Reencontro
9 Capítulo 8 - Amy
Notas iniciais
Eu estou tentando escrever o mais rápido possível, ok?
Acho que vocês abandonaram a fic :(
não recebo mais tantos reviews... a história tá muito chata? Vocês não estão gostando? Por favor falem, para eu poder melhorar a fic.
Beijos
Birdy
Capítulo 8
Amy
Amy e Ian andavam pelo corredor em silêncio. Amy estava preocupada por ter deixado o irmão com a Srta. Kabra, ela conhecia Natalie o suficiente para saber que não era seguro estar ao seu lado.
Tinha uma bifurcação no corredor, um caminho levava para frente e outro para a direita. Eles optaram por ir para a direita.
Aquele corredor lembrava alguns filmes de terror que Amy tinha visto, o que a deixava arrepiada. E a falta de luz no local não ajudava muito a situação. Eles chegaram a uma sala vazia, que tinha apenas uma mesa perto de uma das paredes.
Algo no chão chamou a atenção de Amy. Ela pegou a lanterna da mão de Ian e apontou para o caminho à frente.
–Ian, acho melhor sairmos daqui. — ela falou recuando na direção da porta.
–Por que? O que há no chão que demonstre perigo? — ele observou o solo empoeirado do lugar com atenção. E então viu porque Amy queria ir embora. Haviam pegadas marcadas no solo, pegadas recentes, como se alguém tivesse acabado de passar por ali. E as pegadas iam na direção de onde eles vieram.
De repente, o teto começou a tremer. Parecia que algo pesado estava andando acima deles. Amy se virou e andou depressa até a porta. O teto começara a rachar. Ian a seguiu. Seus passos largos logo a alcançaram.
Um estrondo veio de trás deles e foi se aproximando, cada vez mais alto. O chão começou a tremer, a poeira se espalhava e girava ao redor deles. Amy viu a bifurcação e apressou o passo, Ian não teve dificulades para acompanhá-la. Por um segundo, Amy ficou indecisa sobre qual caminho tomar, o que ela não podia ter feito. O barulho agora estava muito perto deles, embaralhando os pensamentos de Amy.
Ian percebeu que quando ela tomasse uma decisão já seria tarde demais, eles morreriam soterrados. Ele empurrou Amy para um caminho qualquer e acabou aterrissando sobre ela.
Ian abriu a boca para dizer alguma coisa, mas Amy o impediu e disse:
–Adorável?
–Sim, era isso o que eu ia dizer. Como sabia?
Amy sorriu com escárnio se lembrando do que acontecera quando eles estavam na Coreia. Ele tinha feito a mesma coisa.
–Você é muito previsível, Ian. — Ela disse.
Ian deu um sorriso zombeteiro e inclinou a cabeça. Seus lábios tocaram os de Amy, suavemente. Amy não tentou impedí-lo, ele se afastou e sorriu. Ela também sorriu.
***
Amy imaginou se aquele desabamento estaria afetando a estrutura da Escola, mas percebeu que era óbvio que não, ou ela e Ian já teriam morrido soterrados. Ela percebeu que os estrondos tinham parado.
Uma coisa em meio aquela poeira chamou a atenção de Amy, ela andou até o pequeno objeto brilhante e se agachou.
–É a memória de um computador. — Ian disse, ao seu lado.
–Devemos levá-la? — Amy perguntou, com relutância. Aquilo poderia ser perigoso, poderia explodir ou... era melhor não pensar nas possibilidades.
–Claro. — Ian pegou algo dentro da bolsa, uma sacola plástica. E colocou a memória dentro da sacola.
–Mas pode ser perigoso, Ian. Talvez uma armadilha... — Amy disse.
–Amy, sinceramente. Você acha que esse chip vai criar vida e tentar te matar? Não, claro que não. O máximo que ele pode fazer é uma explosão que talvez nem seja de longo alcance. E sei que você já enfrentou coisas piores. — Ian disse, pacientemente.
Ian estava certo. Amy podia fazer uma lista de acontecimentos que quase a levaram a morte. Seria uma lista bem grande. E aquele chip poderia conter informações importantes. Era melhor arriscar.
–Ok. Vamos levá-lo. — Amy se deu por vencida — Mas você terá que usar o seu computador.
Ian assentiu e os dois continuaram a andar por aquele labirinto de corredores e salas. O corredor a frente tinha várias portas. Algumas estavam trancadas e eles tentaram abrí-las a força. Ian abriu a última porta e se deparou com uma escada vertical.
Ele subiu pela escada e suspirou, aliviado, quando percebeu que aquela era apenas a Diretoria. Amy também subiu pela escada. Estava feliz por sair daquele lugar cheio de de poeira.
Eles saíram da Diretoria e encontraram a escola totalmente escura, mas perceberam que estava mais claro do que aquele porão cheio de corredores. Como Amy suspeitava, a estrutura da escola não fora afetada pelo desabamento.
–Ian, você acha que Dan ainda está lá embaixo? Natalie não poderia correr se a estrutura desabasse neles. — Amy disse, preocupada.
–Acho que eles dariam um jeito. Sabe lá quantas vidas você e seu irmão têm. -Ian brincou — Ele, pelo menos, deve estar vivo.
