Reencontro
7 Capítulo 6 - Dan
Notas iniciais
Gente, o que vocês acham de um pouco de Danatalie (eu não sei direito como se escreve esse shipp)??
Pois é... por isso que o capítulo vai ser do Dan.
Beijos :*
Birdy
Capítulo 6
Dan
Já eram quase 6 horas da tarde e a escola ainda não tinha sido fechada. Dan estava extremamente ansioso. Ele não gostou nem um pouco da ideia de trabalhar com os Cobra (sim, ele ainda os chamavadesta forma) e ele tinha vários motivos para não estar animado com a ajuda deles:
1- Os Kabra adoravam brincar com armas e, principalmente, adoravam escondê-las, o que não trazia muita segurança à Dan;
2- Natalie era arrogante e mesquinha demais;
3- Dan sentia um pouco de ódio por Ian, por causa do acontecimento na Coréia;
4- Ele tinha medo de que as duas cobrinhas rastejantes se aproveitassem da vulnerabilidade dele e de Amy e os atacassem;
5- Dan realmente não sentia qualquer tipo de afeto por eles.
E Dan podia fazer uma lista de coisas ruins que os Kabra fizeram para sua família, começando pela morte dos pais de Dan e Amy, quando a mãe psicopáta deles, Isabel Kabra, colocou fogo na casa deles. Também podia citar a morte de Irina Spasky, que também ocorreu por causa de uma casa em chamas. A morte de Lester, que nem deveria ter se envolvido tanto na busca às pistas. As tentantativas (fracassadas) de matar Dan e Amy. Tudo isso por causa da busca às pistas.
Isabel gostava de ver o circo pegar fogo. Que dizer, ela gostava de ver casas pegando fogo.
Só lembrando: Isabel=Psicopáta.
Dan dava Graças à Deus por Isabel estar presa, bem longe da querida cidade deles, mas agora sua vida tinha sido invadida novamente pelos Kabra.
Dan pensava tudo isso enquanto observava os portões e a escada da escola. Ele estava escondido do outro lado da rua, perto de um grande prédio, Amy e Natalie se localizavam em algum lugar bem ao lado da Escola, mas Dan não conseguia vê-las, então não podia dizer com certeza onde estavam.
Quanto à Ian, Dan não tinha e menor ideia de sua localização. Ele dissera apenas que iria ficar na cobertura ou no telhado de um prédio, mas Dan não sabia qual.
Pouco tempo depois, Dan avistou dois homens com uniformes de vigia fecharem os portões da escola e saírem. Logo chegaria outros dois vigias, então eles teriam que ser rápidos. Dan colocou os fones no ouvido e atravessou a rua. Ele estava com uma roupa comum: calças jeans escuras, uma blusa preta um pouco surrada e um casaco leve. Muitas pessoas pensariam que ele era Emo, pelo tipo de roupa escura e pelo jeito como arrumara o cabelo, mas as roupas pretas faziam parte do plano.
Como combinado, ele teria que ver se a barra estava limpa e depois faria sinal para Amy e Natalie, que seguiriam com o resto do plano.
Ele se encostou na grade dos portões da escola e fingiu estar mexendo no celular. Ele estava de óculos escuros, portanto ninguém percebia que seus olhos estavam rastreando o local em vez de estarem atentos ao celular. Como percebeu que o local estava livre, virou o celular para dar o sinal, fazendo com que o sol se refletisse na parte lâminada e se desviasse para a calçada, era como aqueles lasers que vinham com lanternas. Parecia uma brincadeira inofensiva, qualquer pessoa poderia fazer isso.
Ele refletiu o sol contra a calçada três vezes, onde ele sabia que Amy e Natalie estariam e depois voltou a fingir que estava usando o celular, com se tivesse se entediado com a brincadeira. Na parede ao seu lado, apareceu um reflexo parecido com o que ele tinha feito, que se repetiu mais duas vezes. Era o sinal de Ian.
Um pequeno caminhão estacionou ao seu lado, na rua. Dan sabia que era Nellie, então não se preocupou. O caminhão servia apenas para encobrir a vista das pessoas que estavam do outro lado da rua.
Dan viu dois vultos rápidos e ágeis correrem em sua direção, depois eles escalaram e pularam rapidamente a cerca, sem muitas dificuldades. Os vultos seguiram pelo pátio até uma parede nos fundos da escola. Dan fez o mesmo, sem tanta agilidade, é claro. Ele encontrou os dois vultos, Amy e Natalie, encostadas na parede, um pouco agachadas. Amy fez um sinal para que ele se aproximasse.
–Ian avisou que os dois outros guardas estão chegando.- Natalie disse, conferindo o visor do celular.
Alguns segundos depois, Ian estava agachado ao nosso lado.
–Onde está a janela, Dan? — Ele perguntou.
Eles entrariam pela janela de uma das salas de aula, depois iriam para o segundo andar, onde fica a Biblioteca.
–Ali- Dan apoontou para um janela que estava um pouco acima deles. Sempre após a faxina da tarde, a funcionária deixava uma janela aberta, para que o ar entrasse na sala e ventilasse o local.
