Reencontro

5 Os Ascendentes e a Ex-Mercenária


Notas iniciais
Nesse capítulo vamos conhecer mais sobre a vida de Sivir e dos ascendentes. Espero que gostem!

O dia havia começado para Sivir. Após acordar e arrumar-se para aparentar estar um pouco menos cansada, ela dirigiu-se para a sala de refeições do palácio. Fazia cerca de três anos desde que veio morar ali. Nunca imaginaria que levaria uma vida de luxo e honra, era apenas uma mercenária. Orgulhava-se da vida que levava agora, mas ainda assim era cansativo ter de resolver problemas políticos diariamente. Todo dia aprendia algo novo. As vezes sentia saudades das aventuras que se metia em busca de dinheiro e da excitação de uma batalha. Nada de tão interessante assim acontecia no castelo, além das vezes em que resolvia se divertir embebedando Nasus. Ele sempre ficava depressivo e era bastante engraçado. Chegando lá, logo encontrou-se com Renekton, Nasus e Azir. Já estavam sentados e comendo suas refeições. Apesar de tanto tempo ter se passado, ela ainda estranhava ver aqueles ascendentes que eram quase o dobro de seu tamanho comendo que nem gente. Nem imaginava que eles ao menos sentiam fome. Acenou para eles e sentou-se ao lado de Nasus e de frente para Renekton, no canto estava Azir.

— Parece que eu cheguei atrasada. — Ela disse enquanto esticava-se até o prato de Renekton para roubar um cacho de uva.

Após toda a confusão que foi causada por conta da Ascensão de Azir e o libertamento de Renekton e Xerath, Nasus e Sivir conseguiram curar a insanidade de Renekton. Xerath foi trancafiado novamente.

— Ei! Eu estava guardando pro final! — gritou o ascendente. — Me devolva isso, Sivir!

Sivir apenas respondeu com uma careta, mostrando que não se importava e deixando Renekton falando sozinho.

— A cada dia que passa você chega mais tarde. — respondeu Nasus — Anda dormindo tarde?

— Sim. São muitas tarefas pra um dia só... — Sivir disse preguiçosamente, colocando a mão na sua bochecha enquanto comia uma uva. — Seria legal se tivéssemos férias.

— Você pode tirar alguns dias para descansar, minha criança. — comentou Azir gentilmente. — Renekton, está cedo demais pra ficar gritando desse jeito.

— Mas ela pegou as minhas uvas! É todo dia a mesma coisa, parece que ela faz de propósito. — reclamou.

— Finalmente descobriu, grandalhão. — Ela deu uma risada.

Apesar de quase sempre estar sério e quieto, Azir tinha um lado gentil e encantador. Quando o conheceu, Sivir imaginava que era apenas um imperador amargurado e mesquinho. Que entraria numa guerra na primeira oportunidade.

Ela enganou-se profundamente. Ele era bondoso para com as pessoas que tinha apreço. E era bom demais com as muheres, apesar de sua aparência.

— O Festival de Ascensão é daqui algumas semanas, seu cansaço vai embora logo logo. — comentou Nasus.

O festival era uma comemoração anual em respeito aos ascendentes de Shurima. Eram vários dias de festa com muita música, dança, bebida e comida. Todos aguardavam por isso ansiosamente, inclusive Taliyah.

— Oh, é verdade... — ela animou-se — Espero que Taliyah volte a tempo. Ela adora essa época do ano.

— Já faz alguns dias desde que ela partiu pra Kumungu, não? — perguntou Renekton — A pirralha nem veio se despedir.

— Deve ter se divertido com o seu amigo antes de sair... — falou Sivir, dando uma risadinha entretida.

— Hã? Quem? — perguntou Renekton, indignado — Ela só é uma criança.

— Vocês homens são bem idiotas. — disse Sivir — Menos o Azir, ele é bem legal com as serviçais, eu já vi.

Azir colocou a mão no rosto, constrangido. Todos seguravam uma risada que logo deixaram escapar.

— Do que você está falando, Sivir? — Nasus perguntou — Quem seria esse amigo?

— Assunto de mulheres, Nasus. — respondeu a morena.

— Mulheres... adoram fazer um mistério ao invés de dizerem aonde querem chegar. — Azir finalmente falou.

— O que foi, Azir? Já arrumou outro rolo? — Sivir provocou — Você muda de alvo o tempo todo.

— Você adora bisbilhotar a vida amorosa de Azir, não é? — falou Renekton.

— É um ótimo entretenimento. Ele sempre fica constrangido quando eu pergunto.

— ...Isso não é verdade. Eu só queria que essa minha vida fosse privada, mas fica difícil quando se tem uma guarda que anda pelo palácio até mesmo de madrugada. É por isso que você acorda cada vez mais tarde. — disse Azir, incomodado com aquele assunto.

Os outros guardas e serviçais do palácio quase sempre viam os quatro conversando sobre assuntos políticos, estando sérios. Alguns nem faziam idéia de que eles tinham uma grande amizade e que possuíam conversas descontraídas como aquela. O assunto ficaria cada vez mais profundo se não fosse pelos serviçais que abriram as enormes portas da sala, fazendo todos virarem suas atenções neles.

— Vossa Majestade. Um dos generais da guarda solicitaram uma reunião.

Azir levantou-se e saiu do cômodo, junto com um dos serviçais. O outro permaneceu ali e aproximou-se de Sivir.

— Um falcão mensageiro para a senhora. — ele entregou o pedaço de papel para ela.

Sivir arregalou os olhos ao ler o conteúdo e levantou-se no mesmo instante, nervosa.

— Os noxianos pegaram a Taliyah. — disse a morena enquanto ia em direção a porta, dando passos largos. — Eu preciso ir.

Nasus levantou-se e pegou no pulso fino da mulher, notando a sua preocupação.

— Você não vai sozinha. Pode ser uma armadilha.

— É, não vá saindo andando sem explicar o que estava escrito aí — disse Renekton — Também nos importamos com a pirralha.

— O que estava escrito? — perguntou Nasus.

— Cassiopéia, uma mulher de Noxus que me traiu. Ela a pegou. Disse que querem seus poderes de volta para usar numa invasão contra Demacia.

— Não podemos deixar isso acontecer. Seu verdadeiro poder ainda nem sequer despertou. Isso pode ser um perigo — disse Nasus — Eu irei com você.

— E por qual motivo ela mandaria uma carta dessas avisando? — perguntou Renekton.

— Ela quer um acerto de contas comigo. E terá — respondeu Sivir, séria — Você vem, Renekton?

— É claro. Não seria legal da minha parte se ficasse de fora enquanto vocês dois estão lutando por aí.

— Então preparem-se — disse Sivir, saindo da sala junto dos dois — Nos encontraremos para partir daqui uma hora.

Eles logo separaram-se e foram preparar seus itens de viagem. Azir enfureceu-se ao saber da noticia e permitiu que partissem. Sivir andou até o seu quarto e pegou o seu bumerangue. Taliyah já havia salvo a sua vida, era a sua vez de retribuir o favor.

— Estamos indo, passarinho. — sussurrou Sivir — Por favor, esteja bem.

Notas finais
Espero que tenham gostado! ♥ No próximo capítulo teremos mais da Taliyah e do Yasuo.