – O que falta você querer? Dominar o Mundo Humano também?

-Para que iria dominar um mundo onde há somente criaturas insignificantes?

-Ora, ora, Vergil... Parece que você se esqueceu que sua mãe era uma dessas criaturas insignificantes...

Ele me encara com um olhar frio, como o gelo, segurando no cabo de sua mais nova espada. Por algum motivo, eu sinto um arrepio quando a olho. É como se minha alma fosse perfurada. E algo me diz que eu deveria ter mantido minha boca fechada. Bem, pelo menos há algum sentimento dentro dele, nem que fosse mínimo.

-Suma – Ele ordena. Sua voz era baixa, controlada, mas não menos assustadora.

-Quer que eu faça uma reverência, Vergil? – Pergunto, desafiadora.

-Suma, agora! – Ele levanta-se ameaçadoramente, me fazendo dar alguns passos para trás.

Mas antes mesmo de eu sair correndo feito uma desesperada por ter mexido com Vergil, a porta da loja se abre e por ela aparece minha salvação: Dante.

-Ah, pelo visto estão tendo uma conversa amigável – Ele fala assim que entra, com um sorriso no rosto. Qual é a dele?

-Diga para sua serva sumir da minha frente – Vergil fala, ainda me encarando.

-Ela não é minha serva, Verg – Dante suspira, apoiando-se na mesa, enquanto eu me sento em sua cadeira – Enfim, o que quer? Não veio do inferno só porque estava com saudades do seu irmãozinho.

-Onde está a minha espada? –Vergil foi direto.

-Na sua cintura, se não percebeu – Seguro o meu riso com essa resposta de Dante.

-Não seja idiota, Dante. Você sabe do que estou falando... Yamato – Nesse instante eu engasgo, começando a tossir até ficar sem folego e Dante olhar para mim com uma sobrancelha erguida.

-O que foi? – pergunto recuperando o folego perdido – Eu engasguei! Parece que você nunca engasgou- Me defendo, mas pela cara do Dante... – Pelo visto não.

-Vergil, como eu vou saber onde está a Yamato? Você a perde no inferno e vem perguntar pra mim?

Antes que Vergil pudesse responder, a porta é aberta novamente e dela aparece o meu pior pesadelo. Uma mulher de cabelos longos e olhar tão superior quanto o de Vergil, pele clara, arrogante, completamente dominadora e mais um monte de adjetivos que eu poderia passar horas dando para ela. Sim, Lívia... Bem na minha frente.

-Vergil, pensei que tivesse dito a você para não trazer seus animais de estimação aqui pra dentro. – Dante estava com raiva, o que não é pra menos. Essa manipuladora...

Ela olha para Dante com um sorriso maldoso.

-Eu adoraria ter visto aquele demônio ter arrancado a sua perna aquele dia, Dante.

-E eu adoraria ter arrancado a sua cabe...

-Já chega! – Vergil o interrompe — Diga de uma vez onde ela está.

-Da ultima vez que eu a vi foi com você – Dante responde mal-humorado.

-Eu lembro tê-la jogado em uma ilha, longe de tudo e de todos. Ah! Mas Dante esteve por lá não esteve? – Livia fala com todo seu cinismo, fazendo com que Vergil arqueasse uma sobrancelha. – Não me olhe assim, Dante querido, as noticias no inferno correm.

-Sua maldita! – Explodo – Pare de fazer intriga entre eles! Não acha que eles já têm problemas demais?!

-A conversa ainda não chegou aos servos. Ponha-se em seu lugar, ave.

-Esta serva irá te bater se você continuar, vadia!

Ela ri, como se tudo aquilo fosse uma grande piada. E pra ela deve ser mesmo. Ela sabia do ciúmes que Vergil sente daquela espada. Sem contar que ela também sabe que eu não sou párea para ela.

-Você não pode contra mim, serva.

-Poder eu não posso, mas pelo menos um soco nessa sua cara eu consigo – Dou um sorriso, já ao lado de Dante, pronta para avançar naquela coisa.

-Por que você não tenta? – Ela pergunta me desafiando. Dou uma risada.

-Ilya... – Dante me segura pelo braço – Não vale a pena.

Voltou-se para o irmão, ainda me segurando.

-Eu realmente não vi a espada, Verg.

-Você é um péssimo mentiroso – o outro conclui

-Você prefere acreditar nessa aí do que em seu irmão? – Dante pergunta

-Deixamos de ser uma família faz muito tempo, Dante.

Pude ver que Dante ficou mal com essa resposta de Vergil, que junto com Lívia, simplesmente saíram da loja.

Suspiro e Dante me solta. Aquela Lívia... Se eu fosse mais forte eu iria matá-la, cortá-la em pedaços e queimá-la. Se bem que, eu acho que isso seria diversão para aquela mulher-demônio.

- Aquela maldita tinha que abrir a boca. Se bem que... Agora o Vergil tem o que quer, por que diabos você está escondendo a espada dele?

-Sei lá – Respondeu dando os ombros – Quando eu vi já estava mentindo.

-Certo... Você não vai atrás do Nero, vai? — Pergunto preocupada. Não quero que Dante se mate com o Vergil e vice-versa.

-Vamos fazer o seguinte – Ele sorri tirando do bolso uma... moeda? – Se der cara eu vou pra Fortuna, se der coroa eu fico aqui quietinho.

Arqueio a sobrancelha me perguntando que ideia é aquela, mas concordo com a cabeça fazendo com que ele jogue a moeda para o alto deixando cair em sua mão.

-Está pronta? – Ele me pergunta com um sorriso misterioso.

-Sim... –Dou os ombros – Você não tem muita sorte mesmo.

Quando ele me mostra o resultado de nossa pequena aposta, fico surpresa. Havia dado cara.

-Parece que você se enganou – Falou colocando a moeda em cima da mesa.

Assim que sai da loja começo a olhar a tal moeda. Parece bem antiga, mas algo nela me faz ter a vontade de bater minha cabeça na parede.

-Dante, seu desgraçado...

A moeda tem duas caras.


Notas finais
Ufa! Essa foi maior do que as outras, pq eu tava querendo fazer isso faz o maior TEMPÃO! E a música me ajudou too. Enfim, num tá lá a Lady Ligeia e nem quero na verdade, pq ela é única *___* Mas eu tava enrolando tanto com isso e falando pra ela que eu ia fazer uma com a Livia... Sobre a ideia da moeda, NÃO ME MATEM! Sim, ela é do DMC2 *corri* Mas eu achei legal essa ideia e resolvi colocar XD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!