–Só dá para passar um de cada vez- Amy concluiu. — Tentem fazer o mínimo barulho possível, ok? — ela acrescentou, falando baixo.
Eles assentiram. A primeira seria Natalie, porque era a menor. E também porque ela tinha um aparelho que localizava e desligava temporariamente as câmeras que existissem no local. Assim sendo, não havia perigo de serem filmados.
Natalie ligou o aparelho e o colocou em seu cinto. Ian se aproximou da janela e juntou as mãos em forma de concha, para dar o impulso necessário para Natalie passar pela janela e entrar na escola (a janela não era tão baixa quanto vocês pensam). Ela se afastou um pouco e se preparou, depois correu, pisou na mão de Ian e saltou. Suas mãos agarraram a fresta da janela e o impulso fez com que ela conseguisse se sentar ali. Ela passou as pernas para o lado de dentro da sala e entrou.
Em seguida foi a vez de Dan, ele imitou os movimentos de Natalie e entrou pela janela, deve ter se arranhado um pouco, mas isso não era importante. O importante é que ele já estava dentro da escola.
***
–Dan, faça silêncio! — Natalie sussurrou e deu um tapa nas costas dele.
Contando com esse, Natalie já tinha dado uns quinhentos tapas em Dan. Ele já nem sentia as próprias costas e metade do seu braço esquerdo. Ele olhou por um segundo para seu braço e percebeu que estava vermelho.
–Ai! — ele sussurou — Eu estou tentando fazer o mínimo de barulho possível.
Eles estavam chegando à Biblioteca, Amy andava ao lado de Dan, um pouco à frente, Ian e Natalie estavam mais atrás. Dan preferia que os Cobra estivessem na frente, para ele poder vigiá-los.
Amy parou, a Biblioteca estava à frente deles.
–Que foi, Amy? Achei que você gostasse de livros.- Ian disse, zombeteiro.
–O-o quê? É claro que eu gosto! — ela protestou, corando. — Mas... é que...
–Ela é medrosa.- Interrompeu Dan, rindo.
Ian começou a rir também, Natalie estava séria, mas tentava se conter para não rir. Amy cerrou os punhos e entrou na Biblioteca batendo os pés, deixando-os para trás. Os outros a seguiram.
–Ian, de onde especificamente veio o sinal?- Amy perguntou ainda um pouco irritada.
–Por aqui. — Ian andou entre os corredores de estantes, verificando o celular.
Amy seguia ao seu lado, em silêncio. De repente, eles ouviram um barulho de algo caindo. Na escuridão, Dan não conseguia ver muito bem, mas jurou ter visto Amy segurar a mão de Ian. "Puro impulso" Dan pensou, inseguro, ele tinha medo de que não fosse impulso.
Ian tropeçou em algum coisa e quase caiu, mas Amy o segurou.
–É aqui.- ele sussurrou conferindo o visor do celular.
–Parece uma tábua solta.- comentou Natalie.
–É um alçapão. — Dan corrigiu, depois contornou com os dedos o alçapão. Ele encontrou uma alça e a puxou, abrindo-o. Não era muito fundo, por isso Dan pulou lá dentro e caiu sem se machucar. Era um lugar enorme. Dan viu uma parede distante e um corredor. O local era todo de madeira e tinha poeira acumulada. Automaticamente, Dan odiou aquele lugar, porque ele tinha asma.
Dan ouviu algo cair atrás dele.
–Ai! Meu tornozelo! — Natalie gritou.
Eles ignoraram Natalie.
–Vamos, Ian, o Dan fica aqui, caso Natalie não consiga andar.
Ian concordou, nem Dan nem Natalie ficaram satisfeitos com isso, mas concordaram. Amy e Ian seguiram pelo corredor, enquanto Natalie se ajeitava, sentada no chão.
Dan ouviu Natalie dizer algo como: "Tornozelo idiota. Se você não estivesse machucado eu não estaria com o ninja Cahill besta."
Provavelmente, não era para Dan ter ouvido.
–Escute aqui, Kabra. Eu não queria estar neste lugar, tendo você como companhia. E eu não estou reclamando. Sim, eu gosto de ninjas, ok? Da mesma forma como você gosta de roupas. Mas eu sei respeitar e parece que que você não aprendeu isso. Sinto muito se não fez parte do seu treinamento.
Natalie se surpreendeu, nunca tinha visto Dan agir daquela maneira. Ela sempre achou que ele fosse um garoto infantil e meio burro.
–Ah...desculpa.- Ela sussurrou.
Dan também ficou surpreso. Nunca imaginaria que a Kabra fria e calculista algum dia pediria desculpas para ele.
–Não, tud...-ele foi interrompido por um estrondo e em seguida ouviu gritos da sua irmã. Imediatamente ficou alerta. — Natalie, você consegue se levantar e andar?
–Não- ela respondeu, fazendo uma careta.
–Certo...- Dan pensou mais uma vez na besteira que ia fazer, mas não se importou, ele sempre fazia besteiras mesmo...
Ele se aproximou de Natalie e a puxou para as suas costas, ela, por sua vez, envolveu a cintura dele com as pernas e se segurou um seu pescoço. Dan saiu correndo pelo mesmo corredor onde Ian e Amy foram.
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