Amy lhe deu uma cotovelada. Ela sabia que Dan não deixaria Natalie para trás, mesmo que a odiasse. Dan é uma pessoa de escrúpulos. E ele se importa muito com as pessoas ao seu redor.
Ian se agacha repentinamente, tentando se esconder em algum lugar. Amy não o entende e ele pede para que ela se esconda. Ela imprensou o corpo contra a parede, ao lado de uma grande pilastra, ainda sem entender.
–Tem alguém vindo. Não acho que seja Dan, são passos pesados. — Ian sussurra. Ela apenas assente. Com certeza não é Dan.
A silhueta de uma figura enorme foi se aproximando até que Amy conseguiu distinguir a pessoa. Era um homem enorme e forte, parecia ser careca e usava um terno escuro. Ian abafou um grito. O homem não percebeu a presença deles e seguiu reto, virando a esquerda em outro corredor.
Ian observou a sombra se afastar e se aproximou de Amy, sussurrando.
–Eu o vi hoje de manhã, andando pela escola. Ele deve estar por trás das mensagens.
–Talvez. Vamos seguí-lo para ver se descobrimos algo. — Amy falou, também sussurrando.
Os dois andaram na ponta dos pés até o corredor onde o homem tinha virado, eles conseguiam seguí-lo através do som de seus passos ecoando no chão.
O som parou. Ian e Amy trocaram olhares nervosos, ele podia ter percebido que estava sendo seguido. Porém, alguns segundos depois, eles voltaram a ouvir o som dos passos. Os passos estavam próximos, muito próximos. Ian ia sugerir que eles corressem, quando uma mão o agarrou pelo pescoço.
Amy recuou, assustada. O homem ergueu Ian do chão, ainda segurando-o pelo pescoço. Ian se debatia e chutava o ar, tentando se soltar. O homem começou a avançar na direção de Amy e uma lembrança lhe veio à cabeça: mais cedo, Ian tinha lhe dado uma pequena arma que lançava dardos tranquilizante e depois lançava um outro dardo que dava choques.
Enquanto andava para trás, sem tirar os olhos do homem e de Ian, ela retirou a pequena arma da bolsa e a apontou para o homem. Ele sorriu com desdém.
–Atire em mim e seu namoradinho morre. — disse o homem.
–Já começamos com as chantagens, não é? — Amy ironizou — Acho que você não vai se importar se eu destruir um certo chip de computador com dados valiosos... — Ela pegou o chip do bolso e o colocou no chão, a alguns centímetros de seus pés.
A expressão do homem mudou para terror. Mas logo voltou a demonstrar desprezo.
–Você está blefando. Vamos fazer um trato, você me dá o chip e eu devolvo seu namorado.
Amy olhou para Ian, seus olhos estavam esbugalhados e seu rosto praticamente azul, parecia um Smurf gigante. Ela teve um ideia.
–Certo. Eu conto até três, você o solta e eu te dou o chip. — Ela falou.
O Homem assentiu e ergueu a mão livre com a palma virada para cima, onde ela deveria colocar o chip.
–Um... dois... três! — Ela jogou o chip no ar. Ian caiu no chão com um barulho forte. Aproveitando o momento de distração do homem, enquanto ele tentava pegar o chip no ar, Amy sacou a arma e atirou no peito do homem duas vezes.
Os dardos o atingiram, seus movimentos ficaram lerdos e Amy viu as pálpebras dele lutando para permanecerem abertas. Logo depois ele foi atingido por dois dardos de choque, que o nocautearam e ele caiu no chão. Ian cambaleou ao seu lado, tentando recuperar o fõlego.
–Muito bem, agente Amy — ele elogiou com a voz falhando.
–Vamos, agente Kabra, antes que a montanha acorde. — ele respondeu no mesmo tom de Ian.
***
O celular de Amy toca. Rapidamente, ela confere o número e atende.
–Dan? O que houve você está bem? — Ela pergunta.
–Ah, sim, estou ótimo. Tirando o fato de que estou trancado na enfermaria, com a senhorita Cobra indefesa ronronando ao meu lado como se fosse o Saladin. — ele ironizou.
Amy riu.
–Como você conseguiu ficar trancado na enfermaria?
–Longa história. Venha logo. Tchau.
–Também te amo, Dan. Tchau.
Amy desligou o celular e Ian se aproximou, curioso.
–O que foi?
–Vamos resgatar Dan e sua irmã na enfermaria.
***
–Acho que você vai ter que forçar a fechadura. — Amy disse.
Eles já tinham chegado à enfermaria e tentavam abrir a porta. Ian fez uma chave improvisada e colocou na maçaneta, a porta cedeu a abriu. Ian e Amy se deparam com uma cena que Amy achou muito fofa: Dan dormindo, sentado na maca e Natalie ao seu lado, com a cabeça recostada em seu ombro.
–Isso seria bonitinho se não fosse tão estranho. -Amy disse.
–Também acho. — Ian concordou.
Notas finais
Dan e Nat *u*
Amy e Ian *u*
O que vocês acharam??
Por favor, deixem reviews.
Beijos
Birdy
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